Neo City Uol

O que aconteceu após o golpe militar de 17 anos atrás...


    Becos da miséria e Boate Blood's Haven

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    Jasor Messast

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Jasor Messast em Sex Nov 06, 2015 12:59 pm

    La estava ele, num dos melhores dias daquela boate, conversando com Artemia enquanto preparava uns drinks para os três. Uma loira e uma ruiva na mesma noite ! Quase não acreditava que realmente estava conseguindo conquistar a ruiva, que ja que estava com a loira convenceria ela de que Jasor era um bom partido para "assuntos particulares". Toda a empolgação tinha um efeito engraçado. Sentia sua bochecha apertada, doendo como se tivesse levado um tapa.

    Ele realmente tinha levado um tapa na cara, e justamente da loira ! Imediatamente levou a mão ao rosto, com os olhos apertados, se perguntando o que é que tinha feito de errado. Então aquela indireta não era para dizer que estavam ficando...tinha ido tão longe assim ? Talves fossem apenas amigas mesmo, ou da mesma familia. Improvavel, mas era a resposta que fazia mais sentido depois daquela reação.

    - Hey hey ! Vai com calma loirinh....

    A ruiva tambem acabara de surtar na frente dele. Com uma expressão de estranheza, a via gaguejar e berrar morta de vergonha. Por um instante achou que ela quebraria o balção e quebraria os copos na cabeça dele. Mas ao inves disso ela bebeu. Os três. E sem estar saciada, tomou a bebida do gargalo !

    - Ei ruivinha ! Vai com calma ai ! Não era para você tomar tudo assim de uma vez...

    A cena seguinte aconteceu em camera lenta para ele. Em sua visão periferica percebeu algo branco progressivamente ganhara cor, como tinta em um quadro. Uma obra de arte. O liquido avançava milimetro a milimetro no tecido, deixando para traz uma transparecia reveladora. Não bastante, a raposa se agarrava na amiga, e agora ambas as camisas ficavam quase transparentes, permitindo o olhar profundo para os pares de seios.

    - Woah....woah...

    Sussurava extasiado sem acreditar que estava realmente acontecendo aquilo. Aquela imagem ficaria marcada na sua mente pelo resto da eternidade. Debruçava-se no balcão para ver tudo com mais detalhes até elas sairem desajeitadas no meio do salão, grudadas para evitar mostrar tudo. Sem tirar os olhos das duas, pegou um dos copos e serviu uma dose para si mesmo. Estavam distantes, mas conseguiu ver ao longe as duas no banheiro, quando Artemia jogava a outra na parede ! Praticamente inconsciente, virou mais uma dose na boca, pensando seriamente em abandonar seu posto para ficar perto das duas

    - Elas estão juntas sim....woah...esse é o melhor dia de todos

    Deslizou pelo balcão uma copo que parou na frente do vampiro que tinha armado aquilo. Era um agradecimento, por conta da casa.
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Sex Nov 06, 2015 1:57 pm



    -Está aprendendo depressa, garoto! O gordo possui a 2ª peça do quebra-cabeças. A 3ª ainda não sabemos onde se encontra...mas pelo menos, é questão de tempo até termos a de Carmiglioni. Ele tem coletado muitos inimigos e, com sorte, sequer teremos que comprá-la dele, bastando tomar no momento certo. Mas tem sido prudente apenas negociar com ele, afinal, não sobraram tantos de nós por aí.Apenas os mais fortes. Ou no seu caso, os mais sortudos. - e novamente sorria, confiante.

    -Red? hahah...realmente você é muito ingenuo ainda. Chama-se até mesmo por um nome humano....desde quando reploids tem nome? - era outra pista sólida para as suspeitas de Axle. Aparentemente aquela geração sequer sabia sobre reploids famosos. Proto, X, Zero, entre tantos outros estavam no esquecimento da própria raça. Talvez os cientistas realmente foram precavidos quanto a isso. Mas ingênuos em acreditar que uma parte do virus não os influenciaria daquela forma.

    -Nos chamamos por números segundo nosso ranking e função, garoto. Nomes são de seres involuidos, de criaturas organicas...o meu, por exemplo, é D-0173. Quer dizer que fui designado como parte do esquadrão de Demolição, e entre os reploids, ocupo a 173ª posição. Conforme nos fortalecemos, atualizamos essa numeração, nos dada pelo virus Delta, que comunica-se entre cada um de nós. Basta que você olhe dentro de si mesmo, e o vírus lhe dirá. Pela sua aparencia, imagino que deve ser da mílicia....M-9999, talvez? hahah! - novamente, brincava com o orgulho de Axle, jogando-o para o mais baixo ranking possível.Ele parecia supor que Axle também tinha a 1ª parte do virus em si, como todos que conhecia. Mas caberia ao reploid arriscar-se entre admitir que não o tinha, ou arriscar-se e continuar a farsa.

    _______________________________________________________________________________________


    Tentava caminhar por entre as massas hipnotizadas, em suas danças sensualizadas. A cada passo se tornava mais dificil progredir, e ficava mais e mais colada junto à ruiva. Ao sentir o toque das bochechas de Artemia, ela própria sentia-se embriagada. Não pela bebida, que não ingerira, mas embriagada pela tsunami de hormonios, adrenalina, feromonios que a ruiva lhe estava despertando. Sentia-se zonza, confusa com tudo aquilo; o corpo se mexia quase que por vontade própria, subconsciente, conforme apertava-lhe mais contra o proprio corpo, e a cauda macia deslizava-se quase numa carícia em torno de Artemia.

    A placa do banheiro pareceu trazer a loira de volta à sanidade. Estaria segura tão logo entrassem ali dentro, poderia finalmente se afastar da garota à sua frente e secar/congelar as camisas brancas, semi-transparente que trajavam.Até que fora jogada contra a parede.O susto daquele gesto, somado à tudo aquilo que sentia fez a raposa soltar um gemido fraco, que somado ao rosto enrubescido tornava tudo aquilo ainda mais erótico.
    -A-a-aahn...

    O gemido era soprado por entre os lábios direto contra os de Artemia, quase que numa provocação. Possivelmente, se Tetsuya tentasse fazer aquilo de propósito, não teria conseguido fazer de forma tão sedutora. E envergonhava-se ainda mais ao notar em que tom aquilo escapava-lhe da boca.

    Os olhos travavam nos da maga. Muito embora o corpo fosse feminino, os olhos ainda eram identicos aos de sua forma real, e pareciam quase envolve-la por completo. Artemia se veria refletida ali dentro, rodeada pelas íris dourada e azul-gelo que embora diferentes compartilhavam a mesma sensação de que, com toda certeza, ela já começara a viver dentro do rapaz, em algum lugar de sua mente. Ou talvez fosse apenas mais uma ilusão causada pelo alcool?

    -s-s-s-s-sua...i-i-idiota b-b-b-beb-b-bada!!!

    Fechava os olhos com força e desviava o olhar, morrendo de vergonha. Parecia extremamente fragilizada pela situação, como se já nao estivesse mais suportando ver todos seus pontos fracos serem explorados um atrás do outro.Por sorte, Artemia parecia voltar a si, ao que puxou a loira para dentro do banheiro. Rapidamente trancou o banheiro por dentro, para que ninguem mais visse aquela cena constrangedora e, por sorte, não havia ninguem ali dentro também.

    Ali dentro do banheiro haviam cerca de 10 divisórias separando um cubiculo do outro, com meias-paredes de granito abertas na parte inferior além de portas de metal. Dentre essas 10, 3 continham chuveiros, as 7 restantes vasos sanitarios. Logo em frente uma extensa mesa de granito dava acesso a 5 lavatórios. As paredes eram de um azulejo branco genérico, que apesar de nao ser a limpeza absoluta, estava relativamente muito bem limpo considerando-se um banheiro publico de boate. Provavelmente não era tão usado assim. Afinal, dificilmente vampiras tinham aquele tipo de....necessidade. Ali dentro o som era mais abafado e baixo, não exercendo o mesmo efeito hipnotico que lá fora, de forma que Tetsuya sentiu-se mais segura para soltar a garota. Mas ela estava bebada, e precisava se recuperar logo...estavam em territorio inimigo. Nao podiam facilitar...agora era ela quem, ainda sem se soltar, puxava-a para dentro de um dos cubiculos com chuveiro, fechando os olhos e finalmente soltando a garota, virando-a rapidamente para que nao a visse. A cauda estendeu-se e girou a torneira, abrindo a água gelada sobre Artemia, enquanto ainda de olhos fechados a loira se afastava, fechando a porta. Esta se abria para dentro, então novamente usava a cauda para trancar por dentro, usando a abertura abaixo da porta para isso, e deixaria a ruiva ali dentro se recuperar. Pensando bem, era um ótimo momento para que ambas se recuperassem de tudo aquilo, colocarem a cabeça no lugar

    -F-fique aí até s-se recuperar d-da embriaguez! E-eu te seco d-depois!

    E suspirou profundamente, encostando as costas na porta, como quem estava extremamente exausta. Levou a mão aos proprios seios, congelando/secando a blusa molhada, que novamente adquiria o tom branco e protegendo-a da semi-nudez. Inspirava e expirava, buscando controlar-se. Por Deus, o que estava acontecendo consigo? Sentia-se zonza, um calor lhe queimava por dentro, incontrolável. Abaixava a propria temperatura interna através do controle de gelo, mas nem isso parecia resolver. Estaria morrendo? Após uma nuvem de gelo, Tetsuya readquiria sua forma masculina. Agitava as caudas inquietamente, ao notar que o que sentia nao era devido ao disfarce. O que podia fazer para voltar ao normal? nao conseguia exito em normalizar a frequencia cardiaca.

    -F-fique aí por algum tempo, até s-se sentir melhor. Mas precisamos colher informações o q-quanto antes... - a voz agora soava masculina, lembrando a ruiva de sua forma real que, da ultima vez que se lembrava, estava sem a camisa. Embora o nervosismo não abandonasse o timbre trêmulo.

    Jasor lembraria-se da existencia de um pequeno furo na parede do banheiro feminino, secretamente ocultado por um panfleto, criado há muito tempo por um sábio e respeitável tarado, para admiração sutil de seu publico-alvo. Quem sabe nao poderia utiliza-lo para ver mais? talvez desse sorte em ver as duas em momentos mais intimos?
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    Artemia

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Artemia em Sex Nov 06, 2015 3:14 pm

    Aquela situação estava saindo totalmente do controle. Artemia, após bater as costas de Tetsuya bruscamente na parede, ouviu seu gemido quase erótico: aquilo pareceu agir de uma forma desconhecida no corpo da maga, deixando seus músculos mais pulsantes ainda. Ela moveu as pernas mais para frente, se ajeitando, e se assustou em notar que seus seios não eram a única parte úmida de seu corpo.

    Assim que entraram no banheiro, Artemia pôs a mão na cabeça, que girava sem parar. Não conseguia se concentrar. Aquelas sensações novas, a umidade estranha a deixava mais embriagada do que de fato estava. Então Tetsuya a empurrou para um dos cubículos dando as costas e girando a torneira. Imediatamente uma água gelada caiu sobre a cabeça de Artemia, que estremeceu e tapou o rosto com as mãos. Como aquilo poderia estar acontecendo? O que estava havendo, afinal? Aquela boate parecia ter um efeito alucinógeno sobre ela. Era a boate, não era?

    Com toda aquela ansiedade, Artemia arrancou a roupa de seu corpo, jogando por cima de sua cabine, acertando Tetsuya: a calça, botas e o kimono branco cairiam na cabeça dele caso não se desviasse. A maga pareceu não notar, no entanto, dando continuidade a seu banho.
    Artemia pensou que se tomasse um banho completo, talvez aquelas sensações esquisitas sairiam de seu corpo. Porém, quanto mais ela percebia a presença de Tetsuya no banheiro, com ela estando nua, aquilo parecia piorar sua situação – dando sinal à embriaguez que já, possivelmente, ia embora. Então ele falou algo. Sua voz masculina fez a ruiva imagina-lo em sua cabeça: seus olhos, seu torso sem camisa...

    Agitando a cabeça, terminou de se banhar. Não havia sabonetes ali, então ela apenas tomou o jato frio de água. Mesmo depois de desligar a torneira, Artemia sentiu novamente aquele calor em seu corpo, que aparentemente perduraria por muito tempo, até ela descobrir a fonte.

    - P-pode me passar minha roupa? – ela perguntou baixinho, abrindo um pouco e lentamente a porta do cubículo e esticando a mão para fora. Assim que Tetsuya devolvesse a ela as roupas, Artemia colocaria de volta. Então, respirando fundo e tentando ajeitar os cabelos molhados, a ruiva abriu a porta do cubículo. Provavelmente Tetsuya, encostado nela, cairia para dentro se não tomasse cuidado.

    O vapor do chuveiro que anteriormente estava ligado parecia emergir em volta da ruiva, que estava descalça, completamente úmida da cabeça aos pés: seus cabelos molhados, lisos e ruivos caíam em seus olhos, enquanto seus seios rígidos apareceriam levemente transparentes sob o kimono branco. A calça de couro marrom estava ainda mais justa em sua pele, acentuando suas curvas sensuais. Artemia permaneceu parada por um tempo, encarando Tetsuya, enquanto segurava suas botas com uma mão. Ela se aproximou dele e falou, sussurrando:

    - V-você... você vai me secar...? – disse ela, olhando para rapaz. Era estranho, depois de toda aquela situação, ver ele novamente. Sentia-se um pouco confusa em relação às mudanças constantes de aparência que ele tinha, mas afastou tais confusões ao se lembrar de como era olhar para ele. Seu coração batia rápido, e embora tenha tomado um banho gelado, continuava se sentindo lânguida e um tanto avoada, além de, é claro, aquela umidade quente incessante na parte mais secreta de seu corpo. Então, finalmente parou para reparar no quanto a sua frase soaria estranha, sobre o fato de ele seca-la. Mais do que rapidamente, caminhou até as pias e sentou-se em cima do granizo, apoiando uma bota do lado e colocando a outra no pé.

    – Quero dizer, hum, vai me secar ou não, s-seu pervertido de meia tigela?!
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    Axle The Red

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Axle The Red em Sex Nov 06, 2015 6:35 pm

    Não compreendia porque aquele reploid, tão cheio de si, não metia o pe na porta do italiano e tomava dele o codigo a força. Talvez não fosse tão poderoso quando aparentava, ou talvez os guarda costas de Carmiglioni fosse criaturas sobrenaturais extremamente poderosas. Não foi apenas uma vez que passou pela mente de Axle entrar pela sala e iniciar um banho de sangue. Não temia o dono do lugar, mas era experiente o bastante para não tomar decisões tão precipitadas.

    O outro continuava a menospreza-lo de seu altar de arrogancia. Aquilo o cansava, mas conseguiu se conter com sua força de vontade imensa e sua vontade de sempre aprender mais. E logo foi recompensado. O que D-0173 considerava sobre nomes serem um atraso, Axle via um numero serial como um titulo supremo para denominar uma ferramenta, e não um ser racional como todos os outros. Ele deveria ser ignorante o bastante para não saber que existiam reploids antes da fabricação desses modelos recentemente fabricados. Era como se ele e todos os outros tivessem sido apagado da historia. Sentia-se mal por isso, mas talvez fosse melhor assim. Ou não. Precisava de mais tempos para pensar sobre aquilo. Fingiu uma cara de esforço quando começou a pensar em um nome para entregar para o demolidor, como se estivesse realmente buscando seu nome nos arquivos de memoria.

    - Ah, eu...acho que é M-9007....ou é M-8130...não consigo, droga. Deve ser por isso que fiquei tanto tempo na capsula, alguns de meus programas devem estar corrompidos. Bah...acho que é melhor eu ficar mais algum tempo sob revisão...até a proxima D-0173

    Acenou então com a cabeça, dando dois passos para tras pronto para se retirar ao ponto de encontro.

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    Jasor Messast

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Jasor Messast em Sex Nov 06, 2015 7:26 pm

    Era tentação demais para se resistir. Se acontecia alguma coisa parecida, sempre era em algum lugar escondido, na maioria das vezes com vampiros incluidos. Mas tudo o que vampiros queriam era sangue, ao contrario daquelas duas safadinhas que negavam qualquer relação, mas se pegavam abertamente no meio da boate. Jasor sabia que a maioria que estava ali eram praticamente zumbis dominados pela musica e que nem veriam a passagem das duas. Praticamente era o unico que podia testemunhar aquele fato espetacular

    - Quer saber, foda-se

    Pegou a garrafa que segurava pelo gargalho e gritou para o outro barman

    - Vou no banheiro, segura as pontas ai !

    Então apoiou uma mão sobre o balcão e impulsionou o restante do corpo por sobre este, passando horizontalmente pelo obstaculo, no melhor estilo "rebelde não usa portinholas". O pé de Jasor bateu seu querer num copo que ainda não havia sido tirando do balcão, o que fez o objeto voar alucinadamente e se espatifar na nunca de um oriental invocado que passava justo naquela hora. O homem ficou duro, e caiu como um pedaço de tora no chão, completamente inconsciente. O loiro nem tinha notado o que acabara de fazer, sua atenção estava fixa naquele banheiro feminino.

    Não sabia o quanto agradecer aquele santo homem que havia descoberto aquele segredo de amor e alegria e repassado seus conhecimentos a ele. O buraco na parede do banheiro feminino era um segredo guardado a sete chaves, passado apenas para aqueles que se tinha confiança o bastante para continuar o legado. Em poucos lugares da terra um homem poderia se sentir alcançando os céus, e por isso aquele achado era tão especial.

    - Ah, olha que distraido. Bebi demais, preciso me apoiar aqui

    Dizia como uma desculpa jogada ao vento para caso alguem ser perguntasse o que fazia ali. Olhou algumas vezes desconfiado ao redor para ter certeza que ninguem prestava atenção nele, e apressado levantou o panfleto olhando pelo buraco para testemunhar mais uma vez aquelas duas delicias em ação.



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    Yumi Hayashi

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Yumi Hayashi em Sex Nov 06, 2015 10:15 pm

    *Yumi estava no canto da boate, aquele efeito que causava nos humanos não atigia-lhe. Havia pouco tempo que tinha chegado e se perguntava o que estava fazendo ali. Há alguns dias ela soube da existência do lugar, e ficou curiosa para saber como era lá dentro, mas uma vez dentro não sabia o que fazer. Gostava de dançar, mas não tinha coragem de ir sozinha pro meio da pista...Pensou em ir no bar, mas depois de ver um copo sendo arremessado pelo bartender, achou que ali as pessoas poderiam ser bem violentas. "melhor não" foi o que pensou.*

    *Resolveu por fim, ir até o banheiro. Lavaria o rosto e talvez fosse melhor ir embora.*

    *Mas ao chegar próximo a porta do banheiro, aquele bartender que chutou um copo em um cliente, parecia está espionando algo. E curiosa como era, não foi capaz de julga-lo...queria olhar também*

    - O que você ta olhando?

    *Chegava sem fazer barulho e talvez o próprio ruído da musica ajudasse nisso. Falando do nada projetava seu corpo pra frente, sua cabeça estava levemente inclinada para o lado, suas mãos estavam para trás e suas caudas mexiam um pouco agitadas pela curiosidade.*

    - Posso olhar também?

    *Yumi era uma mulher bonita, que aparentava ter 19 anos. Vestida com uma yukata curta com um lascão que deixava ainda mais evidente suas pernas, só salientava melhor a sua beleza. Tinha os cabelos castanhos e longos. Suas caudas eram brancas e iria ficando castanha ate que as pontas eram totalmente castanho. Mas seus olhos dourados...esses eram de longe o que mais chamava atenção.*

    (como ela ta vestida:  


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    Tetsuya Kitsune

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Sex Nov 06, 2015 11:11 pm

    O reploid apenas acenou com a cabeça, mas quando Axle começou a se afastar, pareceu retirar um pequeno chip, antes encaixado sob um dos cristais amarelos sobre o ombro.

    -Espere, garoto. Tome isso. É a versão que tenho do virus Delta. Não costumo ajudar sem nada em troca, mas ultimamente tem sido mais e mais raro encontrar um de nós...e você parece inexperiente e fraco demais para sobreviver por muito tempo como está. Instale-o novamente, talvez isso resolva seu problema. Assim, algum dia eu te cobro esse favor.

    E deixou o chip sobre o balcão do bar, para que Axle o pegasse. Era algo realmente muito tentador...e ao mesmo tempo perigoso. Axle ja sabia do efeito do virus Sigma em si, mas o que aquele virus faria consigo, se decidisse usá-lo? De qualquer forma, sua encenação de novato parecia ter funcionado excepcionalmente a favor do Vermelho.
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    Tetsuya ficou ali apoiado, respirando fundo. E foi justamente numa dessas inspirações profundas que a calça e kimono caíam sobre seu rosto, impregnando-lhe o olfato com o cheiro da maga. Bateu a cabeça com força para trás, como se um soco lhe fosse desferido direto no peito; algo que sequer abalaria a porta de ferro do cubiculo em que a ruiva se banhava. Tetsuya curvou-se para frente, com as mãos sobre a nuca, massageando e resmungando algo baixo. O aroma não saia das narinas...parecia ter enraizado-se nos cantos mais obscuros de sua mente.

    Foco! Estava ali para secar as roupas; assim os fez.Pegou os trajes de Artemia, o rosto ardendo conforme o cheiro e a memoria se uniam contra ele, e com cuidado congelava as particulas de água dos trajes, incluindo as botas. Uma fina neve se formava, que facilmente escorreria do tecido, secando-o. Inevitavelmente, começava a formar uma imagem mental das curvas que sua memoria desenhava, com a ausencia daqueles trajes. Seu corpo reagia de forma indesejada, que ficava mais evidente ainda no corpo masculino; sentia a calça desconfortável, enquanto tentava ajustar um volume que se fazia ali, inquieto. Como podia ter aquele tipo de pensamento! Com certeza era culpa daquela aura demoniaca que ele era obrigado a exalar. Tudo fazia sentido agora! Demonios horriveis, perversos, malignos, lascivos...estava sendo influenciado por aquilo, só podia!

    Mas por que a sensação era tão boa? Nao era aquilo algo pecaminoso de se pensar? Deveria estar se sentindo péssimo, e não...flutuando, leve, atraído...atraído!?!Antes que pudesse pensar mais sobre a auto-analise que fazia, a porta se abria atrás de si. Distraído, sequer parecia ter se atentado ao fim do banho e com a abertura da porta; seu corpo empurrou a porta para trás, fazendo-a bater com força sobre a parede de granizo. Artemia ficaria completamente exposta, nua, antes que pudesse fazer algo, o raposo iria se aproveitar, provavelment ela pensaria.

    Mas não; Tetsuya quase que por impulso estendeu os braços pros lados, segurando os dois lados do encaixe da porta para não cair sobre a garota, e as caudas subiram rápido para ajudar no equilibrio. E neste subir, deslizaram sobre a parte interna dos joelhos da ruiva, ascendendo pela parte interna das pernas, virilha e pelas intimidades da garota, subindo pela barriga e entre os seios. Deslizavam rapidamente, os pêlos macios como seda deslizando pelas curvas úmidas da ruiva...

    Tetsuya obviamente nao teria a sensação de tato pelas caudas devido ao grande volume de pêlos, ao contrário de Artemia que sentiria absolutamente tudo. Mas era perceptivel que nao fora intenção do raposo; realmente tentara manter a integridade de não olha-la. E sequer desconfiou do que acontecera, uma vez que puxou a porta com uma das caudas rapidamente, dando-lhe privacidade. Entregou as roupas por cima da porta, e aguardou que ela se trocasse.

    Quando ela saía, os olhos se dilatavam, ainda mais ao ouvir-lhe o pedido. O coração saía pela boca, sentindo-o disparar novamente. Era impressão ou a calça da ruiva estava mais apertada e justa no corpo? E pensando na calça, voltava a notar quão desconfortavelmente inquieta estava a própria; uma das caudas começava a cobrir-lhe a região pubica, tentando disfarçar o volume. O movimento da cauda acabava por chamar a atenção para a região, infelizmente...Mas tentou fingir que nada havia de errado. Quando Artemia sentou sobre o granizo, sacudiu a cabeça tentando despertar.

    -E-erm...c-claro, f-foi o que eu disse, não foi?

    E se aproximou novamente. Pegou a bota que ainda não havia calçado, e com a outra mão passou em torno do tornozelo da ruiva, deslizando-o até o calcanhar, por onde apoiou o o pé. E com cuidado, calçou-lhe a bota que restava, ajustando-a, lentamente. O cuidado e a velocidade lenta com que fazia aquilo parecia um gesto carinhoso, completamente inesperado para alguem tão resmungão e explosivo quanto o vulpino, cujo hálito quente soprava sobre o pé descalço e umido da ruiva, um gesto que fazia de forma inconsciente. Ao seu ver, apenas calçava-lhe a bota para secá-la como um todo, de uma vez só, e não percebia o desejo interno de fazer aquilo de fato.

    Pouco a pouco, uma brisa fria passou a se espalhar do calcanhar da ruiva, subindo-lhe por todo o corpo; a brisa ia cristalizando a água de seu corpo em finos flocos de neve, que repousaram sobre sua pele alva. E numa discreta lufada, a neve era soprada para longe, soprando os cabelos ruivos para trás, enquanto Tetsuya erguia o olhar de encontro aos dela. Ficaria assim por alguns segundos, quase que hipnotizado, até cair em si mesmo e soltar bruscamente o pé da ruiva, virando as costas e cruzando os braços. Numa nuvem de nevasca que o envolveu, voltou à forma feminina de antes.

    -H-hmpf...s-sua folgada. V-vamos logo, s-sua t-tarada de uma tigela e meia!

    E ao se lembrar de algo, franziu a testa, colocando as maos na cintura, e apontando para a ruiva, em direção a seu rosto. Agora naquela forma feminina, enverginhada, estava com uma expressão adoravelmente irritada e ciumenta. Mas a raiva parecia sobrepor em MUITO a vergonha.

    -E pare de ficar dando mole pro barman!! estamos aqui para extrair informação, não um encontro com ele!....NÃO QUE ME IMPORTE! - corrigia rapidamente, num susto que a fizera se exaltar no tom de voz, e logo re-corrigiu- mas estamos perdendo tempo precioso!!

    _________________________________________________________________________

    Jasor veria, apenas as ultimas cenas, mas o bastante para desconfiar do incidente envolvendo o rapaz que virara lobo e saíra da boate. Era ele ali, calçando a bota na ruiva! Mais estranho ainda era a transformação que realizava, virando aquela loira devassa que entrara com ela. O que estava havendo? Talvez....entre as duas garotas, uma delas conseguiria transformar-se num homem e "satisfazer" a outra de forma que seu corpo feminino talvez nao permitiria? Era provavelmente o pensamento mais claro que lhe viria à mente. Era melhor conceber isso do que o contrário, o de um homem se passando por mulher.

    Ouviria ainda a primeira frase da loira, aconselhando a ruiva sobre estar dando mole ao barman. Mas antes que pudesse ver/ouvir o resto da frase, uma outra voz feminina lhe aproximaria ao ouvido; era outra garota, também com caudas!

    Lá no balcão, o oriental se levantava, ainda atordoado, se apoiando na cadeira e balcão. Era um sujeito baixinho, mais velho, num terno preto de gravata vermelha. Ajustou o par de óculos, agora quebrados, no rosto, limpando as marcas da sola do barman do rosto. Semicerrava os olhos, olhando Jasor à distancia. Aquilo não iria ficar assim, com certeza não, o oriental repetia-se mentalmente.
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    Artemia

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Artemia em Dom Nov 08, 2015 12:12 am

    Artemia estava calçando sua bota enquanto tentava, arduamente, pensar em algo mais que não fosse o vulpino. Enquanto estava de pé, após sair do cubículo, notou os olhos dele passearem pelo seu corpo, absorvendo cada detalhe de suas curvas: a ruiva aproveitou o momento para fazer o mesmo, deixando seus olhos demorarem em uma específica região do corpo dele, que estava estranhamente proeminente. Artemia não entendeu o que aquilo significava, mas aparentemente seu corpo sim: sentiu um calafrio instantâneo na pele e aquela área mais úmida de seu corpo pareceu esquentar ainda mais, deixando mais... molhado?! Como pode isso?! Ok, ela acabou de sair do banho; o fato de estar molhado ali só pode ser por causa disso. Não é?

    Respirou fundo uma vez. Duas vezes. A terceira deu errado pois acabou prendendo a respiração no final das contas. Não conseguiu desviar os olhos da área, que de repente foi encoberta pela cauda do vulpino. Aquela cauda...
    Ele havia passado a cauda pelo corpo dela, alisando seus seios, sua barriga, entre as pernas - justo ali! Até agora conseguia sentir a umidade aumentar consideravelmente no local - quando ainda estava no cubículo. Ele não estava olhando o que fazia, portanto Artemia constatou que foi um acidente. Porém, aquilo mexeu com sua sanidade, que aparentemente estava indo pelo ralo.

    A cauda tapou a proeminência, então. Estaria ele tentando disfarçar? Disfarçar o que, exatamente, Artemia não entendia. Mas aquilo a atraía. E a deixava mais quente, a ponto de ferver. Balançou a cabeça, fazendo um esforço enorme para desviar os olhos, imaginando que encarar daquela forma poderia parecer descortês.

    Porém, ainda que ela tenha caminhado e se sentado na pia de granizo para calçar sua bota, ainda assim não conseguia parar de pensar naquilo. Seu rosto vermelho e quente apenas denunciava o que seu corpo todo sentia naquele instante. E então, Tetsuya se aproximou. Pegou a bota com a mão e tocou em seu calcanhar, suavemente.

    O arrepio que surgiu no corpo de Artemia apenas substituiu o anterior. Com ele tão perto, era possível ela ver melhor os detalhes de seu rosto, de seu torso, de suas pernas, de... "Droga, estou olhando de novo! Disfarça, disfarça!", pensou, quando seus olhos magnetizaram diretamente para a área volumosa das calças do vulpino. Voltou a olha-lo nos olhos, descendo o olhar para os lábios em seguida. Seu coração bateu dolorosamente no peito quando sentiu o fôlego dele no seu pé.

    - O que está acontecendo...? - perguntou ela para si mesma, em um sussurro em meio ao seu fôlego que finalmente voltou. Não reparou que estava falando em voz alta, sua intenção era apenas manter em seus pensamentos.

    Passou a mão pela testa, fechando os olhos. Seu coração doía no peito, de tanto bater rápido. E então toda água que havia em seu corpo virou floco de neve, desaparecendo rapidamente. Assim que abriu os olhos, já estava seca - embora não totalmente, pois entre suas pernas ainda havia aquele fervor latejante.

    Os olhos do vulpino fixaram nos de Artemia, que manteve o olhar sem piscar. Sem pensar, movida apenas pelo seu corpo pulsando em desespero - que agora parecia ter uma vida separada da consciência da maga -, a ruiva separou as pernas, descendo do granizo, deslizando o corpo sobre o de Tetsuya até ficar de pé, frente a frente, praticamente encostando os narizes. O movimento suave e lento de seu corpo deslizando sensualmente sobre o dele fez a ruiva prender a respiração, sentindo um misto confuso de prazer e desejo ardente de se aproximar mais. Mas o que não conseguiu esconder foi o gemido baixo envolvente que soltou sem querer, especialmente quando sentiu o volume das calças dele roçar no corpo dela, sentindo toda aquela rigidez na sua pele. Aquilo pareceu demais para ela! Então, depois de um longo minuto parada com seu corpo colado no dele, virou o rosto com relutância, saindo de perto lentamente, indo para o meio da sala.

    Tetsuya havia feito o mesmo, dando as costas, e novamente a névoa surgiu. Artemia viu a versão feminina novamente entrar em cena e desejou, secretamente, que isso não acontecesse. Então ele reclamou do barman. Artemia não conseguiu conter um pequeno sorriso, mas logo pôs as mãos na cintura e franziu o cenho para ele:

    - Eu falo com quem eu quiser! Em poucos minutos ele me tratou melhor do que você me tratou desde que te tirei do cristal! - exclamou ela, encarando a loira à sua frente agora. O olhar abaixou para os lábios novamente, e depois para os seios robustos.

    "Demais, demais, demais pra mim!", pensou, aflita, praticamente gritando por dentro.

    E então saiu pisando duro. Abriu a porta do banheiro e saiu às pressas, vendo o barman ao lado de uma garota de idade semelhante à sua. Ambos estavam colados à parede, de uma forma muito suspeita, observando um buraco atrás de um panfleto sujo...

    - Jasor?! - e foi se aproximando do rapaz; os punhos cerrados. - V-você estava... estava... - piscou os olhos observando o buraco na parede. Olhou de Jasor para o buraco, e vice versa.

    A fúria veio à tona. A ruiva se aproximou e deu um tapa forte no rosto do rapaz, fulminando com o olhar a garota ao seu lado. Após isso, saiu disparada para o meio da multidão, afim de encontrar Axle se sair dali logo. Aqueles sentimentos todos estavam praticamente sugando sua paciência, apesar de serem um misto de bom e ruim. Sua fúria era tanta, que mal conseguia ouvir a música hipnotizante do local - o que era algo bom, ao menos.


    Última edição por Artemia em Dom Nov 08, 2015 9:57 am, editado 5 vez(es)
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    Axle The Red

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Axle The Red em Dom Nov 08, 2015 6:56 am

    Axle estancou no lugar quando o demolidor começou a falar novamente. O pensamento de que tinha sido descoberto passou como um flash por sua cabeça, sua mão indo instintivamente se movendo proximo ao cabo de sua arma. Mas a palavra "garoto" foi o bastante para se aliviar. Ainda achava que Red era um recem desperto. Um pequeno sorriso invisivel aconteceu.

    Aproximou-se do balcão pegando o chip que havia lhe sido presenteado. Entre seu polegar e indicador, ergueu na altura dos olhos na direção com melhor iluminação, analisando aquele componente. Buscava semelhanças com algo que ja tinha visto antes, pois se conhece o hardware entenderia melhor o software. Ironicamente Axle era ser artificial, criado atraves do metal e de programas, mas que pouco conhecia sobre tecnologia. Sua pertubada origem o trazia para perto da vida vegetal mais do que para seu lado robotico. Mas suas lembranças, porem, eram quase sempre perfeitas graças a sua parte tecnologica evidente. Se recordasse de algo ali, poderia achar uma ligação com o funcionamento do novo virus.

    De certa forma aquilo pareceria como um novato admirando uma peça incrivel. De fato, naquele momento ele era um novato para a coisa que segurava. Fechou a mão, guardando o chip dentro de sua palma, e falou ao outro

    - Obrigado D-0173. Não irei me esquecer do que fez.

    Acenou novamente com a cabeça, batendo amigavel no ombro do demolidor. E assim se retirou, entrando na multidão, conscientemente se mesclando ao mar de criaturas dançantes para que seu caminho não fosse visto pelo reploid deixado para trás. Aquele chip possuia algo muito interessante, mas não sabia o que ele causava. Ao contrario do que Dark pensava, Axle sabia que o sigma virus faria consigo, pois era parte de si. Mas aquele Delta era algo desconhecido. O efeito que causaria era completamente desconhecido. Guardaria em segurança sem instalar aquele programa, preferia deixar que Dark o analisasse para que tivessem uma ideia do que aqueles reploids estavam passando.

    Atravessando os curtos espaços entre a massa de pessoas, Axle se movia rapido sem esbarrar em ninguem, seguindo para o banheiro onde tinha instruido os dois jovens a espera-lo. As informações que conseguira foram valiosas, mas ainda temia que estivessem em apuros longe dele. Quando ja estava chegando no ponto de encontro viu uma ruiva marchando furiosa na direção dele.

    - Artemia !

    Gritou antes que ela se esbarrasse nele com tudo. Reparou imediatamente que estava sozinha, e a preocupação surgiu.

    - Onde esta Tetsuya ?

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    Jasor Messast

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Jasor Messast em Dom Nov 08, 2015 9:02 am

    A primeira imagem que conseguiu ver foi um demonio raposa vestindo uma bota na ruivinha

    -Mas espere...esse não é o banheiro feminino ?

    Cochichou para si mesmo, virando a boca para o lado ao tomar um gole da garrafa direto do gargalo. O alcool entrou em sua garganta e pareceu que queimava tudo em seu caminho até chegar ao estomago, e uma vez la seu corpo todo parecia ter ficado mais quente. Piscou duas vezes e olhou denovo. Não era engano, havia um homem dentro do banheiro feminino, vestindo o calçado da ruiva.

    - Oh, oh, oh...se ela esta se vestindo ela tinha tirado alguma coisa...isso quer dizer que rolou uma rapidinha é, seus safados....espera ai...!

    Aquele kitsune era muito familiar com alguem que ja tinha visto. A cor do cabelo e das caudas, as roupas, os olhos de cores diferentes. A loira ! A loira era um demonio transformista ! Ou seria loiro ? Não sabia mais o que aqueles enormes peitos significavam. Precisava descobrir mais ! Mais uma dose, e as coisas ficavam mais claras. Não era preciso ser um genio da investigação para perceber o quando se olhava, principalmente nas partes mais....interessantes. Aqueles dois mentiram para ele.

    - Ah, com certeza ta rolando alguma coisa. Vocês não me enganam nem um pouco

    Quando Artemia descia da bancada, parecia que fazia aquilo de proposito para provocar o furtivo observador. Ela não apenas saltou ao chão, ela deslizou todo o seu corpo no do raposo ! E como se não bastasse soltou aquele gemido feminino inconfundivel. Jasor ja visualizava o que viria a seguir. Uma sessão de sexo selvagem no meio do banheiro entre aqueles dois pervertidos. Dessa vez o gole da bebida foi mais longo, tanto quanto a excitação dele.

    Ai veio a grande decepção. Ambos viraram para lados opostos sem nenhum indicio de começarem a esquentar as coisas. Nem uma blusa arrancada, nem um beijo, nada ! Só conseguia pensar em um motivo: estavam brigados. Para completar, a nevoa encobriu o raposo apenas para tranforma-lo na raposa novamente. Jasor não queria acreditar. Era verdade, ele era a loira, ele era ela, um demonio transformista. Estava perplexo. Mesmo quando a demonia confirmou que a ruiva estava dando encima dele, sua cabeça ainda estava anestesiada com o que havia visto. Era uma montanha russa de emoções muito rapido. Precisava beber bem mais dessa vez.

    Uma pergunta surgiu por detras de sua cabeça, e dessa vez não era uma de suas duvidas. Era uma voz feminina, fora descoberto ! Jasor se virou puxando a garrafa da boca de uma vez, projetando um leque de gotas de vodka que acompanhariam sua virada brusca, molhando o busto e os ombros da mulher raposa que o tinha assustado. Suas bochechas estavam inchadas, ainda cheias do liquido, quando encarou Yumi. Os olhos dele não paravam por um momento: rosto, busto molhado, olhos, pernas, boca, caudas. Engoliu devagar a vodka enquanto admirava a nova raposa sensual, sem nem conseguir processar como deveria disfarçar seu ato proibido.

    - Woah...outra raposa sexy...você pode me olhar o quanto quisser gata...

    Lançou a cantada sem nem refletir sobre ela. Ja era praticamente automatico devido a quantidade de vezes que fazia aquilo no bar, estava acostumado a usa-las sempre que via uma mulher sensual. Os olhos brilhavam enquanto se admirava, com o alcool acelerando incrivelmente sua imaginação. Agora era a ruiva e duas raposas dentro de uma jacuzi brincando de se esfregarem com uma bucha molhada, apalpando os seios umas das outras, entrelaçando as pernas, se lambendo. Jasor tambem foi vitima daquele volume suspeito que crescia nas calças, que não percebia, mas que ja era visivel.

    Fora salvo da vergonha então não por uma cauda, mas pelo tapa que levou no rosto naquele instante. Imediatamente os animos se acalmaram com o tapa, e com os olhos apertados viu de quem tinha sido vitima dessa vez: Artemia.

    - Ei ruivinha, espere ! Estava tentando consertar esse problema aqui ! So estava analisando quanto material ia precisar ! - Gritou

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    Yumi Hayashi

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Yumi Hayashi em Dom Nov 08, 2015 12:12 pm

    O rapaz que bisbilhotava por aquele buraco na parede, virou assutado quando ela chamou, molhando-a com vodka. Por sorte sua yukata era escura, tinha só duas tiras brancas que ficaram um pouco transparente com o líquido e um pouco mais colada ao seu corpo. Algumas gotas tocaram o seu rosto, e ela passava a mão por instinto na face, mas tocava de leve em seu rosto como se tivesse acariciando a si mesma.

    - Poxa, você me molhou e com isso...

    Apontava para bebida que parecia não saber qual é, mas sentia o cheiro e não tinha certeza se aquilo era agradavel.

    - Não deveria tratar uma dama assim. E eu não quero olhar para alguém como você.

    Falou dando de ombros, esnobando o barman e se virou para ir embora, quando a garota ruiva saia do banheiro e brava bateu no homem curioso. O que ela não entendia é porque ela a olhava com tanta raiva, dessa vez era inocente.

    Viu-a ir embora, mas seus olhos repousaram na outra que vinha atrás dela. Sentiu a aurea demoniaca antes mesmo dela chegar e suas caudas balançavam animada, a anos não via outro da sua especie. Parou na frente da loira, sua propria aurea demoniaca emanando, Tetsuya saberia que eram da mesma especie.

    - Esperei tanto encontrar outro da minha especie...que agora nem sei o que dizer.

    Sorria feliz e emocionada, sentia todo o vazio que a saudade tinha lhe deixado. Preferia voltar para o seu "mundo" onde tudo era mais normal, vivia sozinha na terra...longe de seus iguais. Estendia a mão e seguraria a mão da raposa.

    - Qual o seu nome? Eu me chamo Yumi.
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Dom Nov 08, 2015 1:28 pm

    Conforme Tetsuya calçava-lhe a bota, por motivos que sequer ele proprio imaginava, as orelhas vulpinas viraram-se na direção dela. Ainda que tivesse dito o "o que está acontecendo?" baixo, provavelmente ouviria. Estava num grau de alerta elevadíssimo, com tantos estímulos sendo disparados a todo momento.

    -u-uhn?o q-que quer d-dizer com isso?

    Engolia em seco. Imaginava que ela se referia ao fato dele estar calçando-a? tentaria ignorar o comentário - afinal, nao conseguia raciocinar claramente o bastante para inventar alguma desculpa.

    E quando finalmente a secara, sentiu a ruiva descer da pia, deslizando aquele corpo esguio, languidamente sobre o próprio. A principio pensou em sair logo dali, mas era traído pelo proprio desejo, que como sob efeito do olhar de uma medusa petrificara-o ali, especialmente entre as pernas. E então, aquele gemido que reverberou em cada célula de seu ser. Parecia sentir o calor que nao deveria haver ali, a umidade que ja deveria ter secado na ruiva, e embora nao soubesse o que era, seu corpo parecia compreender...o contato intimo separado apenas por algumas camadas de tecido umidecidos fazia com que Artemia pudesse senti-lo pulsar de desejo naquela regiao, como que possuido pelos instintos mais ancestrais, carnais, e levou ambas as mãos para os lados, curvando-se discretamente sobre a ruiva, lentamente, pressionando-a mais milimetro por milimetro a cada segundo que se passava naquele minuto que pareceu um ano, as pulsações mais rapidas em torno daquela estrutura que tocava-lhe entre as pernas, ansiando tocá-la de forma muito mais íntima.

    E quando ela virou o rosto, uma espécie de "clique" o fez voltar à sanidade. Afastou-se também. E quando ja estavam distantes, a versão feminina do vulpino cruzou os braços por debaixo do busto avantajado, que apesar de geralmente constrange-lo, parecia irritado demais para notar isso. Uma irritação...ciumenta?
    -O-ora....s-sua ingrata!!m-m-meu primeiro reflexo foi de s-salvá-la de um ser com u-uma espada, e ainda me critica! Por isso é t-tão insuportável!!

    E ficaria ali resmungando, vendo-a se afastar. Sairia uns 5 segundos depois, lembrando-se dos efeitos hipnoticos da musica. Levou a mão delicada à testa, a voz feminina e resmungona xingando.

    -Urrrghh essa idiota só me dá dor de cabeça...!!!

    E sairia quase que marchando, pisando forte no chão. Os passos se normalizariam ao notar Jasor ali perto, com uma marca de tapa no rosto, mas por ter visto a cena depois não imaginaria que havia um buraco ali. Arqueava a sobrancelha, tentando entender o porque do barman ter abandonado seu posto.

    -Ei, você, o que...u-uhn?

    Tetsuya observou Yumi, com uma enorme surpresa. Ele próprio jamais havia visto outra da espécie, além de si e da péssima experiencia ao ver seu suposto pai assassinar a mãe. Os olhos azul-gelo e dourado fitariam Yumi nos olhos como se quisesse invadi-los, buscando suas intenções malignas por trás de sua aura demoniaca. Era um olhar mais agressivo, inquisidor, mais...masculinizado? Mas não encontrava tais más intençoes. Só via um sorriso feliz sincero, o que deixou a loira visivelmente confusa.

    -Me chamo Tetsuy...d-digo, Tetsumi...-a loira corrigia, forçando um sorriso, enquanto baixava uma das orelhas e coçava a bochecha com o indicador, numa tipica expressão de "ops!". Tetsuya era um nome masculino, enquanto Tetsumi era feminino. Algo sutil para outros, mas algo claramente diferenciado para quem havia nascido no 5o circulo infernal, onde aqueles nomes eram bem mais comuns.A correção imediata talvez soaria estranha à Yumi, caso notasse com clareza.

    E por fim estenderia a mão à garota, embora desconfiado,e apertava a mão da garota.E foi naquele instante que se lembrava do risco que Artemia corria, virando o rosto, procurando a ruiva com o olhar.

    E naquele mesmo instante de distração, em que as auras vulpinas e demoniacas se uniam no aperto de mão, que um "flash" da forma real de Tetsuya surgiria à mente de Yumi, como se o disfarce fosse subitamente desvendado à companheira de raça. Os cabelos lisos e loiros tornando-se prateados nas pontas caindo sobre os olhos, a expressão e olhar sério, a mandíbula e rosto mostrando feições claramente masculinas, que encaixavam perfeitamente bem com os lábios chamativos do atraente rapaz. O tórax apesar de debaixo da camisa branca era facilmente percebido em seus contornos, delineando a musculatura definida dos peitorais e abdome. E junto à aura demoniaca, a aura emotiva inebriante exalando atração, desejo e uma excitação ainda intensas, que pareciam dar ainda mais "cores" à visão de sua forma real. Para Yumi, que não entendera o que se passara no banheiro, era fácil interpretar aquilo de forma errônea...distraído e de rosto virado, ele provavelmente não imaginaria o que a raposa havia visto, e soltou o aperto. Quase imediatamente, o "flash" desapareceria, e a loira ocupava novamente o lugar do rapaz que via antes. Aparentemente apenas ela percebia, uma vez que ninguem ali perto parecia ter notado aquilo.

    -não saia andando assim sozinha, idiota! - a loira xingava, irritada, e começava a se afastar de Yumi. Sorriu sem graça virando-se novamente à ela- er...com licensa...-e sairia pisando firme na direção de Artemia e Axle.
    _________________________________________________________________________________

    O reploid por sua vez apenas daria um pequeno aceno com a cabeça, e logo suspirou, voltando a pensar sobre outros assuntos. Caso Axle se recordasse, perceberia alguma semelhança daquele chip com as peças desmanteladas por Dark sobre sua mesa, em que haviam os rifles apreendidos com tecnologia de disparo plasma. Talvez fossem do mesmo fabricante? E se fossem, aquele chip tambem seria um prototipo? uma copia?ou quem sabe talvez uma evolução do virus? De qualquer forma, deixaria-o se afastar e cuidar de seus proprios problemas. Um reploid tao inexperiente que sequer sabia seu numero de série provavelmente nao teria nada de muito interessante ou a acrescentar a ele naquele instante, ele pensava consigo proprio.
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    Artemia

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Artemia em Dom Nov 08, 2015 4:45 pm

    Conforme Artemia ia caminhando, nervosa, entre as pessoas na pista de dança, não conseguia apagar de sua mente seus últimos momentos com Tetsuya.

    No banheiro, após ter deslizado seu corpo no dele, se lembrou de como havia sentido um estímulo irracional em seus músculos, que pulsavam de forma latente. Conforme o rapaz a pressionava contra a pia, mais ela sentia aquele desejo ardente de se aproximar e tocar nele. Notou, também, o volume entre as pernas do vulpino ficar mais rígido, a ponto de se erguer e expandir, se tornando mais visível por baixo de sua roupa, e colado entre as pernas da maga, como se correspondesse aos sentidos dela, quase como um imã. Parecia que ele próprio conseguia perceber o fervor entre as pernas da ruiva, que inconscientemente apertou mais seus quadris nos dele, sentindo ainda mais aquela rigidez que parecia deixa-la extasiada, gemendo baixinho perto de seus lábios. Fixou suas mãos atrás de seu corpo, na beirada da pia, praticamente se segurando com força para não fazer nada errado.

    Sua respiração ficou ofegante no momento em que pressionou seu corpo no dele, roçando levemente seus quadris em um movimento sensual quase imperceptível, e, ainda assim, instigante. Seus olhos, no entanto, estavam fixos nos dele e abaixaram apenas para contemplar o que acontecia abaixo de ambas as cinturas. Ergueu os olhos novamente, com os lábios vermelhos levemente partidos, respirando ofegante. "Caramba...", pensou ela, quando sentiu os braços do rapaz se apoiarem ao lado de seu corpo. O que ela sentia, naquele momento, era quase uma necessidade: seu corpo meneava em um movimento que quase parecia uma dança, algo que ela não conseguia controlar. Sua vontade ardente e secreta era de tocar no corpo dele e, ainda mais, de ser tocada por ele, mais especificamente naquela região tão quente, que agora roçava nele lentamente, praticamente implorando para ser aliviada.

    Porém, havia se afastado. Virou o rosto! Não poderia deixa-lo ver o que ela sentia, ou melhor: o quanto ela o queria. Não entendia muito aquilo; era tudo novo. Precisava respirar. Precisava se secar! Quando menos pensou, saiu porta afora, se misturando na multidão em seguida.

    Quando viu o corpo alto e metálico de Axle, suspirou aliviada, partindo para um abraço apertado. Permaneceu alguns segundos abraçada ao reploid, fechando os olhos, ofegante. Ergueu a cabeça e ele veria uma expressão nela quase desesperadora: sua aflição era visível, quase palpável.

    - Red! Finalmente... por favor, me diz que você tem um plano! O que descobriu nos fundos?! - exclamou, ainda abraçada a ele.
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    Axle The Red

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Axle The Red em Seg Nov 09, 2015 8:09 am

    Quando viu ela continuar indo na direção dele em velocidade achou que não tinha lhe ouvido, e que esbarraria nele da mesma forma. Por isso tentou manter um postura que a machucasse menos, erguendo os braços para segura-la. Mas o que ela fez foi abraça-lo com força, de um jeito que parecia ter saudade de reve-lo. O que tinha acontecido naquele intervalo ? Não tinha se passado tanto tempo assim. Não importava, pois ninguem nunca o abraçara daquela maneira antes, com carinho, como se fosse importante para ela. Axle a abraçou de volta, repousando uma mão sobre sua cabeça, reconfortando-a.

    - Estou aqui, esta tudo bem. Esta tudo bem...


    Quando viu seus olhos temeu que algo ruim tivesse acontecido. Ela não parecia ferida, o que havia acontecido ?

    - Você esta bem Artemia ? Eu descobri alguma coisas sobre esse lugar e sobre o que aconteceu durante todo esse tempo. Mas o mais importante é que você esta sob risco aqui. Seu cabelo vermelho lhe faz ser desejada pelo dono dessa boate, com certeza de uma forma desgradavel. E cabelos loiros tambem, a forma feminina de Tetsuya o deixa igualmente com alvo.

    Tocou em seus cabelos, vendo o vermelho natural dos fios. Sentia-se um pouco ruivo tambem, ja que o que tinha na sua cabeça possuia a mesma tonalidade.

    - Não posso colocar vocês dois mais em perigo. Agora que você esta resistente ao encantamento desse lugar, podemos sair de onde viemos. Basta que possamos esconder seus cabelos para que os guardas não impliquem com a nossa saida. Mesmo que algo dê errado, me livro deles...

    Falou em um tom de voz mais sombrio

    - La nos fundos esta o dono, um italiano chamado Carmiglioni. Pelo que soube é uma criatura asquerosa, mas não tenho certeza se é humano. Poderemos investigar sobre esse homem quando vocês estiverem seguros. Mas onde esta o Tetsuya ?

    Ainda abraço a ela levantou o olhar, tentando localizar nas proximidades o mestiço.

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    Jasor Messast

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Jasor Messast em Seg Nov 09, 2015 8:55 am

    - Ei, espera ai raposinha ! Foi um acidente, eu juro ! Te preparo um drink por minha conta para esquecermos disso !

    Tentava mais uma vez dar uma desculpa para uma mulher furiosa com ele, em vão. Com certeza ele não esqueceria daquela goticulas presas na pele da kitsune, balançando junto com seus movimentos, nem do busto molhado brilhando refletindo as cores dos projetores da boate como se fosse duas colinas de pura sensualidade banhadas pela aurora boreal. Suspirando, olhou para a garrafa em sua mão

    - Parece que somos só eu e você denovo, não é ?

    Entornou o recipiente na boca, tomando uma parte do conteudo com voracidade. Mesmo bebendo daquela maneira, ele ainda não estava bebado. Pelo contrario, estava cheio de energia, tanto que parecia estar febril ! Agora cabisbaixo, aquela energia toda o ajudava a manter o seu humor. Voltava despreocupado para o bar quando percebeu a saida de Tetsuya. A outra raposa falava com ela, provavelmente familiares ou algo parecido. Com um olhar desconfiado observava a loira enquanto as duas conversavam.

    - Hmmm, Tetsumi é....sei, sei...

    Resmungava para si mesmo. Viu-o se afastar e ir na direção da ruiva e de um reploid esquisito, com flor na cabeça e nas mãos. Estaria ele sequestrando as duas ? Não era a primeira vez que tinha visto aquilo acontecer, e não foi apenas uma vez que tentou impedir. Infelizmente falhara em todas as vezes, mas isso não o impediria de tentar mais uma. Avançou pela multidão destemido, mas parou viu que a ruiva abraçava o robo. Eles se conheciam...eram aliados. Nunca tinha visto aquilo acontecer antes. Talvez nem todos os reploids fossem mercenarios sem moral, afinal de contas.

    Dando de ombros continuou sem caminho de voltar para sua maldita tarefa. Depois de beber mais uma vez, notou que a garrafa estava pela metade. Olhou rapido para os lados e escondeu o objeto debaixo da sua jaqueta. Depois que saltou novamente por cima do balcão, de volta ao seu lugar como barman, retirou a a garrafa de seu esconderijo, conferindo mais uma vez sua medida. Abaixou-se então e a posicionou-a em uma prateleira baixa de dificil visibilidade.

    - Um pouco de cada uma e ninguem vai perceber

    Disse baixo, mas euforico, como se tivesse enganado o mundo todo e saido ileso.
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    Yumi Hayashi

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Yumi Hayashi em Seg Nov 09, 2015 12:02 pm

    Olhava de canto pro barman, aquele inconveniente beberrão estava-lhe atrapalhando com quem importava de verdade, a outra da sua espécie.

    - Sem chance.

    Disse curta e grossa, e voltou o olhar pra loira sorrindo. Gostaria de conversar mais com ela. Mas percebeu seu olhar inquisidor. Não entendeu bem, mas ficou surpresa mesmo foi com aquele olhar tão masculinizado. "Que estranho" ela pensou.

    Mas ele falou o nome.. E se corrigiu, como alguém poderia confundir o próprio nome... E ainda sendo para um masculino, estaria ele disfarçado? E essas dúvidas martelaram a sua cabeça. Então suas mãos se tocaram e todas as dúvidas foram sanadas com aquele flash. Mas... Como ele era lindo. Ela ficou paralisada, decorando cada detalhe daquele rosto, corpo...olhar.

    Aquela aura que ele exalava, junto com todo aquele conjunto. A fez sentir algo estranho, porém muito bom. Ela não podia deixá-lo ir assim, mas ele parecia está com aquela mulher... O que ela era para ele? Se perguntava, mas seu corpo se moveu mais rápido que sua mente. E quando percebeu tinha andado e segurado o braço dele.

    - por favor... Me deixe ir com você, Tetsuy... Quero dizer Tetsumi...

    A forma como ela falava e olhava pra ele, era diferente de antes. E ela errara o nome dele de propósito, na esperança que ele entendesse que ela tinha percebido sobre ele, mas talvez na distração por causa de Artemia isso passaria batido.
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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Seg Nov 09, 2015 3:27 pm

    A loira travaria seu passo tão logo seu esguio braço fosse puxado pela outra raposa. E novamente, era como se seu disfarce se desfizesse por completo aos olhos de Yumi. O braço que pegara agora era mais torneado, delineando a musculatura do rapaz a quem ela se apegava. O rapaz agitava as várias caudas - 9 na verdade - languidamente, de forma quase hipnótica. As várias caudas imediatamente lhe traziam um ar mais enobrecido, chamativo, que somado ao físico do rapaz poderia dar uma sensação de proteção à garota, principalmente pelo fato de ser um de sua raça, provavelmente o unico outro ali naquele lugar. A aura de veios negros que lhe cobria ocasionalmente trazia consigo raros focos de luz, quase que para acentuar o charme no olhar misto do kitsune. Um olhar bondoso que parecia muito com o de Fuyu, que talvez Yumi chegara a conhecer quando ainda pequena, uma vez que o demonio praticamente conhecia quase todos do reino infernal.

    -uhm...ir comigo? - e olhava-a com o canto dos olhos semicerrados, o rosto em perfil. Naquela pose, adquiria um ar mais altivo, sério, cujos traços eram complementados com o meio-sorriso com o canto dos lábios, sorriso aquele que parecia carregar um certo charme provocante, conforme falava calmamente - está com medo?

    Aquilo poderia ser interpretado de várias formas. Entre essas várias maneiras, havia uma hipótese particularmente tentadora; a de que se preocupava com sua proteção, e talvez até mesmo indiretamente a oferecia à garota.

    No imaginario de Tetsuya, porém, o sorriso era mais sarcástico, ironizando como uma demonesa poderia ter medo de um ambiente repleto de criaturas das trevas. Dificilmente teria alguma compaixão com demonios, mas....talvez fosse a propria aura que lhe cobria, ou o fato de Yumi pertencer à mesma raça, ou ainda o fato da garota não demonstrar a mesma perversidade no olhar, mas o raposo pareceu ficar um pouco mais calmo diante dela. E pouco a pouco a calma ia dando lugar a uma estranha reação; as bochechas iam corando lentamente, ao notar melhor a raposa à sua frente. Apesar do aspecto quase enobrecido, parecia ficar com vergonha de uma simples garota apenas pela proximidade?

    -i-ir comigo? - ele repetia, na mesma voz masculina que Yumi havia ouvido antes - m-mas porque logo eu??

    A loira olhava para Jasor desconfiada, talvez ele desconfiasse de algo? se não, porque fora atrás delas? Começava a sentir que talvez seu disfarce havia sido comprometido, mas naquele momento havia outro problema a ser resolvido...

    Ele tentava puxar a mão; o simples fato de tê-la segurando-lhe o braço parecia deixa-lo um pouco constrangido. Nao parecia levar muito jeito com aquilo. E quando tentava puxar o braço, o barman resolvia sair dali, destemida e tempestivamente, empurrando-o contra Yumi, derrubando-a também. Como se num reflexo, Tetsuya agaichou-se rapidamente e pegaria a raposa nos braços antes que caísse, ao melhor estilo "princesa no colo", fitando-a nos olhos.

    -D-desculpe, eu não...ugh...-ia ficando mais e mais constrangido, ainda mais com tanta proximidade com a garota. Logo levantava-se e a deixava no chão novamente- e-eu tenho que ir...!Não f-fique nesse lugar, é perigoso!

    Finalmente soltava-a, e logo começava a se afastar, readquirindo aos olhos da raposa o aspecto feminino, quase correndo envergonhado da garota que acabara de derrubar sem querer. Deslizava-se por entre a multidão com destreza, logo reencontrando-se com Artemia e Axle, ambos os quais poderiam ter visto claramente a cena entre a loira e a morena.

    -E-eu estou aqui. Hmpf. Então, reploid-robo, conseguiu descobrir alguma coisa? tentamos conseguir informações com o barman, mas essa idiota só atrapalhava! - a loira resmungava, sem olhar diretamente para Artemia, mas novamente pegava-lhe o pulso, expandindo sua propria aura em torno da ruiva, para proteger dos efeitos da musica, imaginando que ela poderia ser novamente influenciada. O toque inicialmente foi um pouco tremulo; as lembranças do banheiro ainda lhe desconcertavam muito, ao ponto que evitava olhar a ruiva nos olhos para que todas as sensações anteriores não o afogassem. Conforme Artemia era coberta pela aura de Tetsuya, poderia senti-lo presente ao seu redor, como se seu cheiro, sua presença lhe envolvesse por completo. Yumi poderia ouvi-lo falar com a ruiva, dotada de sua audição mais sensivel, xingando-a; talvez ele a odiasse e era obrigado a estar perto dela?


    ...

    Não muito longe do bar, o oriental com as marcas do copo arremessado por Jasor no rosto se aproximava dali.  Parecia muito mais prepotente e arrogante agora que acompanhado de 4 seguranças, vampiros, pareciam cerca-lo a cada momento. E franzindo a testa, deu um soco no balcão tao logo estava proximo o bastante, apontando o indicador no rosto de Jasor.

    -Ei, você, o barman com cara de idiota! Venha aqu...espere aí, você estava bebendo!?! - o oriental que ja estava irritado com Jasor parecia se descontrolar ao sentir o hálito do rapaz; uma veia saltava-lhe da testa, ao passo que começava a gritar - COMO É QUE VOCÊ SENDO BARMAN COMEÇA A DAR PREJUIZO PARA O PROPRIO LUGAR!? TEM IDÉIA DE QUANTO CUSTA TUDO ISSO NOS DIAS DE HOJE!? ACHA QUE TEMOS FABRICAS OPERANDO NORMALMENTE COM TUDO DESTRUIDO!?! - ele xingava em voz alta, quase arrancando os proprios cabelos, num sotaque embolado, provavelmente chinês.


    Última edição por Tetsuya Kitsune em Seg Nov 09, 2015 6:29 pm, editado 1 vez(es)
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    Artemia

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Artemia em Seg Nov 09, 2015 5:13 pm

    Abraçada a Axle, Artemia manteve-se firme, ouvindo-o explicar sobre o que ele descobrira na boate. A ruiva ainda sentia todas as pulsações vibrando em seu corpo devido aos acontecimentos no banheiro, mas tentou ignorar tais sentimentos conforme o reploid ia falando. Após ouvir tudo, respirou fundo e se separou dele, pondo as mãos na cintura.

    Observou ao seu redor: as pessoas dançavam em meio às luzes néon, despreocupadas e sem grandes objetivos. Seus olhos captaram uma cena, no entanto, que chamou sua atenção de imediato: um reploid alto e corpulento carregava uma garota dopada em seus ombros. Seu corpo era revestido em um material metálico espelhado, com alguns detalhes em verde e roxo. Ele parou, então, em frente a dois seguranças que guardavam uma porta de madeira, nos fundos da boate. Era uma porta antiga, repleta de entalhes barrocos em seus detalhes.

    Artemia virou seu corpo para observar melhor a cena. Axle poderia seguir os olhos da garota e ver o mesmo: o reploid carregou a garota, então, para dentro da porta, após ter uma breve conversa com os seguranças. A partir dali, um estalo veio à cabeça de Artemia, fazendo suas ideias clarearem como uma chama em meio à escuridão.

    - Red! Você é um reploid. Certo? E eu... eu sou ruiva. Então... você pode me carregar para dentro daquela porta. Não há maneira melhor de descobrir o que acontece ali! – e então, antes que ele pudesse negar, ela se adiantou. – Ele sequestrou aquela garota! Não vê?! Ela precisa de ajuda. Quantas pessoas são raptadas por esse tal de Carmiglioni? Pense bem. Além disso, Tetsuya pode ficar do lado de fora, cobrindo nossa retaguarda...

    A ruiva ainda matutava na cabeça ideias mirabolantes sobre o plano arriscado que oferecera a Axle. Porém, fora distraída por outra cena: Tetsuya surgiu de mãos dadas com outra garota, uma vulpina que antes estava ao lado de Jasor. Como se não bastasse as mãos dadas, ele a tomou em seus braços de forma sedutora,  com um sorriso enrubescido e acanhado. Tudo na sua forma feminina, é claro. A ruiva arregalou os olhos ao ver aquilo; o sangue escorreu rápido direto para suas bochechas e toda a palpitação em seu peito, que já havia melhorado o ritmo, voltou à tona, com força total. Lembrou-se do rosto dele próximo ao seu, dos detalhes abaixo de sua cintura. A lembrança pareceu ter piorado a sensação de “traição” que a maga sentia agora.

    Aquela cena ferveu os nervos de Artemia até as alturas, deixando-a zonza de raiva. “Aquele safado! Mentiroso... pervertido!”, pensou, enquanto o via se aproximar, com a garota em seu encalço. A maga não pensou duas vezes: se aproximou do vulpino e encheu sua cabeça de cascudos, enquanto berrava:

    - S-SEU SAFADO! PERVERTIDO! COMO OUSA!  – seu rosto estava absolutamente vermelho; parecia que a ruiva estava explodindo tudo que sentira dentro do banheiro agora, após vê-lo com outra. – Logo depois da gente praticamente... praticamente... ahhh!!

    Por fim, se afastou dele, pegando a mão em forma de flor de Axle. Já havia falado demais, pensado demais, sentido demais... estava na hora de dar um basta.

    - Vamos, Red!!! VAMOS SAIR DE PERTO DESSE PERVERTIDO. – disse, dando as costas ao vulpino e caminhando firme entre as pessoas, a fim de ir até a porta de Carmiglioni e dar continuidade ao seu plano. Estava puxando o reploid com força; cabia a Axle explicar a situação ao vulpino pervertido e dizer se concorda ou não com o plano.
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    Axle The Red

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Axle The Red em Seg Nov 09, 2015 8:52 pm

    Acompanhou o olhar de Artemia até os fundos da boate, e testemunhou mais uma vez aquela cena se repetindo: mercenario reploid trazendo uma mulher indefesa para o obeso dono daquele lugar. Não era algo que gostasse de ver, mas no seu atual estado, incompleto, não sabia se podia proteger a todos.

    - Essa ideia ja passou pela minha cabeça, entrar fingindo ter capturado você e o raposo. Mas estaria arriscando os dois de proposito sem ter a minima ideia de onde estariamos pisando. Talvez ele tenha reploids como guarda costas, e isso seria um problema grande. As chances disso dar errado são altas. Você precisa de mais treinamento com o cristal para que possa controlar precisamente seus poderes


    Evitava de proposito falar o nome Fuyu, substituindo apenas por "cristal". O mestiço havia chegado, e parecia igualmente bem, ainda em seu disfarce feminino. Infelizmente ele continuava tão importuno quanto tinha deixado ele da ultima vez. Axle suspirou pesadamente, uma necessidade puramente psicologica

    - Eu vou pedir mais uma vez. Não me chame de robo. Não fico lhe chamando de algo que não goste, portanto só peço um pouco de respeito.

    Espiou então a forma feminina dele, e em seguida a outra kitsune que o acompanhava. Não parecia ser um construto de gelo nem um clone de gelo. Era realmente outra demonio-raposa que o acompanhava agora ? Não sabia se podia confiar na nela, mas tentou falar baixo ao filho de Fuyu.

    - Tetsuya, você consegue alterar sua forma para alguma outra coisa ? Essa forma feminina loira esta chamando atenção indesejada. Precisamos sair daqui e analisar as informações que temos antes que possamos pensar em lidar com o dono desse lugar. E...quem é sua amiga ?


    Como se fosse uma resposta a ruiva começou a berrar com o mestiço. Axle porem não entendia qual era a mensagem que ela estava passando nem o que havia disparado aquela reação. Mas era claro que queria ficar longe do raposo, e isso não era muito dificil de entender. Quando foi puxando, Axle acompanhou ela por alguns momentos, mas pouco a pouco foi tentando para-la

    - Artemia ! Eu sei que tudo deve estar confuso para você, mas não podemos agir com imprudencia. O melhor a fazer é sair daqui agora e voltarmos em nosso proprio tempo

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    Jasor Messast

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Jasor Messast em Seg Nov 09, 2015 9:15 pm

    Uma pancada repentina o fez virar imediatamente para o balcão, tendo a infelicidade de ver a cara daquele homem. Para ele era apenas mais um bebado ou cliente irritadinho que queria descontar no barman, pois não tinha percebido que havia chutado aquele copo antes. Encheu o peito com arrogancia, apoiou as mãos sobre o balcão, e calmamente ergueu o olhar até os do oriental. Então bateu o punho na superficie de madeira com tanta força quanto o outro, respondendo a altura

    - Você ta maluco cara ?! Não tem ninguem bebendo nessa birosca aqui ! Trate de arrumar esse seu nariz torto, porque o que você esta sentindo é isso aqui ó !

    Abaixou-se e pegou um frasco branco que mantinha embaixo do balcão e entornou parte do liquido em seu interior dentro de sua boca, sem engolir. Quando se levantou estava com a mão direita formando com o indicador e o polegar um circulo ao redor da boca. Mirava para o alto quando expeliu o jato de goticulas de liquido inflamavel com força para fora dos labios. Como que por magica a nuvem se incendiou em pleno ar, como se Jasor tivesse o lendario bafo de fogo dos dragões. Vez ou outra o barman fazia aquilo como uma apresentação para seus clientes, e não raro ganhava aplausos. A bola de fogo foi rapida e assutadora, principalmente para vampiros. Mirava para o alto para não atingir ninguem, mas mesmo assim o medo tomava conta deles sempre que via aquilo. Era isso que mais gostava.

    - Sabe como eu chamo isso aqui, seu maluco ?! LUCRO ! O pessoal adora isso ! Cada vez mais vem curiosos para verem eu fazer isso, e esse lugar só fica mais cheio !

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    Yumi Hayashi

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Yumi Hayashi em Seg Nov 09, 2015 10:38 pm

    Era impossivel não sentir um certo desconcerto com tamanha beleza, e foi dessa forma que Yumi se sentiu ao toca-lo novamente e encherga-lo como realmente era. Ela via todos os seus movimentos quase em camera lenta e aquela aura o que era aqueles focos de luz? Mesmo no circulo infernal não via outro tão belo quanto aquele, na verdade kitsunes machos eram bem raros de serem vistos. Seus olhos repousaram nas 9 caudas e ela contou novamente, como alguem tão jovem poderia já ter alcançado aquele patamar? Na sua mente girava mil perguntas, mas uma ultima pergunta antes dele voltar a falar a fez ficar um pouco aerea...onde já tinha visto aquele olhar? Era familiar, seu pai sendo um senhor feudal..fez com que muitos conhecesse a sua familia. Talvez eles fossem do mesmo reino, que feliz coincidencia!

    Ela sorria para si, apenas com os olhos...respondendo as suas proprias perguntas, quando a pergunta de Tetsuya trouxe-lhe para a realidade.

    - hum?


    Yumi se derreteu com aquele olhar, mas procurou disfarçar o quanto antes...Mal o conhecia, não sabia quem ele era. Era ridiculo se derreter para um estranho, onde estava com a cabeça?

    - talvez...porque você vai me defender?

    Sorriu de canto, se aproximando mais, colando seu torax nos braços dele. Sorria de canto provocativa.

    Ela olhou para os lados como se procurasse alguma resposta para a sua nova pergunta

    - você é o unico da minha espécie que vejo a anos, a pergunta seria...porque eu não iria ir com você?

    Tão logo respondeu sua pergunta, o beberrão havia esbarrado nele, enquanto o mesmo tentava soltar seu braço. Yumi quase foi ao chão, já se preparando para a queda quando sentiu ser pega no colo. Ela não conteve o sorriso doce e não tirava os olhos do dele. Seu corpo estava inquieto...sentia como se tivesse borboletas em sua barriga. "Que loucura, eu mal o conheço". Pensou ela novamente.

    - o-obrigada.

    Disse sem jeito mas o viu partir novamente. Apesar dele passar apressado pela multidão ela não o perdia de vista e caminhou até aquele singelo grupo. E se perguntou o que ele fazia ao lado de um reploid, ele não sabia que eram perigosos e não confiaveis?

    Chegou a tempo de escutar a conversa, a explosão da ruiva. Não estava muito perto do grupo, mas a cada momento se aproximava mais um pouco, no fundo de sua mente vinha uma alegria por ouvir ele xingando a garota, talvez ele não gostasse dela e só precisasse protege-la ou algo do genero.

    Suas caudas mexiam levemente, e vez por outra tocando na perna de alguem, mas talvez enebriado demais com a musica e outras coisas do ambiente para perceber. Mas, elas paralisaram quando ouviu perfeitamente o que a ruiva dizia "logo depois da gente praticamente..." Então era isso que eles faziam no banheiro? Ele só estava disfarçado de mulher pra poder se envolver com ela no banheiro?

    Yumi balançava a cabeça negativamente, não queria e não podia acreditar que alguem tão enobrecido podesse fazer algo tão..tão... Não queria mais pensar no assunto. Só poderia se desculpar pela confusão que criou.

    - por favor, m-me desculpa pela confusão que criei...eu posso falar com ela...é sua namorada? eu posso explicar que foi só um mal entendido.

    Falava sem jeito e visivelmente triste com aquilo. Então olhava para o reploid e o fitava com uma expressão seria e arisca, completamente contraria a forma como olhava para o rapaz.
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    Dr. Dimitri Boskonovitch

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Dr. Dimitri Boskonovitch em Ter Nov 10, 2015 3:53 am

    Engolia em seco, e o rubor tomou-lhe o rosto todo quando ela se agarrara ao braço, tocando o busto no braço daquela forma. Era visivelmente escancarado o quanto aquilo lhe afetava, quase como faria um adolescente inexperiente. "porque voce vai me defender", ele ouvia e repensava nas palavras, relembrando as palavavras que tanto ouvia em seu treino, e de sua própria mãe. "Um dia você será capaz de defender as pessoas, continue treinando!" ela dizia. E talvez pela primeira vez sentisse o vazio real deixado por ela; jamais ouviria essas palavras novamente. Mas logo voltaria à realidade desconcertante. Tentava lentamente soltar o proprio braço, claramente evitando olhar naquela direção.

    -M-mesma raça!? eu não sou um...-realmente não havia como negar ser um demonio; a propria aura que emanava a contra-gosto era prova cabal daquilo. Nao podia negar o disfarce- v-voce sequer me conhece, não deveria seguir pessoas assim!

    E novamente sem graça tentaria sair dali, quando tudo aconteceu, derrubando a garota e segurando-a nos braços. Pelo menos ela havia soltado o seu braço! O rapaz logo se desvencilhava dela, e seguia rumo a Artemia e Axle.

    Tão logo chegava perto dos aliados, era recebido com uma saraivada de cascudos! As orelhas se abaixaram e giraram para trás, enquanto a loira tentava proteger-se com as mãos na cabeça. Uma pena que naquela forma era mais baixa, um alvo mais facil!
    -E-ei ei!ow!ei!idiota, pare com isso! ow!!! O que foi que eu fiz afinal!?!

    Reclamava, irritado. Realmente nao vira nada de errado que ele fizera; apenas conversou com a outra raposa e a segurou para que nao caisse e fosse pisoteada pelos dançarinos hipnotizados! O que de mal ele fizera afinal?E apontava na direção de Artemia.

    -V-você é a pervertida, s-s-sua l-lasciva a-agressiva e idiota!!

    E virou-se para Axle, massageando a cabeça. A expressão rabugenta era a mesma, sendo ele homem ou aquela loira que se apresentava ali. Estava pensativo; talvez estivesse rebuscando nas memorias o que havia feito de errado para merecer aquele tratamento. Mas as memorias que lhe vinham eram outras; remetiam do banheiro, o que o deixava novamente vermelho, em ritmo crescente. O pensamento só foi quebrado quando o reploid lhe dirigiu a voz. A persistencia de Axle em manter a civilidade e  calma pouco a pouco faziam um discreto efeito, e talvez pela primeira vez o chamava da forma correta.

    -Não é tão simples assim,....reploid. Eu apenas iniciei, não cheguei a finalizar o treinamento para esse tipo de coisa, porque estava sendo inutil...então sequer sei alterar essas caracteristicas desnecessarias! - ele proprio olhava para baixo, para o proprio busto que novamente pressionava sobre a camisa, de uma forma excessivamente erotizada. Era curioso como o proprio corpo desconcertava a si próprio!COntinuou:

    -Já que já estamos aqui dentro, nao seria melhor nos infiltrarmos de uma vez e lidar com o dono desse lugar? Talvez você deva...uh...me carregar no ombro como se eu fosse alguem sequestrado, enquanto deixa Artemia aqui? - ele falava praticamente a a mesma versão da idéia da ruiva;os dois eram igualmente inconsequentes! Estranhou quando ele se referia à "amiga" de Tetsuya.

    -Amiga?mas eu não...você está me seguindo?! - observava a demonesa se aproximar. O rosto ficaria completamente enrubescido, e passou a gesticular de forma veemente sinais de "não" com os braços, algo extremamente chamativo, quando Yumi chamou Artemia de namorada. Talvez realmente não fossem, mas pelo menos Tetsuya parecia começar a sentir algo, pela forma como tentava desesperadamente negar aquilo, de forma quase infantil.

    -N-N-N-N-NAMORADA!?!J-J-JAMAIS EU...E-E-ELA É UMA I-IDIOTA,A-AGRESSIVA, R-R-R-RESMUNGONA, É C-C-CLARO QUE NAO S-S-SOMOS N-N-NADA DISSO!!!!

    (continua x.x)


    Última edição por Friedrich em Ter Nov 10, 2015 8:50 am, editado 1 vez(es)
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Ter Nov 10, 2015 7:43 am

    (cont)

    A loira parecia extremamente constrangida com o que a outra raposa dizia; as 3 caudas que exibia naquela forma agitavam-se freneticamente, exibindo como um livro aberto seu desespero. Sentia ondas de calor percorrerem-lhe o corpo, que só pioraram ao ver Artemia. Tentava afastar os pensamentos do ocorrido no banheiro, que novamente descontrolavam-lhe o corpo. Mas temendo os efeitos da musica hipnotica,, correu atrás da ruiva, puxando-a pelo outro braço, uma vez que um deles puxava Axle. A mao delicada da loira era firme, porem, apesar dos tremores.

    -N-Nao sou p-pervertido, s-sua t-tarada!! E onde voce p-pensa que v-vai!? Espero que nao s-seja idiota o bastante pra querer entrar la sozinha!!! Só sobre meu c-cadaver que vai se expor a um risco assim!

    Caso olhasse para Tetsuya, notaria o mesmo olhar que exibira instantes atrás ao calçar-lhe a bota. Mas ao invés de carinhoso, era mais agressivo, embora nem por isso os olhos heterocromaticos deixassem de exibir a clara preocupaçao e zelo, que sobrepujavam até mesmo sua vergonha. A palavra "namorada" ainda lhe ressoava na memoria recente, incomodando-lhe profundamente de uma forma que nao compreendia bem ...e ainda massageava a cabeça cheia de galos criados pela ruiva. Talvez tivesse batido com muita força? Mas a outra raposa parecia querer se explicar. Quem sabe realmente o vulpino nao fizera nada de errado?



    ----------------------------------------------------------------
    O chines cerrava os olhos, fitando o abusado barman, enquanto os seguranças recuavam alguns metros diante do fogo. Provavelmente aquilo significava que nao era um vampiro tambem?

    -Ora, seu barman metidinho de merda, se acha indispensável, nao é? vê isso aqui, vê!? - apontava para o proprio rosto. Uma marca oval avermelhada havia imprimido-lhe a bochecha, deixando um hematoma e um pequeno corte na borda.

    -Isso é culpa sua, seu pivete beberrão!! E sabe quem eu sou!? Li-chuan Hyung, o....advogado dessa boate! - levou algum tempo para formular sua posiçao ali. Provavelmente nao era advogado, mas falava com uma prepotencia de alguem importante ali.

    -Voce vem comigo ver o sr. Carmiglioni! - e baixando os oculos, o chines olhava o alvoroço criado por Axle, as raposas e a ruiva. Era exatamente o que o patrao estava procurando. Um discreto sorriso se formava, mas logo voltava a atençao a Jasor, com o mesmo mau-humor de antes.

    -Quer vir de boa vontade ou precisaremos ïnduzir" a boa vontade em você? - ele dizia, conforme os seguranças novamente se aproximavam, mas ainda bem inquietos com o fogo soprado para o alto. Aquilo realmente lhes incomodava.
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    Artemia

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Artemia em Ter Nov 10, 2015 11:49 am

    Artemia ouviu as precauções tomadas por Axle acerca de seu plano perigoso. Porém, ainda manteve a mesma postura, tentando puxa-lo para longe de Tetsuya, que agora parecia querer tomar o plano dela como dele. “Como ousa!”, pensou, visivelmente irritada para o vulpino.
    E então a outra raposa se aproximou, visivelmente acanhada e enfeitiçada por Tetsuya. O sangue de Artemia ferveu como se estivesse próximo ao fogo e só piorou quando a garota perguntou se eles eram namorados. Namorados?!

    A maga reagiu da mesma forma que o vulpino, esticando os braços e gesticulando sinais negativos, enquanto uma vermelhidão intensa tomava conta de seu rosto:

    - NÃO!!! N-NAMORADO UMA OVA... UMA OVA... ESSE P-PERVERTIDO DE MEIA TIGELA... CONQUISTADOR BARATO!!! – berrou, voltando a dar cascudos na cabeça dele, porém levemente mais fracos. Artemia não conseguiu bater com força dessa vez, já que seus braços e pernas ficaram bambos com a perspectiva de namorar Tetsuya. Absurdo! Heresia!

    Puxou Axle mais uma vez, se afastando da raposa nova e do vulpino encrenqueiro. Realmente não conseguia mais encarar ele nos olhos, embora o rapaz tenha demonstrado uma clara preocupação com a ruiva acerca de seu plano. Aquilo pareceu revirar seu estômago; seu coração palpitava de um jeito intenso, tanto, que doía no peito. Conforme Tetsuya tentava conversar, a maga não teve escolha a não ser olha-lo nos olhos, encarando igualmente. Por um instante, pareceu que o resto do salão estava vazio, contendo apenas os dois ali. Artemia prendeu a respiração enquanto o olhava; seus poucos pelos na pele eriçavam apenas de olha-lo!

    “Que absurdo...”, pensou.

    A mágica do momento teve um fim precoce quando a maga desviou os olhos para observar a raposa atrás de Tetsuya, que os olhava com curiosidade. Pela primeira vez, a olhava por inteiro: era uma moça muito atraente, além de ser da mesma raça de Tetsuya. A forma como ela olhava para ele denunciava o que já sentia; um incômodo irritante crescia no peito da maga conforme foi se dando conta do que acontecia ali. Os dois foram feitos um para o outro, constatou.

    Após isso, olhou mais uma vez para Tetsuya. Ele veria que em seus olhos haviam uma dor intensa, como se ela estivesse ferida. Nem a própria Artemia percebia o que sentia direito, apenas desviou novamente do vulpino, séria, voltando-se a Axle:

    - Não vamos perder tempo, Red. É agora ou nunca. – disse ela, puxando-o mais uma vez para a direção da porta de madeira.
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    Axle The Red

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Axle The Red em Ter Nov 10, 2015 5:56 pm

    Depois que a agressividade entre ambos começou, não tinha mais fim. Constantemente estavam batendo um no outro ou chingando, mas o detalhe curioso é que nunca era para realmente ferir. De alguma forma eles se preocupavam, se não fosse como amigos pelo menos como conhecidos. Quando ouviu Tetsuya chama-lo apenas de reploid, soube que sua conversa havia surtido efeito. Ele não era tão repulsivo quanto parecia, sabia aprender quando se comportar quando necessario.

    - Hmmm, você evitou o treinamento de subterfugio ? Pelas suas tecnicas deve ter se focado apenas no combate. Infelizmente isso poderia ser muito util agora...

    Notou que ele observava os proprios peitos enormes depois daquele comentario. Foi ai que percebeu que ele não tinha controle nem sobre aquela unica forma alternativa. Aqueles atributos foram um bonus não planejado que o incomodavam muito. Axle sorriu silencioso com aquele pensamento, mas a ideia do raposo o fez voltar a seriedade

    - Deixar Artemia aqui fora sem proteção não é uma boa ideia. Ela, tanto quanto você nessa forma, são procurados dentro desse estabelecimento. Sozinha ela sera caçada sem nosso apoio e o destino dela se tornará um misterio. Sua forma original tem muito mais chance de passar despercebido aqui.

    Quando a outra raposa mencionou a palavra "namorada" a reação de ambos foi imediata. Parecia que tinham sido descobertos por um segredo que nunca poderia ser revelado, reagindo exageradamente. Olhando a outra kitsune, Axle percebeu seu olhar desconfiado. Não a culpava, ja que ela deveria considerar todos reploids como mercenarios. Mas o olhar de Red tambem mantinha desconfiança para com ela. Uma demonia que havia chegado do nada e ja queria se prender a Tetsuya sem nenhum motivo aparente lhe parecia uma armadilha. Foi quando sentiu um novo puxão. Mesmo depois de toda a explicação Artemia ainda seguia em direção aos fundos da boate ! Segurou-a mais firme para evitar que ela continuasse com aquilo

    - Artemia, você entendeu o que eu disse ?! Além daquela porta existe perigo. Um perigo real ! Eu não posso colocar você, ou Tetsuya, em uma situação dessas ! Eu tenho que protege-los ! Vocês dois pensem um pouco, só um pouco ! O que esta acontecendo entre vocês para que queriam pular no abismo dessa maneira ?!

    Aquilo era uma coisa rara de se ver. Axle havia perdido sua calma e dado uma bronca ! Eles não o conheciam por muito tempo, mas não era dificil perceber que o reploid normalmente não se comportava daquela maneira. Estava realmente preocupado com eles.

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

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