Neo City Uol

O que aconteceu após o golpe militar de 17 anos atrás...


    A caminho dos becos da miséria

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    Adrianne Leonhart

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    A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Adrianne Leonhart em Dom Nov 01, 2015 1:12 pm

    (....)

    *Mas parecia ansiosa demais para sair daquele buraco embaixo da terra que não parava de brotar gente. E o anjo era a única coisa que tinha a segurado mais um pouco ali, não sairia sem ele. Segurou em sua mão e saiu puxando-o na direção da saída do bunker e depois no corredor de terra que levava ao buraco que ele tinha caído.*

    - Te espero lá em cima!

    *Falou e se transformou em névoa e subiu. E percebeu que sua habilidade de metamorfose havia melhorado em tempo e não tinha gasto sangue pra isso. Provavelmente aquele sangue demoniaco lhe deu mais beneficios que malefícios. Não sabia o que esperava lá em cima, mas era melhor que o tedio embaixo.*

    *Ao chegar em cima, ela voltava a sua forma humana. Ficava alerta, esperando por Ryan.*
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    Ryan

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Ryan em Ter Nov 03, 2015 11:22 am

    *Ryan olhou para todos os presentes muito rapidamente, mas assim que seus olhos pousaram na Ruiva... não saíram mais. ele ficou ali, parado, fascinado. sentiu o restante do mundo em câmera lenta. Adrianne era uma ilha de luz e fogo no meio de uma noite escura. ele captou com todos os sentidos tudo o que pôde. era incrível o movimento de seus cabelos quando ela levantou e caminhou na direção dele. o sorriso foi inevitável. respirava lentamente, sentindo com detalhes o perfume que o inebriava. Quando ela o abraçou, ele a abraçou de volta. com um dos braços, envolveu a cintura dela. usou as costas da outra mão para fazer uma leve carícia em seu rosto enquanto a olhava nos olhos. então ele a puxou para um abraço mais apertado, o rosto dele passando perto do dela. o nariz dele roçou a pele do pescoço, propositalmente. mas ainda era todo silêncio. deixou que ela colocasse o comunicador nele e girou o corpo quando ela o puxou pela mão. os olhos dele grudados nos dela. até que ela se transformou e subiu. Ryan se virou aos demais, e falou sem dirigir a palavra a alguém em específico*

    algo deu errado, o portal se fechou assim que eu saí. de alguma forma ele estava absorvendo minha Graça (energia/combustível celestial =] ) e... talvez possa ter desencadeado alguma coisa quando cruzei o portal. vou acompanhar a Ruiva numa busca pela cidade, mantenho vocês informados.

    *se virou e saiu a passos largos, na mesma direção que Adrianne tinha seguido na forma de névoa. ao sair do bunker, silenciosamente, analisou o perímetro esperando que algo bombardeasse Ryan e Adrianne ao mesmo tempo. como nada aconteceu, ele se aproximou dela por trás, sem fazer ruído, e a puxou num abraço*

    não sei dizer quais dos seus encantos caiu sobre mim, talvez sejam todos... simplesmente não consigo parar de pensar em você...

    *deixou a frase solta no ar por alguns instantes e então quebrou o silêncio*

    precisamos nos apressar na busca por Axle, Artêmia e mini-Fuyu... tem alguma noção de onde eles possam estar?
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    Adrianne Leonhart

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Adrianne Leonhart em Ter Nov 03, 2015 11:48 am

    *Observava o perímetro enquanto o esperava, mas fora abraçada por ele e então escapou-lhe um sorriso. A muitos anos não sabia o que era aquele tipo de carinho. A maldição que carregava afastava todos do seu caminho e foi preciso força de vontade para não mergulhar de vez nas trevas e abandonar sua verdadeira natureza. Adri era uma garota de mil faces, sempre foi desde antes de ser vampira. Precisou ser para sobreviver no mundo. Os humanos, as vezes conseguem ser tão crueis quanto seres das trevas. Mas, quem era ela de verdade...talvez Ryan fosse um desses privilegiados que descobriria.*

    *Ela virou um pouco o rosto para ele e tocou em sua face, como se gravasse em sua mente cada linha do rosto dele.*

    - Você também não sai da minha mente.

    *e mostrou as penas que ainda tinha dele. Mas foi quando ele quebrou o silêncio que ela lembrou o que estavam fazendo ali*

    - percebo que está sem suas asas, o que aconteceu a elas? Pensei em irmos voando, talvez fosse menos perigoso. Mas podemos usar as passagens do metro.

    *ela apontou mais a frente, quase uns 200 metros a frente deles.*

    - Sim, precisamos encontra-los...mas antes preciso passar em casa, a noite nessa cidade é bem peculiar e não estou vestida pra nada.

    *saia dos braços dele e mostrava que estava vestida com uma toalha que, devido ao seus seios estava curta, um pouco menos do meio da sua coxa, um unico coldre..obrigando-a a segurar a outra arma e um manto que era do Akira por cima de tudo. Além, é claro do brasão da sua família.*

    - Aqui, os Leonharts são importantes e respeitados ou odiados...

    *sorriu*

    - de qualquer forma, não posso aparecer assim. É complicado...sou progênie do principe...você entende?

    *falou um pouco sem graça, ele poderia achar que ela era futil.*
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    Ryan

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Ryan em Ter Nov 03, 2015 12:06 pm

    *os olhos dele acompanharam toda a silhueta da vampira. um misto de encanto e desejo dominavam seu olhar*

    consigo pensar em alguns lugares que não seria problemático você estar vestida assim...

    *deu um sorriso de lado cheio de significados. não pareceu julgá-la*

    não sei o que significa ser uma progênie, então não sei o que entender. mas...

    *ele se aproximou dela com movimentos lentos, contidos. levou uma das mãos ao rosto dela, enquanto sorria. ficou ali, parado, enquanto a olhava nos olhos.*

    transforme-se em névoa. vou te seguir, até sua casa.. até onde for. okay? a passagem do metrô parece uma boa possibilidade...

    *levou a mão até a nuca, soltando a trava da katana que agora trazia numa bainha, presa às costas. eram duas, mas cada uma tinha sua própria empunhadura. ele soltou a da direita*

    vamos?
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    Adrianne Leonhart

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Adrianne Leonhart em Ter Nov 03, 2015 12:19 pm

    *Ela percebeu o seu olhar e não deixou de se impressionar, afinal de contas ele era um anjo. Mas pelo visto, o conceito de anjo era bem diferente do que imaginava...para a sua sorte. E sorriu dos proprios pensamentos*

    - progênie significa que sou cria de alguém. o vampiro Alex Leonhart, foi ele que me transformou em vampira. Por ele ser um vampiro de quinta geração, logo eu sou de sexta. Meu sangue é mais denso. O que fez o Dark ficar curioso porque eu não fui envenenada...antes de você chegar.


    *Falava com irritação sobre o reploid, certamente não gostava dele e isso explicaria seu olhar de indiferença para ele. Mas, não sabia se ele conhecia vampiros, e se entenderia alguma coisa do que ela estava dizendo, mas com o tempo ela explicaria melhor.*

    - Não, vou ficar na forma humana mesmo. Posso me transformar em animal se precisarmos.

    *ela começou a caminhar ao lado dele*

    - Sempre que der nós correremos...tudo bem? O quanto antes saírmos de uma posição desprivilegiada, melhor.
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    Ryan

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Ryan em Ter Nov 03, 2015 12:30 pm

    *ele segurou a mão dela antes que ela se distanciasse. puxou-a carinhosamente para si, envolvendo-a num abraço e colocando a mão suavemente na nuca dela*

    eu sei o quão egoísta isso vai parecer, mas eu deixaria que a humanidade inteira se destruísse... se isso fosse me dar um tempo ao seu lado...

    *o rosto dele muito próximo ao dela, os lábios quase se tocando. ela poderia sentir a respiração tensa, mas compassada do anjo. ele tinha um hálito morno, e seu corpo estava quente. a mão que estava na nuca segurou os cabelos dela, firme e delicadamente*

    preciamos acelerar o passo... Tetsuya.. Axle... Artêmia.... eles podem estar precisando de nós.

    *cada palavra era um sussuro, e os olhos dele se mantinham presos nos dela*
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    Adrianne Leonhart

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Adrianne Leonhart em Ter Nov 03, 2015 12:48 pm

    *ele segurou sua mão e puxou para si, e ela foi de boa vontade passando o braço por suas costas*

    - Não der tal ideia, pois eu acabaria aceitando...

    *sorriu mas lembrou que estavam falando de Artemia, e a vampira parecia se importar com a maga, via nela uma possível amiga e seria ruim se ela morresse.*

    *o corpo da vampira estava quente como de um humano, ficara assim desde que decidiu abraça-lo no bunker. Seus lábios estavam próximos..e ela os aproximou mais e o beijou suavemente. E afastando um pouco os lábios do dele ela disse, também em um sussurro*

    - É..eles podem estar precisando de nós..

    *E foi com essa proximidade que Adri, percebeu que o comunicador piscava uma luz vermelha. Tirou de Ryan e apertou em cima da luz que piscava e uma mensagem holografica apareceu. Era a localização que Axle havia dado.*

    - Eita...

    *falou e deixou no ar, as interrogações no seu rosto.*


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    Ryan

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Ryan em Ter Nov 03, 2015 1:03 pm

    *assim que os lábios se encontraram, eles entraram num beijo lento e encaixado. como se forem feitos para isso. Ryan deixou que ela percebesse exatamente o que ele estava sentindo. um misto de excitação, desejo, vontade, carinho. o coração acelerado. como se um beijo de alguns segundos levasse uma hora para terminar. até que ele mordeu suavemente o lábio inferior dela. sorriu quando ela comentou em cordância sobre a possível necessidade dos amigos. Deixou que ela pegasse o comunicador e então analisou o mapa, aparentemente saindo de um transe*

    conhece esse lugar? precisamos acelerar o máximo que pudermos. acho que podemos deixar a sua casa pra depois, não?
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    Adrianne Leonhart

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Adrianne Leonhart em Ter Nov 03, 2015 1:14 pm

    *ela ainda lembrava em detalhes de cada sensação do beijo. E se perguntava porque aquele trio estava com problemas, justo agora. Mordiscava o lábio inferior inconformada.*

    - Eles estão em um dominio de vampiros. Eu conhecia o antigo dono, negociavamos algumas vezes. Mas tem quase um ano que não vou lá, não sei se é o mesmo. Ou o que aconteceu. Só sei que não é um lugar que eles deveriam estar...principalmente Artemia que é humana.

    *Ela colocava o comunicador nele novamente e dava-lhe um selinho*

    - Entre vampiros, precisamos nos impor...agora mais do que nunca preciso passar em casa. Vai ser rapido, de lá vamos de carro.

    *ela olhava-o e prosseguia ao seu lado entrando no velho metrô*

    - Mesmo eu sendo uma vampira, você não se importa com isso?
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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Ryan em Ter Nov 03, 2015 1:45 pm

    deveria?

    *ele levantou a sobrancelha, sorrindo de lado*

    vai fazer o que? cravar esses lábios lindos no meu pescoço? ora, vamos... não acredito que todos os vampiros sejam assim, como você.

    *foi acelerando o passo, até iniciar uma corrida. depois, foi aumentando a velocidade gradativamente, observando se ela o seguiria com facilidade o dificuldade. ele corria desviando e saltando pelos obstáculos, com uma agilidade que lembrava o movimento dos felinos.*
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    Adrianne Leonhart

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Adrianne Leonhart em Ter Nov 03, 2015 2:03 pm

    *ela respondeu sua pergunta com um sorriso. Faria isso se ele quisesse, apenas se ele quisesse. Mas com certeza ele iria adorar a sensação.*

    *E enquanto andava com os passos apressados, ela deu um nó no manto do Akira, prometeu que não estragaria, tentaria manter sua promessa. Então correu acompanhando os passos dele, ficou impressionada com sua agilidade. Mas não tinha muita dificuldade de acompanhá-lo.*

    *A dupla percorria pelos trilhos de um metrô abandonado, aquele lado da cidade estava em suas piores situações, e não era incomum ver mendigos por ali procurando se abrigar do frio. Era realmente assustador e impressionante como aquela cidade estava, se lembrasse dos seus dias de glória.*

    - Ryan..

    *chamou a vampira com um tom de atenção. Ela sentia a presença de um grupo logo adiante.*
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    Ryan

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Ryan em Ter Nov 03, 2015 2:10 pm

    *ele parou, sem demonstrar cansaço. desembainhou a espada lentamente e fez sinal de silêncio com a uma das mãos. ele continuou caminhando na direção que deveriam seguir. caminhava lenta e calmamente, sem produzir som algum. parecia que tinha prendido a respiração, tamanho era o silêncio. era denso, quase palpável. ele estretou os olhos, buscando algum sinal de movimento adiante. aguçou todos os sentidos, sentindo o perigo iminente. os braços tensionados, segurando a katana*
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Ter Nov 03, 2015 2:55 pm

    -Sua modafocka, tira logo essa modafocka de trapo!

    A voz masculina ordenava. No final daquele corredor em que Adri e Ryan estavam, poderiam ver uma grande galeria; era a "Estação Jardim Botânico", uma de tantas na malha ferroviaria de UOLCity. Naquela galeria subterranea, vários guichês eram usados como moradias improvisadas, a se julgar pela quantidade de entulho que se formava em torno delas. Dois pares de escadas rolantes há muito tempo desativadas levavam para a superficie e para mais fundo no subsolo, onde ficariam os trens. Nos entornos de onde estavam haviam placas de direções, cobertas por panfletos de "procura-se", que também estavam espalhados pelas paredes. Eram vários desenhos, feitos à mão, quase todos mostrando idades de crianças entre os 5-16 anos.

    Também nas paredes haviam algumas pequenas estruturas que um dia ja foram lojas, banheiros....todas depredadas beirando à destruição total. Pedaços de piso e tijolos encontravam-se no meio de escombros por todos os lados...no meio daquilo tudo, um grupo de 4 rapazes em trajes de jaqueta preta e calça jeans - pela forma identica com que se trajavam, provavelmente era algum tipo de grupo, gangue, o que fosse. Logo à frente, encurraladas numa parede, 5 mendigos estavam amontoados contra uma parede. Eram um casal beirando os 40 anos, uma garota de 12, um menino de 3 e um bebê ainda aprendendo a engatinhar. Os dois menores eram protegidos e abraçados pela mãe, tão suja e maltrapilha quanto os outros. O homem estava na frente, usando o proprio corpo como escudo para a menina, que aparentava ser a filha.

    -Ela nao vai tirar coisa alguma, tire os olhos de minha fil....

    O homem era arremessado com força para o lado, caindo no chão com a mão sobre a boca, que sangrava. Sangue humano, que apesar de tudo, parecia bem nutrido, alimentado. A mesma voz que ouviram antes era ouvida novamente; um rapaz careca naquele grupo as dizia:

    -Modafocka, tá querendo me modafockar!? não sabe que sou o modafocka mais modafockense daqui? Sou praticamente o braço direito do Carmiglioni, seus modafocka!!

    Um outro jovem do grupo começava a rir, falando ao outro

    -Mano, braço direito, ta maluco? nem se o gordo fosse um polvo teria tantos braços direito pra te incluir....hahahaha!! - e dava um soquinho no punho de outro jovem, que também ria e compartilhava a zoeira do outro. O careca se irritou.

    -seus modafocka do caralho, tão modafockados da cabeça!? fica ligado nessa modafocka aqui, ó! - e abria a boca, mostrando os caninos pontudos, como que exibindo ser um vampiro. Os outros 3 jovens pareciam surpreendidos com aquilo. O careca sorria confiante. - sou um modafocka de um ser das trevas, seus modafockas....

    Enquanto os 3 jovens ficavam admirando aquilo como um carro novo, o homem em farrapos no chão se levantava, dando um soco no queixo do tal vampiro. O jovem caía no chão, mordendo a propria lingua. Aquele cheiro de sangue do rapaz tinha de fato um aroma de um filho de Cain, mas tão distante que Adri teria que se concentrar muito para sentir algo. Talvez fosse de uma 15ª geração....provavelmente talvez até conseguisse andar no sol. Caso observasse com cuidado, veria que boa parte daqueles caninos havia sido lixada e lapidada para parecer mais pontiaguda do que se transformara. Os outros tres jovens pareciam ser humanos.

    -SEU MODAFOCKA! - o careca dizia, se levantando. Os outros tres tiravam o que pareciam ser uma pequena faca enferrujada do bolso, uma luva com pregos porcamente presas/amarradas e um simples pedaço de ferro.O careca tirava um soco ingles da jaqueta, enquanto o mendigo parecia se recuar, abraçando a filha, que começava a chorar

    -A gente ia só vender sua filha, seu modafocka. Se quer mais filhas, vá fazer mais!! Mas vamos ser obrigados a te espancar e modafockar até voce não ter sequer um modafocka pra modafockar com sua mulher, seu modafocka!!

    As crianças começavam a chorar, a mulher apenas conseguia segurar a mão do homem, aparentemente seu conjuge, que permaneceria imóvel.
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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Adrianne Leonhart em Ter Nov 03, 2015 4:51 pm

    *Adri ouvia tudo o que acontecia, mesmo metros de distância. E quando se aproximou vendo do que se tratava, passou na frente de Ryan. Apesar da aparencia da vampira, com um vestido curto feito de toalha e um manto dado um nó, ela estava com uma eagle na perna esquerda e a outra segurando com a mão direita. A insigna do clã estava a mostra pendurado em seu pescoço.*

    *Se não tivesse apressada Adri riria de toda aquela situação. Aquele projeto de vampiro era como um bobo da corte pra ela. Mas ele estava na passagem, e era ridiculo o que fazia com aquela família. De tudo o que negociava no submundo, escravos sempre foi algo que repudiou. Humanos se ofereciam para fazer parte dos rebanhos, em troca do prazer do beijo. Aquilo era cruelmente desnecessário.*

    - Lixo, pare de incomodar essa familia e saia da minha frente.

    *ela falava arrogante e apontava para o careca. Seus olhos estavam vermelhos e ameaçadores e seus perfeitos caninos estavam à mostra.*
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    Ryan

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Ryan em Ter Nov 03, 2015 7:49 pm

    *Ryan caminhou lentamente na direção de Adrianne. o semblante fechado, os lábios trincados. Segurou a Katana com uma das mãos e enquanto caminhava raspava a ponta dela não chão, disparando algumas faíscas. encarava o vampiro que esbravejava demais. estreitou os olhos. ele levantou a espada e apontou na direção dele. girou o pescoço, emitindo um som de estalo.* vocês ouviram a Ruiva. é melhor obeder.
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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Ter Nov 03, 2015 8:15 pm

    -Qualé modafoc...ooooohhh hohohoho! Peitinhos!

    O "vampiro" dizia, abrindo um largo sorriso ao ver uma ruiva de toalha. O jovem sequer fazia idéia do que era aquele brasão; parecia realmente um neófito entre neófitos, provavelmente nao havia sequer 1 semana que tinha passado pelo Abraço. Os outros 3 perceberam claramente o olhar ameaçador da vampira, e com um cara segurando uma katana logo que tinha simplesmente umas 6x o tamanho da lamina da faca de um deles, era óbvio que os tres ainda humanos correriam para longe dali.

    -Sair da sua frente? então tá afim de modafuckar e fazer morceguinhos, huh? aliás modafucka, você é mesmo ruiva ou é só tinta? sabe como é, queria saber se a cor do carpete combina com a cortina! Mas isso descobrimos logo logo huh modafocka?

    O jovem vampiro ria, se aproximando naquele gingado de urubu malandro, erguendo e abaixando um ombro de cada vez. Não parecia se intimidar com Ryan, e o motivo logo surgia: metia a mão no jeans, tirando uma .38mm, imediatamente apontando-a para o anjo. Fazia um gesto de "vem" exibindo a lingua com o canto da boca, numa triste tentativa de seduzir a ruiva.Foi quando uma estaca de gelo surgiu no meio de seu peito.

    Os olhos do vampiro se dilatavam, conforme o sangue começava a escorrer. Parecia completamente paralisado, conforme seu corpo pendia e caía para o lado. Logo atrás, a mãe das crianças aparecia de pé, as mãos tremendo, conforme flocos de neve desapareciam de suas mãos. Agora com o rosto descoberto, mostrava-se como sua pele era pálida, apesar de suja, e bela. Apesar da aparencia de seus 35 anos amadurecidos de forma sofrida naquele lugar, ainda restava muito de sua outrora beleza natural; mesmo os cabelos que há muito não viam um bom banho com xampu ainda permaneciam com um negro profundo e liso. Os olhos da mulher eram de um branco gelo profundo, que pouco a pouco readquiria o tom azul claro, conforme levava a mão à boca.

    -o-oh não...-ela dizia, enquanto caía no chão agaichada. Caso Adri e Ryan observassem melhor, notariam uma fraca aura demoniaca emanar daquela mulher, pouco a pouco desaparecendo.
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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Adrianne Leonhart em Ter Nov 03, 2015 9:24 pm

    *Adri olhava por trás do vampiro que ia se despencando e ficava de fato surpresa e curiosa com aquilo.*

    - O que a senhora é?

    *voltava a aparencia totalmente humana e falava com respeito e curiosidade*

    - E não se preocupe pelo o que fez, na verdade eu vou terminar isso...para que não voltem a ser incomodados por ele.

    *a vampira voltava para o outro caído, e pedia com os olhos que Ryan ficasse atrás dela, ela não queria que as crianças visse o que ela faria em seguida.*

    *Adri se agaichava, tirava a estaca do vampiro e o virava. Indiferente ao olhar de dor dele, ela enfiava a mão com as garras no peito dele, ele sentiria uma dor agravada perfurando-lhe, devagar...ela não parecia ter pressa. Chegou no seu coração e o segurou, se tudo ocorresse bem ela arrancaria e ele viraria pó.*
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    Ryan

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Ryan em Qua Nov 04, 2015 8:36 am

    *ele caminhou na direção da família, e falou baixinho pra Adrianne quando ficaram próximos*

    você fica sexy quando faz carinha de mal...

    *chutou a pistola para longe da mão do vampiro e se posicionou estratégicamente para esconder a cena que viria a seguir. olhou com mais atenção para a família que ali estava, buscando sinais físicos que poderiam explicar melhor o que eles realmente eram e o que raios estavam fazendo ali*

    esse lugar não é mais seguro, o que faziam aqui?

    *erqueu uma sombraselha enquanto embainhava a espada e olhava para a mulher-demônio*

    e porque você não se defendeu antes?

    *trocou o peso do corpo de uma perna para outra, mantendo Adrianne em seu campo de visão. seus olhos correram pelas pernas dela, pescando os detalhes que só uma ruiva, de toalha e agachada poderiam ter, o que fez seus olhos brilharem divertidamente*
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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Qua Nov 04, 2015 9:17 am

    A mulher parecia amedrontada, com as maos sobre a boca.O homem e as crianças logo corriam em auxilio dela, tão logo o jovem vampiro virava cinzas, sob um olhar assustado. Um olhar de surpresa e prepotencia; acreditava-se imortal...e sequer tivera tempo para de fato exercer aquela maldição e todas as suas "vantagens". Tudo o que podia fazer era dar um suspiro, murmurando:
    -Moda...fock....a....

    Enquanto as crianças se agarravam a mãe aterrorizada, o homem suspirou, olhando para os dois. Dirigiu-se a Adri a principio, o olhar cabisbaixo.

    -Ela é uma Yuki-onna, uma demonesa do 5º circulo infernal...uma refugiada e minha esposa. Há 3 anos vivemos aqui...depois que uma guerra tomou conta de lá. Pode parecer estranho vindo de mim, um humano, mas...lá era um ótimo lugar. Melhor do que aqui para se viver, na verdade. Mas o overlorde de lá ensandeceu subitamente, começou uma onda de assassinatos e...-suspirou-

    -Não é seguro, mas é mais seguro que lá fora, e mais seguro que onde estávamos. Aqui recebemos comida, água e podemos sobreviver, mas a que custo...vivemos cada dia aterrorizados de termos nossas crianças levadas e vendidas, ou pior...-o homem começava a chorar. Era um rapaz robusto, as maos caleijadas, sisudo. O que levava um homem daqueles a chorar como uma criança?

    A mulher finalmente pareceu se recuperar, erguendo os olhos a Ryan.

    -Não posso....se algo acontece a um dos capangas de Carmiglioni, ele manda outros matarem quem fez isso...e-eu não queria ataca-lo, mas ele...eu só queria paz pra minha familia...- a mulher levava a mao aos olhos. Flocos de neve caíam de seus olhos, e apesar da aura demoniaca, parecia oscilar bastante, de medo. A menina era uma híbrida, entre a Yuki-onna com o humano. O homem e os meninos eram de fato o unicos humanos puros ali naquela familia.

    E subitamente, outro flash viria aos olhos de Adri
    Novamente, estava no corpo que nao lhe pertencia, a voz de outro. Parecia estar numa espécie de palanque, no meio de uma cidade com um aspecto medieval, apesar de vários itens já modernos, como as roupas e alguns objetos mecanicos. Vários pareciam olhar Adri com admiração, acenavam, batiam palmas, gritavam palavras de incentivo.
    E viera um sorriso sádico ao rosto. A ruiva,dentro daquele corpo, erguia os braços, enquanto uma horda de demonios atrás de si começava a avançar sobre aquela população mista de várias raças de demonios, incluindo alguns poucos que pareciam ser inclusive humanos. Gritos e desespero, pessoas correndo pelas ruas, atropelando-se, confusas. Adri ria, e ria com gosto; a neve que pairava sobre a cidade se tornava vermelha com o sangue que vertia do chão, conforme os habitantes caíam diante dos golpes daquele exercito demoniaco. Demonios matando demonios....e logo aquela cidade tão organizada e próspera era massacrada. O raposo ria quase convulsionante, erguendo o olhar para o céu, onde uma aurora boreal ensanguentada banhava sua luz sobre aquele massacre.
    E logo a visão sumia; Adri se encontrava denovo diante daquela familia aterrorizada.


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    Adrianne Leonhart

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Adrianne Leonhart em Qua Nov 04, 2015 9:50 am

    * A vampira limpava a mão na roupa, deixando aquela mancha incomoda. Adri sorria para o comentário de Ryan e ouvia com atenção tudo o que eles contavam. Eles estavam falando de Fuyu, lembrava de como o Doppler se orgulhava disso e foi isso que a fez dar um tapão nele. Mas lembrava do que o próprio fuyu tinha contado. Ele estava certo, o outro desfez tudo o que ele tinha feito. Mas nada disse aquela família, aquele problema não era dela, afinal. Mas, sentia empatia por eles, lembrava de seu próprio tempo de miséria... *

    * mas foi no meio dos seus pensamentos que ela foi jogada para o corpo dele novamente. Dessa vez não estava assustada, e prestou atenção no que ocorria em volta. E confirmava as suspeitas de fuyu, o Doppler realmente desfez todo seu trabalho. Para quem a via, Adri estava olhando pra frente, olhando para o nada sem nem piscar. E de repente ela voltou do mesmo jeito que foi. Balançou a cabeça e levou a mão aos olhos.*

    - isso de novo!

    * e voltou os olhos para a família e tirou os pequenos brincos de rubis que usava.*

    - infelizmente, estou sem dinheiro aqui. Mas eles são valiosos, fiquem com eles. Tem uma hospedaria mais próxima ao centro. Use um desse para pagar a hospedagem e alimentação de vocês. Se forem para lá, posso encontrar vocês depois. Meu nome é Alice Leonhart. Só peço que não saiam comentando por aí que sou uma vampira.

    *ela sorria gentil*

    - estamos com pressa, precisamos ir. Vão antes que eles voltem.
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    Ryan

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Ryan em Qua Nov 04, 2015 11:13 am

    ...Alice?

    *ele se virou para Adrianne, envolvido em seus próprios pensamentos. a conversa toda o fizera lembrar de várias coisas que Fuyu havia comentado, e a destruição de algo da magnitude que Fuyu contruiu... era frustante. ficou em silêncio, e então virou os olhos na direção da família, esperando que seguissem as instruições da Ruiva. não ia falar nada na frente deles. se compadecia da situação deles, mas cada um possuia o peso de suas escolhas nas costas. pena era um sentimento que ele desprezava.*
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Qua Nov 04, 2015 3:09 pm

    -A-ah...eu não sei como te agradecer, srta.Alice!

    A mulher se levantava, e dava um abraço apertado na ruiva. Logo ela se soltou, agitando os braços, de forma um pouco constangida, como quem se arrependia de ter feito aquele gesto. Afinal, não tinha aquele tipo de intimidade com a vampira. Mas o gesto parecia realmente ser sincero, sem qualquer maldade.

    -Me desculpe, e-eu não devia...é que estou tão feliz que...

    O homem sorria, os olhos ainda marejados. Pegava as duas crianças nos braços, e chamava por ela e a filha.

    -Vamos....não podemos ficar aqui e desperdiçar a chance que a moça nos deu. Encontraremos uma forma de agradecer aos dois depois!

    A mulher ficava se abaixando, agradecendo copiosamente, e logo a familia começava a sair dali às preças, seguindo por outros corredores, que sairiam no caminho mais curto para o centro da cidade, onde era seguro. A garotinha que seria vendida, meio-demonesa, sorria feliz e acenava um "tchau" para ambos. O rosto da familia estava encardido, mas brilhavam com alegria e esperança renovada...

    (Ok, agora são só vcs 2 denovo por enquanto XD)
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    Adrianne Leonhart

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Adrianne Leonhart em Qua Nov 04, 2015 4:14 pm

    *adri era pega de surpresa pelo abraço. Entao sorria retribuindo*

    - Não se preocupe com isso! Só fiquem bem, já tá bom!

    * ela ainda sorria, e acenava para a garota. Adri, como Ryan poderia observar, era uma vampira incomum. Um pé nas trevas e outro na humanidade, foi assim que ela sempre viveu desde que foi abraçada.*

    - também precisamos ir, Ryan. Não estamos muito longe.

    * e ela apontava a bifurcação oposta que a família pegou, também daria no centro da cidade, mas seria mais próximo da direção da mansão.*

    - sobre o nome Alice, é o meu novo nome para os humanos, tinha a opção de mudar de identidade mesmo. Mas gosto do meu verdadeiro nome. Então só para os mortais que me apresento assim.

    * falou com um sorriso e apressou os passos*
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    Ryan

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Ryan em Qua Nov 04, 2015 5:46 pm

    *ele se manteve calado e retomou a corrida acelerada de antes. sempre em frente, fazendo movimentos simples para saltar e/ou contornar os obstáculos que poderiam existir ali. a falta de luz pareceu não incomodá-lo. só depois de alguns minutos ele quebrou o silêncio, falando num tom sério... pouco acima de um murmúrio*

    isso que eu sinto por você, ainda não compreendi o que realmente significa. eu nunca tinha passado por isso antes. e também não entendo você, suas motivações. quem você realmente é e o que pretende fazer com o tempo que lhe foi concedido. eu gostaria de conhecê-la. por inteiro. verdadeiramente. compreender a sua essência.

    *olhou na direção da Ruiva, fixando os olhos dele nos dela*

    eu desejo isso.
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    Adrianne Leonhart

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    Re: A caminho dos becos da miséria

    Mensagem  Adrianne Leonhart em Qua Nov 04, 2015 7:07 pm

    *Adri não parou de andar enquanto ele falava, ao menos se virou pra ele. Mas quando ele a encarou ela o pressionou contra a parede sem aviso, com rapidez e destreza. Prendendo o corpo dele com o dela. Naquela escuridão, os olhos vermelhos dela se destacava.*

    - Eu tenho toda uma eternidade para te explicar nos minimos detalhes sobre mim, mas preferia que você descobrisse convivendo comigo.

    *ela o olhava com profundidade*

    - Sentir algo por você é confuso pra mim, mas quem tem a eternidade pela frente, pode se dar o direito de mergulhar de cabeça em certas coisas.

    *ela sorria, e tocava seus labios de leve*

    - Também gostaria de te conhecer melhor. Mas gostaria de ter calma para conhecer você por inteiro...


    *sorria maliciosa, passando os dedos no peito dele*

    - agora vamos, ja sinto o "cheiro" de casa

    *fazia aspas no ar, parecia realmente feliz em chegar em casa. três meses fora de todo aquele conforto era tempo demais. Ela voltaria a caminhar, se ele nada fizesse e logo eles sairiam no centro, lá não era tão destruido, de certa forma tinha um nivel de normalidade, mas a neve...essa tomava conta de tudo.*

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    Re: A caminho dos becos da miséria

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