Neo City Uol

O que aconteceu após o golpe militar de 17 anos atrás...


    4° Círculo Infernal

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    Artemia

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Artemia em Sab Dez 12, 2015 2:16 pm

    Antes, enquanto ainda estava abraçada à Tetsuya, sentiu a mão dele deslizar pela parte interna de sua coxa, extremamente perto de sua intimidade mais úmida. Artemia soltou um suspiro audível em meio a um gemido caracteristicamente sensual quando Tetsuya se aproximou ainda mais e sussurrou em seu ouvido palavras que demonstravam a quantidade de desejo que ele sentia por ela, deixando-a ainda mais delirante e excitada, sentindo uma intensa palpitação entre suas pernas que já estava molhada novamente. A ruiva deslizou suas mãos pelas costas dele, chegando até suas nádegas e as apertando com força enquanto o puxava mais para perto, a fim de sentir ainda mais a ereção do rapaz friccionar em seu sexo.

    - Eu não sei se é normal... - disse, gemendo baixinho de forma ofegante conforme rebolava lentamente, roçando sua umidade no membro dele e sentindo aquela massiva onda de prazer a envolver da cabeça aos pés - ... Mas eu te quero muito, cada vez mais... em qualquer lugar... a qualquer hora...

    Dizia com os lábios no pescoço dele, beijando sua pele de forma lasciva, o que poderia deixar um hematoma se não tomasse cuidado. A ruiva não pareceu se importar, até relutantemente se separar do loiro e seguir seu caminho rapidamente até os dragões, sendo mais uma vez impulsiva - característica implacável de Artemia.

    A voz de Fuyu surgiu à sua mente como seu próprio pensamento. Ele mantinha seu timbre calmo, porém sério, ao explicar à sua pupila uma nova habilidade a ser aprendida: Artemia seguiu suas instruções e criou uma afiada lâmina que cortou o metal pesado da coleira do dragão. A ruiva já sentia suas energias restauradas apenas de cravar a ponta de sua cauda no metal, mas nada comparada à adrenalina que se fez presente ao criar o novo elemento que até então não havia usado: água. Ela sorriu para si mesma enquanto terminava de cortar a lâmina.

    - Obrigada... - sussurrou antes de ouvir o comentário do raposo sobre seu novo status com Tetsuya, além do momento íntimo que ambos tiveram há poucos minutos atrás. Artemia enrubesceu violentamente e tapou o rosto quente, envergonhada ao extremo. - N-não era pra ter visto m-mesmo! E-eu não fiz nada, f-foi tudo aquele p-pervertido!

    Apesar de não conseguir mentir para Tetsuya sobre seus sentimentos, ainda se sentia envergonhada sobre falar isso a outros, especialmente Fuyu, quem a apresentou ao seu filho e a introduziu em uma missão de protegê-lo até mesmo da verdade que o envolve. Artemia ainda não encontrara uma boa oportunidade para conversar com o vulpino sobre isso, mas imaginava que cedo ou tarde teria um momento à sós o qual contaria toda a história sobre a luta de seu pai para salva-lo.

    Contudo, logo se viu em uma situação perigosa quando notou os demônios lagarto logo abaixo correrem na sua direção, brandindo suas lanças feitas de ossos. A ruiva foi sacudida pelo dragão até finalmente ser jogada ao chão, planando com suas asas antes de tocar o solo. Então, ainda pairando no alto, seguiu o conselho de Fuyu e projetou na ponta de sua cauda a mesma lâmina afiada de antes, aproximando-se do primeiro demônio que viu e espetando seu tórax com a lâmina de água pressurizada, não encostando a cauda nele, e sim lançando seu jato com cerca de um metro de distância. O raposo havia lhe informado que esse tipo de elemento em sua cauda seria eficaz contra demônio. Porém, ainda assim, a ruiva quis se certificar de impedir a aproximação de outros: ergueu seus braços à frente e projetou seu bom e velho arco de luz, dessa vez utilizando o elemento de água que acabara de aprender; sendo assim, as flechas lançadas seriam da mesma água pressurizada de antes, cujo objetivo era penetrar na pele e queimar os demônios que se aproximavam. Artemia aproveitava o momento para exercitar o novo aprendizado para poder aprimora-lo de acordo com seus limites. Olhou de lado rapidamente e viu Tetsuya correndo para atrás dela, soltando os outros dragões. A confusão estava formada; Artemia estava preparada para correr dali a qualquer instante.
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Sab Dez 12, 2015 4:16 pm

    Os guardas tinham um aspecto reptiliano robusto,com armaduras daquele metal negro. A pele grossa era rachada em diversos pontos, seca, árida como aquele deserto, como se fosse uma adaptação total àquele ambiente. O simples contato com um jato de água parecia "amaciar" por entre as placas secas que lhes cobriam a pele; o jato pressurizado parecia fatiar com ainda mais facilidade devido àquela fraqueza. E assim, o primeiro guarda teve seu corpo decepado ao meio, com uma facilidade pouco esperada devido ao tronco robusto e envolto em armadura. Os outros ficaram em alerta, e se entreolhavam; provavelmente nunca viram alguem controlar o elemental água daquela forma no circulo mais seco do inferno. E sem terem como atingi-la no ar, ergueram as lanças, arremessando-as em sua direção, com força; dos 8 guardas lá embaixo, apenas 4 conseguiram arremessar em sua direção, outros sem pratica para aquela estrategia erravam miseravelmente a mira. Era possivel ver outros guardas começarem a sair do enorme portão da Casa sem Janelas. O portão de metal negro era grande o suficiente para que um daqueles dragões libertos entrassem; e era o que de fato começava a acontecer; um dos vultos enormes, fantasmagóricos, começava a se dirigir para o portão...seu tamanho era grande o suficiente para que Artemia conseguisse se mesclar no meio daquele vulto azul brilhante, uma forma interessante de disfarçar-se para entrar no lugar.

    Tetsuya parecia evitar lutar diretamente contra os guardas que apareciam e começavam a dar noticia por sua presença; contudo, uma fina camada de névoa começava a envolvê-lo, e ocasionalmente causava pequenas "explosões" de névoa fria, de onde saía uma cópia exata de si, de gelo, tambem envolta na mesma névoa. E assim, os guardas começavam a se dissipar e dividir em grupos menores, cada qual "caçando" um novo raposo, que agora já somava em 4 clones correndo por ali e atirando shurikens de gelo. No total, aproximadamente 16 dragões aprisionados ali estavam soltos; alguns começavam a alçar vôo, outros agitavam a cauda e destruiam estrutudas azuladas, arremessando-as contra os guardas, que embora nao os ferisse era o bastante para assustá-los e confundi-los por alguns segundos. Vários demonios da feira começavam a correr por todos os lados, alguns aproveitando a confusão para cometer assaltos ou brigas, aumentando ainda mais o caos ali.

    -VAMOS ENTRAR MIA!!

    O rapaz gritava, de algum lugar no meio de todas as pessoas que agora estavam correndo por ali. Estava perto do enorme portão para a Casa sem Janelas, e percorria os olhos preocupadissimo com Artemia. Olhava os guardas correrem em sua direção, e arremessava uma série de estacas na direção dos guardas que miravam na succubus, procurando pelo menos distraí-los - afinal, seu gelo nao era tão eficaz naquela couraça rígida que vestiam, e nao usava mais a propriedade de gelo sagrado, para que nao soubessem qual de si era o verdadeiro.

    Dois clones de gelo eram abatidos, perfurados pelas lanças de ossos dos guardas, e logo estariam sem tempo. Mas ele parecia muito mais preocupado com a garota que, por seu gesto impulsivo, chamara mais a atenção daqueles guardas do que ele próprio. Sentia o coração disparar em terror, não suportaria perdê-la denovo! Mas tentava se acalmar. Ela conseguiria vir para ele logo, conseguiria fugir daquilo. Precisava confiar nela!
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    Artemia

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Artemia em Sab Dez 12, 2015 9:27 pm

    Ao ver o demônio logo abaixo de si receber seu jato pressurizado e partir ao meio, Artemia apertou os olhos, observando os outros que arremessavam as estacas de ossos na sua direção; alguns erraram e outros vieram perigosamente à sua frente. A ruiva, então,  fechou suas grandes asas em volta de seu corpo, protegendo sua superfície com a mesma magia que havia usado antes, com a água pressurizada. Dessa vez, havia uma forte camada que a protegeria de qualquer lança - assim esperava.

    Assim que recebeu as lanças e as repeliu com as asas, Artemia mirou a ponta de sua cauda na direção destes demônios e atirou os mesmos jatos pressurizados que havia partido ao meio o anterior. Antes de notar o resultado, a ruiva ouviu o grito de Tetsuya a chamando e, em alerta, olhou para todos os lados o procurando. Onde estava?! No meio da confusão de dragões e demônios correndo, não era possível ve-lo naquela distância. A ruiva se lançou entre o dragão azulado a fim de se camuflar e aproveitar para visualizar melhor a multidão. O coração da maga disparou dolorosamente em seu peito; continuou planando e pousou próxima ao portão de entrada, esperando que o vulpino estivesse ali. Porém, não havia conseguido pousar calmamente: a grande massa de demônios que corria ensandecida para todos os lados bateu em suas asas e cortou diagonalmente sua superfície, causando um rasgo de cerca de trinta centímetros de comprimento. Artemia sentira a dor dilacerante do corte e logo suas asas se recolheram, retraídas e dolorosas.

    Segurando com um braço a parte cortada de sua asa, a expressão de Artemia não poderia ser pior: além da dor pulsante física que sentia agora, a maga se via desesperada em meio à multidão para encontrar Tetsuya. O ouvia gritar, mas não sabia de onde vinha sua voz!

    Então, despindo o centro da massa agitada de demônios, surge o vislumbre de uma cabeleira loira e platinada nas pontas, dona de um rapaz alto e sem camisa que empurrava os demônios sem notar à princípio a Succubus ruiva que estava a menos de três metros de distância.

    - Tets!!

    Gritou ela, aliviada, empurrando todos à sua frente para liberar caminho para sua corrida até o vulpino. Assim que conseguiu se aproximar, a ruiva se lançou nos braços dele, o abraçando com força. Ele estava bem. Estava tudo bem. Ela sorriu para ele, porém com uma leve careta ao sentir uma pontada de dor no corte de sua asa direita. Antes que ele se preocupasse com algo mais, Artemia segurou seus braços e o encarou firme:

    - Não se preocupe! Vamos entrar agora; não vamos ter outra chance!

    O puxou com veemência para dentro do portão, já visualizando a torre do que parecia ser a Casa Sem Janelas.
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Dom Dez 13, 2015 7:14 am

    As orelhas vulpinas giravam para os lados como radares, procurando ouvir melhor de onde vinha o chamado, principalmente quando ela pousava no meio de tanta gente; sentia o coração gelar em terror, imaginando-a sendo pisoteada ou pior. Tão logo a viu ali em meio à multidão, empurrou ele também os demonios que ficavam em seu caminho. Os guardas que coemçavam a sair pelo portão principal voltavam para correr atrás do dragão azul que entrava, como se buscassem fazer alguma coisa para impedi-lo. Tetsuya aproveitava a confusão, passando o braço em torno da garota, procurando protege-la, enquanto entravam ambos também. O portão dava acesso a um amplo corredor para a direita e esquerda; o dragão e os guardas seguiam para a direita, logo, puxava-a na direção contrária, onde as coisas pareciam ser mais calmas...

    Para desespero dos guardas, tão logo aquela criatura atravessava o portão ganhava forma material; era um dragão semelhante ao que os atacara na boate, um pouco menor e de escamas de um tom verde musgo, que arrebentava tudo com a cauda, mordia guardas que via à sua frente e os arremessava contra as paredes. Então era por isso que tanto esforço estava sendo feito para tentar segurá-lo; a casa era uma espécie de "link" entre os dois planos!

    E depois de correrem um pouco pelo corredor à esquerda, Tetsuya parou atrás de uma pilastra de madeira, e assustou-se ao perceber que se tratava do pé de uma longa mesa. Era como se subitamente tivessem se transformado em anões; tudo naquela "casa" era desproporcionalmente grande, agora que olhava bem. Enormes mesas, quadros ainda maiores, candelabros de castiçais sobre a grande mesa que eram praticamente do tamanho de uma pessoa adulta. Do outro lado, o dragão investia contra outra enorme porta, derrubando-a, deixando o rastro de destruição para trás. Curiosamente, para o dragão era como se tudo fosse feito para acomodar um ser de seu tamanho, o que poderia significar que seu morador tivesse aquele mesmo tamanho. Um pensamento perturbador, que talvez fosse melhor evitar no momento. Os guardas restantes pareciam com dificuldade empurrar o enorme portão principal, fechando-o, e logo correndo na direção da porta arrebentada no interior, de onde era possivel ouvir mais sons de destruição, gritos e grunhidos. E dentro de poucos segundos, o kitsune e a maga estavam sozinhos ali.

    Respirava fundo, procurando se acalmar, dando um abraço apertado na ruiva. Era um abraço de alivio, que finalmente deixava uma enorme tensão sair.

    -você nem esperou criarmos um plano, sua....idiota! o que eu faria se algo tivesse acontecido com você!? QUe inconsequencia débil foi essa! Tem idéia do risco que correu!?

    E ele ia dando sermões um atrás do outro. "se você...""e depois, sem nem ao menos....""poderia ter acontecido....". As palavras seguintes do raposo praticamente eram uma verborragia interminável, que a ruiva sequer provavelmente prestaria atenção. Mas pela rapidez com que falava, a força do abraço e os cascudos - agora mais dolorosos! - que dava, era possivel sentir quão preocupado ela o deixou. Ele nem ao menos deixava ela falar direito! Soterrava-a com xingos rabugentos, mal humorados...mas era possivel ver que por trás daquilo havia um carinho enorme, realmente preocupado. Parecia importar-se com ela de verdade, e pouco a pouco ia se acalmando. Respirou fundo, de olhos fechados, finalmente soltando o abraço, segurando-lhe as mãos. Parecia um pouco envergonhado pela explosão de xingos, desviando o olhar, com uma pontada de arrependimento.

    -Desculpe, é que...eu não quero perder outra pessoa importante pra mim na minha frente denovo...venha, vamos para um lugar mais escondido, vou curar sua asa...

    E realmente, aquela explosão furiosa e preocupada do raposo era justificavel; era como se visse um replay do que houve com sua mãe quase acontecendo com a ruiva. E aquilo mostrava à ela o quanto realmente ainda nao estava preparado para o segredo que Artemia ocultava...

    O raposo foi conduzindo-a para trás de um enorme móvel, uma espécie de pedestal esculpido em rocha no canto daquele corredor, lá em cima um grande jarro de cobre adornando o ambiente. Tetsuya sentaria no chão, erguendo o olhar à ela, conforme estendia a mão num convite para que ela fizesse o mesmo. Sua mão já começava a emitir aquela luz calma e confortável, de cura. Mas se antes ele a tivesse curado com aquilo sem qualquer problema, agora Artemia ja começava a sentir um estranho desconforto apenas de estar perto daquilo. Era uma energia levemente nauseante, incômoda, que com certeza iria doer bastante caso ela fosse exposta diretamente àquilo. O que estava acontecendo? seu corpo parecia estar mudando a cada segundo naquele lugar, e agora até mesmo aquela magia sagrada de cura parecia estar afetando-lhe. Será que seu "disfarce" de succubus, em demonesa, nao estava se tornando cada vez mais perto de se tornar algo permanente? estava até mesmo conseguindo controlar aqueles membros adicionais que antes sequer sabia qual a utilidade! O que levaria a outro ponto: há quantas horas ja estavam no inferno? quantas horas ainda tinham? não parecia haver tanto tempo de sobra assim. Mas ao mesmo tempo, a idéia de se tornar uma demonesa de verdade nao parecia ser das piores; definitivamente tinha muitas vantagens...ou será que a aceitação da idéia tambem nao fosse um sintoma da transformação, e não algo de uma vontade propria?
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    Artemia

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Artemia em Dom Dez 13, 2015 11:51 am

    Em meio à confusão, Tetsuya puxou Artemia para dentro dos portões, se escondendo atrás do que parecia ser um local mais tranquilo. A ruiva acompanhou o olhar do vulpino para o alto daquela pilastra de madeira, visualizando, então, o mesmo que ele: ambos estavam encostados em um pé de mesa gigantesco. Todo o local possuía móveis grandes o suficiente para abrigar gigantes. Gigantes! Como isso era possível? A ruiva jamais ouvira falar em gigantes em UolCity, mas a ideia não lhe parecia ser estranha em um inferno...

    Com isso, sentiu um calafrio perpassar sua coluna, imaginando o que encontrariam ali dentro. Porém, finalmente pareciam estar na Casa sem Janelas. Será? Os pensamentos da maga foram interrompidos pelos gritos de Tetsuya, desesperado com o ato impulsivo da ruiva de soltar os dragões sem nem sequer estabelecer um plano antes. Ele estava certo, por isso Artemia não repeliu suas palavras, permanecendo quieta, de braços cruzados. O que diria, afinal? Manteve-se de cabeça baixa, erguendo apenas para olha-lo com grandes olhos pidões de perdão com poucas lágrimas brotando nos cantos. Seus lábios estavam mais vermelhos e suas bochechas ainda mais rosadas: parecia que iria desatar a chorar a qualquer instante. Lembrou-se da morte da mãe dele, e o quão traumática havia sido. Aquilo a fez se sentir pior ainda.

    Contudo, o vulpino apenas deu alguns cascudos em sua cabeça e logo parou, se arrependendo imediatamente do estouro que havia dado. Estava realmente preocupado! Artemia não resistiu um pequeno sorriso no canto dos lábios quando reparou o quanto ele parecia gostar dela, de fato, e que não era algo apenas carnal – afinal, ela estava se tornando uma Succubus.

    Succubus! O tempo estava correndo; quantas horas já haviam passado? Havia perdido a noção no momento em que entraram na casa escura e iniciaram sua paixão tórrida. A maga apoiou ambas mãos na cintura e observou melhor o espaço em que estavam. Se haviam cinco horas restantes, seria muito. Tetsuya, então, reparou em sua asa cortada, sentando-se em um canto e a chamando para se juntar. Com isso, iniciou sua magia divina de cura.

    À princípio, Artemia sentiu um ardor intenso na área, mas imaginou que seria por causa da cura que estava sendo feita. Pois a ardência persistiu, aumentando drásticamente conforme a palma dele se iluminava rapidamente: a ruiva o repeliu no instante em que sentiu queimar dolorosamente a área magoada, levantando-se e agitando as asas em preocupação. A cura divina do vulpino não só não havia funcionado, como a havia queimado em um grau elevado de intensidade! Estaria ela se tornando totalmente Succubus? Uma preocupação enérgica tomou conta de seus sentidos no instante em que constatou o quanto já havia mudado. Observou sua pele; seu corpo esguio continuava sendo o mesmo, porém estranhamente mais voluptoso em suas curvas, antes não tão desenhadas e esculturais. Contudo, agora conseguia controlar melhor suas asas e sua cauda, que já não fazia mais diferença para ela tanto quanto um dedo do pé. Afinal, o que uma Succubus faz a não ser sugar energia vital dos seres alheios à ela? Poderia ser muito forte, estando assim. Além de já possuir habilidades de magia, agora teria um bônus como demonesa... sabe-se lá o que esse bônus lhe traria...

    - Eu... eu me curo. Deixa. – ela havia notado a preocupação óbvia no olhar de Tetsuya, mas decidiu ignorar. Estendeu a palma de sua própria mão à asa ferida e iniciou o mesmo processo de cura que sempre fizera: de sua mão agora saía uma luz esverdeada que, aos poucos, começou a unir a pele de sua asa até ser finalmente completa, deixando-a como nova. Artemia sorriu sem graça para Tetsuya, sem saber direito o que dizer assim que acabou.

    Então, se aproximou dele, unindo suas mãos e o fazendo se erguer do chão. Em seus olhos esmeralda, o vulpino poderia notar uma expressão preocupada na ruiva, a qual agora abaixava o olhar para suas mãos entrelaçadas.

    - T-Tets... hã... você acharia ruim se eu... se eu me tornasse... d-demonesa? Ahm... Succubus?

    Perguntou ela, de cabeça baixa. E então, continuou a dizer:

    - Eu não sei o que Succubus fazem, além de... de m-matar pessoas pela cauda, mas talvez... assim eu... fique mais próxima a v-você, sabe? Já que é mestiço...

    Pela postura cabisbaixa, Tetsuya poderia notar que não havia nenhuma intenção da ruiva em ofende-lo, trazendo à tona a realidade sobre o fato de ele pertencer a dois mundos. Ela própria não se importava, embora havia se preocupado consideravelmente com o fato de não poder mais toca-lo em sua forma divina enquanto ela fosse demonesa. Mas ele também era um demônio, afinal...
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Dom Dez 13, 2015 3:02 pm

    Ele interrompeu a cura no instante em que viu a asa sendo queimada, numa clara expressão de surpresa, além de arrependimento; fazia a mesma careta de dor que ela, como se sentisse a mesma dor que causava nela. E...deixou que ela se curasse, ainda um tanto perplexo. Então até mesmo seu corpo ja estava reagindo negativamente à sua cura angelical. Ela estava cada vez mais perto de se tornar uma criatura infernal. E observava com mais calma as alterações; o par de chifres que cresciam por entre os cabelos ruivos, as asas, a cauda, e mesmo as curvas mais acentuadas, o busto mais cheio, os lábios mais avermelhados como se tivesse um batom natural, os olhos em destaque como se até mesmo os contornos se tornassem mais vivos... e tinha que admitir, estava realmente ainda mais atraente do que era. Ao mesmo tempo, apesar da repulsa natural a demonios que sempre teve, nao conseguia ver a ruiva com ódio ou nojo. Pelo contrário, parecia atraí-lo mais!

    -Er...desculpe, eu não...sabia que iria te ferir com isso. Da proxima vez eu farei como fiz com Yumi, e mesclarei a outra parte demoniaca...

    Dizia com as orelhas baixas, desviando o olhar para o lado.

    -Acho que sua transformação está sendo mais rapida do que imaginei.Talvez precisemos ser mais ráp...

    E então, ela levantava-o, os dedos enrelaçados. Parecia ser novamente surpreendido com o que ela dizia; entao na verdade a transformação estava sendo bem-vinda por ela! Ficou piscando os olhos algumas vezes; nao imaginaria porque uma humana iria querer se transfomar numa demonesa. E ela poderia ver claramente aquela duvida refletida em seus olhos, que buscavam à esquerda e à direita por alguma explicação. E voltava a fixar-se nos olhos dela. Ainda que seu corpo estivesse mudado, sua aura estivesse se corrompendo, e mesmo sua alma estivesse sendo lentamente moldada num novo ser, o brilho no olhar era o mesmo. E inevitavelmente começava a se recordar do que os demonios da taverna falaram de seu pai, e o que dizia sua mãe a respeito dele. E um sorriso inicialmente fraco se formou, mas pouco a pouco ficando mais relaxado, conforme dizia.

    -Eu...muitas vezes quando criança voltava dos treinos e cheguei a amaldiçoar minha mae por eu ser mestiço. Perguntava porque nao era apenas um anjo como os outros...e ela me disse um dia: "Anjos, demonios, humanos, não existe um melhor que o outro. Sao aspectos diferentes, que talvez nem sejam tao diferentes assim...o estereótipo de bem ou mal, do puro ou corrupto, não pode ser definido pela espécie. É algo que se define pelos atos..."


    Ergueu a mão em direção a seu rosto, acariciando-o com o dorso da mão suavemente, sem ainda desviar seu olhar do dela.

    -Eu não acho ruim. Talvez achasse antes, mas acho que...er...você me mostrou que nao devo julgar ninguem pela raça. É até mesmo ironico que eu fazia isso, já que acho que é uma parte de mim, como você mesma disse. Você ficaria mais proxima de mim de todo jeito...eu nao te abandonaria por nada neste mundo ou no outro...ainda nao percebeu isso, idiota...?


    E dava um pequeno riso, constrangido pelo que falava, finalizando pelo "xingo rabugento carinhoso" e aproximando-se e dando um beijo rápido, fechando os olhos. Tocou-lhe a testa com a dele, apenas afastando brevemente os labios.

    -Pra falar a verdade, você está ainda mais irresistivel do que antes. Essas asas te dão muito mais charme provocante do que asas com penas branca...


    De forma indireta, o loiro dizia que preferia ela como demonesa a até mesmo uma anja! A ruiva ouviria um riso baixo de Fuyu ressoando em sua mente, mas que logo se calou. O pai do garoto parecia feliz em ouvir aquilo, em ouvir que finalmente admitia sua origem demoniaca, que nao mais odiava demonios pelo odio instilado nele por outros anjos. Estava agora talvez mais perto de estar pronto para saber da verdade, "quase lá", a ruiva ouviria novamente o raposo-pai dizer baixo. Tetsuya nao parecia ouvir nada daquilo.
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    Artemia

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Artemia em Dom Dez 13, 2015 4:11 pm

    Artemia o observou atentamente, buscando em seu olhar respostas sobre sua pergunta. Era verdade que a ruiva não se importava em se transformar em demonesa, mas sua maior dúvida sobre o fato era saber como Tetsuya reagiria a isso. Sua resposta veio rapidamente à tona quando ele contou a história a respeito de sua infância e as palavras sábias de sua mãe a respeito de atitudes sendo mais importantes do que as espécies em si. À isso, Artemia enrubesceu e sorriu nervosa para ele, olhando para baixo e procurando as palavras certas para aquele momento, palavras as quais não entregassem o quanto ela sabia a respeito de sua história e seu sofrimento com o povo angelical e seus preconceitos com os demônios.

    - Sua mãe era alguém admirável, que sabia respeitar as diferenças. No mundo de hoje, isso vale muito, Tets.

    Então ele disse, acariciando seu rosto, que havia mudado sua opinião sobre demônios. A ruiva sentiu uma forte emoção atingir seu coração e a boca de seu estômago, que parecia flutuar: finalmente ele aceitara o outro lado dele, e Artemia nem sequer acreditava que havia sido, indiretamente, por causa dela. A ruiva sorriu abertamente após o beijo rápido do vulpino em seus lábios; ele ainda parecia sentir vergonha de se aproximar tanto assim dela. E fez isso lhe dizendo que se sentia atraído por essa forma dela, mais ainda do que se ela se tornasse uma anja...

    O elogio causou um arrepio imediato na ruiva, que abriu as asas instintivamente, dobrando-as ligeiramente como se estivessem envergonhadas. Ela sorriu sem graça, ajeitando os cabelos e tocando levemente no par de chifres que crescia a cada hora que passava. Ainda com as testas coladas, Artemia ergueu suas mãos para o rosto do vulpino, acariciando-o enquanto sorria emocionada com a revelação dele.

    - Pois assim você vai ter que me aguentar por muito mais tempo, já que posso deixar de ser humana... – e riu, beijando-o novamente nos lábios e prolongando o beijo ao máximo, antes de ouvir a risada abafada de Fuyu, que foi acompanhada pela própria dela, imaginando as palavras dele como suas próprias: “quase lá”.

    Artemia mal acreditava na sua própria sorte. Tetsuya estava atraído por ela assim, em uma forma demonesa! E lembrou-se que o vulpino parecera estar atraído por ela quando ainda era humana... o que isso significava, realmente, ela ainda estava descobrindo. Mas a ruiva sentia-se da mesma forma sobre ele; não importa se fosse anjo, demônio ou humano: ela o amaria do mesmo jeito. Assim que se separaram do beijo, a ruiva olhou para baixo, passando as mãos em seus próprios seios e seus quadris sensuais, observando, pelo toque, as mudanças. A maga também parecia adotar, cada vez mais, uma postura provocante até mesmo para brincadeiras: agora ela procurou as mãos de Tetsuya e as pegou, passando elas pelas suas curvas enquanto sorria maliciosamente para ele, mordendo o canto de seu próprio lábio.

    - Gostou, é?
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Dom Dez 13, 2015 6:44 pm

    -Era sim....queria que tivesse a conhecido. Brigavamos muito, e só entendo o que ela sempre quis me dizer hoje...

    Desviava o olhar para o lado; apesar de fazerem 3 anos que ela havia sido morta, para o raposo que ficou dormente dentro do cristal aquele tempo realmente nao parecia ter passado tanto assim. Mas parecia ja estar aceitando um pouco melhor a perda; provavelmente apenas nao ficara remoendo aquilo pela série de eventos sucessivos que ocorreram com ele na boate, deixando-o sempre em alerta. Mas voltaria a sorrir, quando ela apoiou as maos em seu rosto; a ruiva parecia ter o dom de aliviar-lhe o coração com facilidade.

    -Muito tempo? ah...!havia me esquecido disso. Se realmente se tornar uma demonesa, vai viver por séculos, milenios, praticamente sem envelhecer um só dia.... - e deu um suspiro desanimado - droga, lá se vão meus planos de trocar por um modelo mais novo...

    Falava num tom provocativo, brincando. Sem que soubesse, parecia herdar um pouco do jeito brincalhão do pai, e seria até interessante ver os dois um dia, no futuro, divertindo-se às custas um do outro. E tal dia nao parecia tão longe assim...observou suas mãos descendo pelo corpo, guiadas pela mão da quase-succubus, que parecia realmente estar pegando bastante o jeito da raça. E o sentimento que tinha era que, por mais tempo que ficassem juntos, ou por mais...intimidades que tivessem, sempre ficaria nervoso com o jeito provocante e atraente da ruiva. Novamente sentia o rosto queimar, envergonhando-se novamente.

    -D-diga a verdade. Você está t-tomando gosto por me deixar constrangido, não é?

    Perguntava, fechando os olhos, gesticulando negativamente, tentando controlar o nervosismo e o desejo que começava a queimar dentro de si novamente. Mas ao invés de reprimi-lo, parecia abraçar aquele seu lado por completo! Nao apenas ela, mas ele também parecia aceitar melhor as reações de seu lado demoniaco, bem menos restrito em gestos que o lado angelical. As mãos que ela guiara agora apertavam levemente os gluteos da garota, onde haviam pousado, e sua respiração acelerava-se um pouco. Tornou a abrir os olhos, cada qual na sua cor, mas ambos demonstrando um brilho lascivo que parecia devorá-la, despi-la e tomá-la toda ali mesmo, como se fosse possivel enxergar nas pupilas envolventes toda sua imaginação inebriada pela luxuria que ela causava no rapaz. Aproximou o rosto lateralmente ao dela, deslizando a bochecha contra a da ruiva, até que seus labios tocassem sua orelha, onde mordiscou provocativamente, sussurrando:

    -Você nem imagina o quanto...acho que até mesmo seu cheirinho, seu....sabor ficou mais gostoso...m-mas agora nao podemos. Q-querendo ficar assim ou não, ainda tempos que sair daqui, e a unica f-forma está no topo deste lugar, certo?

    Era como se ele tomasse consciencia de quao pervertido ele proprio estava ficando, e a vergonha lhe tomava em cheio enquanto ele falava ao seu ouvido. Afastou a boca, e apontou na direção da porta ali perto, entreaberta, mas o suficiente para passarem lateralmente, esgueirando-se pela estrutura.
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    Artemia

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Artemia em Dom Dez 13, 2015 8:27 pm

    Com a piada de Tetsuya sobre a trocar por um modelo mais novo, Artemia riu calorosamente, curvando levemente seu corpo para a frente e tentando diminuir um pouco do volume de sua gargalhada com as mãos que agora tapavam sua boca. A ruiva secou as lágrimas em seus olhos e, ainda rindo, deu um tapa brincalhão no torso do rapaz, ajeitando sua postura para a mesma ereta de sempre.

    - Eu digo o mesmo, seu bobão de meia tigela! Pode-se dizer que tenho uma queda por loiros...

    E riu maliciosamente, recordando o vulpino do barman que haviam deixado para trás. Aquele tipo de brincadeira mordaz não era algo que Artemia normalmente faria. Sempre fora uma moça delicada e envergonhada, apelando sempre para a bondade e justiça. Estaria ela se tornando alguém mais "malvadinha"? Percebendo que havia brincado de uma forma um tanto pesada, a ruiva passou um braço pelo pescoço dele e o puxou para perto, ficando a cerca de um centímetro de distância de seu rosto, praticamente encostando seus lábios. Ela sorriu travessa e pousou um dedo no lábio dele, traçando o desenho de sua boca lentamente.

    - Sorte a sua que eu só tenho olhos pra você. - e sorriu, mordendo o lábio dele em seguida. Havia notado o quanto ele parecia a desejar, ainda mais agora que ela possuía um corpo ainda mais chamativo do que antes. Apesar de saber disso, Artemia ainda se sentia levemente insegura sobre tudo, ainda que seja um sentimento que deixava de existir a cada hora. Seria efeito da transformação? Deixaria de ser a garota insegura que sempre fora, adotando uma personalidade nova, audaciosa e confiante? A ruiva se perguntou se aquilo afetaria seu relacionamento com Tetsuya, mas preferiu deixar tais questionamentos para lá e simplesmente aproveitar o momento.

    E pensando nisso, deixou-se levar pelas carícias dele, notando que o vulpino adotava ainda mais um lado sensual e confiante, assim como ela. Ele, aos poucos, perdia seus pudores e se permitia desenvolver e demonstrar seu lado demoníaco a cada minuto. A ruiva sorriu ao perceber tal fato, recebendo a mordiscada na orelha com um suspiro: apesar de querer arrancar as calças dele e vivenciar novamente aqueles momentos tórridos de amor, a maga precisou reunir forças e se controlar. Sentia mais uma vez aquela costumeira palpitação entre suas pernas - parecia não ter fim! - e sabia que uma vez que atingisse seu limite, ela própria encontraria um local para se aliviar com ele. Porém, o vulpino estava certo; ainda tinham uma missão a cumprir, precisavam voltar. E quando voltarem, faria de tudo para encontrar outro momento à sós com ele.

    - Verdade, eu adoro te deixar constrangido. Mas você não me engana, eu sei o quanto está gostando... - disse ela, sussurrando de forma sensual no ouvido dele antes de se separarem e se manterem apenas de mãos dadas. Antes disso, ela havia dado uma olhada significativa no volume entre as pernas dele, erguendo uma sobrancelha e sorrindo safada, demonstrando que possuía conhecimento agora sobre as mudanças no corpo dele também. Tinham tanto a conversar! Tanto a se conhecer! E ainda assim, tão pouco tempo. Mal esperava para voltar à Terra ao lado do vulpino, segurando firme em sua mão com toda certeza de seu amor já declarado por ele. Não precisaria mais esconder seus sentimentos. Estaria livre para conhecer mais sobre ambos, além de entender melhor o que se passa com o corpo dele e o que parece agrada-lo.

    Porém, uma dúvida surgiu em sua mente com uma ligeira dor em seu coração: estaria ela sendo impulsiva mais uma vez, decidindo sobre seu futuro como Succubus como quem simplesmente troca de roupa? Quais seriam as consequências? Artemia parou para questionar o que Succubus fazem. Quais seriam os prós e os contras?

    Na dúvida, talvez seria melhor manter como já estava antes, uma maga mortal cheia de dificuldades. Talvez Fuyu pudesse aconselha-la melhor a respeito disso. Mas como conversaria com ele sem que Tetsuya desconfie? Aliás, para quê continuar escondendo isso de seu amado? Continuar vivenciando a mentira só trará maiores problemas. Mas como começaria a contar agora? Acabaria estragando tudo... Em sua cabeça, porém, enquanto segurava as mãos do vulpino de um jeito carinhoso, ela procurou mentalizar o rosto de Fuyu e pensar em algumas palavras, como se fosse uma oração:

    "Fuyu... o que faço? Me deixo ser transformada como Succubus ou permaneço humana? O que você faria?"

    Perguntou ela, em sua mente. Não esperava respostas, claro, pois havia feito como em uma oração. Em sua casa, costumava fazer isso, porém pensando em seu pai desaparecido. De vez em quando conversava com ele em sua cabeça quando algum problema surgia: aquilo parecia a acalmar, como agora. Havia mais chances, é claro, de Fuyu a responder, do que seu pai há quilômetros de distância - e talvez até morto!

    Artemia ergueu a cabeça e deu mais um beijo em Tetsuya, segurando em sua nuca enquanto seus dedos acariciavam os cabelos claros. Separando seus lábios, o observou de perto, olhando profundamente em seus olhos de cores diferentes.

    - Você é muito bonito... sabia? Tanto por fora... como por dentro.

    Disse ela, baixinho, enquanto erguia uma mão e tocava no peito dele, onde estava o coração. Ela sorriu de um jeito amável, traçando seus dedos no rosto dele, como se procurasse conhecer ainda mais as feições do rapaz que tanto a atraíam. Então, deu um beijo afetuoso no dorso das mãos dele, erguidas sobre as dela agora. Após dar um último sorriso, a maga virou-se de costas e caminhou até a saída estreita do local.
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Seg Dez 14, 2015 6:05 pm

    -...AH É!?BARMANS POR EXEMPLO!?

    Uma veia saltou da testa imediatamente, a palpebra do olho direito parecendo estremecer, num ciume enorme. E por mais excitante que fosse ver os musculos de seu torax exposto enrijecerem, era claro como aquele comentário atingira-lhe diretamente. E fazia menção logo a loiros, o unico outro que ela provavelmente conhecia era Jasor. Logo qual loiro ela se referia! O raposo fechava o punho, estralando os dedos, como quem ameaçava dar-lhe cascudos por pelo menos 2 seculos ininterruptamente pela brincadeira. O rosto demonstrava uma estranha mistura de mau-humor com felicidade, ciume e vergonha, possessividade e paixão. Torceu o nariz, erguendo a cabeça pro lado, olhando-a de lado.

    -Só para mim....sei...Hmpf...

    E agora parecia realmente querer ter toda a atenção para si, por mais envergonhado que as palavras da sedutora ruiva lhe deixavam. E enquanto antes fazia de tudo para nao deixar claro o que sentia por ela, agora parecia muito mais relaxado e aberto para demonstrar seu amor por ela. E com o rosto para o lado, seria fácil a ela sussurrar logo ali. A voz suave de Artemia parecia eriçar os pêlos da orelha vulpina e faze-a se voltar para trás, deixando-a com um aspecto mais arisco, mais macia, mais sensível...Tetsuya pareceu estremecer, o rosto corando. Mas também não parecia negar aquilo, conforme um sorriso discreto com o canto da boca se formava, deixando transparecer o canino levemente pontiagudo a morder-lhe o labio inferior.

    -A-ah...acho que não posso mais negar isso, posso?

    O que a quase-succubus via entre as pernas do rapaz era completamente previsivel; ela havia novamente sido bem sucedida em acender-lhe os desejos carnais que o consumiram instantes atrás, onde passaram um longo tempo unidos, momentos que pareciam ter sido rápidos demais. Como o tempo voa quando se está divertindo, e como parecia decolar quando estavam envoltos naquele aroma libidinoso, envoltos pelo suor, secretando liquidos em prazer pelo outro, deslizando os corpos naquele movimento ritmico de vai-e-vem, enleados pelo gozo, pelo desejo carnal incessante por mais daquele sexo delicioso e...O rapaz parecia novamente perder-se em sensações, puxadas pelas lembranças recentes. A ruiva parecia estar adquirindo um talento inato para notar quando o namorado começava a ter ideações pervertidas, quase como se pudesse ler sua mente e deliciar-se ao ver como ela o deixava ensandecido.

    E pareceu se surpreender um pouco com o beijo dela, o olhar penetrante, como se mergulhasse em algum ponto entre o azul e o dourado. A vergonha que lhe tomava agora era mais cálida, talvez pura. O gesto da ruiva, ao contrario do costumaz provocante, parecia agora mais terno, mais inclinado ao carinho que à paixão. O que parecia estremecer agora não era seu corpo reagindo aos prazeres que ela proporcionava, era sua essencia, sua alma que parecia vibrar em amor ao dela. O raposo piscou algumas vezes, com um sorriso abobalhado.

    -E-eu...erm...obrigado. E se quer saber...


    Engoliu em seco, nao podia acreditar em como era dificil falar aquele tipo de coisa sem ficar embaraçado. Mais dificil que tomar gestos ou palavras pervertidas, na verdade, mas respirou fundo, e conforme virava-se por outro lado, evitando olha-la diretamente, dizia:

    -E você também. N-nao nego, seu corpo me a-atrai de uma maneira indescritivel. M-m-mas é pela sua essencia, sua alma, que e-eu ficaria sempre ao seu lado, não pela sua aparencia.

    E como se quisesse enterrar-se na areia, o rapaz tratava logo de se esgueirar pela porta, chegando ao outro lado.Era um grande corredor curvo para a direita, com duas enormes portas também à direita, e uma sequencia de escadas na parte esquerda conduzindo para o andar superior. Um grande carpete azul estava estendido pelo chão, e não se via nenhum guarda, demonio...nenhuma vida por ali, com exceção dos dois. Ambas as portas estavam fechadas, embora uma fresta inferior poderia permitir uma passagem por ambos, casos tentassem se esgueirar. Se era prudente fazer isso ou não, era outra história...

    Curiosamente, quase como uma voz divina ou vinda do além, Fuyu respondia em sua mente:

    "-Eu não sei como te responder...humanos tem um potencial bruto latente, podendo se tornar várias coisas. Demonios dificilmente se tornarao outra coisa além de demonios, então nao consigo me colocar em seu lugar...mas saiba que a cada escolha há uma renuncia. Succubus têm várias vantagens e desvantagens, assim como humanos. Mas algo que tanto preza, como a variedade do leque de magias com certeza seria drasticamente reduzido caso se torne uma demonesa...talvez consiga manter algumas habilidades mágicas, mas é bem provável que nao conseguiria desenvolve-las como poderia como maga, ou quem saiba jamais consiga aprender alguma outra magia. Ou ainda, sua habilidade poderá ser restrita a apenas um elemental, ou quem sabe esqueça tudo e desenvolva a habilidade em manipular e criar ilusoes de certas succubus....seja como for, você tem uma grande vantagem: voce tem o poder de escolha que a maioria nao tem. Posso procurar estimular e guiar sua transformação para alguma vertente de magia, mas quanto mais tempo passar, menor será o alcance de minha habilidade, então seria interessante que se decida o quanto antes...antes que o inferno decida por você."
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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Artemia em Ter Dez 15, 2015 11:03 am

    Enquanto se esgueiravam pela porta, Artemia escutou as sábias palavras de Fuyu em sua mente. Não havia ficado exatamente surpresa com o ato, uma vez que tenha tido esperanças em ouvi-lo responder seus questionamentos.

    Então era uma questão de renúncias, também. A ruiva poderia perder todo conhecimento que ganhou em toda sua vida: a cura. O fogo em seu corpo. O arco de luz e as flechas explosivas. Agora até mesmo a água pressurizada parecia estar longe de seu alcance. Toda essa perda para quê, exatamente? Para apenas ganhar um corpo mais bonito e poderes de sugar a vida de outros por meio de conquistas baratas? Não parecia ser justo, afinal Tetsuya havia lhe dito que amava sua alma, sua essência. Não seu corpo.

    Ao que ele disse, a maga não sabia para onde olhar, exatamente. Seu rosto estava corado ao máximo e seu coração batia veloz em seu peito. Tetsuya disse que ficaria sempre ao lado dela, não pela aparência, e sim por sua essência. Observando o vulpino com os olhos brilhantes, a ruiva abriu um largo sorriso para ele, dizendo:

    - Eu digo o mesmo... você me faz sentir coisas que nunca cogitei antes com ninguém. Mas não é só físico... – e passou a ponta de um dedo pelo braço definido do rapaz, traçando seu contorno delineado. – S-sinto que mesmo se você fosse um monstro de três cabeças, eu... eu te amaria do mesmo jeito.

    Disse essa última frase com pressa, como se precisasse recuperar o fôlego perdido por sequer pensar nisso! Sorriu mais uma vez, sem graça, colocando uma mecha de seu cabelo para trás da orelha. Sua transformação não estava completa, mas mesmo que estivesse, não importava mais. Seja o que for, ela teria ele ao seu lado.

    Caminhando até o espaço estreito, a ruiva mentalizou mais uma vez Fuyu. Não era difícil, já que seu filho era bem parecido com ele. De qualquer forma, concentrou-se em pensar nas seguintes palavras:

    “Fuyu... obrigada pelas dicas. Eu ainda não sei o que fazer, mas acho que vou descobrir isso na hora. Não quero perder minhas habilidades com o arco e flecha, nem o do fogo. São meus favoritos, afinal. Será que não tem como eu manter pelo menos esses? E... e eu vou ter que matar pessoas para sobreviver como Succubus? Se for o caso, prefiro não ser.”

    Desviando-se do pensamento em Fuyu, Artemia lembrou-se da expressão pura do vulpino quando lhe disse aquelas palavras bonitas que ainda ressoavam nos seus ouvidos. Como ele é bom para ela! E ainda por cima é dotado de um cômico ciúme que só faz a ruiva querer beija-lo ainda mais. Sorrindo por dentro, Artemia perdeu-se em seus pensamentos que só possuíam um nome e um rosto agora, que era do vulpino logo ao seu lado que agora saía do canto apertado e se via em um corredor com um tapete longo pelo chão.

    Ambos agora estavam mais uma vez sozinhos em um local espaçoso. Artemia olhou para cima e para os lados, a fim de encontrar alguém. Nada, apenas o fantasmagórico som do eco de seus calçados acima do tapete. A ruiva apertou a mão do vulpino: deveriam entrar naquela fresta ou não?

    - O que acha? - perguntou ela, apontando para a passagem entreaberta. O jeito que ela o olhou era ainda de quem sabia que tinha feito besteiras. Artemia não resistiu uma risada abafada, dando um tapinha consolável na mão dele.

    - Melhor perguntar antes, né... - e riu, sabendo que não poderia perder a chance de tirar sarro de si própria sobre sua característica impulsividade.
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Ter Dez 15, 2015 2:45 pm

    O raposo ficava sem graça, mas estava radiante por dentro. E como se fosse orgulhoso demais para admitir que estava tão feliz devido à ela - afinal, nao queria inflar demais o ego da ruiva! - cruzou os braços, franzindo a testa, embora mordesse a boca internamente para nao ficar sorrindo em alegria, brilhando como uma arvore de natal. E Artemia notaria claramente aquele jeito dele de tentar, em vão, esconder o que sentia com ela.

    -Teoricamente sou um monstro de 9 caudas, só não as deixo à mostra sempre...então 3 cabeças nao parece algo tão distante. E de qualquer forma, você nao tem mais escolha, você já disse "sim", e nao aceito que volte atrás! Demonios sempre honram seus contratos, sabia?

    Falava brincando, embora novamente deixasse claro o ciume que tinha, e de certa forma um sutil receio de perdê-la. Nao se julgava merecedor de tanta alegria que ela lhe proporcionava, então era quase natural que alguem desconfiado como ele ficasse um pouco inseguro ainda, especialmente no começo de um relacionamento. Era algo que ele jamais imaginava para si proprio! E quando pensava a respeito, voltava a se envergonhar, o rosto corando. Assim como a dualidade demonio e anjo, parecia ter uma certa dualidade entre o pervertido carnal e o romantico idílico.

    A voz de Fuyu logo lhe dizia em sua mente:
    "-Hmm...bem, sua alma ainda é bem maleável, embora nem tanto quanto o momento em que chegou aqui. Eu ja nao conseguiria direcionar para alguma outra raça, por exemplo. Mas...pelo fato de ser uma maga, sua alma ja tem uma afinidade natural com magia, e posso forçar uma parte considerável da transformação nesse sentido. Sua afinidade com magia seria maior que a de outras succubus, mas não teria a mesma agilidade ou força de uma; teria praticamente os mesmos atributos de uma humana e...sua natureza demoniaca provavelmente alterará sua magia de alguma forma que nao posso prever direito...como por exemplo, o gelo negro que eu e Yumi podemos criar. Mas se eu fizer isso, você terá praticamente apenas 1 hora antes de poder reverter isso, então é praticamente uma decisão definitiva do que irá se tornar...quer mesmo que eu faça isso, arriscar um chute no escuro? Mas posso te garantir que darei o maximo de minha habilidade nisso para que tudo de certo!"

    O raposo parecia abaixar-se diante da grande porta, colando o rosto no chão, praticamente deitando nele. Parecia tentar ver por baixo daquilo, em vão; apenas uma brisa sombria parecia sair daquele comodo escuro. Logo apoiou o braço ali, levantando-se.

    -Ah, entao nao é impulsiva a ponto de passar debaixo de uma porta, mas nao pensa duas vezes antes de se jogar contra dragoes encoleirados cercados de guardas demonios com braços mais grossos que seu torax...

    Ele dizia, complementando o sarro que a ruiva tirava de si propria, complementando com um pequeno riso, ainda incrédulo pelo que ela fizera instantes atrás. Ainda nao havia se recuperado do susto, pelo visto. Mas apontou para as escadas.

    -Temos que chegar ao topo, certo? talvez nao devamos entrar em locais assim...podemos perder tempo, arriscar sermos descobertos ou pior. Voto pelas escadas, e você?

    Ele tambem parecia estar se adaptado; se antes tomava decisoes por conta propria e apenas considerasse o que ele mesmo iria fazer, orgulhosamente negando outras, agora pedia sua opiniao! Observava ao redor, sempre atento aos perigos do lugar, mas varias vezes se pegava olhando-a de uma forma quase hipnotizada, estremecendo internamente. Observava as grandes escadas, cujos degraus eram cada um da altura de uma parede de 3m. Estranhava o desanimo e cansaço em subir aquilo; era como se parte de sua energia fora drenada, e só agora que a tensão passara notava aquilo. Talvez fora devido ao que fizera com Artemia? e se caso se transformasse totalmente numa succubus, teria mais de sua energia sugada por ela?....mas valia a pena e nao se arrependeria em repetir a dose sempre, pensava com um riso interno, pervertido, que se exteriorizou num sorriso mordendo o canto do labio inferior, enquanto a olhava daquela forma lasciva novamente, como se a devorasse e despisse com o olhar.
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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Artemia em Ter Dez 15, 2015 3:36 pm

    - Não voltarei atrás, a não ser que você queira, seu besta... – e deu um tapa no ombro dele, como agora costumava fazer sempre que reclamava de algo de forma brincalhona. Porém, assim como ele, Artemia não achava que merecia tanta felicidade dentro de seu âmago. Era como se a alegria em estar com o vulpino irradiasse de seu espírito, sua própria alma.

    Ela ouviu Fuyu conversar em sua mente enquanto observava Tetsuya se abaixar e olhar pelo buraco da fresta escura. O fato de ela ser maga ajuda a manter alguns de seus poderes, ainda que se torne Succubus, e o raposo-pai poderá ajuda-la quanto a isso. Artemia sorriu internamente, imaginando que tipo de aprimoramento teria em seu fogo, ou em sua cura, que eram os que ela mais queria manter. Porém, o que ela decidisse agora teria de ser definitivo: teria apenas uma hora para voltar atrás na sua decisão. O que deveria fazer?

    Olhou para suas próprias mãos, lembrando-se da sensação do fogo nelas. Sua cauda veio à sua frente no mesmo instante, como se a lembrasse de sua nova condição: lembrou-se do que conseguira fazer lá fora, com os demônios e a água pressurizada saída diretamente da ponta da cauda. Tetsuya lhe disse que a aceitaria em qualquer condição. Estaria ela inclinada a aceitar a completa transformação justamente por já estar se transformando?

    Estava confortável assim. Seu momento íntimo com Tetsuya foi apenas o início de sua vida como Succubus ao seu lado: o que mais poderia fazer? Sua mente agora viajou em inúmeras hipóteses, cenários e investidas com o vulpino. Teria, com ele, uma fonte interminável de alimentação, já que imaginou que o mestiço jamais morreria durante um encontro tórrido, já que é um demônio forte, de nove caudas, como ele mesmo havia dito...

    Ela tinha pouco tempo para decidir algo que afetaria sua vida inteira. O que seu pai diria nesse momento? Ah, ele provavelmente se desesperaria e se esconderia em algum armário. Fuyu pareceu estar certo em ajuda-la, e Artemia acreditava fielmente em seu tutor. Ele havia dito que tem como ela se manter sendo maga, porém sem tanta força como Succubus. Para a ruiva, isso bastava: amava suas habilidades mágicas mais do que qualquer coisa nela própria. Agora aprenderia a amar outras coisas, claro...

    “- Fuyu, eu vou aceitar. Por favor, me ajude a manter a cura e o fogo, completando minha transformação como Succubus. Não sei o que vai acontecer, mas confio em você... e no seu poder.”

    Tetsuya se ergueu e disse que não parecia ser sábio entrarem por aquela fresta. Artemia estava nervosa, seu coração batia acelerado: havia feito a maior decisão de sua vida naquele instante, sem sequer esperar mais algumas horas para pensar. Não havia mais o que pensar, aliás. A decisão estava feita! Assim como Tetsuya disse mais cedo, demônios não quebram seus contratos!

    A ruiva sorriu nervosa para o vulpino, encarando a alta escadaria à frente. Havia notado um certo desânimo nas feições de Tetsuya e franziu o cenho à isso. Então, sem esperar, ele a encarou com outra expressão, uma que parecia querer conter desejos árduos que agora martelavam em seu corpo. Seus olhos adquiriram aquela tonalidade lasciva de antes e Artemia mordeu o próprio lábio ao ver isso. Era como se o desejo do vulpino passasse para ela na mesma proporção, como uma onda de energia. A garota deu um passo à frente, na direção dele, hipnotizada pelas sensações cálidas agora em seu corpo, se atrevendo a se deixar sentir as palpitações e a falta de fôlego em seus pulmões. Como alguém conseguia deixa-la daquela forma?! Não era um “alguém” qualquer. Era Tetsuya, o homem que ela estava perdidamente apaixonada.

    - Eu... a-acho que podemos subir... as escadas... ahm... – relutantemente desviava o olhar do vulpino para encarar a escadaria. Não entendera o motivo de ele ter tido uma nuança grande entre cansaço e desejo: o que o teria feito sentir cansaço, em primeira instância?

    E então a ruiva começou a caminhar rapidamente na direção da parede de três metros que sinalizava o primeiro degrau. Sua energia estava ótima, a ruiva apenas precisava dar um salto para o alto para alcançar facilmente o degrau acima. Porém, apesar de seu olhar enérgico para ela, Artemia sabia que Tetsuya estava com o corpo aparentemente cansado. Ela se aproximou dele novamente, caminhando vagarosamente até seu encontro: o simples fato de andar na direção dele a deixava em um estado efervescente!

    Artemia, assim que se aproximou do vulpino, pegou ambas suas mãos delicadamente, o olhando nos olhos. Ela se aproximou a ponto de tocar seu seio no tórax dele e sentir quase um frenesi com o toque: porém, virou-se de costas para ele, tocando seu bumbum entre as pernas do rapaz, colando suas costas no peitoral dele conforme puxava suas mãos para frente em um abraço, cruzando os braços dele em frente ao seu próprio tórax. O abraço que havia sido inicialmente carinhoso havia se transformado em algo erótico quando a maga sentiu a ereção do rapaz em suas nádegas: seu corpo todo agora respondeu a isso, o que a fez pressionar ainda mais o bumbum no membro dele, suspirando e gemendo baixinho ao sentir o calor no volume do vulpino. Ela virou o rosto e deu um beijo na boca dele, mordiscando levemente seu lábio. Sem perceber, a ruiva começou a rebolar lentamente, pressionando seu bumbum em quase uma dança lasciva, hipnótica.

    Assim que sentiu sua língua tocar a dele, Artemia estremeceu. Ergueu uma mão para o alto e acariciou a nuca dele, enquanto massageava a língua dele com a sua própria em um beijo libidinoso, lânguido. Continuou apertando seu voluptuoso bumbum no membro dele, meneando seu corpo lentamente, sentindo cada vez mais a ereção dele tomar forma. Então, assim que sentiu sua calcinha molhar consideravelmente, a ruiva abriu os olhos e se separou do beijo, sabendo o que levaria aquilo: certamente arrancaria suas próprias roupas e a dele ali mesmo, sem nenhum pudor. Não havia tempo, porém, e a ruiva amaldiçoou o relógio por isso.

    Virou seu rosto para frente, respirando rápido, sem muito fôlego. Ainda segurava os braços dele na frente de seu tórax, e então, fechando os olhos e trincando os dentes, a ruiva falou com extrema relutância:

    - T-temos que ir... v-vamos voar até lá no alto, acho que é m-mais fácil... – disse, baixinho. Quanto mais tempo passava, mais difícil era rejeitar seus instintos sexuais. Artemia estava trêmula de desejo pelo vulpino, e, ainda assim, teve de negar. Em prol do tempo. Em prol da segurança de ambos.

    Então, pressionando seus joelhos para baixo, a ruiva jogou ambos seus corpos para o alto e, com a ajuda de Tetsuya, tentaria planar e subir o máximo de degraus que conseguissem.
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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Ter Dez 15, 2015 6:02 pm

    O rapaz observava-a subir rapidamente o degrau. Respirou fundo, levando a mao à nuca, calculando a altura, a quantidade de degraus, o esforço...ele proprio nao entendia ao certo porque estava assim. Tinha informações gerais sobre succubus, pelo fato de anjos precisarem de tal conhecimento para combate-los, mas...realmente nao imaginava que a absorçao de energia fosse daquela forma.

    Mas antes que pudesse de fato subir o primeiro degrau, começava a sentir batidas cada vez mais fortes, conforme observava-a se aproximar. O olhar fixava-se nos dela, sentindo seu corpo vibrar a cada passo, como se seu corpo reverberasse em resposta à musica sensualizante que representava a ruiva. E tão logo ela tocava-lhe com o corpo, seus braços quase que movia-se automaticamente, começando a envolve-la pela cintura. E quando ela se virava ele, roçando-lhe os gluteos contra sua pelve, sentia novamente aquele calor incendiante, avivando novamente aquele desejo que com tanta dificuldade conseguira afastar. O membro enrijecia-se com tanta vontade quanto antes, e conforme rebolava, sentia-o pulsar, ansiando por mais daquele corpo irresistivelmente tentador. As mãos abraçavam-lhe, mas deslizavam pela barriga exposta, cruzando-se, enquanto a direita ia buscar o seio esquerdo, deslizando a mao por debaixo do top.A mao esquerda descia provocante pela regiao do umbigo, descendo centralmente. A ponta dos dedos ia deslizando-se lentamente por debaixo da calcinha, a ponta dos dedos ja tocando o pubis, a poucos centimetros daquela regiao agora umidecida, sedenta por seu membro novamente. E ele tambem puxava-a contra seu corpo, fazendo roçar aquela estrutura rigida, estimulando ainda mais aquele gesto obsceno de ambos.

    Enquanto isso, o loiro beijava-a, sua lingua deslizando e dançando por sua boca, seguindo o ritmo do rebolar da garota. Ela notaria a dificuldade que o raposo tinha para se separar dela, conforme parecia guiar sua boca em direção à dela mesmo depois de afastá-la. E logo reabria os olhos, desenlaçando os braços ao seu redor. Levou a mao direita ao peito, curvando-se para frente, respirando fundo.

    -S-sim....vamos...acho que...d-duas vezes em tao pouco tempo vão me deixar d-dormindo o resto do dia...er....succubus se alimentam desta forma, afinal de contas. Parte da minha energia foi para você depois que nós...er....você sabe. Mas eu...poderia te...alimentar assim sempre que precisar, sabe. N-não pode morrer de fome, afinal de contas!

    Ele dizia, cruzando os braços, se afastando. Era comico como ele parecia se "fazer de dificil", quando na verdade estava adorando toda aquela novidade que sentira com ela, algo que ficou claro pelo sorriso que daria a seguir. Agora abraçava-a de forma mais firme e menos lasciva, enquanto ajudava no salto. E com isso subiam 4 degraus por vez, e repetiam novamente depois, subindo mais degraus, e outros, até chegarem lá em cima. E tão logo chegavam, a visão de Artemia começava a se tornar turva, sua aura começava a expandir, pulsando, os veios negros ainda mais enegrecidos do que nunca. Sentia seu coração disparar, além de uma sensação de estar zonza fugaz. A voz de Fuyu logo dizia a seguir.

    "-Desculpe, eu...achei melhor que seria melhor fazer a mudança o quanto antes. Não há demonios nas proximidades agora. Apenas procure relaxar...estou usando a magia do cristal e a minha para forçar a transformação."

    E cada centimetro de seu corpo parecia formigar, especialmente as extremidades, que pareciam agora adormecidas. Nao havia mais uma mudança externa, fisica, mas algo ocorria profundamente dentro de si. A aura humana, oculta sob a camuflagem de Fuyu, ia sendo engolida lentamente, sendo transmutada...a camuflagem aos poucos ia se tornando de fato a aura da ruiva. Sentia um calor arder dentro do peito, estendendo-se para os braços e pernas; das pontas dos dedos, pequenas chamas esverdeadas começavam a arder...pequenas labaredas, de um verde esmeralda brilhante como seus olhos, que em pouco tempo iam se apagando. Aquela chama nao emitia um calor propriamente dito, mas ela notaria a natureza demoniaca daquilo, uma chama perigosa, que imediatamente assustou o rapaz, que agora a abraçava mais forte. Estava preocupado, mas...talvez nao houvesse com o que se preocupar. A sensação horrivel de formigamento começava a passar, e agora ela sentiria-se energética, descansada, como se a energia que fluia nela nao tivesse fim. Seu corpo perderia o temor e a noção da curta longevidade humana; cada parte de si, incluindo as asas, cauda, chifres, pareciam tão naturais quanto seus braços ou pernas, que agora escapavam do ciclo eterno do nascer, morrer e ressucitar da alma humana. A transformação estava muito, muito mais perto de se consolidar como um todo. Mas o que de fato havia mudado de tão drástico dentro de si? Tetsuya abraçava-a com força, os olhos dilatados, enquanto olhava-a de cima à baixo. Nao sabia o que havia mudado nela, mas desconfiava pela natureza demoniaca daquelas perigosas chamas verdes...

    -Mia...o que....você está bem? o que houve? você ainda é....você mesma?
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    Artemia

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Artemia em Ter Dez 15, 2015 6:42 pm

    Enquanto beijava Tetsuya, pressionando seu bumbum contra o corpo dele, Artemia ofegava com toda a excitação que o ato envolvia. Sentiu o mesmo no vulpino, que parecia abraçar ainda mais o lado lascivo dele, libertando sua libido em meio aos beijos e carícias nas partes íntimas da ruiva: Artemia sentiu seu coração acelerar no peito quando a mão dele tocou seu seio nu por baixo do top, e ainda mais quando a outra mão, atrevida, tocou-lhe a púbis e massageou a área, causando um gemido sensual vindo direto da ruiva.

    Contudo, o momento teve de ter seu fim imediato. Até mesmo Tetsuya estava relutante em separar-se da maga, que agora afastava o beijo ao se lembrar da missão que ainda lhes restava cumprir. O vulpino levantou um fato que a ruiva apenas desconfiava de longe, nada concreto: ela havia deixado ele cansado, então. O momento íntimo de ambos, tórrido e ludibriante, deixou a ruiva ainda mais energética, porém sugando um pouco das energias do amado. Artemia sentiu-se ligeiramente mal com o fato, mas não o suficiente para não querer voltar a fazer. Afinal, ele próprio parecia estar ansioso por outro momento como esse.

    Ela riu ao que ele disse, como se ele desse uma ajudinha a ela quando precisasse se alimentar. Há! A ruiva riu com gosto, enquanto saltavam quatro degraus seguidos, sem titubear. Até que, então, a voz de Fuyu veio à sua mente, distraindo-a de todo e qualquer estímulo antes estabelecido com o toque sensual no vulpino.

    Ao que Fuyu disse sobre acelerar a transformação, Artemia sentiu-se mal no instante seguinte. A ruiva curvou o corpo para frente, apoiando a mão no peito, ajoelhando-se com a fraqueza que sentia nos membros. Conseguia visualizar sua aura mudando de forma, adquirindo novos veios negros até se completar em uma cor provocante que sugava sua aura anterior, se alimentando de sua própria essência. Artemia ergueu suas mãos e as observou adquirir chamas verde-esmeralda, na mesma tonalidade de seus olhos: pareciam ser perigosas apenas de olhar. Eram lânguidas e chamuscavam violentamente até desaparecerem por completo: a ruiva sentiu-se melhor de um minuto para o outro! Ergueu-se do chão, sentindo-se como se tivesse acabado de tomar um banho com águas quentes e límpidas. Sua aura agora era de uma coloração vermelho impudico, provocante e ardente, meneando à sua volta conforme vários veios negros se dissipavam em estalados como choques, até finalmente se tranquilizarem e apenas dançarem como sombras negras em meio ao vermelho intenso.

    Artemia sorriu largamente com as sensações únicas que agora perpassavam seu corpo, juntamente com as mudanças que ocorriam: suas curvas permaneceram esculturais como antes, porém o cristal em seu dedo passou a ser um singelo colar pendurado delicadamente em seu pescoço. Suas roupas também haviam mudado no processo: agora não vestia mais um top, e sim um corpete que exibia seu decote com devassidão, demonstrando as curvas de seus seios volumosos por baixo de uma camada de couro negro que descia até suas costelas. Seu abdome reto e delineado ainda se mantinha exposto, nu. Ainda vestia a calcinha de antes, porém o fio dental foi substituído por uma sensual e pequena argola de ferro, assim como havia o mesmo material no elemento que segurava o corpete abaixo de seus seios. Suas asas negras estavam mais abertas e controladas; a ruiva sentia que agora poderia mexer em todo seu corpo sem receios, obtendo controle total de seus movimentos. Sua cauda permanecia a mesma atrás de seu bumbum exposto pelo fio dental de sua calcinha.

    Então, ela finalmente virou seu corpo para encarar Tetsuya de frente. Assim que virou, o rapaz poderia notar que as poucas mudanças físicas não se comparavam com as transformações de sua aura e até mesmo de seu olhar: seus olhos esmeralda agora o encaravam com um extremo e cru desejo, perdendo a pureza de antes; seus lábios partidos estavam ainda mais vermelhos, carnudos e chamativos. Artemia, inteira, exalava sexo e luxúria, atraindo qualquer ser vivo para seus encantos libertinos. Os olhos assustadoramente lascivos da ruiva encararam abertamente o corpo de Tetsuya, e o rapaz poderia se sentir despido apenas pelo olhar dela, que agora ia até os lábios dele, parando exatamente no ponto em que mais a atraía – além de seu membro, é claro.

    Com isso, a nova demonesa se jogou nos braços dele com uma impulsividade extasiada, beijando a sua boca com um apetite extremo: Artemia sentia que precisava do corpo dele, precisava daquele ser mais do que precisava respirar.

    Sendo assim, tentou se controlar quando se lembrou de quem se tratava. Não queria assusta-lo, mas aquelas transformações foram rápidas e extravagantes demais para ela conseguir se segurar! Ele teria de ajuda-la, senão ela despiria ele ali mesmo e daria asas à todo desejo carnal que sentia. O que faria? Não conseguia parar. Seu beijo ardente não cessou; suas mãos agora desciam até as calças dele, as rasgando com violência conforme o empurrava até a parede do degrau.

    - Eu te quero agora.

    Sussurrou Artemia, e o vulpino poderia reparar que até mesmo o tom de voz da ruiva estava diferente: seu timbre agora era macio e convidativo, levemente rouco e tentativamente ardente, sensual. Embora a ruiva pensasse o quanto não deveria estar fazendo aquilo agora, não conseguia se conter. Seu corpo implorava pelo dele, era como se uma excitação latente a dominasse agora, que havia se transformado!

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    Tetsuya Kitsune

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Qua Dez 16, 2015 5:34 am

    O raposo observava aquela transformação repentina, acelerada, mas que parecia ser completamente aceita pela própria ruiva; não lhe pareceu ser algo imposto, mas sim desejado. E observava como a aura demoniaca da garota parecia se alterar; vibrando como uma chama intensa, ardente de desejos carnais, numa mescla perigosa de audácia e perversão que jamais havia visto antes. E como se reverberasse aquela intensa energia no rapaz, Artemia notaria também como a aura demoniaca do rapaz parecia se avivar; uma espécie de azul-escuro enevoado, no formato de nove caudas agitando-se lentamente como tentáculos vivos, serpentes que dançavam em torno de uma presa, enquanto veios negros intensos erguiam-se e envolviam os feixes de aura azuladas, como se despertadas pelo desejo da succubus à sua frente.

    Até então o raposo emanara uma aura claramente demoniaca desde a boate, embora um tanto modesta e forçada. Agora também se manifestava com intensidade, com tanta genuinidade, como se a transformação completa numa demonesa da mulher que amava fosse o golpe de misericórdia contra os ultimos entraves que lhe impediam de abraçar de fato sua meia-essencia infernal. Sua propria aura acabava também sendo usada como uma "defesa" à energia quase hipnótica e sedutora da ruiva, embora nada daquilo fosse preciso para atraí-lo: seu desejo por ela era algo proprio, não imposto pelo ferormonio que sua aura agora praticamente exalava, mas conquistado por ela bem antes de sua transformação total.Agora que se tornara totalmente uma demonesa, aquela aura provavelmente lhe atrairia, além do fato de poder agora sentir algumas nuances mais sutis, como uma altivez, uma certa nobreza principesca naquela aura azulada envolta nos veios negros.

    Tomou-a em seus braços tão logo ela se jogara nele, acariciando-lhe o rosto conforme retribuia o beijo. Sentia a impetuosidade da luxuria que a tomava através daquele gesto, mas a mescla de atração, desejo e amor lhe impediam de conseguir contê-la no momento, de forma que seus labios eram pressionados contra os dela, num beijo intenso, entre respirações pesadas e coração disparado, hiperativo. Como estava lhe sendo dificil manter o autocontrole a sanidade! Precisava ajudá-la de alguma forma, mas era fácil se perder na coerção devassa daquela coleção irresistivel de curvas, cujos passos agora eram quase felinos, num rebolar sedutor, até ser pressionado contra a parede. Nao teve como fazer muito pela calça, agora rasgada; como um atestado de loucura, um báculo de atração, a ruiva sentiria o membro ereto a tocar-lhe a mão que rasgara a calça.

    Retirando forças que sequer sabiam existir, com enorme dificuldade procurou focar-se em tentar ajuda-la de alguma forma. Ainda mantendo-a entre seus braços, virou-se com ela na parede, de forma que seria ela a pressionada contra o enorme degrau.E também sussurrava em seu ouvido, a voz numa maciez provocante, mas controlada-beirando-o-descontrole.

    -Eu...também te quero. Mas você deve ser dona de sua nova identidade, dos seus desejos, e nao deixar que eles te domem por completo... se me prometer que vai tentar se controlar, nao deixar que isso que sente te domine, eu...te darei o que quer.

    E apoiou a mão na parede, deslizando o rosto em direção a seu pescoço, onde roçou os dentes de maneira provocante, descendo lentamente em direção ao busto. Apesar de estar indo de encontro ao que acabara de dizer através daqueles estimulos, esperava que ela conseguisse ao menos tentar se conter, deixando-a numa posição mais fragilizada contra a parede, de forma a dominar a situação para que pudesse assim controlar a impulsividade do gesto da garota. E logo dava um beijo carinhoso na parte exposta do decote, que apesar de uma regiao e uma situação um tanto erógena, ainda assim foi um gesto muito mais carregado em amor do que de luxuria. A mao direita agora ascendia em suas costas, acariciando-lhe a nuca lentamente.
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    Artemia

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Artemia em Qua Dez 16, 2015 8:28 am

    Enquanto beijava com voracidade o vulpino, Artemia percebia a aura dele evoluir para algo maior, mais densa; seus veios negros rebatiam aos dela agora, formando praticamente um escudo para que o vermelho intenso dela não domine o azul-escuro dele. Ainda assim, a ruiva não se deteve em rasgar as calças do loiro e deslizar sua mão para dentro, colocando para fora a ereção do rapaz que só fez a maga gemer de forma mais ardente.

    Quando o vulpino girou seu corpo e trocou as posições, deixando a ruiva de costas para a parede do degrau, Artemia gemeu sensualmente com o movimento: a força com que Tetsuya a girou estimulou ainda mais o apetite da ruiva, que agora deslizava sua mão para cima e para baixo do membro ereto do rapaz, incitando-o a ficar ainda mais rígido, descendo os dedos apenas para acariciar os testículos abaixo, subindo novamente a mão até a ponta nesse movimento de vai-e-vem. Provocava-o enquanto mordia seu lábio inferior, descendo seu beijo para o pescoço e orelha, traçando sua língua nos contornos do maxilar do rapaz; usava a outra mão apenas para apertar o bumbum dele e o pressionar contra o corpo dela, que agora meneava lentamente conforme sentia a ereção dele encostar em seu próprio sexo...

    A ruiva gemia lascivamente enquanto dava asas aos seus desejos, os quais não suportava mais conter. Seus olhos deixaram de ter a coloração verde-esmeralda no segundo em que sentiu seu próprio gozo escorrer por suas pernas: agora uma cálida cor vermelho-sangue substituía o verde brilhante de antes. Artemia não percebeu isso, claro, mas sentia o desejo arder em seu corpo como fogo, queimando seus sentidos e fazendo-a atacar Tetsuya como uma presa. No momento em que puxou levemente a genital dele para que encaixasse em seu sexo encharcado, a ruiva sentiu a hesitação na voz do vulpino, que agora roçava seus dentes na direção de seu busto decotado.

    Então, finalmente se deu conta do que estava fazendo. Poderia mata-lo! O pensamento doeu em seu peito e a fez soltar a genital de suas mãos úmidas, se comprazendo apenas de levar seus dedos até seus lábios, sentindo o sabor quente do vulpino que agora escorria pela sua mão. A ruiva o olhou com intensidade, acalmando a respiração arfante conforme ouvia-o lhe fazer uma proposta tentadora: ele daria tudo o que ela quisesse. Tudo? Artemia pensou no que pediria no mesmo instante; sua mente viajando a quilômetros enquanto observava aqueles olhos ardentes de Tetsuya, sedentos pelo mesmo desejo que ela.

    - T-tudo bem... m-mas eu vou... cobrar... – sussurrou ela com dificuldade, ainda ofegante, abaixando suas mãos e levando ambas até seu próprio sexo que pulsava intensamente. O que faria com toda aquela excitação? Parecia que morreria se não se aliviasse, de alguma forma. Então, a ruiva pensou em uma solução provisória: abraçou o vulpino com força, arranhando com uma mão suas costas, deslizando, com a outra, seus dedos em sua própria púbis chamejante, iniciando uma massagem vigorosa em seu clitóris enquanto gemia de forma picante no ouvido de Tetsuya. Sentia ainda o membro ereto do vulpino encostar sua ponta no sexo da ruiva, que tremia enquanto se tocava na frente dele.

    Ela continuou a massagem em seu clitóris até descer a mão e deslizar para dentro de seu orifício, com facilidade, um dedo, passando a ser dois no instante seguinte. A ruiva fechou os olhos e imaginou ser o membro de Tetsuya ali, ao invés de sua mão, e com isso, gemeu ainda mais ardente quando sentiu o esperado alívio se aproximar cada vez mais. Ela grudou seu corpo ainda mais no do vulpino, mordiscando sua orelha enquanto gemia e ofegava como se de fato estivesse com ele dentro de si: a ruiva não tocou no membro dele em momento algum, apenas encostava levemente devido à sua própria movimentação sensual em frente ao seu corpo semi nu.

    E permaneceu nesse ritmo, colocando e retirando seus dedos, encharcando suas coxas e gemendo ainda mais tórrida no ouvido dele conforme sentia seu corpo estremecer e sua aura remexer como em uma dança erótica em frente à dele.
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Qua Dez 16, 2015 9:57 am

    -A-ahn....o-o que...

    Pareceu sentir o corpo todo estremecer, ao que aquela ruiva segurava-lhe o membro, deslizando sua mão para cima e para baixo. Uma sensação deliciosa, uma caricia que o fez descer a mão de sua nuca para suas costas, arranhando-a levemente, enquanto dava pequenos gemidos de prazer, procurando abafá-los, com o rosto em seu decote, seu halito soprando por entre a clivagem dos seios. Estava perdendo o controle, e ja quase nao se importaria em ficar em coma por 1 mes se preciso: só o que precisava era do corpo libidinoso, esguio, farto da ruiva. O momento de lucidez da nova succubus conseguiu trazê-lo um pouco de volta, quando ja estava quase entregue à loucura carnal que lhe envolvia.

    -E-eu...precisamos conservar energia para mais tarde, nao sabemos o que há adiante, mas...prometo que depois só iremos parar quando você não conseguir mais se mexer...

    Ele dizia brincando, dando uma risada breve, mordendo o canto do labio inferior, vendo-a descer a mão. O que estava fazendo? Acompanhou o trajeto da delicada mao da ruiva, indo em direção ao proprio sexo, tocando-o, enquanto sentia o membro rigido tocá-la, quase sentindo o calor e umidade sendo emanada dali. A tentação de penetrar a tenra carne, que chamava pela dele, era enorme. Mas....se ela parecia conseguir sentir prazer com os dedos, será que talvez ele conseguiria fazer o mesmo?Queria fazê-la feliz, realizar seu desejo, aliviar a chama luxuriosa que lhe consumia.E pouco a pouco, desceu os beijos pelo corpete, descendo agora pelo umbigo, e descendo mais, e por fim ajoelhava-se diante da garota, frente a frente ao sexo que ela estimulava com os dedos.

    O aroma sedutor, aquele liquido que vertia através da calcinha, tudo lhe estimulavam de uma forma indescritível; queria senti-la em torno de seu membro, que agora ardia em desejo por ela. E guiado pelo desejo, as mãos posicionaram-se em ambos os lados da calcinha, puxando-a para baixo até os joelhos. Até então ainda não havia tido tempo para apreciá-la melhor, ver como ela de fato era; parecia hipnotizado ao ver o liquido vertendo, curioso pelas suas formas, estimulado pela visão dos dedos da succubus a brincarem com seu próprio sexo, e embora não soubesse de fatoo que fazer, seu corpo sabia: e instintivamente aquele aroma erótico lhe invadia o peito, movendo a cabeça para frente, entreabrindo a boca, estendendo a língua. E antes que a ruiva se desse conta do que ele fazia, a língua descreveu um movimento de baixo para cima, deslizando em torno dos dedos da mão, que agora ele afastava com a própria mão, como se pedisse para deixa-lo fazer aquilo.

    A língua descreveu o movimento de volta, percorrendo lascivamente os contornos e curvas da fenda, que agora afastava ao deslizar da língua, que ia entrando mais e mais por sua carne pulsante. Os lábios do rapaz colaram-se, como se estivesse faminto por ela, abocanhando toda sua sexualidade, com o cuidado para não machuca-la com os dentes. A língua lentamente ia penetrando onde os dedos antes entravam, sorvendo seus sabores, tateando cegamente por aquela região desconhecida à sua boca. O gesto se complementava com os movimentos dos lábios do rapaz, num beijo erótico, tocando-lhe com a mesma intensidade dos lábios de cima aqueles ali de baixo.

    Mas havia algo ali ainda com o qual queria tocar melhor; e enquanto sua língua fazia movimentos de ia, volta, girando, deslizando dentro da ruiva, deslizou o braço direito entre as pernas da garota, abraçando a perna esquerda e puxando-a para cima, para que ela apoiasse a perna esquerda sobre o ombro direito do loiro, expondo-lhe ainda mais o sexo, dando acesso a lambidas mais profundas. O lábio superior agora começava a tocar o clitóris da amante, deslizando devassamente, tateando-o, sentindo seus contornos enquanto o estimulava, naquele delicioso e pervertido beijo em seu sexo. A língua dançava, enquanto sorvia todo o sabor da succubus, inebriando, alcoolizando-o em desejo por ela, o que lhe motivava a movimentos mais e mais intensos, sentindo um prazer único em estimula-la daquela forma.
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    Artemia

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Artemia em Qua Dez 16, 2015 12:34 pm

    Conforme tateava o próprio sexo, penetrando seus dedos e estimulando seu clitóris em meio a gemidos sensuais, a ruiva não reparou quando Tetsuya desceu seus beijos e parou em frente a seu sexo, ajoelhado. Vê-lo naquela posição, tão próximo à sua umidade deixou a ruiva em um estado ardente praticamente impossível de controlar: ela pousou uma mão na cabeça do rapaz enquanto ele se aproximava; Tetsuya, então, afastou a mão dela de seu sexo e ele próprio assumiu o controle. Artemia, ao sentir a ponta da língua dele descrever um movimento vertical, não resistiu um gemido alto, pressionando a cabeça dele contra seu sexo, envergando seu corpo ligeiramente para frente. Jamais havia sentido algo assim antes: uma excitação forte, ardente, viciante. Parecia uma droga a qual ela havia se viciado no instante em que sentiu a língua dele lamber sua cavidade, encharcando ainda mais a área, deixando seu líquido envolvente ser sugado pelo vulpino.

    Conforme ele foi abocanhando seu sexo, sugando sua carne e sorvendo seus fluídos, Artemia pousou ambas as mãos na cabeça dele. A ruiva gemeu, ardente e trêmula, quando sentiu a língua dele adentrar em seu sexo ainda mais, da mesma forma que seus dedos faziam antes. Então, o vulpino abraçou a perna da garota e puxou para cima de seu ombro: a demonesa agora abriu sua perna, sentindo-o devorar sua intimidade com um apetite lascivo, penetrando com intensidade sua língua e fazendo-a perder o fôlego, gemendo cada vez mais alto e com mais prazer...

    A ruiva rebolava lentamente enquanto segurava a cabeça dele com firmeza, movimentando-a para que ele seguisse o caminho de sua língua com ainda mais precisão. Seu corpo todo agora respondia aos estímulos de Tetsuya; Artemia jogou sua cabeça levemente para trás e apertava a face dele contra seu sexo, encharcando seu rosto com seu líquido enquanto ela gemia e mordia o próprio lábio, sentindo seu corpo inteiro estremecer com o alívio que não parecia estar longe de chegar.

    - Q-que gostoso... isso... – sussurrava com sua voz ainda mais tentadora do que antes, exalando toda luxúria que a envolvia agora, como um manto vermelho vivo que disparava raios negros conforme se aproximava de seu objetivo...

    Sua respiração estava ainda mais ofegante, seu coração palpitante e seu sexo, completamente encharcado, pulsante, suplicando por mais beijos como aquele. Os sons que ele fazia com a língua e ao chupar sua carne fazia com que a ruiva sentisse um calor sem fim, excitando-a e estimulando ainda mais seu rebolar erótico e voluptuoso.

    - C-continua... ahn... – gemia Artemia, meneando seus quadris de forma lasciva, recebendo a língua dele e estremecendo ao sentir que o vulpino engolia seu gosto, seu sabor.
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Qua Dez 16, 2015 1:15 pm

    O raposo parecia ir perdendo mais e mais o controle, lambuzando-se em prazer com os gemidos que sua audição sensivel captava, o que lhe estimulava ainda mais. Pouco a pouco ia explorando e conhecendo mais do corpo da ruiva, naquela posição tão vulnerável, que parecia atiçar-lhe o lado demoniaco, pervertido, a tomar atitudes ainda mais intensas. A lingua saía de dentro de Artemia, mas brincava de forma provocativa, tocando apenas com a ponta da lingua, apenas o suficiente para afastar os pequenos lábios.

    -Hmmm?....você pediu....pra parar?

    E erguia o olhar semicerrado, brilhando no dourado e azul gelo, enquanto abanava a cauda para os lados de forma divertida e travessa, as orelhas pontudas voltando-se para trás e ocultando o rosto ainda contra o sexo da ruiva como um animal à espreita de um bote. A succubus sentia agora apenas seu halito tocar-lhe enquanto falava. Estava com as bochechas e o queixo umidos, parecendo adorar aquilo. Até a natureza brincalhona do rapaz parecia ter-se desvirtuado para o rumo da perversão, enquanto deslizava a lingua uma unica vez pela fenda umida, fazendo-a pulsar por mais, desejosa.

    -Ou....será que só pediu pra diminuir o ritmo?hmhmhm....!

    A voz do raposo, alem do riso, soavam num grave sensualissimo, provocante, erótico. Observaria o panico da garota, com seu prazer interrompido pelas provocações do raposo, que adorava vê-la ansiosa por mais. Mas amava-a, e o desespero que lhe tomaria a face o fez rir brevemente, enquanto tomava uma atitude ainda mais audaciosa; passou o outro braço para envolver a outra coxa, deixando as pernas abertas no ar, literamente deixando-a sentada em seus ombros e lhe expondo a genital completamente, deixando como apoio apenas a parede atrás de si. Com os braços entrelaçados em torno das grossas coxas, os dedos das mãos se converviam para sua regiao pubiana; enquanto uma mao afastava os labios, na outra mão, os dedos umidecidos penetravam-lhe lenta e deliciosamente. A lingua agora buscou o ponto mais sensivel; indo ao encontro do clitoris da garota enloquecida em prazer, em movimentos rotatórios, pressionando, deslizando, beijando de forma intensa. Apesar de agora ser uma demonesa por completo, o mestiço parecia querer e se empenhava em levá-la ao céu com um delicioso e intenso orgasmo, ou quem sabe até multiplos?
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    Artemia

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Artemia em Qua Dez 16, 2015 1:47 pm

    Em meio aos gemidos sensuais da ruiva, Tetsuya se lambuzava eroticamente com os líquidos. Artemia ofegava e gemia cada vez mais alto, apertando a cabeça dele com força, até que sentiu ele parar repentinamente, olhando-a nos olhos. Quando seus olhares se cruzaram, Tetsuya veria mais uma vez as íris vermelhas da garota, acesas em ebulição. Ele havia parado de toca-la com a língua, permanecendo apenas com a face levemente afastada de seu sexo pulsante, sentindo o hálito quente do rapaz latejar ainda mais a área, deixando-a extasiada e beirando à insanidade.

    - Não! Não para... não para... – gemeu ela, implorando eroticamente a ele para que continuasse, puxando sua cabeça para que voltasse ao seu sexo. O vulpino não cedeu e apenas passou a ponta da língua uma vez em sua fenda, fazendo o corpo todo da ruiva estremecer de prazer. Ela não resistiu uma risada abafada, apimentada pelo momento em que acabara de sentir seu gozo descer pelas pernas.

    - N-não diminui... ahn... forte... f-forte... – suspirava ela, ainda tentando puxar a cabeça dele para que tocasse em sua área latejante, apelando pelo seu desejo ardente do momento. A ruiva, então, havia curvado seu corpo para frente, praticamente abraçando a cabeça dele para que continuasse. Seu desespero era palpável; precisava senti-lo ainda mais forte ou enlouqueceria!

    Então, finalmente o vulpino cedeu ao fulgor da ruiva em querer mais e mais: ergueu a outra perna e deixou a ruiva sentada em seus ombros; suas pernas ousadamente abertas, mostrando ao vulpino todo seu sexo despido e aberto para ele. A ruiva pareceu estarrecer ainda mais com a nova posição. A vulnerabilidade em que se encontrava a deixou ainda mais excitada, aproveitando cada segundo daquele momento que parecia tirar-lhe todo fôlego dos pulmões – Artemia apertou a cabeça dele e jogou seu corpo para trás, encostando totalmente na parede às suas costas, gemendo ainda mais alto ao senti-lo voltar a chupa-la com apetite, sugando-lhe os líquidos com voracidade.

    - Você… é uma delícia... m-me chupa... isso... – murmurava palavras eróticas, em um gemido tórrido, sentindo a língua dele a penetrar com gosto em sua área mais encharcada do corpo.

    A ruiva ofegava e gemia lasciva; sua aura vermelha intensa pulsava ao seu redor - os veios negros estalavam conforme a ruiva apertava o vulpino e arranhava seus ombros em um movimento ritmado e perfeito, enquanto sentia que estava quase lá, quase lá...

    - Ahhhh.... – gemeu ela como um líquido que escorre lentamente; sua voz estava lânguida e prazerosa, doce e ofegante.

    Finalmente um alívio multiplicado veio à tona em seu corpo, estremecendo todos os seus músculos e a deixando completamente relaxada por alguns segundos. Sentia como se tudo dentro de si explodisse em alívio; a sensação era enorme, estrondosa. Até mesmo sua aura pareceu acalmar levemente; a coloração e os veios negros voltaram apenas a dançar à sua volta, como se relaxassem junto com ela. Seus olhos voltaram ao verde-esmeralda no instante em que relaxou, adquirindo a mesma coloração vibrante de antes.

    Artemia riu abafada, ainda ofegante, sentindo ainda a pulsação em seu clitóris latejar, como se fossem resquícios da imensidão de prazer que havia sentido. Encontrou, então, uma forma de se acalmar antes de atacar alguém – sabia, agora, o quanto seria difícil sobreviver na Terra ou em qualquer outro lugar sem dar espaço ao seu apetite voraz, portanto aquela descoberta parecia ter aliviado seu coração, antes de qualquer coisa.
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Qua Dez 16, 2015 2:55 pm

    Tetsuya festejava e banqueteava-se no sexo da ruiva, conforme a lingua dançava, serpenteantemente lasciva, contra o clitoris enrijecido. E fazia pequenos gemidos a cada lambida, um gemido delicioso de quem provava do mais suculento fruto proibido.Não era um inccubus, mas a devassidade daquele ato carnal parecia estimula-lo, atiçar-lhe a aura negra, cujos veios pareciam fundir-se aos da ruiva, tornando-se uma negritude profana apenas. Sentia os musculos tensionarem nas coxas fartas da garota, o que lhe estimulava a chupar e lamber com mais intensidade, acentuando o orgasmo já forte da ruiva. Sentia o liquido escorrer do proprio membro, em êxtase pelo gemido sensualissimo da amante. E pouco a pouco ajudava-a a descer, com cuidado, deixando-a no chão deitada, ajoelhado de frente à ela.

    E também riu junto a ela, os olhos fixando-se nos dela, vendo-se refletido ali. E o riso foi se tornando um terno sorriso, apaixonado, mas ainda com um bom resquicio de lascividade. O membro rigido ainda estava ali erguido, mas o raposo ja parecia satisfeito em vê-la ali, diante de si, saciada. Estendeu a mao em seu rosto, acariciando-lhe.

    -Acho que...existem muitas formas de se controlar, não é? - e riu mais um pouco - parece que você realmente se transformou por completo agora. Só não deixe de ser quem você sempre foi, a garota por quem me apaixonei perdidamente...

    Ele sorria, ligeiramente corado. Era curioso como parecia estar mais aberto a atos tão obscenos como aquele, mas ainda envergonhava-se ao declarar-se por ela. Olhou para baixo, para a calça rasgada, por onde o membro saía ereto. Procurou cobrir aquilo com ambas as mãos, desviando o olhar pro lado. O rubor era agora ainda mais nitido.

    -Erm...não p-precisava ter rasgado, bastava abaixar, sabe...
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    Artemia

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Artemia em Qua Dez 16, 2015 4:02 pm

    Artemia ria conforme Tetsuya a abaixava e a colocava deitada. Ela se ergueu lentamente, sentando-se com as costas na parede do degrau. Ainda ofegava e o olhava lascivamente, embora o sorriso o qual estampava seu rosto radiante parecia ser da mesma pureza que a ruiva sempre teve: apesar de ter se transformado em uma demonesa altamente sensual, Artemia permanecia com sua essência pura e praticamente inocente, talvez pelo simples fato de ela ter se tornado uma Succubus, e não ter nascido assim no inferno.

    Ela se aproximou do rosto do vulpino, beijando e sugando com seus lábios o líquido remanescente que havia espalhado em sua pele. Finalizou a limpeza passando apenas as mãos, carinhosamente, pelas suas bochechas e lábios. A ruiva sorriu abertamente mais uma vez, demonstrando o quanto estava feliz com tudo aquilo. Sabia que jamais mudaria sua essência, aquela a qual Tetsuya alegara ter se apaixonado.

    - Não vou deixar de ser quem sou. Prometo... – sussurrou, beijando-o mais uma vez com delicadeza. Então, separando seus lábios, olhou para frente, justamente para onde ele apontava agora: Artemia ergueu as sobrancelhas ao ver o membro dele ainda rígido, ereto e pulsante, de frente para ela, a encarando, pedindo para que ela o tocasse. No mesmo segundo, sentiu seu coração bater rápido e sua respiração ofegar, mordendo o próprio lábio ao encara-lo novamente nos olhos.

    - Eu... eu posso resolver esse problema pra você. – disse ela, sorrindo maliciosamente impudica, deslizando uma mão para a rigidez dele, sentindo a textura firme de seu falo erguido. Artemia sentiu seu coração bater rapidamente conforme escorregava lentamente sua mão para cima e para baixo naquela estrutura, roçando o polegar no topo latejante, sentindo-o pulsar em sua própria palma. Então, procurando se controlar para aproximar a cabeça e lamber aquele membro que tanto a atraía, a ruiva puxou Tetsuya pela nuca e beijou sua boca intensamente, aumentando lentamente a velocidade e o ritmo com que deslizava sua mão na ereção dele, para cima e para baixo, para cima e para baixo, enquanto a outra mão acariciava gentilmente seus testículos macios...

    - Quer a minha boca ali... não quer? – sussurrou ela sensualmente com os lábios colados nos dele, ofegando mais uma vez com os movimentos rápidos de suas mãos. Tudo o que mais queria agora era fazer o que havia oferecido, porém sabia que sugar os fluídos dele também significava sugar sua energia. Portanto, a ruiva mordeu o lábio dele, completamente frustrada por não poder ceder aos seus desejos mais intensos.

    Contudo, enquanto deslizava sua mão rapidamente, Artemia teve um impulso o qual jamais pensaria em sua forma humana: lentamente, retirou seu corpete, desatando as pequenas argolas abaixo de seus seios volumosos. Enquanto fazia isso, o encarava com um pequeno sorriso malicioso, até finalmente soltar e liberta-los, jogando o corpete para o lado. Então, vagarosamente ajoelhou-se de frente para ele, primeiro ficando face à face, deslizando seus lábios carnudos pela boca, queixo, pescoço, peitoral, tórax... até finalmente chegar com a boca a cerca de um milímetro de encostar no membro pulsante à sua frente, encarando-o com um desejo faiscante.

    Então, lentamente tocou seus lábios na ponta latejante, fechando os olhos ao sentir a textura rígida, quente e úmida. Tetsuya sentiria apenas o lábio dela encostando, como se ela tentasse conter a todo custo seu desejo ardente de beijar seu falo rígido.

    Porém, reuniu forças para levantar a cabeça, erguendo seu corpo de forma que o membro do vulpino se encontrasse entre os seios da ruiva, os quais ela juntou e esfregou na superfície da ereção, tocando ainda com o lábio na ponta do membro conforme puxava seus seios para baixo. De certa forma, ela repetia o movimento que antes fazia com a mão, para cima e para baixo, porém agora usando os seios ao invés de sua palma. Então, sem cessar a movimentação, cada vez que o membro se aproximava de sua boca, ela lambia suavemente a ponta, vivendo uma sensação extasiante ao sentir a textura dele em sua língua...
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Qua Dez 16, 2015 4:38 pm

    O vulpino acariciou-lhe o rosto, com um sorriso terno, retribuindo o beijo idílico. E tão logo os lábios se separavam, pôde notar o olhar esmeralda fixo justamente naquela região dele. Um olhar tão focado quanto um felino diante da presa se movendo à sua frente. Imediatamente sentia o coração disparar, como se pudesse sentir e ver suas intenções.

    -P-problema? R-Resolver?

    E respirou fundo, travando-a no fim da inspiração, conforme sentia sua mao novamente tocar-lhe o membro, deslizando. Antes que pudesse dizer alguma coisa, ela puxava-o para um beijo, mas ardente, que desarmava-o para qualquer tentativa de focar novamente na missão. Mas....agora que ela estava totalmente transformada, não havia a mesma pressa, certo? Poderiam fazer muita coisa com calma...como apreciar aquele movimento manual, deslizando prazerosamente sobre o membro ereto, que pulsava em gratidão, subserviente à sua “dona” que lhe acariciava com tanta voluptuosidade.

    Todo seu corpo estremeceu quando tocou levemente o falo com os lábios, fechando os olhos, soltando o ar dos pulmões pesadamente. Mordia o canto da boca, precisava resistir, precisava! E novamente ela o desarmava, retirando o corpete, exibindo a perfeição carnal naquele busto volumoso, macio, delicioso. E começava a gemer, sem conseguir mais se segurar; sentia o membro dançar na mão da garota, desejando mais, ansiando por beijos mais intensos e profundos.

    -Ahhhnn...e-eu quero...quero!

    Falava com mais afirmação, ao sentir novamente a ponta da língua tocar-lhe no membro ereto. E como numa oferenda luxuriosa, um pouco de liquido começava a escorrer da ponta do falo, que agora começava a verter e a escorrer pelos seios que a ruiva usava para masturba-lo, em gestos agora acompanhado daquele som obscenamente provocante, do roçar lubrificado entre os seios e seu sexo. A pressão de ambos os lados, a visão que tinha de toda aquela profanidade do gesto tiravam-no do sério, despertavam novamente aquele desejo carnal ao qual já estava ficando acostumado perto dela, ao qual estava se viciando tanto quanto a sensual ruiva. E levou ambas as mãos em torno de seu rosto, acariciando, mas levemente fazendo um pouco de tração, como se involuntariamente também pedisse em gestos por mais de sua língua quente e úmida em seu membro....quente como lá embaixo.
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    Artemia

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    Re: 4° Círculo Infernal

    Mensagem  Artemia em Qua Dez 16, 2015 5:02 pm

    Artemia manteve seus seios unidos em torno do membro pulsante de Tetsuya, deslizando ainda mais conforme o líquido do vulpino escorria pelos seios da ruiva, deixando-a ainda mais extasiada, gemendo sensualmente ao ver aquilo. Lambeu a pontinha, sentindo aquele gosto suave e levemente adocicado que havia sentido antes, em outro momento, porém com a diferença de que agora ela sentia também o toque e a textura do falo, desejando por fazer mais, muito mais.

    Assim que ele disse que queria, sim, que ela colocasse a boca, Artemia não pestanejou: largou os seios e curvou seu corpo; já estava com o lábio encostado na ponta, de qualquer forma. Então, beijou vagarosamente sua ponta, movimentando os lábios lentamente pelo contorno rígido e suave dela, deixando seu hálito quente sair por entre seus lábios partidos. A ruiva gemeu baixinho ao sentir o vulpino segurar sua face e a conduzir até o membro, deixando sua língua escapar para traçar o contorno de toda a extensão do falo: Artemia desceu os lábios até os testículos, apoiando uma mão na estrutura rígida, que sequer precisava de seu apoio para manter-se de pé. Lambeu delicadamente os testículos, chupando levemente, conforme subiu o beijo novamente, partindo ainda mais os lábios que agora deslizavam pela ereção rígida do vulpino até chegar novamente à ponta, onde abriu os lábios e finalmente introduziu sua extremidade dentro de sua boca macia e quente.

    Quando sentiu o membro entrar em sua boca, ainda que apenas a ponta, Artemia estremeceu inteira, sentindo seu próprio gozo surgir entre as pernas. A ruiva moveu para cima a cabeça, retirando o falo de dentro de sua boca para coloca-lo novamente, como em um beijo lascivo, onde ela utilizou a língua para massagear a área e sugar a textura do membro. Então, repetiu o ato até, aos poucos, introduzir ainda mais o membro dentro de sua boca, até finalmente conseguir colocar toda sua extensão, até praticamente chegar aos testículos. Artemia soltou um gemido ardente, abaixando sua cabeça e a erguendo lentamente enquanto olhava Tetsuya nos olhos, com um sorriso imensamente satisfeito nos lábios agora ocupados pelo entra e sai do membro.
    Então, assim que introduziu tudo e sugou, retirando lentamente a ponta, a ruiva aproveitou para lamber ainda mais sua extensão, agora com mais liberdade: a demonesa agora lambia lascivamente a estrutura, enquanto apertava o bumbum dele, pressionando-o ainda mais contra seus lábios molhados pelo gozo dele...

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    Re: 4° Círculo Infernal

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