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O que aconteceu após o golpe militar de 17 anos atrás...


    Becos da miséria e Boate Blood's Haven

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    Jasor Messast

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Jasor Messast em Seg Fev 08, 2016 10:05 am

    A atenção dada por Jasor aquela cena era intensa. Pensou que não demoraria a surgir mais e mais espadas até que a garota estivesse em pedaços ! Felizmente isso não aconteceu, foi um reflexo agressivo como haviam dito...pelo menos daquela vez. Como ela podia se sentir segura numa situação daquelas ?! Se bem que ela não era tão normal...

    - Que ? Descontentamento ? Você ta lendo minha mente ?!

    Deu mais dois passos para trás, cobrindo a testa com a mão, como se aquilo pudesse evitar alguma coisa.

    - Não é descontentamento gata, nem por você não ser humana. Eu só não quero ficar no meio dessa briga de espiritos que criar armas do nada e sugam almas...

    Imaginava ter mais chance de se defender de um dragão do que de um fantasma. Como poderia deter uma coisa imaterial ? Nem fogo, nem socos fariam diferença alguma. Mas ela tinha dito que se alimentava de energia, e logo depois Red falava algo sobre tomadas. Sera que...ela era um robo que continha espiritos ? Então nem maquinas estavam a salvo de serem possuidas ? Red era um fantasma tambem ?!

    A "fuga" de Friedrich para pensar causou um alivio em Jasor. Mas a menção do reploid para que a garota ficasse com ele lhe causou um arrepio. Ja não estava com a mão na testa, mas ainda assim olhava fixamente para ela. Se aquele corpo jovem e sensual fosse de uma garota normal aquele poderia ser um olhar explorador, mas a cada minuto tinha uma ideia diferente do que ela era de verdade, e nenhuma delas era algo inofensivo.

    Escondendo seu nervosismo, o loiro voltou para perto da fogueira e banhou suas mãos no fogo. Aquele pequeno gesto o acalmava um pouco. A natureza daquele fogo parecia ser mesmo o que o padre tinha dito, e sempre que entrava em contato aquele sentimento passava pro ele novamente. Por que eles estavam demorando tanto. Artemia ainda voltaria...?
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    Nova-Kinetic

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Nova-Kinetic em Qua Fev 10, 2016 9:58 am

    Nova ouvia Friedrich falar sobre fazer a ronda sozinho. MAs ele não sabia nada daquele lugar até onde ela sabia. Observava ele pular enquanto ela levava a mão para o alto por reflexo. e logo olhava para a mesma. Suspirava coçando de leve a cabeça levando uma das mãos no antebraço e começando a digitar algo e fazendo um movimento como se estivesse enviando.O óculos de Friedrich mantem sempre uma localização que é enviada para Nova.


    _ Friedrich...pdoe me ouvir. Você fará a ronda sozinho, apenas tenha cuidado. Este óculos que eu te dei poderá te ajudar a não se perder. Ele sempre terá a minha localização atachada nele para que sempre possa voltar para mim. Acrescentei também no mapa pontos de possível perigo. O mapa lhe informara se é seguro ou não prosseguir. Cuidado.

    Ela abaixava as duas mãos e ouvia o comentário de Axle sobre energia elétrica e fazia um sorriso de lado rindo de leve.

    _ Sim...posso me alimentar dela...mas o gosto não é lá grandes coisas. Eu...estou bem..não gostaria que friedrich dispusesse de mais energia dele para mim. Eu ficarei bem...sim..deixarei ele ir, mas não sem uma supervisão de leve. Ele não sabe em que cidade estamos, ele não sabe em que ano estamos...e apenas cá entre nós...ele na verdade não é..

    Via Axle pulando para fazer sua vigia e suspirava olhando para baixo enquanto olhava para Jasor vendo sua reação sobre suas observações e ria de lado dando de ombros.

    _Não exatamente Jasor, apenas leio bem expressões faciais...
    Olhando Jasor e vendo suas expresões e sua linguagem corporal. Parecia ter medo dela, ela era assim tão amedrontadora?... Não se via assim...se via até mesmo como inofensiva lembrando que quem lutava e batalhava era Kinetic e não ela mesma. Nova observava o corpo de Artemia e contava as horas. Iria se aproximar de Jasor, mas pensou que não seria uma boa idéia.


    _ Você não se sente muito calmo perto de mim né...

    Dizia abraçando um dos braços  e sorrindo de lado olhando para ele encostando na parede.

    _ Não te culpo...você não sabe o que eu sou...e nem eu sei o que eu sou...eu acordei a apenas 4 anos atrás. Antes disso é apenas um vazio do qual eu não me recordo nada...ah...haha...Kinetic disse que você não deveria ter medo de uma dama inofensiva e..disse que eu não devo dizer nada até termos um jantar e rosas. O que significa que estou sendo dada? Ela acabou de dizer isso para mim... Não compreendi.

    Olhando para Jasor questionando a mensagem enviada para ela por Kinetic. E logo sorria para jasor com calma aproximando um passo de leve. Parando ainda com uma distância boa.


    _ Gostaria de me conhecer melhor...o que eu puder te informar e quem sabe ter menos receio de ficar ao meu lado?...que tal com um drink? Eu pago...E pagarei para você também Artemia quando voltar...
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    Axle The Red

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Axle The Red em Sab Mar 05, 2016 2:15 pm

    Agora que o sol batia diretamente contra Axle, as partes menos poeirentas de sua armadura brilhava intensamente, refletindo a luz do dia. Sua sombra antes enorme quando no solo agora era gigante, e da mesma forma que antes parecia projetar a forma de uma arvore. Aquilo não era um efeito magico ou sobrenatural, era apenas o angulo certo de luz que causava aquela engraçada projeção. Uma arvore no teto de uma boate.

    Sua visão permitiu que ele observasse Friedrich se afastar ate sumir no meio dos destroços ao longe. Axle nao se preocupava muito com ele. Alem de ser um desconhecido que conhecera a 1 hora atras, ja demonstrara que não era indefeso. Nova cuidou de rastreiar o padre para que ele não se perdesse totalmente. A função de Axle agora era observar a aproximação de criaturas que NÃO conheciam.

    A resposta de Nova confirmava sua suspeita: ela podia ser alimentar de eletricidade. Mas de acordo com ela, não era algo saboroso. Ela preferia a energia de criaturas vivas, assim como qualquer carnivoro prefere carne fresca do que estragada. Isso poderia ser encarado como um risco a todos ao redor, exceto por um fato que Axle alcançara. Se ela não se alimentava dos musculos e entranhas dos seres, eles podiam se recuperar razoavelmente rapido de uma drenagem de energia dele. De certo não é uma ideia agradavel se oferecer para ter a energia sugada por alguem, mas muito melhor do que oferecer um braço ou uma orelha.

    - Não verdade ele não é o que, Nova ?

    Perguntou lá de cima, sem deixar que aquela informação importante se perdesse ali.

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    Jasor Messast

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Jasor Messast em Sab Mar 05, 2016 2:43 pm

    Quando nova revelou que lia bem expressões faciais, Jasor imediamente mudou suas feições, tentando esconder o que esta sentindo. A historia de acordar a apenas 4 anos atrás deixava tudo ainda mais confuso. Ela estava de coma ? Tinha sido feita em laboratorio ? Ou o fantsma que possuiu um corpo apenas nesse ponto ? Sua "poker face" conseguiu se sustentar até ele começar a perceber o quanto a garota parecia solitaria, perdida, carente.

    - Dada ?

    Não conseguiu prender um pequeno riso. Ela conversava consigo mesmo e se chamava de dada ! E ele nem mesmo entendia o porque, já que ela não estava tentando seduzir ele dessa vez. Pelo menos essa parte entendia bem. Os olhos do loiro imediatamente se desviaram para os pés dele quando se aproximou, e então para a face de Nova, como se estivesse assustado. Mas não se moveu, deixando-a chegar mais perto. Esta inclinado a deixa-la se explicar

    - Diga para Kinect que rosas e jantar levam a noite prazerosa no presente. Falar sobre o passado é algo bem mais dificil mesmo com ajuda de chocolate e vinho.

    Riu mais uma vez com a oferta dela em pagar um bebida. Apontou o polegar por sobre o ombro, indicando o balcão atrás da parede

    - Pagar ? Acho que você não percebeu, mas não tem ninguem mais aqui para cobrar pela bebida. Venha...

    Olhou para cima, confiando a tarefa de proteger o corpo de Artemia nas mãos de Axle. Sabia que ele seria tão feroz em defende-la como si mesmo. Depois disso virou-se e entrou no balcão em forma de U, grudado logo atrás da parede onde a fogueira estava. Era facil notar o quão acostumado estava em transitar por ali. Não procurar mais de uma vez para encontrar o que queria. Pegou três garrafas e pôs sobre a mesa, junto com dois pequenos copos e dois de tamanho normal. Vodka, licor e Rum. O posicionamento do objetos já indicava onde Nova podia sentar, em um dos bancos fixos rentes ao balcão.
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    Nova-Kinetic

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Nova-Kinetic em Qui Mar 10, 2016 10:19 am

    Nova olhava para Axle lá em cima como um Anjo protetor de Artemia. Será que haveria alguém um dia que se preocupasse assim com ela mesma? A ponto de esperar após sua morte por seu retorno?... Nonva olhava para ele enquanto o mesmo questionava e levava a mão aos lábios de leve sorrindo... Pensou em revelar algo, mas por que estragar esta pequena intimidade dos mesmos.

    _ Uma ameaça... Ele não é uma ameaça.

    Nova aproximava-se de Jasor e via sua face assustada e sorria de lado. Talvez com o tempo ela poderia ser menos assustadora...mas será que ela queria ser menos assustadora?...Bom pelo menos para os não humanos. E Jasor não era humano, ele apenas não sabia disso. Solitária era uma palavra que definia bem Nova, apesar da mesma não se dar conta disso.

    _ Ela lhe escutou e haha disse que noites prazerosas com você seria algo impossível. Mas acho que ela está mentindo....e se não estiver eu discordo dela.

    Nova seguia em direção ao bar observando a maestria de Jasor em procurar cada coisa em cada canto. E ouvia do mesmo o comentário sobre não ser necessário pagar ela sentava-se na mesa do bar  deitando-se sobre ela, ou em uma parte dela de forma que não atrapalha-se Jasor a fazer os drinks.

    _ Bom eu considero você um Bartender...você pode me cobrar depois...

    Olhava para ele erguendo os olhos e logo olhava a bebida belançando os pés no ar deitada com o corpo colado na mesa. O decote de sua roupa deixava os seios mais protuberantes assim como seu corpo se delineva com graça. Vendo o posicionamento dos objetos descia da mesa em um pequeno giro e sentava-se na mesa amarrando os cabelos m um rabo de cavalo para trás deixando a face mais a mostra.

    _ Você serviu o número certo? Não deveriam haver 6 copos?

    Sorrindo imaginando que ambos tomariam juntos.

    Ponytail
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    Axle The Red

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Axle The Red em Qui Mar 10, 2016 4:08 pm

    Começou como um assobio fio vindo do meio do salão exposto junto ao cheiro forte de enxofre. Pequenos pedregulhos que se espalhavam no chão, fruto da ação bruta do dragão no teto, começaram a tremelicar como se sob a influencia de um terremoto. Mas não havia terremoto nenhum, era algo muito mais ilogico. Algo se rasgou com tamanha intensidade que pode se ouvido por todos ali dentro em um abalo assustador, similar a um trovão bem ao lado do ouvido. Mas não teve nenhum relampago. O que veio foi fogo.

    As chamas se acenderam em meio ao ar expontaneamente, sem combustivel nem nenhum motivo. Isso foi o anuncio da fenda que surgiu logo abaixo, deformando o solo em um tunel que levava para alguma profundeza. O fogo que saiu da bocarra quase atingia o teto em uma tonalidade esverdeada, e curiosamente tinha o formato de um circulo perfeito. Todo o ambiente foi preenchido de de lamentos de um milhão de almas, o gemido de uma legião de condenados em agonia perpetua. E das sombras da bocarra foram regurgitados um dragão e uma demonesa, devolvidos a essa realidade envoltos em uma bolsa amniotica de sombras que se dissolveram lentamente em contato com a luz do dia.

    A pertubação na Membrana era descomunal, embora não ecoasse muito longe. De certo algo tinha aberto uma passagem, não com a sutileza de um encantamento e rituais e runas, mas com pura força bruta.

    Então o buraco engoliu as chamas e se fechou deixando o chão carbonizado, coisa que já havia acontecido antes. A unica pista que aquele evento deixou para trás foi o cheiro de ovo podre que durou por pouco tempo a mais. Logo Venkar e Artemia começavam a recuperar a consciencia.



    FIM DO CAPITULO SECRETO
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    Artemia

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Artemia em Qui Mar 10, 2016 4:58 pm

    O fogo que cuspiu o imenso dragão e a pequena demonesa para a realidade dos vivos foi um ato assustador. Seus corpos bateram no chão com brutalidade: o corpo menor, envolto na bolsa amniótica de sombras, girou até praticamente parar no centro da sala.

    Lentamente, as sombras foram se dissipando, desaparecendo em forma de uma fumaça quente que ardia até lacrimejar os olhos de quem assistia. Então, assim que as sombras desvaneceram, era revelada aos poucos uma pele alva e suja de carvão, brilhante de suor; seu atrativo corpo nu estava em uma posição fetal inconsciente. Suas pernas longas e sensuais posicionavam-se entrelaçadas, o busto voluptuoso e os braços firmes abraçavam os joelhos; os longos cabelos ruivos levemente ondulados caíam-lhe sobre os ombros e se espalhavam pelo chão.

    Certamente, parecia ser Artemia. Ou melhor, uma versão da jovem ruiva que agora jazia sobre o chão. A única diferença do que a definia de uma humana era a cauda em seta esticada para trás do corpo, as grandes asas negras de morcego que pareciam proteger suas costas e o par de chifres fixados em sua cabeça.

    Então, como se estivesse acordando de um longo sonho, a ruiva abriu lentamente os olhos verdes esmeralda brilhantes. A primeira coisa que viu foi um buraco imenso no chão, o que a fez se lembrar imediatamente de Carmiglioni. Isso a fez franzir levemente o cenho, ajeitando a posição de sua cabeça e observando um pouco mais acima, afim de ver melhor o local onde estava. Havia alguém no alto, pairando no ar. O homem metalizado era alto; ela mal conseguia visualizar seu torso direito. O que ele era? Parecia ser uma flor...

    Espere... flor? Não, não é possível. Axle... Axle morreu. Ela o viu ser jogado pelo teto afora, lançado como um jato para o além. Sendo assim, quem era aquele à sua frente?

    Não desistindo, a ruiva continuou a erguer o olhar, ansiosa. Assim que alcançou a cabeça em forma de flor, seus olhos se encontraram com os dele.

    - Axle...? – Artemia tentou se mover, porém, sem sucesso. Sua voz, assim como sua aura e todo seu corpo, estava diferente. Parecia estar com um timbre mais suave, e ao mesmo tempo sedutor. Como se cada sílaba do que dissesse fosse um canto atrativo e envolvente.

    Ela não conseguia se mover, de imediato. Seu corpo estava fraco, bambo. Artemia voltou a chamar o amigo, agora com uma expressão de urgência em sua face, que embora permanecesse a mesma de antes, agora possuía definições que exaltavam ainda mais sua beleza, seja em seus lábios carnudos e vermelhos ou em seus olhos, que agora pareciam chamar toda sua atenção para si.
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    Venkar

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Venkar em Sex Mar 11, 2016 12:10 am

    Caiu um segundo apenas depois do que Artêmia, seu corpanzil enorme e pesado bateu contra o piso produzindo um estrondo tão intenso que parecia que o prédio iria desmoronar. Toda a construção tremeu violentamente. Muito provável que os copos de bebidas de Jasor e Nova caíssem e espatifassem no chão.

    Para Axle, o que estava ali junto da demonesa que parecia muito ser Artêmia, era um gigantesco dragão de escamas negras que reluziam sob a luz do sol. Venkar estava posicionado ao redor de onde Artêmia caiu, a cabeça ornada de chifres enormes, caída de lado. O restante estava do outro lado de onde ela se levantava, o corpanzil e a cauda grossa e comprida que na queda se chocou com uma das paredes, causando um desmoronamento parcial de argamassa e alguns tijolos. As garras da fera eram enormes, quase do tamanho do antebraço do reploid cada uma.

    O dragão demorou mais tempo do que a ruiva para recobrar os sentidos, enquanto ela se levantava e cruzava o olhar com Axle, rosnou baixo, e com as patas levemente trêmulas se virou de barriga para baixo. Piscou algumas vezes, sua visão ficando mais clara, com a poeira assentando ele pôde ver onde estava. Estavam de volta...! O enorme dragão respirou aliviado, quando ouviu a voz baixa e sedutora da mulher-succubus que havia trazido. Haviam retornado são a salvo... mas e Yumi? Ela estaria bem?

    Ainda no chão, Venkar a avistou levantar o rosto para alguém ou alguma coisa que estava no alto, sobre a laje destruída e avistou um ser que ele não sabia descrever o que era... parecia um homem, vestido de uma roupa, ou seria uma pele metálica de uma cor esquisita que parecia uma planta, ou uma flor.

    Rosnou baixinho, para Artêmia que ainda estava bem perto de si.

    - Quem é este? Estamos em perigo?

    Perguntou enquanto já começava a se levantar, mas as pernas ainda estavam trêmulas.
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    Axle The Red

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Axle The Red em Sex Mar 11, 2016 9:58 am

    A resposta de Nova tinha sido bastante vaga. Sabia que ela escondia algo, mas guardou sua suspeita para um outro momento. Não entendia porque protegia tanto o padre. Tinham se encontrado a pouco tempo, e mesmo parecendo ser inocente, o perigo da entidade que o possuia era real. A desconfiança de Jasor a incomodava, de modo que não a pertubou com mais perguntas naquele momento. Deixaria que eles se resolvessem em paz. O olhar do loiro para si dizia mais do que palavras. Assentiu com a cabeça, confirmando reconhecer a responsabilidade deixada com ele.

    Axle vasculhava com a visão os limites irregulares do horizonte repleto de construções arrasadas quando veio o cheiro...enxofre. Isso lhe chamou a atenção imediatamente, e ao se virar deparou-se com a origem: nada. Existiam algum vazamento de gás no subsolo ? Não precisou procurar para encontrar a verdadeira resposta. Jatos de fogo apareceram, o que um vazamento de gás tambem poderia explicar, mas não a mudança de cor ou o aparecimento do buraco repentino. Muito menos as vozes em desespero ou o enorme volume obscurecido que saia do chão. Não saiba explicar aquele evento, não tinha experiencia alguma com algo parecido, mas lhe parecia muito com conceitos do que deveria ser o inferno. Será que eles estavam voltando ?

    O tremor repentino junto a parede sendo derrubada fez com que perdesse o equilibrio por um segundo. Algo grande tinha aparecido ali. Com a pistola de plasma em uma mão e o sabre em outra ele estava precavido para o que viria. Não seria muito dificil pegar um inimigo desprevenido, caindo de cima em uma execução rapida. Esperou, e o que viu lhe trouxe um misto de alegria, alivio e confusão. O primeiro ser que deixava as sombras era uma mulher ruiva. Sua anatomia era muito parecida com o de Artemia, mas havia algo errado. Chifres, asas e cauda. Sua desconfiança so desapareceu quando viu seu rosto, e seus olhares se encontraram.

    - Artemia ?!


    Sua voz estava diferente. Não era mais da timida garota que tinha visto da ultima vez. Seu corpo parecia mais maduro, mais curvilineo, assim como sua boca e sua pele. Poderia ser um doppelganger com a aparencia da ruiva ? Se fosse estava fazendo um pessimo trabalho, havia coisas muito diferentes. A urgencia em seu chamado, porem, era avassalador. Mesmo com o enorme dragão ainda ao redor dela, não esperou mais um segundo. Imediatamente saltou de cima, desligando o sabre, caindo bem ao lado dela.

    - Você esta bem ?!

    Ajoelhou-se ao lado dela, apoiando a mão por baixo da nunca dela para que a cabeça ficasse um pouco levantada. Seu olhar passou por todo o corpo da ruiva, não explorando sua sensualidade, mas buscando ferimentos visiveis. Estava tão preocupado que estava claramente ignorando o perigo do dragão que estava literalmente ao redor deles.

    - Este foi o dragão que te matou ?


    A ultima pergunta tinha um tom baixo e sombrio.
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    Jasor Messast

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Jasor Messast em Sex Mar 11, 2016 1:01 pm

    - Ah, você discorda é ?

    Disse Jasor em relação as "noites prazeirosas". Alguns dias antes usaria esse gancho para engatar em uma conversa mais intima e libidinosa. Mas agora ele não conseguia tirar outra mulher da cabeça, uma mulher que estava morta. Além disso, não sabia o que Nova era de verdade. Temia ter algum contato com aquele ser e algo terrivel pudesse acontecer, como nas historias de fantasmas que se conta ao redor da fogueira. Desse modo, ao inves do tom provocativo, a consideração dele tinha apenas curiosidade.

    Quando pôs o ultimo objeto na mesa e olhou para Nova, viu que ela estava deitada ali. Uma de suas sombrancelhas se ergueu bem lentamente, de forma comica, ao ver como ela estava. Não o bastante, ela mencionou uma cobrança, e seus seios espremidos contra o balcão ficavam mais volumosos, dando a ideia a ele do que seria isso que ele podia "cobrar'.

    Felizmente ela desceu do balcão e sentou em um dos bancos, permitindo que ele tirasse os olhos de seu decote e concentrasse nas bebidas. Contando o numero de copos, não entendeu a ultima pergunta dela

    - Seis ? Ahn, por que ? Só tem nós dois aqui. Duvido que o Red vá beber tambem. Esses dois copos menores - disse aproximando-os dela -  são one shots. Depende do que você escolher, uma dose só é a medida. Caso seja um drink mais tranquilo - aproximou os dois copos de tamanho normal - Eu uso esses daqui


    Assim que tirou a mão do copo uma luz repentina surgiu do vão da porta, na sala de onde tinham vindo. Não era sua pira, disso tinha certeza. Antes que pudesse formular uma resposta, o tremor balançou toda a boate, fazendo os copos e as garrafas darem um pequeno pulo. Com os olhos arregalados, Jasor olhou uma vez para Nova e saltou do balcão, correndo para a sala anterior. Da porta ele viu algo que não fazia sentido: um dragão enrolado em Artemia, e Axle a amparando. O dragão era Venkar, conseguiu reconhecer na pressa. Ele tinha conseguido resgata-la ! Um sorriso de alivio brotou em sua face. Eles realmente tinham conseguido !
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    Nova-Kinetic

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Nova-Kinetic em Seg Mar 14, 2016 9:43 am

    Nova olhava para Jasor e sorria de lado olhando os copos. Ele estava menosprezando a capacidade de beber de Nova talvez. Não a conhecia afinal de contas. Aquilo alí era só um aperitivo de fato. Quando ela havia dito beber, pensou em varias garrafas. MAs tudo bem. Dava de ombros e sorria.

    _ Ah tá verdade...somos só nós dois...e também se precisarmos de mais podemos pegar uma garrafa né.

    Dizia calmamente quando sentia o tremor da sala rapidamente ela erguia seu corpo e sentia o som das chamas e o cheiro que elas emanavam. De imediato Jasor talvez pode notar. Os cabelos de nova estavam ficando de tonalidade diferente, um verde vivo, assim como as chamas por sinal um verde fantasmagórico.


    _ I'm Back bitches!


    Kinetic sorra fazendo com que os shots não fossem disperdiçados. Telecineticamente os segurava no ar e logo os bebia enquanto via Jasor sair correndo.


    _ É parece que esse eu não vou fisgar... que triste não...Mas não se preocupe sempre podeos brincar com outros Nova...só brincar ouviu? Gulosa.


    Kinetic sorria e chegava flutuando no lugar notando Artêmia ou algo que se parecia com ela bem como um ENORME DRAGÃO. Deixando os copos caírem  arregalando os olhos! Em uma visível excitação e empolgação do momento. Por um instante Nova teve um impulso de sair. Não havia fome, não tanta, mas havia curiosidade. Queria provar aquilo. Kinetic repsirou fundo a contendo e olhou para o Dragão. Vendo a ação de Axle de acudir a "artêmia" notava o dragão alí. Ambos pareciam fracos. Fala com todos da cena, mas especialmente Jasor, afinal Axle estava tendo um momento.


    _ Fome....talvez...humm Aquilo é um demônio...eu não ... viu a diferença Jasor?..Apesar de que aquilo é a Artêmia...e isso é a Artêmia...Acho que o inferno te fez bem. sem ofenças.


    Olhando a demonesa e apontando, bem como apontando pro corpo e sorrindo vendo como estava mais madura naquele momento. E parecia estar bem, apesar de estar fraca. Nova saia da sala e ia em direção a boate. Ela havia empilhado corpos. Erguia sua mão com calma enquanto os demais estavam distraídos. sua mão delicada e pálida fazia um movimento de abertura, neste momento o monte de corpos se movia abrindo enquanto alguns eram selecionados. Os menos danificados, e definitivamente mortos e menos cremados. Eles estavam mortos" literalmente" não sobreviveram ao ataque, então por que desperdiçar comida. guiava eles para um local mais reservado de modo que os demais não vissem o que ela estava fazendo, para poupar-lhes o estômago. Falando consigo mesma "escondida".


    _ Ok vamos ver este está melhor aqui e este está melhor alí hummm...ok não é muito para aquele tamanho, mas talvez o suficiente para não sermos comidos...


    Nova se envolvia com telecinese para evitar que o sangue ou pedaços cremados lhe voassem nos cabelos. De sua roupa uma massa negra surgia dando forma a uma espada e com isso em movimentos ortava as coxas de alguns dos corpos. No caso a coxa inteira, umas 4 apenas retirava a pele das mesmas e cortava  como se fossem bife.( To vendo muito Hannibal). Pegava um pedaço de tampo de mesa e colocava as carnes alí para serem servidas. Em seguida amontoava os corpos novamente para que não ficassem espalhados. Ela não precisava esconder nada do que fazia, afinal ela não ligava, estava fazendo algo normal na mente dela. Movia-se como uma garçonete de Patins para sala onde estavam os demais com uma bandeja de "Fillets" de carne.


    _ Eles estão visivelmente fracos. Talvez com fome...Ele eu imagino o que come... Artêmia no seu caso...o que você come? Posso lhe ajudar com isso tambem?


    Flutuava no ar e posicionava a bandeja no chão, pois não haviam mesas para serem usadas. Com aquilo esperava que o Dragão não os comesse, ou não precisasse lutar contra ele.


    Você deve ser o Dragão de que todos Falaram. Muito prazer sou Kinetic, não é muita comida, e de longe a melhor qualidade mas sinta-se a vontade vou deixar aqui. Ahn me perdoe por não termos mesas ou uma melhor apresentação. haha Fique a vontde para comer se quiser e depois podem nos contar o que houve.

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    Artemia

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Artemia em Seg Mar 14, 2016 2:34 pm

    Antes de os pés de Axle tocarem o chão, Artemia havia conseguido finalmente mover seu corpo. Era como se o efeito de torpor estivesse passando rapidamente, assim como a névoa escura de antes que havia se dissipado por completo, sem deixar rastros. A ruiva sentou-se em seus joelhos lentamente e assim que o reploid pousou ao seu lado, ela se levantou e se jogou em seus braços, pendurando-se em seus ombros e afundando sua cabeça no pescoço metálico de Axle. Então, ela o olhou e tocou seu rosto em forma de flor; algumas lágrimas brotaram em seus olhos esmeralda brilhantes. Todo o sentimento de perda que havia no coração de Artemia havia sido substituído por um alívio imenso em ver seu amigo ali, inteiro.

    - Este é Axle, the Red. Meu amigo, que eu pensei que nunca mais veria...


    Respondeu ela a Venkar, enquanto ainda sorria de orelha a orelha para Axle. Ainda demonstrando seu alívio, a ruiva apertou seu nariz contra o rosto do reploid, fechando os olhos e agitando sua cauda em seta para todos os lados. Então, com um singelo beijo no que seria a bochecha de Axle, Artemia olhou para Venkar, enxugando suas lágrimas:

    - Axle, este é Venkar. Sim, ele... ele chegou a atacar Tetsuya. Não entendo o motivo direito, mas o que importa é que ele foi até o inferno para me salvar também. Ele me ajudou lá dentro, e por isso eu devo todo meu respeito a ele.

    Apesar de seu timbre ser sensual e chamativo, havia uma certa seriedade no tom que ela usou ao apresentar Venkar a Axle. Apesar disso, ela sorriu para o dragão e demonstrou para o reploid que confiava nele.

    Assim que soltou os ombros de Axle, a ruiva notou finalmente que estava completamente nua. Ainda que estivesse fraca e necessitando urgentemente de energia, Artemia não havia se tornado uma completa despudorada, e por isso estalou dois dedos e roupas novas surgiram, repentinamente, cobrindo a nudez anterior de seu corpo e fazendo desaparecer a cauda e as grandes asas, deixando à mostra apenas seus chifres. A ruiva agora vestia o mesmo top de antes, que cobria seus seios, porém deixava à disposição um decote provocante e chamativo. Ao invés de usar apenas uma calcinha, como antes, agora Artemia vestia uma calça de couro preta apertada, com alguns rasgos em suas coxas.

    E então, ainda dentro do círculo formado pelo imenso corpo de Venkar, a demonesa virou-se para observar melhor o restante do ambiente. Assim que virou seu corpo, seus olhos bateram imediatamente nos de Jasor, que a encarava da porta. Seu coração deu um salto ao vê-lo sorrir para ela de forma tão aberta. A ruiva abriu um largo sorriso, igualmente aliviado. Começou a caminhar na direção dele, debruçando-se ligeiramente em cima da cauda enorme de Venkar e abrindo as pernas para passar por cima. Todos os movimentos que Artemia fazia, desde um mero olhar até um passo em seu caminhar parecia ser uma demonstração de sensualidade afrodisíaca exultante. Porém, assim que passou por cima da cauda do dragão, seus olhos observaram outra pessoa ao lado de Jasor, que agora carregava uma bandeja com pedaços de carne no topo. Espera aí? Aquela é a...

    - Nova? É... é você? Como... Por que saiu do Bunker?

    Perguntou Artemia, surpresa em ver a moça ali. Como teria saído do Bunker? E por quê?
    Ouviu a pergunta dela. O que saciava Artemia não estava no cardápio oferecido por Nova.

    - Eu agradeço pela oferta, mas... para você me ajudar, teria de fazer algo a mais... comigo...

    E sorriu. Era um sorriso malicioso, ao mesmo tempo selvagem, como se apenas de mencionar seu específico cardápio a deixasse atiçada. Ainda assim, havia um certo pudor na ruiva. Algo que não acompanhava tão bem assim sua nova natureza.

    Assim que chegou até Jasor, Artemia parou bem à sua frente, a cerca de vinte centímetros de distância. Ela permaneceu parada, apenas o observando, e o que passava pela cabeça da bela ruiva, o loiro jamais saberia.

    Porém, seus olhos agora o devoravam por completo. Ela observou cada centímetro dele e sentiu cada célula de seu corpo chamar pelo barman, deseja-lo para si como uma necessidade que ia além do físico, mas que parecia drenar de si qualquer tipo de autocontrole. A explosão exultante de excitação percorreu cada veia da demonesa, fazendo-a afastar-se dele ligeiramente, antes que perdesse ainda mais o controle e o agarrasse ali mesmo. Havia se esquecido, pela primeira vez, de Tetsuya.

    - Jasor... eu... eu estou muito feliz em te ver...

    Foi tudo que ela conseguiu suspirar, mordendo o lábio inferior em seguida. O loiro certamente sentiria a tensão sexual que se instaurou entre ambos, e provavelmente observaria o discreto par de chifres na cabeça da ruiva. Apesar disso, suas mudanças físicas aparentes de agora enfatizavam mais suas curvas e deixavam-na deslumbrante aos olhos alheios. Ela respirou fundo, ainda com os olhos colados nos dele, e aparentemente parecia reunir forças para se segurar de fazer alguma coisa.
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    Venkar

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Venkar em Ter Mar 15, 2016 2:05 pm

    Havia finalmente se levantado, enquanto Artemia abraçava o que parecia ao dragão ser um amigo muito querido. Apesar de amplo, o recinto onde estavam não era suficientemente grande para acomodar uma criatura como Venkar, de modo que ele logo se sentou sobre as patas traseiras, e deixou sua grossa e comprida cauda torcer para a frente, cobrindo parte de seu flanco esquerdo, a ponta bem próxima da porta por onde viriam Jasor e a outra mulher.

    Do alto de seu longo pescoço observava a figura singular que era o homem-metal-planta com certo receio. Havia ouvido a sua questão quando perguntou se fora o dragão que a matou. Venkar sabia que não foi sua culpa, ela se sacrificou por um braço, como Yumi tinha dito mais que uma vez. Mas a fera não falou nada, deixava que ele entendesse o que desejasse. Dragões jamais explicavam os seus atos, e não iria começar agora, principalmente para um estranho.

    Ouviu passos apressados vindos de outra parte do prédio e virou sua cabeça na direção. Pronto para se defender e á humana-agora-sucubus. Não a havia trazido de volta para ser ferida por... seus olhos reptilianos se fixaram na figura de Jasor. O dragão não estava pronto para vê-lo sorrindo, era por causa dela ter retornado ou dele ter conseguido trazê-la? Não sabia dizer ao certo, mas supôs ser por causa do retorno da mulher que ele demonstrava gostar muito. Acenou com o focinho na direção dele, em silêncio. Como se o autorizasse a se aproximar dela ou vice versa. Não interferia no reencontro dos dois.

    Então uma terceira pessoa surgiu. Venkar fitou a mulher que flutuava e pensou consigo mesmo "uma feiticeira, ou bruxa", mas a forma como ela falava não parecia ser uma... e ficou surpreso por perceber nos olhos dela, não havia temor ou desconfiança... e sim curiosidade e excitação. Não compreendeu direito as palavras da "bruxa" flutuante mas ficou imaginando quem pensaria que o inferno seria bom para alguém... aquele lugar era horrível. Antes de poder abrir a bocarra para falar, ela saiu da sala rapidamente.

    Voltou a atenção á Artêmia quando ouviu sua voz doce e gentil, apresentando o estranho homem-planta para o dragão. Ele podia sentir pela forma como ela falava, que gostava muito de Axle, agora sabendo o seu nome, a fera apenas acenou de leve com a grande cabeça ornada de chifres quando a sucubus o apresentou ao seu amigo. Vendo que ela não sabia muito das coisas, decidiu esclarecer.

    - Eu o ataquei porque ele tentou ferir Yumi. Eu matarei qualquer um que ousar tentar lhe fazer mal. A sua morte, Artêmia, foi um acidente e não foi minha intenção. Não foi sábia de sua parte saltar sobre as minhas costas enquanto eu estava naquele estado.

    Mirou os olhos em Axle, agora falando diretamente para ele, em um tom calmo, mas indiferente.

    - Yumi não sossegou até me convencer a acompanhá-la até o inferno a fim de recuperar os dois. Foi por isso que eu a trouxe.

    Estava preparando para falar sobre o que aconteceu entre o dragão e sua amiga, o que os fizeram se separar quando sentiu cheiro de sangue e viu novamente a bruxa flutuante entrar novamente onde estavam.... ela trazia... uma placa de madeira, ou metal... com carne? Sabia naquele instante de que tipo de carne aqueles pedaços eram. Ela.. ela estava oferecendo isso ao dragão?

    Venkar não sabia como reagir. A mulher, não só estava oferecendo alimento como forma de amizade, como estava também se apresentando educadamente. Esperava justamente o contrário, não sendo acostumado com encontros amistosos desta natureza com completos estranhos. O dragão se afastou um ou dois passos do casal que agora ficavam um de frente para o outro, Jasor e Artemia, que havia se afastado sem dizer nada de seu amigo homem-planta, e se postou de frente para Kinetic e a olhava, depois para a carne, de volta para ela. Por fim rosnou baixo, era claro que estava desconcertado com a forma que ela o tratava, mas não de forma negativa. Muito pelo contrário, estava muito feliz.

    - Eu... meu nome é Venkar... e... não sei como retribuir...

    Então uma idéia veio á sua mente, algo que já tinha feito á Yumi e ela pareceu gostar muito. Baixou a cabeça e esticou o pescoço á frente, chegando com o focinho bem perto da "bruxa" chamada Kinetic e lhe deu uma lambidona amistosa. Logo um ronco ecoou pelo salão... e na frente de todos ali, o grande dragão negro começou a comer o que lhe haviam oferecido. Estava faminto e decidiu jogar o orgulho de lado e aceitar o "presente" de kinetic. Sabia que Yumi não ficaria feliz... mas não iria recusar carne fresca sendo oferecida de uma maneira tão gentil. Devorava tudo em poucos instantes.
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    Axle The Red

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Axle The Red em Ter Mar 15, 2016 6:13 pm

    Axle achava que Artemia estava bastante debilitada, mas sua recuperação foi uma agradavel surpresa. Retribuiu o abraço de modo carinhoso, envolvendo o tronco delicado da ruiva com seus braços metalicos. Em outro momento sua armadura seria fria ao toque, mas por estar algum tempo sob a luz do sol, havia ficado morna. O toque em seu rosto o fez fechar os olhos por um momento. Era impossivel para ele chorar, mas seus olhos demonstravam alegria em rever a dona daqueles olhos tão verdes.

    - Eu pensei o mesmo, mas tinha bons motivos pra isso não é ?

    Era bonitinho para Axle o jeito que ela se comportava. Tocar o nariz em sua face lisa e dar-lhe um beijo demonstrava um carinho que nada jamais teve por aquele reploid. Aquela maquina de guerra, criada para lutar e destruir. Aquele ser estranho, amante das plantas, uma imitação inorganica. Perdeu a noção de quanto tudo aquilo tinha acontecido. Lembrou-se, porem, daquela sensação de responsabilidade que tinha para com ela. Quando falou ao dragão, mencionou o nome que imediatamente memorizou. Olhava a fera enquanto a ruiva contava-lhe sobre se ato heroico. Com o sorriso que ela ofertou a Venkar, teve certeza que ela não o temia. A desconfiança, e até certa agressividade que tinha contra o dragão sumiram, dando lugar ao mesmo respeito que Artemia mencionara pouco antes.

    O aceno do dragão foi retribuido da mesma forma por Axle, que ate tinha o costume de usar aquele ato simples e serio. Não era necessarias palavras para transmitir a mensagem do movimento, e por isso entendeu bem o que o outro queria dizer. Ouvindo Venkar percebeu que a fera possuia boa inteligencia e argumentava bem. Alem disso demonstrava sabedoria e sensatez em sua explicação. Compreendeu que não havia sido por sua vontade que tinha partido na busca, mas uma vez na missão seguiu por ela ate o fim. Tambem sabia o quanto Artemia era impulsiva. Qualquer erro que tivesse feito tinha sido pago.

    - Justo. Eu o agradeço.


    Seu tom era formal, e levemente cordial. Percebeu então que a ruiva se afastara dele e quando viu ela estalando os dedos para formar roupas foi que percebeu que ela estava nua. Sabendo que ela era uma maga, não foi surpresa ve-la conjurando vestimentas. E para Axle não havia falta de pudor na nudez, suas qualidades fisicas não o afetavam como a um humano como o Jasor. Mas naquele estava ficava mais facil visualizar as mudanças mais gritantes. As asas e cauda estavam conectadas em sua carne de maneira natural e funcional. Eram reais tanto quanto os chifres. Ela havia sofrido alguma metamorfose enquanto no outro mundo, e tudo levava a indicar que ela tinha se tornado...uma demonia. Que pecados ela cometera que a fizeram ser condenada ?

    Ao ver Jasor ela imediatemente se aproximou. Natural. Tinha assistido toda a bagunça que aconteceu enquanto aqueles 4 jovens estavam juntos. Deixou que conversassem livremente, afastando de Venkar para lhe dar algum espaço pessoal, quando sentiu o mesmo cheiro que o reptil. O olfato de axle era a unica coisa que tinha sobrado em sua mudança, e sabia bem qual odor a carne de boi exalava. Ou de passaros. Ou de gente. Não precisou imaginar o que estava acontecendo quando viu Nova se aproximar com filés em uma tabua, agindo como se fosse uma garçonete inocente servindo um cliente. Neste caso um bem grande. Que motivação teria levado a ela a esquartejar pessoas para servir a um animal gigante como se fosse uma serva ? Nem mesmo o conhecia.

    O cheiro era recente, mas não fresco. Ela não tinha matado ninguem naquela hora. A logica ditava que tinha dilacerado os mortos da boate. Fazia sentido chegar a conclusão que os corpos apodreceriam sem nenhum cuidado, e dessa forma existiria alguma utilidade. Mas fatiar corpos de vitimas daquela boate como um açougueiro era um comportamento completamente anormal.

    Nada comentou sobre o fato, ja estava feito. Aquela peça do quebra cabeças de "quem é Nova" foi encaixada silenciosamente.
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    Jasor Messast

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Jasor Messast em Qua Mar 16, 2016 6:55 am

    Quando os copos se espatifaram bem ao seu lado tudo o que Jasor fez foi dar uma breve espiada e voltar a olhar para Artemia, sem tirar o sorriso do rosto. Mas os vidro se quebrando não foi o bastante para tirar sua atenção do retorno da ruiva, as proximas palavras de Nova foram cortantes. Ela tinha razão, havia algo diferente.

    O movimento do dragão chamou a atenção por alguns momentos. O gigantesco animal olhava para Jasor de uma forma fixa. De inicio pensou ser raiva ou fome, e um arrepio lhe percorreu o corpo pensando que teria que se defender, mas algo nos olhos de Venkar transmitia tranquilidade, a mesma que exibia perto de Yumi. Foi ai que ele acenou com o focinho para o barman, e nesse ponto que o loiro compreendeu que assim como a tinha trazido de volta de maneira autruista, sem ganhar nada em troca, não pretendia ferir ninguem ali tambem. A atitude do dragão de ter resgatado Artemia tinha ganho a admiração de Jasor, e agora sabia que Venkar tambem não o encarava como um inimigo.

    Ensaiou um passo na direção de Artemia, mal sabia que ela estava completamente nua antes, quando lembrou-se do que Nova tinha dito. "....talvez...humm Aquilo é um demônio...eu não ... viu a diferença Jasor?..Apesar de que aquilo é a Artêmia...e isso é a Artêmia...Acho que o inferno te fez bem. sem ofenças". A cabeça se virou automaticamente para o lugar que mais se preocupara durante as ultimas horas. As chamas alaranjadas refletiram em sua retina com uma silhueta feminina em seu interior. A ruiva continuava morta. E viva ?! Quando voltou a cabeça para Artemia, ela vinha em sua direção sorridente, sensual, voluptosa, vibrante. Parecia que rebolava mais ao andar. Mas o que era aquilo na cabeça dela ? Desde quando ela tinha cauda ? Ou asas ? Observou atônito sua aproximação até quase grudar nele. Que olhar feroz era aquele, repleto de desejo ?

    - Eu...eu...eu esperei você voltar...eu cuidei de você....do seu corpo...para que você voltasse da mesma forma...

    A dificuldade de articular as palavras revelava a enorme surpresa. Esperou tanto tempo ela retornar em uma esperança tão vaga que parecia um milagre seu regresso. Mas ela voltara diferente da Artemia que lembrava. Involuntariamente seu corpo reagia as curvas e o olhar intenso dela, avolumando algo em suas calças, mas ele mesmo não parecia ter notado isso.

    - Isso...é uma fantasia ? Um disfarce...?

    A mão do loiro ergueu-se devagar, quase em camera lenta, na direção do rosto da garota. Primeiro queria sentir a pele macia dela, tocar sua bochecha provar que era real e não um espirito. Depois tentaria tocar naquele chifre discreto que escondia no meio de seus ondulados cabelos vermelhos. Tambem era real ?
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    Nova-Kinetic

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Nova-Kinetic em Qui Mar 17, 2016 11:43 am

    OUvindo a resposta de Artemia olhava para ela e comçeva a compreender o que ela poderia ser. Na verdade Conhecia seu oposto. Mas nunca havia visto uma mulher...parecia muito interessante. Ela sorria de lado e colocava o dedo nos lábios contornando-os e rindo de leve.

    _ Você é minha aliada, não me importaria em te ajudar de qualquer forma que fosse. Assim como sei que você faria o mesmo para mim.

    Sorria de lado, também com certa malícia e ria olhando para o Dragão que se alimentava de sua pequena "oferenda" Via que Jasor estava distraído demais para notar o que ocorria além da presença de Artemia.

    _ Você está linda Artemia. E para mim você sempre será Artemia não importa de que forma esteja...Sinceramente gostei mais desta.

    Olhava Venkar e Ficava sentada no ar flutuando de cabeça para baixo como se fosse algo super normal sorrindo com a mão no queixo com olhar curioso E logo ele se aproximava dela, e ela o observava sem medo, apenas atenta e recebia uma lambida amistosa. Ela Corava no mesmo momento com a lambida  levando a mão no rosto. Para ele ou outras pessoas poderia parecer uma lambida de um animal, mas para Kinetic aquilo foi um beijo na bochecha e isto era novo para ela. Kinetic considerava Venkar um ser e nao um animal.

    _Wow....haha.. Obrigada Venkar. Muito Prazer. E não há o que retribuir. Até onde eu entendi do que ouvi..houve um mal entendido em que Tetsuya atacou Yumi e você como amigo leal dela a protegeu e atacuo em retorno em um momento de Furia, e Artemia para proteger Tetsuya atacou voce...não foi muito esperto da parte dela eu admito ....E o que houve foi um grande mal entendido com consequências Severas.

    Sorrindo gentilmente.


    _ Mas mais importante que isto tudo é que você foi por que quis, Yumi lhe pediu, mas você poderia ter negado. Ainda assim você foi ao inferno, sem saber se conseguiria voltar, auxiliou Artemia dentro de um ambiente Hostil e a trouxe de volta. E a forma como você estavaquando chegou, aparentou que  você a estava protegendo-a ainda aqui na superficie... Nao há o que agradecer a mim. Eu que lhe estou agradecendo. E digo que isto é pouco pelo que fez agora. MAs é o que posso oferecer no momento.


    Ela ficava em pé no ar e fazia uma breve Reverência para o mesmo.

    _Obrigada por ter trago ela de volta espero que possamos ser aliados ^^. E também eu tava louca para te conhecer você é facinante!!! Você é enorme! olha você...desculpe...é a primeira vez que vejo alguém como vocÊ...e..eu e minha "amiga" estamos muito impressionadas...Ela se chama Nova ela esta muito curiosa...desculpe se eu parecer meio empolgada.
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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Artemia em Qui Mar 17, 2016 5:23 pm

    Antes de chegar até Jasor, Artemia ouviu a explicação de Venkar a respeito de seus motivos de ter atacado Tetsuya e sua ida até o inferno. Agora ela finalmente entendeu que foi a pedido de Yumi que ele a acompanhou até o submundo para resgatar os dois.

    Continuou caminhando até ouvir Nova oferecer sua ajuda, não importando qual seja, despertando em Artemia um interesse genuíno em como poderia ser ajudada. Jamais havia pensado em se ver com outra mulher, o que causou um misto de curiosidade e excitação na ruiva. Assim que foi elogiada, Artemia abriu um sorriso tímido, corando violentamente nas bochechas, observando, de forma quase hipnótica, Nova passar o dedo em seus próprios lábios em um movimento sedutor.

    - Obrigada. Saiba que... – ia dizendo Artemia, com a voz rouca, enquanto afastava um fio de cabelo do rosto de Nova. - ...vou cobrar sua oferta.

    Ao dizer isso, a observou se afastar para ir ao encontro de Venkar e receber a lambida em seguida. Achou o ato do dragão no mínimo curioso. Reparou, então, que por trás de toda aquela couraça bruta de escamas negras havia um coração gentil e respeitoso em Venkar. Sua admiração pelo dragão aumentou ainda mais naquele instante. Será isso, então, que Yumi sempre viu em seu gigantesco amigo?

    Artemia, então, voltou sua atenção para Jasor, caminhando ao seu encontro até parar à sua frente, observando-o por inteiro. A princípio, a ruiva se distraiu com o fato de estar vendo o barman depois do que parecia ter sido para ela uma eternidade. Seus olhos passearam pelo corpo do barman, parando por um longo momento no volume que se formava em suas calças.
    Artemia passou os dedos em seus próprios lábios, mordiscando levemente as pontas ao visualizar em sua imaginação terrivelmente fértil tudo que poderia fazer com ele. Ainda mais com o fato de saber como era o corpo nu do barman, o que facilitava ainda mais sua imaginação de percorrer seus caminhos...

    Porém, ao erguer os olhos para o rosto de Jasor, Artemia pôde notar a estranheza que havia na expressão dele. Perdendo bruscamente o nível de excitação de antes, a ruiva sentiu pesar o baque do desapontamento do loiro: a frustração em vê-lo decepcionado com sua nova aparência a fez se afastar, dando vários passos para trás, com uma mão em seu coração. Momentos antes, havia sentido o suave toque da mão de Jasor em seu rosto; ele sentiu a pele macia e quente de Artemia por baixo de sua palma. Sentiu, depois, a textura do chifre dela: era rígido e igualmente quente.

    “Cuidei de você para que você voltasse da mesma forma” foram as palavras que martelaram no coração de Artemia, causando uma terrível sensação de decepção em todo seu corpo. Ainda que tenha ocultado suas asas e cauda, a ruiva ainda mantinha o par de chifres em sua cabeça, denunciando uma de suas principais mudanças. Mesmo visivelmente ofendida pelo comentário de Jasor, Artemia sentiu uma necessidade gritante de se explicar para todos e demonstrar que grande parte de suas mudanças eram apenas físicas.

    Franzindo levemente o cenho, a demonesa se afastou o suficiente de Jasor para que se posicionasse na sala de uma forma que todos pudessem vê-la. Então, respirando fundo e olhando especialmente para Jasor, ela começou a se explicar. Sua expressão era séria, apesar de sua voz manter o mesmo timbre doce e convidativo.

    - Eu sei que fui impulsiva ao me jogar em cima de você, Venkar. Eu queria proteger Tetsuya a todo custo. Ainda assim, quando o vi ferido, pensei que estivesse morrendo. Era tanto sangue para todo lado, que usei minha magia de cura para ver se conseguia ajuda-lo. O problema é que, com o meu desespero e inexperiência, acabei esgotando minha energia vital no processo. E foi por isso que morri.

    Com uma pausa, Artemia caminhou para perto de Venkar, pousando uma mão em sua cauda, acariciando levemente sua textura escamosa.

    - Quando morri, pude visualizar o céu me chamando, mas algo me puxou para baixo. Alguém sorrateiro me quis no inferno, de alguma forma, e ainda não entendo o motivo. Acredito que eu deveria ter ido para outro lugar. Chegando lá, Fuyu, que está o tempo todo dentro do meu cristal – e, ao dizer isso, Artemia mostrou a todos o discreto colar de cristal em seu busto -, percebeu que aquele não era meu lugar. Para me proteger, me transformou em uma demonesa para que eu ficasse disfarçada e passasse despercebida pelo inferno até conseguir uma forma de sair dali. O prazo era curto e caso me demorasse muito, me tornaria demonesa para sempre.

    Com outra breve pausa, continuou, agora observando seu próprio corpo.

    - Quanto mais o tempo passava, mais eu me tornava, permanentemente, uma demonesa. Até que... comecei a aceitar a ideia. Não sei se era por já estar me transformando, que aceitei, ou simplesmente porque gostei. Mas, fato é que a cada minuto eu me transformava. Até que, por fim, aceitei de vez e me tornei uma completa Succubus, faltando apenas uma hora para a transformação completa automática. Então... já como uma total demonesa, algo me separou de Tetsuya, assim como separou Venkar de Yumi e nos retirou de lá. Alguém, eu acho... parecia ser muito poderoso.

    E então, caminhando novamente para perto de Jasor, ela estendeu um braço e tocou-lhe o ombro. Sua mão estava levemente trêmula: a ruiva não sabia o que esperar depois de ter resumido sua jornada no submundo.

    - Eu sei que minhas necessidades... e meu corpo... estão diferentes. Mas minha alma, minhas convicções, minha índole e essência... tudo isso continua sendo os mesmos de antes. Eu sei que... que não era o que vocês... vocês esperavam...

    Disse essa última frase olhando brevemente para Axle, com uma mão em seus longos cabelos, temendo ter sua reprovação também.
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    Venkar

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Venkar em Sex Mar 18, 2016 12:56 am

    Venkar havia já terminado de comer, e limpava os dentes enormes e afiados com sua longa e bífida língua. A mesma que havia sido usada para demonstrar sua gratidão para Kinetic. Porém agora ela estava suja de nacos de carne e sangue fresco.

    Ele ouvira o que ela falava, a aprovação de seu resgate e o olhar amistoso e excitado que a feiticeira flutuante desconcertavam o feroz dragão. Ele estava acostumado a ser rejeitado e atacado por pessoas sempre que tentara no passado se aproximar... e aqui todos haviam gostado do que ele fez. Apesar de não ser sua intenção inicialmente, acabou por aceitar acompanhar Yumi no resgate dos dois... e acabou retornando com a mulher, agora Sucubbus.

    Até mesmo o estranho homem-metal-planta, e o humano Jasor pareciam agradecidos pelo que aconteceu. Estava quieto pensativo enquanto Kinetic não parava de falar, o elogiando, exclamando sobre o seu tamanho, ela até fez uma reverência ... piscou os grandes olhos em fenda e a fitou mais uma vez.

    - Eu... não se preocupe.. fêm.. lady, quero dizer, Kinetic seu nome? Um tanto singular... eu.. eu só fiz o que minha companheira pediu... não foi nada... não foi nada demais. Eu estou feliz que tenha, que tenham gostado... eu não queria causar toda a confusão... mas quando cheguei aqui, a pedido de Yumi, eu vi o seu irmão a atacando... e...  perdi o controle.

    Porém logo parou de falar, ao olhar para o lado e ver a agora succubus Artemia de frente para Jasor, que para o dragão era a pessoa que mais a desejava de volta... mas... porque ele a olhava desta forma? Era decepção?... e então ouviu o que ele falava em tom bem baixo "eu cuidei de seu corpo, para que retornasse da mesma maneira" e se irritou. Ele não estava feliz por simplesmente ela ter retornado á vida? Viu Artemia parecer bastante desapontada e se afastar dando lentos passos para trás, e começou a falar... se explicando, e ansiando muito para que seus amigos e conhecidos confiasse nela, que ela ainda era a mesma mulher antes de tudo isso começar.

    Ao tocá-lo, durante a explicação, o dragão pôde sentir sua mão estremecer, mas não de receio da fera, e sim medo de ser rejeitada, pelo homem que ela aparentemente mais gostava.

    Algo pareceu estourar dentro da mente do dragão, se enfurecendo com a situação, e assim que Artemia parou de falar, seu olhar infeliz esperando aceitação de ambos os homens, Venkar bateu com uma pata dianteira, a esquerda no chão da boate, fazendo todo o prédio tremer violentamente.

    - Espere um instante !!

    Rugiu alto na direção de Jasor, mostrando seus dentões enormes e curvos, pior ainda, sujos de restos de carne humana. O dragão estava indignado, sempre fora ele mesmo que sofria este tipo de reação das pessoas, medo, desconfiança, rejeição... muito antes de saberem como ele era realmente, como pensava e agia. Já aceitava isso como normal, por isso a recepção positiva de seu retorno do inferno o deixava confuso. Porém Artêmia parecia já ser conhecida de todos aqui, visto como ela se jogou aos braços de Axle, e agora desejava fazer o mesmo com Jasor... para receber um olhar de desconfiança, de rejeição pelo que agora ela era, era um ultraje para o dragão. Será que o humano era tão cego a ponto de ignorar que ela ainda era a mesma mulher que fora enviada ao plano infernal? Por causa das mudanças de seu corpo... já não era mais a mesma? E portanto demonstrava repulsa?

    Parecia não conseguir colocar em palavras a sua frustração. Venkar não aceitaria que a mulher sofresse o mesmo tipo de rejeição que ele mesmo sofreu por incontáveis anos, e nem era culpa dela... não sabia porque se importava com isso, talvez por quase terem morrido no inferno e retornado são a salvo. Fazer alguém voltar da morte não era algo simples.

    Seu nervosismo crescia a cada instante, tanto Kinetic quanto Artemia e Jasor podiam ver um brilho amarelo-incandescente surgir na base de seu longo pescoço, por entre as escamas negras, crescendo de intensidade conforme o dragão rosnava e estreitava os olhos. Porém... agora não tinham Yumi para acalmá-lo!

    Em um instante a enorme fera estava calma e gentil.. agora não parecia ser a mesma criatura, e sim um monstro cruel e assassino.

    - Ela... retornou do inferno... um local horrível... apenas para voltar para você... humano... em sua tolice .... a rejeita .... por não estar da forma que prefere.... talvez... talvez ... ela não mereça alguém como você... então... vou lhe fazer este favor....

    Recuou um pouco a cabeça ornada de chifres e abriu de leve a bocarra... um som de ar sendo aspirado e as narinas que soltavam faíscas anunciavam o que estava por vir!
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    Axle The Red

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Axle The Red em Sex Mar 18, 2016 2:56 pm

    Como sempre fazia, Axle manteve distancia de momentos que ele não era necessario, embora não fechasse os olhos e ouvidos para tudo que acontecia ao seu redor. Muito pelo contrario. Agora que estava com pelo menos um problema resolvido em sua mente, o mais urgente, conseguia se concentrar melhor no ambiente. A volta de Artemia era um alivio a tortura quer rodava em sua cabeça, embora existisse outras questões que iria perguntar quando tivesse espaço. Onde estaria Tetsuya e Yumi ? Porque não vieram junto a eles ? Axle era paciente, podia esperar um pouco pela resposta...

    A lambida em Nova pelo dragão levava a alguma proximidade a ambos. Provavelmente não a atacaria com facilidade, ja que ela tinha tido a coragem de trazer aquilo para ele...a ideia era desagradavel. Não do dragão devorar a carne, era um enorme animal carnivoro afinal, mas da garota ter tido a coragem de fazer aquilo. O som dos musculos sendo rasgados e ingeridos causava um pesar em Axle, que lamentava quietamente a morte daquelas pessoas.

    A breve interação entre Nova e Artemia dava pistas sobre Nova e a mudança de Artermia. Era obvio os chifres e asas que tinha visto antes do feitiço levavam a conclusão que ela tinha se tornado um demonio de alguma forma. Mas não sabia que tipo de demonio era esse. A forma como se movia, até mesmo falava, junto com aqueles comentarios e olhares maliciosos davam alguma ideia da nova natureza dela. Testemunhou ao vivo como Tets e a ruiva se esfregavam despudoradamente em frente a Carmiglioni, e mesmo naquela momento do passado, ela não era tão voraz e explicitamente provocante.

    Do outro lado, Nova possuia duas personalidades. Naquele momento, a que estava presente era descuidada e avida por atenção. Havia algum tipo de inocencia em sua conduta, como se criada por animais sem nunca conhecer a sociedade. Tanto que a primeira reação ao ver um dragão foi tentar agrada-lo ao inves de se defender, como é natural em qualquer ser diante de uma situação desconhecida. Como se não soubesse determinar uma situação de perigo. Ou simplismente fosse desprovida do sentimento de medo.

    O que era o oposto de Jasor. Naquela altura ja estava claro para o reploid que o loiro tinha uma certa aversão ao sobrenatural. O proprio Axle não possuia esse traço, pois todo o dia algo estranho rastejava pela porta. A normalidade como qual o barman estava acostumado havia sobrevivido mesmo com todo o tempo de serviço sobre o julgo de Carmiglioni, talvez uma forma de manter a sanidade vivendo no fim do mundo. Obviamente ele tinha contato com seres assim todo o tempo, obrigado a servir-lhes bebidas, escondendo sob uma mascara de descolado e extrovertido o receio de ser alvo de qualquer criatura sem nem poder se defender. Nova, Friedrich e agora Artemia despertavam seu instinto de sobrevivencia, mas não tanto o proprio Red. Afinal, sua origem era bem mundana, pelas mãos dos proprios homens.

    Artemia então chamou a atenção de todos para se explicar. Muitos dos detalhes que ela disse naquele momento preencheram lacunas que estavam vazias em toda aquela historia. A conhecia, sabia de sua impulsividade, tão grande que a levou a morte por culpa propria. De acordo com suas palavras, ela ia para o ceu, mas algo a puxou para o outro lado. Fuyu a tinha transformado em um demonio. Mas foi ela que quis que fosse permanente, impulsiva mais uma vez. Talvez para ter algo em comum com Tetsuya. Por que Fuyu não tinha desfeito a transformação antes do retorno ? Onde estava Fuyu alias ? Seja o que for que tivesse trazido-os de volta talvez fizesse o mesmo com os outros dois, contanto que um dragão não estivesse barrando a passagem.

    Quando a ruiva olhou para Axle, recebeu de volta um olhar expressivo. Ele comunicava-se bem dessa maneira, ja que seu rosto em si era praticamente uma tela em branco. O que transmitia era alegria por te-la de volta, o carinho quase fraternal, talvez paternal. Era triste que ela tivesse morrido, mas pelo menos existiu uma brecha para o seu retorno, mesmo que tenha sido sua alma fisica, alterada.

    E havia o dragão. Foi pouco depois que ele disse que tinha perdido o controle que aconteceu justamente isso. Seu rugido era o sinal claro que estava furioso com Jasor. Mas por que ? Não importava agora. Em um segundo, as mãos repousaram nas armas que achou que não precisaria usar contra aquele ser. O brilho em seu pescoço tinha um significado intuitivo do que resultaria. Encarou rapidamente Nova, apontando com o olhar para Jasor e Artemia. Mais uma vez confiaria nela para protege-los do perigo. Esperava que estivesse claro em sua mente que naquele momento Venkar era uma ameaça para seus outros amigos.

    Enquanto discursava, destilando seu odio contra Jasor, Axle posicionou-se melhor proximo a ele. Longe do foco que estava tendo, no loiro, seria mais facil de agir despercebido. Quando recuou a cabeça preparando o ataque, sentiria um pouso suave como uma folha em seus chifres, embora o peso da coisa passasse de 300kg. O salto do reploid fora incrivelmente rapido. Ela estava segurando em um dos chifres do dragão, de pé sobre a protuberancia, enquanto a outra mão segurava o sabre laser ligado. A luz da lamina provavelmente incomodaria a vista da criatura de alguma maneira.

    - Venkar, não faça isso. Não machuque Jasor e Artemia. Não me force a fazer isso.

    Para Axle era claro que a baforada atingiria os dois sem distinção. Sua voz voltara ao tom inexpressivo, e mortalmente serio.
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    Jasor Messast

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Jasor Messast em Dom Mar 20, 2016 8:37 am

    A pele parecia ser a mesma de antes, lisa e macia e quente. Mas o chifre era real, rigido, e estava preso na cabeça dela. Tinha ido ao inferno e voltado com um chifre. Para Jasor parecia bastante claro o que tinha acontecido. O toque dele, porem, parecia te-la ferido pelo modo com havia se afastado. Ou será que foram suas palavras ? O que tinha dito que poderia ofende-la de tal maneira ? Parece que tinha subido em um palco para proclamar sua explicação.

    Nunca tinha esquecido aquela cena. Ele havia a testemunhado. Artemia literalmente deu sua vida para salvar Tetsuya, na esperança de que ele não morresse pela perda do braço. Ela realmente o amava, ninguem faria tal sacrificio se não o fosse. Aquele foi um ultimo ato supremo de amor. Faria o mesmo por Jasor ? Não acreditava nisso. Tinha aceitado aquele fato naquele momento, e quando ela voltasse, daria espaço para os dois. Mas a realidade sempre da um jeito de supreender.

    Cruzou os braços. Se o que ela dizia era verdade, deveria ter ido para o céu mas algo a puxou para baixo. Seria o tal Fuyu ? Ele estava dentro daquele cristal ? Então deveria ser um espirito. Maligno, pelo que havia feito. E para completar, a transformou em um demonio. Corrompeu sua alma. E ela gostou disso. Jasor sentiu um frio no estomago, essa era a pior parte de acreditar. A inocente Artemia, a jovem ruiva e timida, queria se tornar um agente do mal.

    Se alguem tirou eles de la, deveria ser o mesmo que tinha os trazido: Fuyu. Jasor estava perplexo, olhando para o chão tentando entender tudo aquilo, quando viu os pé dela. Seu olhar se ergueu pelas suas pernas, passando pelo abdomen e pausando momentaneamente em seu busto. Não apenas seu seios pareciam ter crescido, mas o cristal como espirito maligno estava lá. Quando sentiu o toque em seu ombro descruzou os braços e pegou na mão de Artemia de modo firme, sem ferir, tentando sentir alguma coisas que o fizesse acreditar que tudo o que pensou estava errado. Estava olhando direto em seus olhos, e percebeu o quanto sua mão tremia. Jasor tambem tremia. E novamente a ruiva poderia sentir o calor febril que emanava da pele de Jasor.

    - Você o ama, sempre o amou, mesmo quando ele estava travestido de mulher. Onde estão eles dois Artemia, onde estão...

    A voz fraquejou. Queria acreditar que ela era, mas era um ato de extrema coragem para ele tocar em um demonio que carregava um espirito maligno no peito.

    - Me mostre que é você mesmo. Divida seu fogo comigo


    Para Jasor era a unica forma de provar definitivamente o que havia dentro do coração dela de verdade. Quando fizeram isso da primeira vez, lembrava do momento com algo especial. As chamas que compartilharam traziam consigo algo da pessoa que as acendeu, e o loiro conseguia sentir isso. Mas não teriam a oportunidade de se entender. Uma pancada violenta no chão seguida de um rugido colossal interrompeu aquele momento.

    Pela segunda vez o barman viu aquela ameaça. E todo o respeito que tinha adquirido pelo dragão o mesmo fez questão de destruir. Por um momento achou que estava se enganando sobre a indole de Venkar. Mas o mesmo fez questão de mostrar quem era de verdade. Jasor soltou a mão de Artemia e tocou em seu peito, afastando-a para o lado. Mesmo se não confiasse nela, não tinha coragem de feri-la, nem deixar que isso acontecesse por causa dele. Naquele instante, tocar em seu peito não tinha conotação sexual alguma, tanto que a excitação involuntaria do rapaz sumiu. Agora era a adrenalina que tomava conta.

    - E o que é que você tem a ver com isso, dragão ?! Isso é entre mim e ela para decidir, não você ! Mas não é isso não é ? É apenas uma desculpa para causar morte e destruição ! Você não tem respeito por nada nem ninguem, qualquer coisa é motivo para você queimar e esmagar....

    Então percebeu seus dentes. Sangue e carne pintavam os inumeros caninos afiados. Havia uma tabua no chão, com uma mancha vermelha caracteristica. Por algum motivo tinha a impressão que tinha sido Nova que tinha feito aquilo, so lembrava vagamente dela passar para lá e para cá em sua conversa. Foi ai que lembrou que enquanto ela falava com Artemia ela carregava alguma coisa. Tinha sido ela ! De onde ela tinha tirando tanta carne ? Voltou a olhar furiosamente para Venkar.

    - Por mim ?! Ela ama o Tetsuya ! Suas mentiras asquerosas são tal venenosas quanto suas ações. Onde você estava quando Yumi estava correndo perigo de verdade nas mãos do gordo maldito ? EU estava aqui ! EU ia salvar ela nem que tivesse que quebrar o braço daquele raposa desgraçado. Mas você ? Sua solução para tudo é matar, não é ? Você me odeia porque eu sei disso, NÃO É !


    Quando a cabeçorra escamada curvou-se para trás Jasor correu para trás e saltou em cima da pira funeraria, mergulhando nas chamas alaranjadas.
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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Nova-Kinetic em Qua Mar 23, 2016 11:11 am

    Notava que a discussão e o reencontro com Artemia estava ficando mais acalorada do que devia. Jasor a rejeitava pela mesma ser de uma nova raça. Kinetic sentia o desprezo dele, assim como ela era algumas vezes desprezada. Talvez bem menos que Venkar, porém ainda assim entendia o mesmo e entendia Artemia. Ela estava entre amigos, e estes lhe rejeitavam por causa de uma raça? Ele não era Humano, mas estava agindo como um e seu ódio, ou melhor dizendo o ódio de Nova crescia por aquela demonstração de intolerância.

    _Isso ou me matará ou vai me dar um belo de um Bronzeado....pelos menos cálculos eu ficarei faminta....E isso é um problema que eu resolverei depois...


    Kinetic estava perto do dragão e notava a inteção dele de atacar devido a sua fúria e talvez a mesma até que Nova estava sentindo. Ela Impulsionava seu corpo e se colocava na frente de Venkar. Os cabelos de Kinetic começavam a brilhar em um verde fantasmagórico e seu óculos descia até seus olhos que ficavam trocando de coloração verde, vermelho e roxo. Acessando as áreas de seu cérebro como se tentasse decidir o que era melhor. Se ela usasse toda sua potencia conseguiria sustentar um peso de até no máximo 700kg-800kg. A cabeça de Venkar deveria pesar mais que isso, logo ela não conseguiria redirecionar o jato, porém talvez conseguisse parar o fogo. Ela posicionava-se na frente e seu corpo todo era coberto por escamas negras que pareciam se reforçar.

    _ Venkar! SE fizer isto estará apenas confirmando o engano deles de que é alguém que só pensa em matar, Mas voce tem muito mais do que este instinto você não é um animal! Você venkar é alguém e eu sei que Yumi viu isto em você assim como eu vi! Não cometa este erro por mais que minha vontade também era de dar um enorme soco nesse ESCROTO LOIRO. Contenha-se por favor, ou eu posso acabar virando churrasquinho.

    Kinetic fazia com que seus cabelos esvoaçassem de forma que o brilho deles parecia emanar luzes e um enorme paredão maleável era formado para poder receber e reduzir o impacto das chamas tentando aprisioná-las ou pelo menos pará-las. Suas energias estavam sendo drenadas, o alimento conseguido através do padre estava sendo consumido e ela sabia que isso seria um problema depois, mas pensariamos sobre isso mais tarde. Ela esgotaria sua reserva alimentar e queimaria um pouco da sua reserva corporal para sustentar a força.Em resumo queimaria algumas calorias ou partes de seu corpo que seriam reconstruídas depois.

    _ Pare não por eles, mas por você mesmo!

    Se não conseguisse conter o fogo um pouco ela tinha uma idéia arriscada...mas que talvez funcionaria...Deixaria Nova assumir...e se alimentar deste fogo...arriscado, pois ela poderia entrar em frenesi alimentar, mas era a única solução que via.
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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Artemia em Qua Mar 23, 2016 4:01 pm

    Quando terminou de falar, Artemia notou o olhar significativo de Axle e sentiu seu coração se encher de um breve alívio. Ao menos ele não parecia julga-la da mesma forma que Jasor, que ainda a encarava com repulsa. Assim que tocou-lhe o ombro, sentiu o fervor em sua pele. O loiro parecia estar em uma furiosa ebulição. Quando ele mencionou Tetsuya e perguntou onde estava, Artemia sentiu uma pancada na boca de seu estômago, lembrando-se do raposo que havia deixado no inferno.

    A lembrança de Tetsuya fez seu coração dar um salto tão grande que a ruiva o tocou para sentir sua velocidade por baixo da pele. Ela abaixou a cabeça e passou uma mão em seus cabelos ruivos, retirando-os de seu rosto. Sua expressão era de dor, aflição. Jasor provavelmente se perguntaria o que teria acontecido com o casal que parecia estar se entendendo até rumarem para o inferno.

    Era a mais pura verdade. Ela amava Tetsuya. E continuaria o amando, carregando esse fardo, esse amor que preenchia seu peito por inteiro. Ela o amaria ainda que ele continuasse a rejeitando eternamente. E agora ela viveria eternamente para isso. Mas o que o barman não sabia é que ela teria feito o mesmo sacrifício por ele, caso estivesse correndo perigo de vida. Ainda que amasse Tetsuya profundamente, a ruiva sabia que precisava seguir em frente.

    Precisava tentar rumar seu caminho sem o raposo, que certamente sentia-se grato por não tê-la mais por perto. Algumas lágrimas brotaram em seus olhos e escorreram pela sua face, demonstrando a sinceridade no que havia dito antes e no que viria a dizer agora. Apesar de sua aparência absurdamente provocante, havia uma inocência grande ainda no olhar da ruiva.

    - Tetsuya... ele... ele não me ama. Ele não quer nada comigo e provavelmente está feliz em não me ter ao seu lado. Fomos separados bruscamente. Não sei o que houve. Aconteceu o mesmo com Venkar e Yumi, ele pode confirmar para vo...


    Antes que pudesse continuar sua frase, foi interrompida pelo solavanco no chão e a voz poderosa de Venkar, anunciando um perigo eminente.  A ruiva imediatamente olhou para o lado e notou as chamas se formarem na garganta do dragão, prontas para saírem e fulminarem Jasor e todos à sua frente.

    Antes que pudesse fazer algo, ouviu seu argumento em atacar o barman. Parecia ser um assunto sensível para o dragão, visto que havia tomado as dores da ruiva em ser rejeitada. Ela o olhou, admirada e ao mesmo tempo assustada: ninguém nunca a defendera dessa forma. E então notou o movimento de Axle em subir na cabeça de Venkar e Nova colocar-se à frente de sua extensa bocarra e Jasor cuspir mais palavras de ódio, defendendo-se da maneira que podia.

    Artemia, notando o quanto todos se esforçavam em paralisar o eminente ataque de Venkar, correu até o lado de sua cabeça, acariciando seu focinho com gentileza. Olhando-o nos olhos, ela emanou de seu corpo uma luz intensa verde que não poderia ser ignorada. A luz, apesar de parecer uma simples chama verde bruxuleante, parecia ser imensamente perigosa. A ruiva estendeu um braço e estalou os dedos, lançando sua chama para formar uma barreira em volta do extenso corpo de Venkar, deixando apenas ela, Nova e Axle, no topo da cabeça do dragão, dentro do círculo das chamas verdes. Jasor estava de fora e não poderia ser visto de dentro, uma vez que as chamas alcançavam cerca de dez metros de altura, contornando o corpo do dragão e não atingindo-o em momento algum.

    - Venkar... – disse ela, com um timbre calmo, enquanto acariciava levemente o focinho dele. – Não precisa ficar assim. Jasor está apenas chateado por estar esperando minha volta há muito tempo, e ela não ser bem como ele esperava. Mas está tudo bem. Eu tenho você, tenho Axle e tenho Nova ao meu lado. Vocês me apoiam e me aceitam do jeito que estou. Vocês entendem que continuo sendo a mesma. Vamos conversar, tudo bem?
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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Venkar em Qui Mar 24, 2016 10:59 am

    Desta vez o fogo do dragão não poderia ser "cancelado" ou "engolido" de volta, como nas duas primeiras vezes que pensou em atacar Jasor. As chamas devoradoras já estavam na garganta, prontas para serem lançadas e até das narinas da fera chamas já ficavam evidentes.

    Estava preparado para fulminar o humano intolerante e apagá-lo da existência, quando tudo aconteceu ao mesmo tempo:

    Sentiu um impacto leve sobre a cabeça, e viu um brilho de uma espada brilhante em uma das mãos do homem-metal-planta. Sabia da eficiência de uma arma mágica. E assim tão perto de seus olhos, soube que não deveria ter dado as costas para ele. Venkar iria sacudir a cabeça para tentar desalojar o sujeito em seu chifre quando viu nada mais do que a feiticeira Kinetic entrar BEM NA FRENTE de sua bocarra escancarada... o que havia com as fêmeas deste lugar? Primeiro Artêmia sobe em suas costas e quase se mata... agora esta outra quer definitivamente ser queimada viva?

    Pouco antes de Artêmia se aproximar e tentar acalmá-lo, o dragão fez a única coisa que podia... levantou o focinho o mais que pôde, aproveitando que o teto inteiro daquela parte da construção havia sido arrancada e expeliu seu poderosíssimo jato de chamas alaranjadas para o céu. Imediatamente a temperatura ao redor subiu vários graus. A rajada durava quase um minuto, expelia toda a sua raiva e frustração naquele sopro de fogo. Qualquer um ali podia ver claramente que quem quer que fosse atingido por aquele inferno de chamas, não sobraria muito para tentar socorrer ou mesmo enterrar.

    Do lado de fora, o jato de chamas podia ser visto subindo diagonalmente a partir do topo do prédio da boate, quase que tocando as nuvens antes de se dissipar. A luz era mais intensa do que a do sol da manhã.

    Enfim as chamas esverdeadas e infernais de Artêmia se elevaram, o cercando a aos três que estavam consigo, Venkar baixava o focinho e olhava para elas. Seus olhos em fenda estavam vermelho-sangue e ele respirava fundo tentando se acalmar. As palavras gentis das duas mulheres entrando nas brumas escuras, encontrando brechas para apagar as chamas de ódio que queimavam em sua mente.

    Piscou uma, duas vezes, a visão voltando ao foco normal. E assim conseguia voltar a pensar coerentemente. Havia estourado novamente... isto estava ficando fora de controle. Primeira vez com Yumi lá na caverna... ele quase a despedaçou quando ela usou sua mágica para se apresentar como humana... novamente quando encontrou tets dando uma chave-de-perna em sua amiga... e agora apenas porque um patético humano demonstrava intolerância com o retorno da ex-humana.

    - Eu.... eu.... eu não quero causar morte.... eu...

    A fera balbuciava enquanto olhava para o chão, evitando os olhares das duas á sua frente. Estava agradecido da coluna de chamas verdes o esconder do humano, que o havia ferido mais do que as lâminas dos seus semelhantes de onde viera. O que ele dissera, era verdade, Venkar estava ansioso em destruir, matar... estava acostumado com isso, era tudo tão mais simples... do que interagir com eles. Se lembrava de seu antigo lar, da intolerância que levou as pessoas a caçar sua família e todos os seus semelhantes... foi por essa intolerância que ele havia fugido e apareceu diante de uma confusa Yumi, cinco anos atrás.

    Estava confuso porque estava habituado em matar e destruir, mas aprendeu a gostar da companhia de seres que o entendiam e o tratava bem.

    - Eu respeito... respeito vocês... não quero fazer-lhes mal... talvez.. talvez seja melhor eu ir. Antes... que machuque alguém novamente...

    Rosnou baixinho, esperava que o homem sobre sua cabeça descesse, e já começava a abrir o enorme par de asas negras, parecia bastante transtornado e infeliz. Estava cansado e pensava que algumas semanas de sono ao redor de seu tesouro era o que iria lhe fazer se sentir bem novamente.
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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Axle The Red em Qui Mar 24, 2016 12:48 pm

    Axle estava habituado aquela situação: perigo eminente. Como um Maverick Hunter, era seu dever estar pronto para usar a força para resolver um situação critica. Havia se especializado em combate, usando seus poderes das formas mais criativas e mortais, e nos ultimos tempos, nas ferramentas mais efetivas a mão. Embora fosse perito com chicote, a combinação de espada e pistola era simples e direta. A lamina laser tinha a capacidade de perfurar metais e rochas com facilidade que uma arma comum não possuia. Combinando com a força sobre-humana de um reploid, a arma possuia uma capacidade destrutiva imensa. E para um momento que fosse necessario um ataque a media distancia ou sem aviso, a pistola vinha a calhar. Os projeteis de plasma hiperaquecido vaporizavam quase instantaneamente qualquer material não preparado para resistir a esse tipo de dano. Ainda por cima, Axle tinha preparado a arma para ser ajustavel, de modo que o tiro poderia ter um efeito diferente com algumas regulagens.

    Podia-se dizer que ele estava mais confortavel naquela situação do que assistindo o encontro desajeitado de Artemia e Jasor, ou em qualquer outra situação social. Mesmo assim, não queria realmente ferir o dragão. Tinha reconhecido nele uma consciencia moral, e devia a ele o resgate de Artemia. A luz forte em seus olhos era um aviso, um choque para distrair sua atenção e tira-lo do transe de furia no qual estava. Ainda assim, se fosse necessario, lutaria com toda sua capacidade para defender dois inocentes. Principalmente Artemia.

    Nova fez jus a confiança que Axle tinha depositado nela. Sua atitude bastante corajosa protegeria os outros dois, mas da mesma maneira a colocaria em risco. Era alguem que Axle tambem precisava proteger, por isso seu primeiro ato precisava ser muito doloroso ou letal, por mais que fosse forçado a isso. E pelas palavras de Nova, ela tambem estava se forçando aquela atitude, mesmo repudiando o barman tanto quanto o dragão.

    Mais uma vez impulsiva, Artemia saltou para perto do dragão antes de brilhar intensamente e conjurar um paredão de fogo esverdeado. O reploid agarrou-se mais firme no chifre que tinha se apoiado, o temor das chamas o atingindo inesperadamente. Um circulo de fogo para qualquer um era assustador, e isso dobrava para ele. A razão, porem, conseguia se manter superior no reploid das plantas. Em sua mente existia ainda outro temor, que naquele momento que ela morresse uma segunda vez com aquela atitude impensada. Por outro lado, a tinha chegado a conclusão a muito tempo que não poderia salva-la de si mesma. Surpreendentemente a atitude dela havia dado certo.

    Venkar ergueu a cabeça e disparou seu bafo de fogo para o céu, livrando todos do seu ataque raivoso. Axle manteve-se firme no ponto onde estava mesmo com o solavanco feroz, estava preparado para uma reação agressiva de qualque maneira. O calor da baforada era tão intenso que Axle tentou proteger-se com o braço que segurava a espada, colocando-a na frente do corpo, e ele começou a queimar sem fogo, como um filme de cinema. Varios circulos crescentes mudaram a textura metalica, tornando-a opaca e grandulada. O verde tornou-se marrom e preto, e algumas manchas chegaram quase aos sistemas internos do membro. O mesmo aconteceu com as petalas frontais de sua cabeça, que receberam o calor diretamente.

    As palavra do dragão indicaram que sua racionalidade havia retornado, e que estava arrependido. O sabre laser foi desligado com o que parecia o fim da agressividade. Axle imediatamente saltou do chifre, livrando o dono de seu incomodo. Inicialmente planejava cair sobre a parede sem teto, mas o fogo verde subia muito alto. Caiu então ao chão suavemente, tal qual o pouso anterior, agora entre Artemia e Nova. Ainda analizava se o "cessar fogo" se tornaria um acordo de paz ou um ataque surpresa. Deixaria o dialogo para as duas mulheres, que pareciam estar afeiçoadas a Venkar.
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    Jasor Messast

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Jasor Messast em Qui Mar 24, 2016 2:38 pm

    Dentro das chamas as coisas pareciam diferentes, uma sensação parecida com se entrar na agua. Mas na pira funeraria, porem, as roupas não ficavam molhadas, muito menos queimavam. O fogo passava como um vento ascendente por entre as roupas, erguendo-os um pouco, fazendo os cabelos tremularem. Uma caricia constante fluindo na pele. Já a visão ganhava um filtro de cor, tudo se tornava alaranjado como se usasse um oculos de festa. Os sons se distorciam, tornando-se  irregulares ao passar por um meio diferente do ar atmosferico, comum constante zumbido similar a gás escapando.

    Esperava que o jato de fogo viesse logo que adentrasse a fogueira, e ali não podia ser queimado, ja que ja estava dentro do fogo, essa era sua logica. Mas a baforada não veio imediatamente, algo havia acontecido. Foi quando notou Axle saltando na cabeça do dragão para defender ele e Artemia, e Nova se pondo na frente deles tambem. O que ela falou, porem, o pegou de supresa.

    - Escroto loiro...

    Arrependeu-se imediatamente de dar uma chance para ela se explicar, mostrar que não era uma coisa horrivel e assustadora. O que ele tinha feito para ela ? Nem mesmo tinha chegado perto dela desde que tinha a visto pela primeira vez. E alem, tinha oferecido amigavelmente para trocar alguns drinks e conversar. E ela o achava um escroto. Que tipo de loucura tinha sido transmitida do dragão pra a garota de cabelos verdes ? Ela era tão maluca que mesmo falando isso estava querendo proteger ele e a ruiva. Ou seria só a Artemia...?

    O robo, que pensava que apenas se afastaria, foi quem coordenou para a defesa dos dois. Pelo o que ele dizia, pelo menos, dava a entender que queria proteger ambos. Não sabia o porque ele fazia isso, mas ja tinha visto aquele tipo de atitude antes. Red tinha algum complexo de heroi que o fazia querer proteger todos ao seu redor, mesmo sem conhece-los. Isso era algo bom, impensavel vindo de um reploid como ele.

    Mas foi Artemia quem fez o ultimo ato que mudaria a situação. Ao inves de se afastar do perigo,  foi na direção dele, exatamente como da vez que ela morreu...mas dessa vez deu certo. Não pode ver claramente o que aconteceu, pois ela conjurou uma parede de fogo verde ao redor deles, mas o raio flamejante que ascendeu aos céus foi bem obvio. A diferença de temperatura não pode perceber, ja que estava dentro do fogo. Literalmente. Onde tambem estava Artemia, isto é, seu corpo. Lembrou-se do que disse então. "Ele não me ama". Isso era mentira, como era possivel ? Ele foi até o inferno para traze-la de volta. Como não amaria ? A dor dela, por outro lado, parecia ser real. Não sabia se os sentimentos de um demonio eram iguais a humanos, mas parecia que ela acreditava mesmo naquilo. O que havia acontecido afinal ? Provavelmente nunca saberia. Não tinha certeza se queria saber.

    Nem mesmo sabia o que tinha acontecido atraz daquele muro esverdeado, so esperava que tivesse controlado aquele monstro. Ouviu sua voz como um lamento, mas não entendia direito as palavras, muito fogo entre o falador e o ouvidor. Sentia raiva, rancor e tristeza. Olhou para a face de Artemia aos seus pés, e abaixou para olhar seu rosto mortal mais uma vez. Tocou-a. Ainda estava quente, mas era por causa do fogo laranja. Quente como sua alma demoniaca. Ergueu-a nos braços mais uma vez, e esperou. Não sabia pelo que, mas esperou.

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

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