Neo City Uol

O que aconteceu após o golpe militar de 17 anos atrás...


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    Adrianne Leonhart

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    Mensagem  Adrianne Leonhart em Qua Out 21, 2015 9:53 pm

    Acontecimentos atuais no cenário Leonhart.
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    Catalina Raznov

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    Uma visita inesperada

    Mensagem  Catalina Raznov em Sex Out 23, 2015 12:52 pm

    Considerações em off: segundo o início do jogo MH Pós 17, UolCity enfrentava uma forte tempestade de neve, que foi se dissipando conforme o jogo foi evoluindo.


    A noite caía densa, como um manto negro, na cidade de UolCity. Ventos gelados, anunciando o fim de uma nevasca, circulavam através de prédios aleatórios destruídos, expressando sussurros em meio à escuridão.

    Não era uma noite comum. A cidade parecia estar vazia, preenchida apenas por alguns flocos de neve que ainda caíam em meio ao gelo prestes a descongelar. Era quase audível o estalar do degelo; o silêncio parecia ensurdecedor.
    No entanto, a calmaria não perdurou. Perfurando o céu vazio de estrelas, um pequeno jato sobrevoou em meio à escuridão, pousando em seguida no centro da cidade morta. Aquele barulho repentino parecia consumir todos os decibéis possíveis, despertando quem antes poderia estar adormecido.
    A porta do jato se abriu, revelando duas figuras, de imediato. Quando desceram a pequena escada automática, era possível visualizar suas feições e vestimentas. Ambos possuíam os cabelos castanhos presos em rabos de cavalo que iam até as costas de seus ternos negros. Seus sapatos lustrosos afundaram levemente na neve, e um deles retirou do bolso um rolo de papel, que foi desenrolado em seguida, revelando um mapa feito à mão, rasurado e visivelmente antigo.

    - Avise à Milady. Estamos próximos.- disse um deles, observando o mapa. Quando ergueu os olhos, reparou que o colega ainda não havia saído. Soltou um muxoxo audível e arremessou o mapa no peito dele, em sinal de um sério aborrecimento. - Vá agora, imprestável!

    Segurando o mapa com a mão, o segundo homem pôs-se a correr para dentro da aeronave, retornando em meros segundos, com o rosto lívido, suado. Esgueirou-se para o lado, liberando a passagem da porta para uma terceira figura que agora descia as escadas lentamente.

    Era uma mulher alta e pálida. Seus longos cabelos negros balançavam junto ao vento, como uma dança sensual. Usava um vestido carmin escuro, justo em seu corpo esbelto. Seus olhos azuis gélidos e penetrantes fixaram no homem que segurava o mapa, e apenas esse olhar o fez ajoelhar e colocar uma mão na nuca, de cabeça baixa.

    - M-minha senhora Catalina. Acredito... acredito que chegamos.- disse ele, hesitante, mantendo sua posição clara de submissão.

    - Ora, ora. Então onde está? - respondeu ela, suavemente. Após pensar por um breve segundo, continuou. - Não importa, Charty. Percebo que não sabe fazer seu trabalho.

    Ao dizer isso, o homem ajoelhado - Charty - estremeceu da cabeça aos pés e abaixou ainda mais o corpo. Catalina continuou a descer as escadas e, de trás dela, saíram mais cinco homens e uma mulher. Todos eles usavam ternos.

    - Liberem meus queridos Lakas. Tenho certeza que vão conseguir encontrar o local exato. - disse Catalina, com sua voz suave e baixa. Imediatamente, um segundo jato surgiu no céu escuro, pousando ao lado do outro. Das portas saíram cerca de 10 homens vestindo mantos negros e coleiras de couro, que ergueram a cabeça para o céu e em seguida correram para o horizonte à frente, afim de encontrar o destino de sua viagem: a Mansão Leonhart.
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    Alex Leonhart

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Alex Leonhart em Sex Out 23, 2015 10:05 pm

    *Para Catalina, cercada de seus agentes, era impossível que ela se sentisse intimidada preocupada com a situação que a cidade atravessava agora. Devido a hora, não se via mais ninguém nas ruas. O ar gélido era como uma agradável recepção para ela. Muito distantemente poderia se ouvir um uivo lupino, demonstrando que já não havia mais a mascara naquela região. Por pousarem no centro da cidade, estariam próximos da região da mansão Leonhart. Para seus agentes bem treinados, isso era apenas questão de tempo mesmo que não houvesse ninguém para lhe dar alguma informação.*
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    Catalina Raznov

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Catalina Raznov em Sab Out 24, 2015 2:23 pm

    Os ventos gelados e o uivo distante não incomodavam Catalina, que agora dava as costas à cidade e retornava para dentro de seu jato. Os outros, no entanto, continuaram do lado de fora. Todos eles estavam agora abaixados, com uma mão na nuca. Parecia ser algum tipo de reverência à sua senhora.

    Dentro do jato, Catalina aguardou. Estava sentada confortavelmente em um sofá aveludado, bebendo um líquido vermelho-vivo dentro de uma taça de cristal. Saboreava a bebida com gosto, circulando a taça distraidamente enquanto aguardava notícias de seus servos. Paciência era algo que felizmente ela possuía em abundância, portanto fez-se confortável para uma suposta longa espera.

    Cerca de vinte minutos depois, um dos homens de terno adentrou o jato. Era Charty, e ele abaixou o corpo na mesma reverência de antes.

    - Fale. - disse ela, cruzando lentamente as pernas. Uma parte do tecido de seu vestido encurtou ao fazer isso, deixando visível boa parte das suas coxas pálidas.

    - M-milady Catalina. - seus olhos percorreram os de sua senhora e pararam na parte visível de suas pernas nuas. - Temos... temos... n-notícias...

    - É mesmo, Charty? - ela disse, suavemente, erguendo-se do sofá e caminhando até ele, ainda segurando a taça. Aproximou-se o bastante para estar a apenas um palmo de distância de seu rosto.

    - S..s..sim. - suor caía nos olhos de Charty, que agora desviava o olhar para outro ponto do local. - ...encontraram a mansão... está localizada a cerca de uma quadra daqui...

    Catalina sorriu friamente. Aproximou seus lábios dos ouvidos do homem e sussurrou.

    - Gostou de olhar, Charty?

    Ele arregalou os olhos e tentou sair de perto, mas Catalina havia segurado seu braço com força. Ela continuou a sussurrar, no entanto, com a mesma voz suave:

    - Corra.

    A respiração de Charty travou em sua própria garganta. Por um segundo, ele não soube o que fazer, até que a mão de sua senhora largou seu braço. Ela riu com gosto quando ele pôs-se a correr, saindo para fora do jato aos trancos. Ela o seguiu lentamente, e quando desceu as escadas, falou aos outros:

    - Arranquem alguns membros dele. No entanto, tragam para mim seu membro mais precioso... - e riu novamente, uma gargalhada seca e fria. Três, dos dez homens que ali haviam, correram logo atrás de Charty, que já se distanciava consideravelmente. Catalina virou-se para observar o restante de seus servos. Os "Lakas" já haviam retornado, e estavam agora abaixados totalmente, aguardando novas instruções.

    - Levem-me até a Mansão Leonhart. Dois de vocês podem ficar nos jatos. Deixem o restante dos Lakas presos, ainda.

    E, ao dizer isso, Catalina começou a caminhar lentamente; os Lakas de antes corriam à frente, mostrando o caminho certo. Os outros homens de terno acompanhavam sua senhora, lado a lado. Ao cruzarem a esquina, certamente encontrariam a Mansão tão esperada, e, assim que possível, teriam sua presença anunciada.
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    Alex Leonhart

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Alex Leonhart em Seg Out 26, 2015 8:15 pm

    *Durante aquele meio tempo em que ela entrou dentro de sua aeronave, Catalina parecia insuperável em sua tirania de modo que era notável o respeito e temor que todos tinham. O homem que fugiu pode sentir o terror dentro dele ao ser caçado como um animal por seus companheiros impetuosos, mas que talvez fossem afligidos pelo temor de serem os próximos a serem caçados. Embora estivesse frio, o suor escorria pela face deles. Mas não correram muito, apenas 15 metros para além da nave quando encontravam quando notavam um vulto caminhando na noite na direção deles. Aos poucos a forma ia se revelando em uma forma feminina, que quando finalmente se aproximou da algazarra se revelava ser uma bela mulher na casa dos 30 anos, que estava coberta com um sobretudo todo fechado mas que contornava suas belas formas. Sua pele era branca mas não como a de um vampiro e sim como uma pessoa viva. Os cabelos negros lisos estavam presos em um coque charmoso, mas que alguns fios saiam do lugar devido ao vento. Seus olhos negros observaram a caçada dos homens, e ela gritou em um tom firme mas com uma voz bem feminina enquanto mantinha as mãos nos bolsos e se aproximava rumo a aeronave*

    Hey.... parem com isso já! Este lugar não é seu território para tais atitudes barbaras. Este lugar ainda possui leis.

    *Após dizer isso ela olhou todos os homens, e estava claro que ela sabia que eles eram ''visitantes'' de outro lugar. Mas não parou de andar. Ela cerrou os olhos enquanto passava pelos homens, com o olhar vil que poucas mulheres sabem fazer quando desejam se impor e manter a ordem. Seguindo sua caminhada, seus passos a levaram adiante da aeronave, onde ela permaneceu observando a mesma, tendo certeza que alguém iria avisar que havia alguém para recepcionar a visitante. Enquanto estava parada, sua respiração pesada deixava subir aquela fumaça tipica de quando o clima estava frio mas ela não parecia tensa e nem aflita, muito menos incomodada por ter que esperar no frio, na verdade já parecia ate mesmo acostumada com isso*

    .......

    *Ela não resmungou nem uma palavra, e nem temeu os homens caçadores de Catalina, ou os outros que poderiam estar vigiando o perímetro. Ela tirou a mão do bolso e tirou um maço de Morley vermelho. Separou um, e o acendeu para dar uma rápida tragada, e lançar a fumaça para o lado enquanto esperava pacientemente*
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    Catalina Raznov

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Catalina Raznov em Ter Out 27, 2015 11:45 am

    Os ventos gelados ricocheteavam os cabelos dos três homens que corriam atrás de sua presa, que se afastava pouco a pouco. Ao notarem a presença da estranha, pararam de sopetão no caminho, recuando lentamente. Esticaram as mãos para os lados, erguendo os braços, com um sorriso debochado nos lábios finos.
    Atrás deles, outros homens começavam a caminhar vagarosamente, até todos formarem, então, um círculo fechado em volta da moça. Suas expressões selvagens e risadas baixas abafavam a noite fria que perdurava, até que um deles soltou um assobio longo e fino, cortando o silêncio que havia se instaurado no local.
    Cerca de dois minutos depois, outros dez homens surgiram, trazendo outros dez presos em coleiras. Esses que estavam presos pareciam animais raivosos, desnorteados com o desejo vívido de abocanhar sua presa. O grupo se separou em cinco de cada lado, e no meio deles vinha Catalina, lentamente, segurando sua taça cristalina na mão.

    - Ora, ora, ora… o que temos aqui? - sua voz era baixa, fria e cortante como uma faca. Ela parou a cerca de dois palmos de distância da moça; os homens fecharam o círculo em volta delas. Os olhos azuis pálidos de Catalina silenciosamente perpassaram todo seu corpo, indo dos pés até parar finalmente nos olhos. Ela colocou a ponta de um dedo de sua mão nos próprios lábios, mordendo levemente. Abriu um largo sorriso e continuou a falar:

    - Estava demorando até vir alguém nos recepcionar. Fico contente de ter sido alguém tão… - e olhou a moça novamente, de cima em baixo, porém dessa vez de forma mais lenta e sensual - ...interessante.

    E então, observando os homens ao seu redor, acrescentou:

    - Perdoe os modos dos meus queridos acompanhantes. Eles não estão acostumados com outra presença que não seja a minha. - disse, bebendo um gole de sua bebida vermelha em sua taça de cristal. - Pobrezinhos.

    Apesar de ter seus modos mansos e delicados, seus olhos pareciam soltar faíscas, representando todo o potencial perigoso que ela parecia ter. Aproximou-se ainda mais da jovem estranha. A sensação de estar perto de Catalina era a de que ela parecia nada temer; sua confiança era alta e inalcançável. Continuou mordendo a ponta do dedo enquanto observava a moça, como um predador observa sua presa.

    - Diga-me, minha cara. De onde, neste local inóspito e gelado, surgiu uma presença tão animadora, como a senhorita? Presumo que seja senhorita, afinal és tão jovem. Não acredito que esteja no horário de jovens perambularem pelas ruas...- e aproximou-se do ouvido da moça, falando em um tom mais baixo - ... pode ser perigoso.
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    Alex Leonhart

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Alex Leonhart em Ter Out 27, 2015 3:53 pm

    *Estando onde estava, ela se viu cercada por todos os lados como se fossem animais de caça prestes a avançar sobre a presa. Mas isso não causava medo nela, pois a firmeza com a qual segurava o cigarro e indiferença até mesmo no olhar era como se fosse dito que eles eram nada. Mas logo voltou sua atenção a dama que vinha em sua direção. Ao contrario de Catalina, a respiração pesada pelo frio da jovem continuava a deixar um rastro no ar que se dissipava rápido. Ao estar diante dela, segurou o cigarro em uma das mãos e estendeu a mão direita para a cumprimentar, afinal, bons modos faziam parte de sua criação*

    Me chamo Aya....srta?

    *Ela esperou que se apresentasse e então levou o cigarro a boca, dando mais uma rápida tragada enquanto olhou ao redor dela concluindo que tais servos talvez não fossem diferentes de animais acorrentados. Naquela hora, conforme se mexeu, Catalina poderia observar que havia uma corrente em seu pescoço com o brasão em forma de leão, que certamente pertencia ao clã Leonhart, o que significava que seria extremamente ruim se algum de seus servos fizessem algo com a garota*

    Não esperávamos nenhuma visita. Hoje em dia isso não é mais algo comum. Vim o mais rápido que pude ao saber que havia uma aeronave que pousou aqui. Com a quantidade de guarda costas, presumo que isso não seja uma simples visita de vizinhos, não é?

    *Pelo rumo da conversa, a garota parecia saber algo sobre Catalina, ou ao menos sua fama. Ela sorriu brevemente com o canto dos lábios ao ser observada pela vampira, não dando para saber o motivo disso. Mas fez um gesto com a mão apontando o caminho de forma educada para que Catalina lhe acompanhasse, mas pelo seu olhar, estava evidente que apenas ela havia sido convidada a ir com Aya*

    Minha casa não está distante. Mesmo dentro dos muros da cidade ainda há perigo na noite. Mas sempre houveram problemas, não e mesmo?

    *Ela sentiu um leve arrepio pelo sussurro próximo em sua orelha, mas aquilo não lhe deu medo, pois sua face ficou um pouco mais quente, embora sua resposta lhe dada a sensação que estava falando com um soldado disciplinado sempre pronto para sua missão.Se Catalina continuasse a seguindo, elas iriam caminhar por volta de uns 20 metros, mas a visão privilegiada de Catalina já podia avistar ao longe na penumbra da noite um carro tipo SUV de cor preta estacionado na esquina da rua, todo apagado. Tudo indicava que a garota havia ido recepcionar a temivel Catalina sozinha, o que poderia ser considerado algo imprudente, ou talvez estivesse acostumada ao perigo*
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    Catalina Raznov

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Catalina Raznov em Ter Out 27, 2015 5:08 pm

    Catalina sorriu deliciada ao ouvir o nome da jovem “Aya”, como havia dito. Ela a encarou por mais alguns breves segundos, sorrindo e bebericando alguns goles de sua taça. Quando ficou finalmente vazia, entregou a um de seus servos. Esticou uma das mãos e tocou a da moça, levantando-a e levando até seus próprios lábios gelados. Então, os roçou lentamente na pele macia da mão da moça, fechando os olhos e sentindo seu aroma. Não se atreveu a passar a ponta de sua língua na superfície, ainda que tenha tido uma vontade quase embriagante. Aya poderia sentir o toque gelado da vampira, ainda que seu hálito fosse quente em meio ao frio do local. Catalina, então, sorriu para ela, ainda com os lábios colados à sua pele.

    - Catalina Raznov, à sua disposição.

    Disse simplesmente, erguendo o corpo lentamente e soltando a mão da moça, com certa relutância. Seus olhos estavam levemente amarelados, e sua voz, rouca e baixa. Ao ouvi-la falar a respeito de visitas e vizinhos, não pôde deixar de abrir outro largo sorriso, ainda mais quando notou as intenções da moça de seguirem o caminho a sós. Notou o colar com o brasão da família Leonhart, e, erguendo uma sobrancelha, fez um breve sinal com a mão. Um de seus homens se aproximou, ao lado de uma mulher; ambos vestidos de terno.

    - Milady Aya, estou aqui para uma reunião franca com Alex Leonhart. Estes dois aqui são Harlo e Frida, meus dois fieis escudeiros.

    Os dois servos fizeram uma breve reverência a Aya, porém, com os olhos no chão que pisavam. O homem, Harlo, possuía cabelos castanhos longos, presos a um rabo de cavalo. Parecia ser um tipo de padrão entre os servos. A mulher, porém, era loira e seus cabelos soltos caíam até o meio das costas. Seu terno, ao invés de preto como o dos outros, era branco, com a gravata vermelha. Catalina continuou a falar:

    - Devo acrescentar, é claro, que eles vão onde eu for. Tenho certeza de que a senhorita entenderia a posição delicada em que estou, em uma cidade totalmente desconhecida como essa. O que não quer dizer que eu seja contrária a uma proteção exclusiva de alguém como você… - e, ao dizer isso, deu uma rápida piscada com um dos olhos, sorrindo maliciosamente.

    Ela havia avistado o SUV ao final da rua, e se perguntou o motivo de uma jovem como Aya estar ligada aos Leonhart. Também admirou a coragem da moça em receber visitantes em meio a uma noite escura e gelada como aquela, o que a fez intrigar-se ainda mais com aquela estranha.
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    Alex Leonhart

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Alex Leonhart em Ter Out 27, 2015 9:45 pm

    - Srta Catalina... tenha certeza que estará em boas mãos comigo... Tem minha palavra quando digo que não tem nada a temer. Bons costumes devem ser preservados, e por hoje, é nossa hóspede. Será bem tratada, posso assegurar!

    *Seu olhar percorreu os corpos dos guarda costas pessoais de Catalina e os analisou de cima abaixo enquanto Aya dava uma ultima e longa tragada em seu cigarro e jogou a fumaça para o lado. Soltou o cigarro que caia no chão e não se preocupou em apagar ele. No entanto, o privilegio da visita era apenas para Catalina. Ela passou a mão pelos cabelos antes de colocar as mãos nos bolsos para se aquecer, e o vento tornava a mexer um pouco os cabelos negros da mulher. Surpreendentemente Aya era bem direta em sua conversa apesar de ser enigmática. Catalina saberia que a mulher não teria condições de lhe oferecer nenhum tipo de perigo, e que era ela quem estaria em uma obvia desvantagem, mas mesmo assim ela prosseguiu para que ambas ficassem a sós*

    - Você pode confiar em mim Catalina, mas e eu.... posso confiar em você? Ainda não conheço quem está por trás deste rosto tão atraente...

    *Ao virar o rosto ela estaria a observar a vampira nos olhos, um olhar de quem estava a apreciar sua beleza, e mesmo Catalina podia notar o olhar também atraente de Aya mas também frio e quase sem sentimentos, um olhar que parecia ter perdido o brilho há tempos. Da mesma forma que havia sido direta antes, ela continuava sendo, dando para perceber o quão firme era mas mantinha a voz sempre suave, mas não era tao sedutora quanto a da vampira que era quase hipnótica para alguns. A luz do Suv piscou e as portas foram abertas através do controle que estava na mão de Aya para que pudessem entrar. Diferentemente de Catalina. o frio era algo para ela se importar, e sua pele estava toda arrepiada por causa disso. Ela passou as mãos nos cabelos tirando os do rosto para enxergar melhor e naquele local fechado Catalina podia sentir melhor o perfume doce e delicioso que Aya usava. Mas antes de partirem, Aya fazia um pedido para Catalina.*

    - Catalina,poderia ordenar a seus servos que não criem bagunça, nem matem ninguém por favor? Você entende... apesar da mascara ter caído, ainda é melhor seguir as regras para evitar uma completa anarquia.
    Estarei te levando agora para a casa do príncipe... Alex. Já o conhece?
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    Catalina Raznov

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Catalina Raznov em Qua Out 28, 2015 12:28 pm

    Os olhos de Catalina agora passavam ao tom azulado de antes, embora ainda observassem Aya com certa intensidade. Algo na moça a havia atraído: era normal para a vampira sentir atrações de todos os tipos, mas o olhar daquela estranha era o que mais a intrigava. Com o balançar dos cabelos negros da jovem, Catalina pôde sentir mais uma vez o aroma que vinha. Sorriu contida, desta vez, percebendo o efeito desconcertante que a moça causava nela. Quando lhe foi perguntado se ela seria digna de confiança, a vampira riu com gosto, colocando uma mecha de seus longos cabelos para trás da orelha.

    - O que eu não faço por um rosto bonito? Digamos que posso ser uma garota muito, muito má… - e se aproximou mais uma vez da jovem, dessa vez ficando a apenas dois centímetros de distância do seu rosto. A aproximação poderia ser quase intoxicante para muitos; sua voz desceu mais um tom, aumentando a rouquidão. - .... mas só se a senhorita quiser, é claro.

    E se afastou, relutante, desviando seus olhos lentamente da jovem. Olhou para trás, e bastou apenas um olhar para que a mensagem fosse enviada para seus servos, que se afastaram vagarosamente das duas mulheres. Seja qual mensagem silenciosa tenha sido dita, Aya jamais saberia.

    Catalina caminhou até o carro e entrou, sentando-se confortavelmente no banco carona da frente. O perfume de Aya era chamativo e sensual. A proximidade das duas era ainda maior dentro daquele veículo fechado, e a vampira precisou se controlar para não tocar na jovem.

    - Ainda não tive a honra de conhecer o Milorde Leonhart, é claro. Estou lisonjeada de que ele tenha enviado alguém tão receptivo quanto a senhorita. - disse, olhando de lado para Aya. Sua expressão, no entanto, era despreocupada, confiante como sempre. Sabia as vantagens que a asseguravam naquele carro, e também sabia o quanto seus servos eram conectados a ela de uma forma incompreensível aos olhos leigos.
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    Alex Leonhart

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Alex Leonhart em Qua Out 28, 2015 9:33 pm

    *Aya deu um breve sorriso com o canto dos lábios ao ouvir o flerte da vampira. Ela não disse uma palavra. Mas Catalina podia imaginar o que se passava na cabeça dela. A mulher levou o dedo ao botão de partida e o carro ligou. O ronco grave do motor era baixo e discreto mesmo sendo um carro daquele tamanho. Os faróis foram mantidos apagados e a mulher colocou o cambio automático na posição ''D'' para começar a conduzir o veiculo através da rua seguindo para onde a mansão Leonhart se encontrava, no antigo bairro que era considerado uma área nobre há 17 anos atras. Apesar das limitações, o veiculo era conduzido sem dificuldades apesar do clima, mostrando que a mulher tinha pleno conhecimento do território*

    - Agradeço o elogio...

    * Os olhos da mulher estavam mirando o horizonte prestando atenção ao caminho percorrido durante aproximadamente 15 minutos mas após o breve silencio que seguiu ela voltou a falar enquanto sua mão direita tirava de dentro do bolso do casaco um maço de Morley vermelho. Mostrou o maço de cigarros para Catalina lhe oferecendo um*

    - Se importa se eu fumar um?

    *Embora muita dos locais da cidade tenham se tornado ruínas, Catalina podia observar que aquele lugar não era tão precário quanto as ruínas que rodeava a cidade. Na verdade, a natureza tomava conta de algumas casas e estruturas que foram abandonadas sendo quase cobertas pela vegetação. Outras, estavam um pouco menos ''abandonadas'' e ao que parecia, deveria haver pessoas morando no lugar. Aquele era um bairro residencial, não havia mais vestígios de comércios ali.*

    - Estamos quase chegando srta Catalina...

    * Ao avisar Catalina, ela se veria agora em uma rua que aparentava anteriormente ser bonita, pois havia quaresmeiras e ipês roxos ao longo das calçadas da rua, e o cheiro de dama da noite entrava dentro do veiculo. Dava para Catalina observar os muros grandes feitos de pedra que eram altos e não permitiam visão do terreno que se seguiam por um bom espaço, até que finalmente chegavam a entrada de um portão todo fechado. Ela notaria que havia câmeras extremamente discretas que monitoravam a entrada, e sem precisarem fazer nada o portão se abriu automaticamente para que o veiculo pudesse entrar.*

    - Seja bem vinda à mansão Leonhart srta...

    *Seguiram caminho, passando por uma pequena viela feita de pedras no chão enquanto o portão se fechava. Catalina também podia notar que a mansão estava intacta a salvo das ruínas que cercavam os arredores o que era algo impressionante. O gramado do jardim aparado, a mansão bem conservada e com luzes acesas dava para ter certeza que era moderna e provavelmente seria bem aconchegante. O carro seguiu até a entrada principal onde havia uma grande porta de entrada e Aya estacionou próximo. Ela desligou o carro, o deixaria ali mesmo por momento.*

    - Esta é a entrada principal... eu poderia lhe mostrar a mansão? Ou deseja ir direto falar com Alex? Estarei a sua disposição se precisar de algo...

    *Aya levou a sua mão dentro do casaco o que daria a impressão que ela poderia sacar alguma arma, mas o que ela tirava era as chaves da mansão. A porta do veiculo se abriu para que ela pudesse sair e deu uma breve olhada no horizonte como se se certificasse que estava tudo certo antes de ir caminhando para a entrada principal e colocar a chave para destrancar a porta, e só entraria após Catalina entrar primeiro*
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    Catalina Raznov

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Catalina Raznov em Qui Out 29, 2015 5:32 am

    Catalina permaneceu quieta durante o percurso da pequena viagem no carro à caminho da Mansão. Reparava o cenário que a cercava, mudando a cada metro que o veículo percorria. Árvores, casas abandonadas e vestígios do que um dia aquela vila já havia sido, em suas épocas de ouro: era de conhecimento da vampira os acontecimentos da cidade; havia estudado brevemente o tal Golpe Político instaurado ali. Agora vendo com os próprios olhos, sentiu como nos velhos tempos da antiga Romênia, depois da invasão de seus inimigos turcos. A lembrança lhe causou certo desconforto, mas logo deixou de lado tais pensamentos quando lhe foi oferecido um maço de cigarros.

    - Agradeço. - disse, simplesmente, pegando um deles, dentro da caixa. O aroma era sutil, e a vampira pôde reparar que muito do perfume de Aya vinha dos cigarros que fumava.

    Aguardou a moça acender para ela, e em seguida tragou levemente, deixando a fumaça quente preencher sua boca até finalmente deixar soltar. O carro parou dentro de uma vila luxuosa, diferente do cenário anterior, do lado de fora. Catalina ainda demorou-se antes de sair do carro, dando a volta nele do lado de fora e parando na frente de Aya. Fumou um pouco mais enquanto observava a jovem e então, depois de um longo minuto, falou:

    - Obrigada pela gentileza, mas não acho certo explorar a moradia de alguém sem antes falar com o dono. Sabe, sou das antigas. Se a senhorita não se importar em me levar até o senhor Leonhart, no entanto…

    Sorriu com o cigarro entre os dentes, retirando logo depois entre seus dois dedos das mãos. Já ia caminhando para dentro da Mansão assim que Aya terminasse de abrir a porta. Claro que ela poderia aceitar a sugestão da jovem de conhecer a Mansão inteira e ficar por dentro dos detalhes, mas não faria isso de imediato.

    No entanto, um som alto vindo dos céus pareceu pousar do lado de fora da vila em que a Mansão estava. Não era difícil constatar que os jatos de Catalina haviam seguido sua senhora até seu destino. Porém, o silêncio logo se instaurou novamente no local, afirmando que os servos permaneceriam do lado de fora da propriedade Leonhart. A vampira riu uma risada rouca e soltou outra baforada quente de seu cigarro.

    - Meus queridos Lakas não conseguiram ficar sem sua mãe… pobrezinhos. Não se preocupe, Lady Aya. Eles vão ficar quietinhos lá fora.

    Disse, encarando-a novamente com o mesmo olhar confiante de antes.
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    Alex Leonhart

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Alex Leonhart em Qui Out 29, 2015 8:23 pm

    - Sim, então te levarei até ele. Quanto a seus Lakas... eu não posso garantir a integridade deles como garanto a da sua srta Catalina. Isso está além do meu alcance.

    *Enquanto a vampira riu, Aya deu novamente um breve sorriso, não pareceu se importar com os servos de Catalina, e parecia franca ao que dizia que era melhor não entrarem. O maior perigo não era a mulher...mas certamente ela conhecia qual era, e aquele seu olhar sem brilho demonstrava que ela já tinha visto muita coisa. Ela deu uma ultima tragada no cigarro e então o jogou no ar para que caísse no chão próximo ao carro. A porta da entrada principal estava aberta, e assim que Catalina entrasse ela notaria o ambiente da mansão que era considerado muito moderno e de bom gosto ha 17 anos atras. Era como uma viagem no tempo onde tudo estava perfeito e intacto. As luzes de led iluminavam o local, e o chão de granito ecoava a cada passo que elas davam rumo a sala de estar. O salão era amplo e abusava das transparências com vidros, e moveis de luxo, e a decoração era de muito bom gosto sendo moderna e aconchegante. O som de uma musica vinha direto da sala de estar ( youtube.com/watch?v=oKPhGHAdqk0 essa musica) o que dava um certo ar melancólico e fúnebre. A mansão estava vazia, e mesmo para os sentidos aguçados de Catalina, não seria possível detectar a presença de ninguém se não fosse o forte cheiro de cigarro que vinha da sala de estar.*

    - Alex...deixe me apresentar a srta Catalina. Ela deseja ter um tempo com o senhor! Deixarei ambos as sós.

    *Aya não entrou na sala de estar. Ela olhou para Catalina e apontou para que seguisse em frente deixando eles a sós. Fez uma breve reverencia para ela antes de se afastar e sair dali. Catalina se via em um ambiente que tinha sofá, tapete, e algumas poltronas. O ambiente era amplo, e o aparelho de som reproduzia uma melodia tao antiga e tocante. Foi então que ela podia notar um homem que estava sentado e uma das poltronas. Ela sentiu ele encarar dos pés a cabeça sem o menor pudor, observando bem todo seu corpo como, mas seu olhar indiferente e inexpressivo tornavam impossível saber o que ele pensava. Ele apenas a olhava enquanto dava uma longa tragada em seu cigarro e estava sentado de pernas cruzadas de forma austera e imponente. Ele usava calça jeans, uma camiseta cinza mais justa ao corpo e uma jaqueta de couro aberta que deixava ver que ele carregava um brasão da família Leonhart no peito. Os cabelos lhe caiam próximo aos olhos. Alex possuía uma beleza naturalmente sedutora, e ele parecia alto, mesmo estando sentado. Estranhamente ele estava apenas a lhe observar, enquanto fumava com a mais sinistra calma do mundo. Comportamento tipico de um hábil predador que sabia brincar com sua presa...*

    - Ola...

    * Finalmente Alex rompia o silencio com sua voz grave e sedutora, e se ergueu. De fato, ele era alto como ela poderia suspeitar, possuindo por volta de 1,93m. Agora dava para se notar que ele possuía ombros largos, e um corpo bem definido. Seu visual lembrava quase um motoqueiro e ele caminhou até Catalina. Parou diante dela, e sem maiores preocupações segurou a face de seu rosto enquanto se aproximou para beijar sua face como cumprimento. Apesar do ''carinhoso'' cumprimento, era impossível saber o que ele pensava já que sua expressão era quase congelada, como se nada daquilo fosse novidade ou realmente importasse. Mesmo aquele cheiro gostoso de seu perfume não parecia arrancar nenhuma mudança dele. Alex então caminhou novamente, e se sentou em sua poltrona cruzando as pernas enquanto deu outra longa tragada para então jogar a fumaça para lado e ficou em silencio apenas encarando Catalina de forma sinistra*
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    Catalina Raznov

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Catalina Raznov em Qui Out 29, 2015 10:34 pm

    Catalina agradeceu silenciosamente a dama que a recebera com tanto zelo, apesar de seus olhos demonstrarem uma falta quase completa de afeto em relação a qualquer coisa. Nem mesmo os flertes da vampira pareceram distrair a moça, que manteve a todo instante a sua guarda alta. Sendo assim, Catalina finalmente adentrou a Mansão, ouvindo o som melancólico de uma música muito antiga, que ela própria não escutava há tempos.

    Era tudo diferente do que ela conhecia em Brasov, onde em seu castelo não havia todos aqueles aparatos modernos da atualidade. Observou tudo atentamente, não estranhando tanto assim, afinal viajava sempre para diversos lugares. Porém, o que mais a incomodou foi o fato de a casa estar vazia, justamente de ela própria detestar ficar a sós.

    Aya a indicou uma porta e se despediu em seguida, quando Catalina adentrou o cômodo. Notou os tapetes e os sofás, em especial o homem sentado em um deles: era bonito e exalava um charme frio típico de vampiros, algo que ela própria já estava acostumada em ver, devido aos seus muitos anos de experiência. Ele ficou um bom tempo a encarando, e pode-se dizer que a atitude foi mútua, uma vez que ela própria permaneceu parada, impassível, o observando igualmente. Também tragou seu cigarro, e quando ele se aproximou para beija-la, não se espantou. Na realidade, Catalina estava acostumada com reuniões com príncipes e vampiros chefes dos mais diversos clãs. Por conta disso, estava se sentindo confortável e relaxada.

    Assim que soltou a fumaça tragada pelo cigarro, Catalina sorriu para ele pela primeira vez. Ele notaria que suas feições eram igualmente atraentes, dignas de um charme elegante dos Ventrue. Seu vestido carmin se ajustava perfeitamente em seu corpo esbelto, valorizando suas curvas. Seu volumoso busto estava bem disposto em um decote sensual, expondo sua pele alva que parecia brilhar. Ela tomou a liberdade de se sentar em uma das poltronas ao lado da dele, cruzando as pernas e deixando suas coxas à mostra.

    - Agradeço por me receber, lorde Leonhart. Acredito que já deva saber, a essa altura, quem sou. Mas a pergunta é: o que vim fazer aqui, no seu lar?


    Ela riu, erguendo uma sobrancelha e tragando mais uma vez seu cigarro. Permaneceu o encarando por mais alguns segundos e se levantou novamente, ficando em frente a ele.

    - Oras, onde estão meus modos? Deixe-me ao menos me apresentar, Lorde Leonhart. Me chamo Catalina Raznov e vim tratar de negócios. Acredito que o senhor tenha algo que me interessa.

    Ela havia erguido uma mão para ele, mas não para que fosse sacudida como um cumprimento comum. Sua mão estava com a palma para baixo, afim de que ele a beijasse. Suas intenções eram diretas, Catalina detestava rodeios quando se tratava de reuniões. Esta, porém, parecia ser no mínimo mais interessante do que ela havia tido na Grécia, antes de chegar a UolCity: o vampiro que a recebera era um antigo Tremere almofadinhas de aparência estranha e maus costumes. Alex Leonhart, pelo que parecia, era bem diferente disso.
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    Alex Leonhart

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Alex Leonhart em Sex Out 30, 2015 3:26 pm

    *Enquanto Alex ouvia Catalina falar, ele observava a dama fatal. Segurou sua mão delicada que era menor que a dele, mas nem por isso menos letal. Levou as costas da mão de Catalina aos lábios beijando suavemente sua pele macia e soltou sua mão em seguida. Para ele não era estranho, pois esse era um tipo de cumprimento comum em seculos passados. Seus olhos profundos e indiferentes continuavam a lhe observar, acompanhando cada movimento dela*

    - Me chame de Alex... não precisamos nos preocupar com tanta formalidade não é? Podemos ficar a vontade para conversar sobre o que deseja querida. Pelo que pude perceber... você é uma mulher bem direta.

    *Continuando a conversa, Alex levou o cigarro a boca e deu outra longa tragada enquanto seus olhos perseguiam os movimentos da bela vampira que estava de pé diante dele. Catalina sabia que Alex certamente conhecia sua fama, mas no entanto, ele não parecia ter a menor preocupação, temor ou apreensão de estar ali com ela. Na verdade, era como se ele fosse vazio, e era impossível saber o que ele pensava, e certamente suas palavras poderiam trazer duvidas se ele era irônico ou não.*

    - Então...vamos direto ao ponto Catalina, o que eu posso fazer por você? Eu te oferecia algo para beber...mas sei que é exigente com o você se alimenta...

    *O sedutor vampiro continuava a lhe observar permanecendo sentado e com as pernas cruzadas, e pela sua frase, estava mais que certo que ao menos o minimo, ele sabia sobre ela. Ele finalmente terminava de fumar seu cigarro, colocando a bituca no cinzeiro sobre a mesinha de centro, mas na mesma hora ele levou a mão ao bolso e tirou outro cigarro, o qual já acendia e começava a fumar novamente, um vicio que ele não tinha a menor intenção de controlar. Ele se levantou novamente, e se aproximou de Catalina, estendeu sua mão para tocar o rosto dela, e lhe acariciou mostrando que admirava sua beleza, sentindo o suave toque de sua pele enquanto lhe observava com o cigarro na boca. Ele a soltou em seguida apos a breve caricia, caminhou pela sala enquanto colocava uma das mãos no bolso e a outra livre voltou a segurar o cigarro*

    - Você tem uma aparência totalmente oposta de sua temível fama Catalina. Sem duvida deve ser uma mulher feroz para conseguir inspirar terror mesmo com esta bela face...ah, deseja conhecer minha casa enquanto conversamos?
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    Catalina Raznov

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Catalina Raznov em Seg Nov 02, 2015 7:41 am

    Era claro, como a luz do sol, que Catalina permanecia mais reservada agora em frente a Alex. Ela media bem suas palavras e procurava observar mais do que falar - atitude que sempre adotava ao negociar com forasteiros. Porém, sua expressão relaxada e confiante diziam o contrário. Ele havia  beijado sua mão, e a isso, ela sorriu mordendo os próprios lábios.

    - Agradeço pela hospitalidade… Alex. Sou uma mulher à moda antiga, portanto não me adaptei aos costumes informais desta era.

    E então ela abriu um largo sorriso, elevando até seus lábios sua mão anteriormente beijada por ele. Ali, sentiria o leve aroma deixado por Alex. Ela inspirou e riu, passando lentamente a ponta de sua língua no local onde ele havia beijado, o olhando nos olhos. Realmente, era uma mulher de métodos provocantes. Largou a mão e começou a caminhar ao lado dele, saindo pela porta do cômodo onde estavam.

    - Devo dizer, Alex, que minha fama condiz perfeitamente com certos atos que realizei ao longo da minha existência. Porém, acrescento que fiz ainda mais do que disseram. Existem coisas que são feitas sob o manto escuro da noite de uma forma que ninguém testemunha.

    E então, quieta, tragou seu cigarro, que já chegava ao fim. Observou Alex profundamente, aderindo as percepções da sua aparente indiferença, soltando uma fumaça fantasmagórica de seu trago final.

    - Soube que UolCity está livre dos tais Hunters, e que agora o caos reina em suas profundezas. - dizia ela, caminhando ao lado dele o tempo todo - Também sei que um vírus se espalhou, transformando cidadãos em meros… zumbis.

    E então, parando de caminhar e passando seus dedos finos no maxilar do príncipe, sentindo a maciez de sua pele, continuou:

    - Eu quero encontrar esse vírus e torna-lo meu.

    Disse, simplesmente, ainda acariciando a face de Alex. Seus olhos azuis estavam brilhantes, exaltando a intensidade da ambição que a vampira demonstrava.
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    Alex Leonhart

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Alex Leonhart em Seg Nov 02, 2015 7:44 pm

    *Alex acompanhava os movimentos provocantes de Catalina mesmo que sua expressão indiferente não mudasse e sequer daria menção de que mudaria mesmo após ela afirmar sua fama sangrenta. Apenas levou novamente o cigarro aos lábios para dar outra longa tragada, e jogou a fumaça para o lado em seguida, e sem pedir permissão ele se aproximou e deslizou a mão pela curva da cintura de Catalina e repousou sua mão ali para lhe conduzir bem junto dele e acompanhar através da mansão*

    - Eu já esperava que fosse dizer algo assim Catalina. É preciso sujar as mãos para conseguir um status como esse, e claro que nunca irão saber de tudo...

    *Ao sair da sala de estar junto de Catalina, o som da musica ficava cada vez mais longe enquanto eles partiam para outros cômodos. Ele a conduziu até a sala de jantar, e logo a biblioteca em seguida, não demorando em nenhum comodo, apenas caminhando para que ela conhecesse enquanto conversavam (veja as fotos dos cômodos na database cenários - mansão leonhart). Por fim, seguiu rumo a área externa da mansão nos fundos, onde através da porta de vidro dava para notar um reflexo cristalino que refletia nas paredes. Ao passar pela porta, Catalina se do lado de fora, na área de lazer onde diante dela havia uma bela piscina enorme que tinha as luzes apagadas e refletia de forma bela a luz da lua tremula na superfície da água enquanto o ar frio novamente tocava os seus cabelos negros e balançavam os fios junto com os de Alex que antes de a soltar, se aproximou do seu ouvido, para falar baixo próximo a ele*

    - Ainda não te mostrei o quarto...

    * Ao afastar o rosto do seu ouvido, ele sorriu brevemente com o canto dos lábios enquanto se afastou um pouco e soltou a mão da cintura de Catalina, para então caminhar para próximo da piscina, aparentando observar o reflexo da lua na superfície da água*

    - Então, você quer apenas esse vírus zumbi...

    *Um silencio precedia sua frase, enquanto ele continuava a fumar, e como se estivesse a pensar, ele logo se virava para a mulher de cabelos negros e voltava a conversar, com a mais sinistra calma do mundo*

    - Posso até imaginar o que fará com isso...

    *Ele voltou a dar uma outra longa tragada em seu cigarro, e jogava a fumaça para o lado enquanto voltava a lhe observar com seus olhos profundos e enigmáticos, que não permitiam a ela saber o que ele pensava*

    - Eu não tenho uma amostra de tal coisa comigo, embora seja possível providenciar. Nos teremos um trato Catalina... Eu te dou o que você quer e nos confirmamos uma aliança. Como disse, imagino o que você quer com este vírus. Apenas quero que respeite meu território e regras, que eu respeitarei o seu. E assim, teremos uma boa aliança. Para mim é ótimo ter alguém como você ao meu lado... e para você o mesmo vale, não é?

    *A voz grave e sedutora de Alex conduzia a conversa, de forma que deixava claro que imaginava que alguém como Catalina iria montar um exercito de zumbis. E claro, ele sabia jogar o jogo. E claro que estava jogando para ter uma aliada ao invés de uma inimiga*
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    Catalina Raznov

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Catalina Raznov em Seg Nov 02, 2015 10:16 pm

    Catalina sentia o toque frio de Alex, conduzindo-a através dos aposentos da Mansão. O som distante da música abandonava seus ouvidos conforme caminhavam tranquilamente, até chegarem à área externa, onde havia uma piscina cintilante sob a luz do luar. Pararam ali mesmo naquele local, e quando o vampiro sussurrou em seus ouvidos um aparente convite sobre um suposto quarto, Catalina sorriu maliciosamente. Levantou sua mão e mordeu levemente um dedo, ainda sorrindo.

    - Mal posso esperar…

    E então ele falou abertamente sobre os planos da vampira, ressaltando o acordo que fariam e o respeito mútuo que deveriam seguir: algo como uma sociedade em comum. Catalina riu com gosto; se aproximou lentamente dos lábios dele e pegou o cigarro que havia ali, roubando rapidamente e colocando na sua própria boca, tragando e soltando a fumaça para o lado, enquanto o observava. Devolveu o cigarro a ele em seguida e se afastou, ajeitando os cabelos que eram carregados pelo vento.

    - O senhor é um homem sensato, lorde Leonhart. Respeito isso. Façamos o acordo, então, e me fale o que eu posso fazer pelo senhor. Saiba que sou uma mulher com muitos… dotes. Digamos que pode ter quase tudo de mim.

    E riu novamente, uma risada rouca e baixa, assim como era normalmente a sua voz. Caminhou em volta da piscina e parou na beirada, com os olhos ainda em Alex.

    - Existem três coisas, no entanto, que devo perguntar de imediato.

    E voltou a se aproximar do vampiro, dando uma volta ao seu redor, lentamente, enquanto passava sutilmente a ponta dos dedos pelo corpo dele.

    - Número um… - sua mão agora passava tentadoramente pelo torso do vampiro, deslizando sobre seu peitoral. - Preciso de um local para me estabelecer com meus Lakas. Saberia de algum? Hmm?

    E deu uma outra volta, saboreando ainda o gosto das últimas palavras ditas. Deslizou a mão pela cintura de Alex, descendo lentamente enquanto dava mais uma volta ao seu redor.

    - Número dois. Quem é aquela jovem intrigante que me atendeu anteriormente, de nome Aya?

    E então parou em frente a ele, completando a última volta. Sua mão deslizara para mais baixo ainda, e ela ainda mantinha um sorriso malicioso nos lábios. Até que, então, sua mão parou. Ao invés de continuar o percurso através do corpo dele, mais para baixo, ela ergueu seu braço e tocou seu maxilar, deslizando os dedos pela mandíbula do vampiro.

    - Número três. O que uma mulher por aqui precisa fazer para conseguir um cigarro?

    Disse ela, por último, próxima ao rosto dele. Ela sorriu e passou a língua nos próprios lábios, observando os dele. Estava bem humorada com aquela situação e satisfeita pelo acordo pré determinado entre eles. Certamente ela poderia conseguir muito com aquela relação, assim como ele conseguiria com ela, caso desejasse o pedido certo.
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    Loki Poslter

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Loki Poslter em Qua Nov 04, 2015 5:33 pm

    *o ronco da Harley Forty-Eight quebrava o silêncio das ruas de UolCity. o sobretudo negro esvoaçava loucamente enquanto Loki pilotava a moto custom com maestria. desviava dos carros parados e pedaços de prédios destruídos do cenário pós-apocaliptico. diminuiu a velocidade quando avistou os jatos. estacionou a moto e caminhou lentamente na direção dos aviões. jogou ajeitou o sobretudo para trás, enviando a mão nos bolsos da calça q também era preta. o som do cuturno esmagando vidros espatifados era alto. o rosto mantinha uma barba por fazer, que ele mantinha simplesmente porque sim. ele gostava daquilo. não conseguia simplesmente virar as costas pra humanidade que ainda lhe restava. ao chegar mais próximo, levou o polegar e o indicador diretos até a boca e deu um assovio algo, longo e seco. esperava que toda aquela cena seria capaz de captar a atenção dos presentes. usou seus sentidos aguçados para perceber a quantidade de pessoas ali, humanos e vampiros. analisou o ambiente calculadamente, já calculando uma possível rota de fuga, se necessára, e a melhor forma de usar o cenário a seu favor, caso fosse necessário lutar*
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    Alex Leonhart

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Alex Leonhart em Qua Nov 04, 2015 6:48 pm

    * O vampiro permaneceu onde estava próximo a piscina e permitia que Catalina pegasse seu cigarro e fumar. Assim que ela lhe devolvia Alex pegava o seu cigarro com marca de batom entre os dedos e voltava a fumar dando uma longa tragada e jogava a fumaça para o lado de forma que ela era levada pelo vento gélido noturno. Ela via que Alex a acompanhava com os olhos e fazendo um breve gesto com a cabeça de afirmativo quando ela concordava com o proposto*

    - Eu falarei querida, quando precisar farei isso...Ficarei feliz que a tenha comigo.

    * Na sequencia das perguntas que Catalina lhe fez, o vampiro continuava a lhe ouvir enquanto dava uma longa tragada em seu cigarro, virava o rosto para jogar a fumaça para o lado e apagava a bituca na sola do seu sapato do cigarro que já havia acabado. Ele sentia que Catalina alisava e explorava seu corpo e ele não tinha nenhuma intenção de parar a sedutora vampira enquanto seus olhos inexpressivos fitava os dela. Apenas quando ela tirou a mão de sua pele, Alex caminhou se afastando para jogar a bituca de cigarro no lixo, e voltou até Catalina*

    - Sobre seus lakas...tenho um lugar para eles. Antigamente minha senescau tomava conta de um lugar que chamávamos de ''Pedacinho do Inferno''. É um antigo prédio que era uma boate, mas ainda deve ter tudo funcionando ainda. Possui um fácil acesso por ser no centro da cidade e possui visão privilegiada para alguns locais da cidade. Creio que ficariam bem lá. Apenas tenha certeza de não matarem ninguém ou alguma coisa. Não preciso dizer que ainda há lei...e bons modos não é querida?

    * Alex deu uma breve pausa enquanto pensava no próximo assunto que era Aya. Enquanto isso ele levou sua mão para dentro da jaqueta e tirava de do bolso de dentro um maço de Morley vermelho e separou um cigarro o qual ele acendia, e dava uma longa e demorada tragada para jogar a fumaça para o lado novamente. Como um bom anfitrião que visava agradar suas visitas, o vampiro colocava sobre a mão delicada de Catalina o maço de Morley. Parecia que o Vampiro era realmente adepto de bons modos, mesmo que seus olhos permanecessem vazios e inexpressivos a cada gesto que ele fazia, dando um ar indiferente ou talvez até melancólico a ele*

    - Sobre Aya... ela está comigo desde o inicio de sua vida. E tempos atrás antes de toda esta enorme bagunça, era ela quem cuidava dos assuntos no mundo dos vivos. Uma mulher muito confiável...

    *Ao responder sua pergunta Alex deixava evidente a importância da misteriosa Aya, que antes era sua burocrata, para se tornar em uma especie de agente sempre pronta ao seu dispor. Mas não deu maiores detalhes, não parecendo preocupado com não fornecer informações suficientes*

    - Se seus lakas ficarem lá, eu ficaria muito satisfeito que ficasse em minha casa Catalina todo o tempo que estiver aqui. Amanha enviarei Aya para que ela organize uma forma de obter este vírus para você querida.

    *Dito isso, o frio e sedutor vampiro sem se importar com a reação dela, novamente colocava uma de suas mãos sobre a cintura fina de Catalina e aproximou o rosto do dela, tão próximo que se ainda fosse vivo seria possível sentir a sua respiração na pele dela e deu um suave beijo no canto de sua boca, um convite malicioso para ela que podia notar que sorria com o canto da boca finalmente*
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    Adrianne Leonhart

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Adrianne Leonhart em Qua Nov 04, 2015 9:13 pm

    *Adri também corria, apesar da neve espalhada pelo chão...eles eram como dois vultos passando pelas ruas da cidade. A esquerda deles, Ryan poderia ver uma antiga praça em ruína, e a direita um velho bar que ainda funcionava. Também tinha predios desativados, alguns destruidos..mas outros inteiros, apesar de não tão conservado. Quanto mais eles adentravam a cidade, um pouco melhor ficava. Mas estava quase que completamente deserta. O perigo eminente naquela cidade fazia com que poucos se aventurasse às ruas naquele horário. E pouco a pouco Eles iam se aproximando da Mansão que ficava em um bairro que já foi nobre, proximo ao centro. Mas ela parou de repente, segurando Ryan pelo braço para que parasse. Não estava muito longe da mansão, mas sentiu várias presenças em um lugar que ela conhecia por ser o mais deserto de todos.*

    - Tem algo errado...

    *falou ela quase sussurante em atenção. E sentiu a presença de um vampiro na porta e de humanos ou algo do tipo perto de lá também. Em outro momento, ela ficaria a espreita esperando. No entanto, sua paciencia já ido pro espaço. Desatou o nó do manto e todo o seu corpo era coberto por ele, fechando com uma mão.*

    - Duas coisas que eu esqueci de mencionar: eu moro com um vampiro e uma humana, e segundo...não enfrente ninguem sem necessidade nos domínios da mansão. Na verdade tem uma terceira, Alex as vezes é um pouco díficil de lhe dar..

    *falava sempre susurrante para não ser ouvida pelo vampiro mais a frente. E saiu de onde estava escondida e seguiu caminho reto e feições sérias.*

    - Quem são vocês e o que estão fazendo nos domínios da mansão Leonhart?

    *falava com todos ao mesmo tempo, sem nenhuma cerimonia.*
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    Ryan

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Ryan em Qui Nov 05, 2015 6:43 am

    *Ryan caminhou ao lado da Ruiva calmamente, sem dizer palavra. estava em estado de prontidão. analisava cada um dos presentes e se posiciou imediatamente atrás da Ruiva. os ombros tensos, preparados para reagir a qualquer agreção. os olhos analisavam todo o cenário, calculando possibilidades.*

    começamos com o pé esquerdo?

    *falou baixo, apenas para ela. aguardou o desenrolar da situação*
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    Catalina Raznov

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Catalina Raznov em Qui Nov 05, 2015 8:20 am

    Catalina ergueu uma sobrancelha ao ouvir Alex dizer sobre o “Pedacinho do Inferno”. A ideia lhe parecia interessante, porém não pareceu se satisfazer com a ideia de separar-se de seus escravos. Encarando Alex, com o maço de Morley nas mãos, ela o sacudiu e retirou um cigarro de dentro, o colocando na boca e se aproximando do vampiro, o acendendo em seguida com o cigarro dele. Afastou-se novamente, tragou vagarosamente e expeliu a fumaça para o lado, apertando os olhos frios para ele.

    - E esse tal clube ainda funciona, ou é apenas mais um prédio abandonado? – e tragou novamente, dando as costas para Alex, observando o céu estrelado acima de suas cabeças. – Existe apenas uma condição a isso. Devo insistir que dois de meus amigos devem me acompanhar a todos os momentos, permanecendo aqui comigo. Digamos que eles são especiais para mim... – virou-se novamente, sorrindo para o vampiro.

    Apesar do sorriso, seus olhos estavam sérios. Ela ouviu Alex falar brevemente a respeito de Aya, e aquilo pareceu aumentar ainda mais sua curiosidade. Porém, controlando-se, ergueu a mão com o cigarro, no que parecia ser um brinde. Ainda séria, disse apenas:

    - Gostaria de saber todos os detalhes sobre essa procura do vírus. É de meu interesse que nada saia errado.

    Com a aproximação suave do vampiro, Catalina sorriu com o cigarro ainda em seus lábios. O beijo a deixou menos séria; seus olhos mudaram brevemente a cor para um amarelo vivo. Ela aproveitou o momento para aproximar seu rosto igualmente, encostando – e apenas encostando – seus lábios nos dele, sussurrando, em meio a seu hálito quente que invadia o curto espaço entre eles:

    - Acredito que o senhor poderia me mostrar o quarto agora...

    Porém, algo a despertou, interrompendo o momento e quebrando o clima como uma estaca de gelo: Catalina afastou-se rapidamente e olhou para trás, na direção de onde estava a rua. Tragou o cigarro enquanto franzia o cenho. Parecia sentir algo diferente; seu corpo todo estava em alerta agora, porém, mantinha a serenidade e confiança que sempre parecia ter. Virou-se para Alex e disse, enquanto soltava a fumaça:

    - Me parece que tem visita sua chegando... não se preocupe. Meus Lakas sabem se comportar. – e riu maliciosamente, mordendo o cigarro com os dentes da frente.


    ##################


    Do lado de fora da mansão, os jatos permaneciam quietos, imóveis, quase abandonados.  Os ventos frios batiam em suas carcaças, provocando um leve ruído metálico. Com a aproximação dos vampiros, as portas se abriram, revelando seis homens: três saindo de cada jato. Eles vestiam um terno totalmente preto e possuíam os cabelos castanhos presos em rabos de cavalo; suas expressões não eram amigáveis. Ao descerem as escadas, permaneceram parados ao pé dos jatos, cruzando os braços para os estranhos que se perambulavam na escuridão.

    O homem saído de uma moto se aproximara. Havia soltado um longo assobio em meio ao silêncio da noite, e ao som, os seis homens se viraram para ele. Dois deles caminharam até sua direção, cruzando os braços e grunhindo algo. Sua fala demonstrava um sotaque carregado, enfatizando consoantes. Parecia proveniente dos países da Europa Central, mais precisamente Romênia.

    - O que quer, vampiro? - perguntou um deles, simplesmente. Era curioso como ele adivinhara a condição do estranho, sem parar para pensar ou se questionar. Até então, pareceria que eles guardavam a Mansão, como guarda-costas. No entanto, não pareciam se dispor a atacar sem necessidade.

    A vampira ruiva e o anjo saíram, então, de seu esconderijo, revelando suas faces para os homens, que não se moveram. Com a pergunta em alto e bom som, um dos homens encostados em um dos jatos descruzou os braços e caminhou na direção dos dois estranhos, parando a cerca de três metros. Uma mulher loira vinha logo atrás, trajando o mesmo terno, estabelecendo-se ao lado do homem. Ambos cruzaram os braços ao mesmo tempo.

    - E por que deveríamos nos ater a responder tais perguntas? – disse a mulher. Seu sotaque acentuado era perceptível; para alguns seria quase impossível compreender sua fala. O homem ao seu lado nada disse, e parecia não piscar os olhos. A mulher encarou profundamente a vampira. Saberia reconhecer uma quando vira, já que convivia com sua senhora o tempo todo. Portanto, não demonstrava medo, tampouco desdém. Era apenas fria e comedida em suas palavras. O homem se portava da mesma forma, e ambos pareciam ser humanos. O anjo poderia ver suas auras, que não eram totalmente normais: possuíam cores escurecidas, vagas e disformes.
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    Loki Poslter

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Loki Poslter em Qui Nov 05, 2015 8:57 am

    *Loki manteve os olhos em cima dos campangas, inclusive da mulher. era como se ele calculasse a analisasse as possibilidades. o anjo e a ruiva entraram em seu campo de visão, mas visualmente ele não reagiu a isso. ele sacou do bolso um maço de cigarros, pegou um e acendou. tragou lentamente*

    meus assuntos são com o prrrincipe. falarrei com ele, e apenas com ele. venho de longe e tenho negócios para trratarr.

    *o sotaque alemão era forte. soltou a fumaça do cigarro, as mãos retornando para os bolsos. a postura era rígida, e se alguém possuísse algum conhecimento militar... saberia que a forma com que ele se colocara, a posição que ficou e a forma com que ele se movia... era de alguém bem treinado.*
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    Alex Leonhart

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    Re: Tempos Atuais

    Mensagem  Alex Leonhart em Sex Nov 06, 2015 9:04 pm

    * O vampiro não respondeu de imediato sobre seus Lakas, ou ainda sobre o plano com Aya, deixaria para que a própria resolvesse isso permanecendo um ar de mistério. Apenas estava certo que ele iria fazer uma investida sedutora em Catalina, mas ele assistiu a vampira se afastar se comportando de forma diferente, ele notava que ela estava alerta, embora ele mesmo continuasse o retrato da indiferença. Ele levou o cigarro aos lábios e deu uma longa tragada para jogar a fumaça para o lado. E fez um gesto com a cabeça para que ela lhe acompanhasse. Ele seguiu rumo novamente a sala de estar.*

    - Isso é algo raro...dois visitantes em apenas uma noite...

    *Logo após falar, ele se sentou em sua poltrona, como se estivesse aguardando algo.*

    - Logo Aya conversará com você Catalina, ela irá dar todas informações.


    *Dito isso, novamente, era visto que a mulher tinha realmente um papel importante naquele clã. E Alex apoiou o braço mantendo uma pose naturalmente relaxada mas ainda imponente, e ficou em silencio enquanto pareceu aguardar o que viria a seguir do lado de fora da mansão*


    ############################


    *Do lado de fora da mansão, o ar gélido estava a castigar as faces desprotegidas de todos ali fora. Um uivo longo de um cachorro era ouvido. Em meio a toda aquela bagunça do lado de fora, o portão social da mansão se abria fazendo barulho e na penumbra da noite surgia o vulto da mesma mulher que os lakas haviam visto receber Catalina. O cheiro de cigarro poderia ser sentido pelos mais próximos e a brasa vermelha ardia se destacando na escuridão. A sua voz doce e feminina era ouvida se dirigindo à todos*

    - Muita bagunça para pessoas que supostamente deveriam ser discretas.

    *O tapa com luva de pelica era uma critica ao comportamento
    chamativo dos ali presentes. Mas logo sua voz se voltava à Adrianne*

    - Querida... são os servos da srta. Catalina... a nossa hóspede desta noite. Não se preocupe com eles, e pode entrar.

    *Ao dizer isso ficou claro que Aya deu permissão apenas a ela, não à Ryan que estava com ela, o qual ela sequer conversou. Mesmo em meio a escuridão, o anjo poderia ver na humana, um olhar sem brilho, de quem parecia já ter visto o pior. Ela apenas observou Loki, e não conseguiu conter um certo sorriso debochado*

    - Assuntos a tratar com o príncipe? E quem seria o sr?

    *Ela o analisava dos pes à cabeça, e diferentemente de Catalina, Loki não tinha a mesma fama, ou status da mesma. Por isso,ele notaria que ele não facilidade de acesso à mansão...muito menos ao príncipe*

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    Re: Tempos Atuais

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