Neo City Uol

O que aconteceu após o golpe militar de 17 anos atrás...


    Becos da miséria e Boate Blood's Haven

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    Jasor Messast

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Jasor Messast em Qua Nov 18, 2015 6:59 pm

    Era só o que faltava. A raposa fofinha agora defendendo o demonio rabugento.

    - A mim você não defende, né...

    Disse com um longo bico. Mas não estava tão contrariado assim. Depois do beijo no rosto, Jasor não tinha como ficar com raiva daquela kitsune, mesmo quando ela babava pelo outro. O cuidado que tinha era ficar com as mãos a frente do corpo para evitar ser acertado com uma lança na cara

    - Ei, ei, ei ! Cuidado com isso ai, alguem pode perder um olho !

    Todo aquele papo de overlord não significava nada para ele. Mas o demonio insuportaval ali não tinha como ignorar, ele continuava a cuspir besteiras para o lado dele !

    - Atuação mesmo ? Você ta curtindo muito esse lance para ser apenas atuação, meu chap...

    Contra sua vontade seus olhos seguiram o movimento de dois enormes peitos balançando. Quanto percebeu o que estava fazendo, Jasor fechou os olhos e balançou a cabeça, reclamando denovo para evitar lembrar que aquilo na sua frente era um homem

    - Idiota nessa sala aqui so tem você ! Todo o resto é gente boa, até a raposinha ! Até o reploid ! Alias, me chamo Jasor cara.

    Tambem não fazia questão nenhuma de ter educação com o garoto, pois não era ele que tinha começado as ofensas, então não iria aceita-las calado. Não conhecia Axle o bastante para se sentir a vontade perto dele, mas pelo menos não implicava com ele tambem. Yumi, por outro lado, agora era a raposinha que Jasor queria levar para casa.

    Não tanto quanto queria Artemia. Foi pego de surpresa com seu sorriso e o toque dela em suas mãos. Parecia tão delicada e carinhosa ! Esqueceu-se de respirar por um instante, como se fosse atrapalhar aquele momento. Todo o resto deixara de existir, só havia as mãos dela em contato com a dele. Acompanhou encantado as pequenas labaredas surgirem das palmas e rumarem para ele como pequenas formiga com vida propria, sumindo e apenas para reaparecer logo depois em um ciclo. Para ele aquela passagem significava algo muito profundo, uma troca de algo particular, de afeto. Quando ela se afastou para considerar sobre o pai do mestiço, Jasor permaneceu ali, olhando os proprios dedos sem querer que tivesse terminado.

    Nem os gritos dela o tiraram daquele transe. Tentava fechar os punhos para abrigar as pequenas chamas que haviam sido dadas a ele, como se ainda estivessem ali. Tudo o que era falado era ouvido a distancia, abafados, palavras que não compreendia mais. Apenas o modo nervoso como ela começou a andar chamou-lhe a atenção mais uma vez. O que estava acontecendo ali mesmo ? Não sabia. Mas sabia o que a luz vermelha significava.

    Quando o corpo curvilineo incendiou-se o barman voltou a observa-la, atraido pelas chamas como uma mariposa. Cada faisca que tocava seu corpo era como gostas de chuva para ele, muito bem-vindas. Não tinha medo algum de se queimar. Mas ao tentar se aproximar descontrolada do vampiro Jasor sabia que a ruiva não queria causar mal ao sanguessuga, mas era isso que aconteceria. Segurou então em seu pulso para evitar que fosse mais a frente

    - Espere Artemia...

    Não havia com prever aquilo. O fogo que corria pelo corpo da garota passou imediatamente para o braço de Jasor, como se ele fosse inflamavel ! Logo todo seu tronco estava tomado, mas assim como para ela o fogo não o queimou, apenas o envolveu incolume. Logo todo o seu corpo estava tomado por um manto incandescente que o deixou ainda mais admirado. Era incrivel o que estava acontecendo ! Sem deixar de segurar o braço da ruiva, ele observava a si mesmo adorando aquilo

    - Você é maravilhosa...!
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    Yumi Hayashi

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Yumi Hayashi em Qua Nov 18, 2015 10:29 pm

    Ela ria da forma como Tetsuya ficava desconcertado.

    - Bom, primeiro você errou o proprio nome, segundo somos da mesma especie, terceiro eu tenho nivel avançado de metamorfose. Não sei ao certo se é por sermos da mesma especie ou se é pelo meu nivel de metamorfose, mas eu te vi quando te toquei.

    Ela dava de ombros como se tivesse explicando para ele que 1+1 era igual a 2.

    - E existe varios propositos de virar uma criatura pequena. Hunf!

    Agora era a vez dela de ficar um pouco chateada com a forma como ele desmerecia seu melhor talento. Cruzou os braços e virou para Jasor quando ele reclamava com ela.

    - err...desculpaa..

    Falava sem jeito com ele, desfazendo a cara de raiva.

    Olhava o escandalo de Artemia e como ela parecia uma pessoa maluca. Balançou a cabeça negativamente e falou baixinho:

    - Acho que o fogo atingiu seu cerebro.

    E ria do seu comentario, provavelmente só quem tivesse uma audição muito boa conseguiria ouvir.

    Voltou os olhos para Axle pensando no que ele dizia.

    - Nunca tentei virar nenhuma dessas formas, mas nesse tamanho eu não posso usar nenhum poder, ela só é util para espionagem mesmo...

    - Mas, eu poderia me transformar em algum dos seguranç...


    Sua fala foi interrompida pelos novos surtos de Artemia que tão logo começou a pegar fogo e se aproximar do vampiro que já devia imaginar que ali seria seu fim. Yumi não parava de pensar como aquela ruiva tava estranha.

    Ela preferiu agir, não tinha porque deixar que alguem que não estava do lado do gordo morresse e pior, por acidente.

    Yumi direcionou sua mão para o chão na direção de Artemia e do vampiro. O chão que eles estavam passou a ser de gelo e dele subiu uma parede de 2 metros. Quando a parede estava em pé, estacas pontudas e afiadas foram aparecendo delas, visivelmente um aviso para Artemia não se aproximar mais. Se ela se aproximasse, o gelo não começaria a derreter tão cedo, do chão e da parede a aura da demonesa era sentida, ela parecia manter a integridade daquilo ao custo da propria energia.
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Qui Nov 19, 2015 3:56 am

    Ouvia a explicação de Yumi, e embora parecesse um pouco menos hostil com relação à sua natureza demoniaca, era visivelmente contra sua propria origem daquilo.

    -Entendo, é uma tecnica de ilusão.De qualquer forma, não tive quem me ensinasse isso, aprendi o que consegui por conta própria, e deixei de insistir nisto quando percebi que era uma habilidade demoniaca...asquerosamente demoniaca.

    Ele dizia, deixando claro o quando ele próprio repreendia aquela origem sua. Não parecia dizer aquilo no intuito de ofender a garota, no que dizia aquilo olhando os proprios braços delicadamente femininos, enquanto balançava as 3 caudas visiveis no momento. Talvez Tetsuya pudesse aprender a desenvolver mais aquilo com Yumi, mas não enquanto estivesse se amaldiçoando tanto.

    A loira apenas passou a observar o que Artemia fazia; era possível vê-la morder o labio inferior com os caninos levemente pontiagudos, enquanto ela "brincava" com o fogo e Jasor.Como era ela, e não ele a tomar a iniciativa de fazer aquilo, apenas semicerrava os olhos e observava enciumado, enquanto uma veia saltava da testa da loira, virando o rosto pro lado oposto, novamente cruzando os braços. Ficava imitando a voz de Jasor com uma cara de desdém, fechando os dedos da mão como se mexesse com fantoches falantes em cada mão. Agia de forma birrenta e infantil, de forma ate engracada, mas visivelmente indignado com aquela cena entre os dois.

    Tentou se concentrar em Axle e o que dizia, e complementou:
    -tentaremos retirar informacoes e o que mais pudermos de Carmiglioni. Caso ele desconfie ou ataque ou faca algo...que exceda nossa capacidade de nos manter calmos, iniciamos o plano. Ate la, vamos jogando o jogo dele. Afinal, desde que esse mundo existe, lideres prepotentes sempre se abriam excessivamente a mulheres que os sedudzem...

    Dizia a Axle e Yumi, evitando olhar na direcao de Artemia e Jasor propositalmente. Tentava agir de forma mais madura, pelo menos, enquanto o vampiro entrava em torpor de medo e ficava ali paralizado, o rosto distorcido de terror.
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    Artemia

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Artemia em Qui Nov 19, 2015 11:57 am

    Enquanto seu corpo era tomado por chamas, Artemia sentiu o toque leve de Jasor em seu braço, transferindo parte de seu fogo para ele. Quando menos percebeu, o barman estava completamente encoberto, soltando faíscas igualmente. Antes que pudesse raciocinar sobre aquilo, deu de cara com a parede de gelo criada pela raposa – os espinhos rasparam levemente no braço direito da ruiva, deixando um rasgo superficial que sangrou no mesmo instante em que seu corpo deixou de ser tomado pelas chamas. A maga havia voltado ao normal e se afastou do vampiro segurando o braço com a mão, tapando o ferimento cujo sangue agora escorria pelos cotovelos.

    - Ah! – exclamou, conforme se afastava. Observou a todos na sala e logo seu rosto adquiriu uma tonalidade vermelha, já que toda a vergonha que não havia sentido em seu momento de loucura, veio à tona agora. Encostou suas costas na parede e abaixou a cabeça, falando baixinho:

    - Me desculpem, eu... eu não sei o que me deu... – sussurrou, analisando o ferimento. Pequenos furos podiam ser vistos conforme o sangue escorria, porém não parecia ser sério o suficiente. A não ser pelo fato de ter um vampiro no canto da sala e, do outro lado da porta, vários outros da mesma espécie.

    Da palma da mão que segurava o ferimento saiu uma luz verde brilhante que emanou por todo seu braço ferido. Artemia precisou de alguns segundos de concentração para curar; por sorte possuía aquela habilidade e já havia usado algumas vezes desde que saiu da floresta. Em poucos segundos as feridas começavam a fechar, mantendo apenas o sangue empapado escorrido. Observou à sua volta para ver se havia algum pano, água, qualquer coisa para que pudesse limpar. Infelizmente, não viu nada útil – se limpasse na própria roupa, certamente deixaria o cheiro para atrair todos os vampiros de dentro da boate.

    - Algum de vocês pode conjurar algum tipo de água para me lavar? Eu realmente não gostaria de virar jantar de vampiro. – perguntou ela à Tetsuya e Yumi, erguendo a cabeça. Olhou para Axle, séria, ponderando o plano que ele havia formulado. Havia escudado, enquanto curava seu braço, a opinião de Tetsuya e concordou com ele imediatamente.

    - Red, nos dê algum tempo até conseguirmos extrair o máximo de informação do vampiro obeso. Assim que for a hora certa, certamente poderemos iniciar nosso ataque. Posso passar para o Jasor um pouco do meu fogo, como fiz agora há pouco...

    Disse a última frase olhando nostalgicamente para o barman. Não entendia como havia feito aquela transferência de poder, mas certamente poderia ser útil àquele momento. Talvez ele precisasse de algum totem para intensificar seus próprios poderes, assim como Artemia utiliza o cristal. O fato de ter conseguido aquela façanha deixou a maga intrigada com o rapaz; cerrou os olhos enquanto o observava, estranhamente curiosa com a procedência dele.

    - Isto é... se o Jasor quiser, é claro. – completou, dando um meio sorriso para ele.
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    Axle The Red

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Axle The Red em Qui Nov 19, 2015 2:09 pm

    Tanto Jasor quanto Yumi foram rapidos para impedir que ela avança, e embora a raposa tivesse sido mais agressiva em seu alerta, Artemia tinha se ferido superficialmente. Axle ficou desconfiado depois daquilo, talvez o ciume que envolvia Tetsuya a fizesse querer mal para a ruiva. Se manteria atento a ela nos proximos passos. De qualquer maneira estava aliviado que alguem tivesse feito alguma coisa. Se sentia impotente naquela situação, o que o incomodava bastante

    Do nada o barman tambem começava a pegar fogo ! Por que de repente todo mundo estava com aquela mania ? Ainda não podia se aproximar, mas observou o acontecimento. Ele realmente tinha alguma relação com o fogo, pois parecia pegar emprestado a magia de Artemia de maneira incrivelmente natural. Bastava que estivessem proximos que os dois poderiam incendiar a sala toda. Bom para matar vampiros, pessimo para o proprio Axle.

    -Vocês esta bem Artemia ? Cuidado ao usar seus poderes, você precisa se controlar melhor ou até esse fogo pode acabar lhe ferindo...

    A reação do mestiço para com a cena era ao mesmo tempo engraçada e lastimavel. Era visivel que ele estava com ciumes do que acontecia entre os dois, mas jamais admitiria. Preferia imitar o loiro, satirizando-o em particular. Não tinha ideia de onde aquele ciclo de ciumes iria parar, mas pelo menos para derrubar Carmiglioni tinham que cooperar.

    Não culpava o barman por considerar uma novidade que um reploid fosse amigavel, dadas as informações que todos os novos modelos eram mercenarios sem escrupulos. O melhor a fazer era concordar com a cabeça com o aparente e involuntario elogio. Agora pelo menos ele havia informado seu nome, ja era alguma coisa. Ja kitsune demonstrava que era bastante atenta. Não deixou escapar nenhuma dica sobre a real identidade de Tetsuya. Se o que ela dizia era verdade, sua pericia na mudança de forma era muito maior do que o do raposo, tanto que podia ver atraves de seu disfarce como se fosse a maquiagem de um amador.

    Agora que mais uma das peripecias de Artemia tinha passado, estava aliviado e pode se concentrar novamente na tatica que usariam

    - Concordo com a ideia, vamos obter primeiro o que ele sabe antes de exterminar a criatura. Lembrem-se do que cada um precisa fazer.

    Raciocinou um pouco sobre os novos fatos

    - Yumi, você pode se transformar em um dos guardas ? É um excelente disfarce. Quando começar o ataque, você poderá agir despercebida em meio a eles. E assim que pudermos nos concentrar apenas no gordo, Jasor pode...pegar o fogo de você Artemia

    Por algum motivo aquela ultima frase lhe parecia bem estranha.
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    Jasor Messast

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Jasor Messast em Qui Nov 19, 2015 8:00 pm

    Sentia-se diferente, poderoso, invencivel. O toque em Artemia parecia transferir pura energia direto em suas veias, fazendo-o perceber tudo com mais velocidade.. Seu coração batia mais rapido e sua mente movia-se inquieta, sua pele entrava em combustão para dissipar todo o volume de energia que acumulava dentro de si. Por isso quando Artemia furou o braço e interrompeu as chamas, era como se ele mesmo tivesse se ferido quando aquele momento se interrompeu sem aviso, as chamas se dissipando instantaneamente, a ligação se partindo.

    - Arty, o seu braço !

    Sim, ele havia abreviado o nome dela no impulso do momento. Ao passo que ela se afastava e era tomada pela culpa de seu ato impensado, Jasor tocava em seu queixo, a confortando

    - Esta tudo bem, ja passou, ok ? Como esta o seu braço ?

    Nem foi preciso tomar algum cuidado, pois ela tambem tinha magias de cura ! As feridas se fecharam na sua frente como se nunca estivessem ali. Existia alguma coisa que ela não soubesse fazer ? Agua. Ela não sabia criar agua. Mas ele podia fazer outra coisa para ajudar. Começou a abrir os poucos botões que seguravam sua jaqueta, e então puxou o ziper para baixo, revelando a blusa preta de mangas longas que tinha por baixo. Com um puxão forte Jasor rasgou uma pedaço da parte inferior da sua roupa, expondo parte de seu abdomen no processo. A musculatura era forte e bem visivel, formando três pares de musculos que se moviam enquanto ele tentava achar uma posição para limpar a ruiva. Com o pano em mãos, ele passou com cuidado sobre o braço dela, retirando os resquicios de sangue um por um. Não raramente, tocava a pele dela com os dedos para senti-la melhor, com mais intensidade. Toda a atenção dele estava ali, e não terminou ate ter certeza que não tinha sobrado mais nada.

    - Pronto, agora você esta limpinha e pronta pra outra

    Só ai olhou para os olhos verdes dela, e ficou perdido neles. Aquele lindo tom o fazia viajar para longe, mergulhar em um mar de sensações e experimentar as reações vividas daquelas pedras preciosas. Voltou a si apenas quando ela lhe fez a ultima pergunta

    - Uhn ? Se eu quero ? Poderia ficar o dia todo pegando fogo abraçado a você...

    Ao contrario de Tetsuya, o loiro não era uma pessoa timida. Ele permaneceu encarando ela depois da ultima afirmação, mostrando que não tinha medo de expor suas emoções e que estava realmente disposto a fazer aquilo.

    - Red, com o fogo dela eu vou torrar aquele gordo até não sobrar nem a historia dele. Conte comigo.

    Disse ao final concordando com o plano do reploid. O havia chamado daquela maneira apenas porque tinha ouvido a poucos segundo Artemia chama-lo daquela menira. Ele parecia muito mais experiente em grandes combates, então acho por bem concordar com a tatica final arquitetada.



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    Yumi Hayashi

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Yumi Hayashi em Qui Nov 19, 2015 9:11 pm

    Yumi observava a reação de todos ali, algo sobre ela Axle estava muito certo: A demonesa não deixava os detalhes passarem. Pelo seu alto nível de curiosidade, tudo para ela era algo importante.

    - Ops..

    Disse quando viu que Artemia não parou antes de se ferir, por sorte não foi grave. Percebeu o olhar de Axle depois disso, estaria ele achando que ela fez de proposito? Se sim, será que ele estaria certo em sua suposição? Essa duvida o reploid teria que levar por mais um tempo.

    - Desculpa...não achei que fosse continuar indo em frente..

    Yumi estendeu a mão na direção da parede e fechou, a parede e o chão de gelo se desfez instantaneamente, se transformando em flocos de neve e sumindo no ar.

    Ela voltou sua atenção para Fuyu, enquanto Artemia se curava, ficando de frente para ele.

    - Não pense dessa forma Tetsuya, não julge uma raça inteira por apenas alguns individuos. Se nenhum demonio prestasse, você também não prestaria.

    Ela fitava-o nos olhos, ele veria que ela não tentava manipula-lo, nem nada do genero. Era só uma garota que parecia ter um pouco de experiencia sobre o que dizia, falando para ele que nem tudo era tão ruim.

    - E você me ajudou, mais de uma vez nessa noite. E eu sou muito grata por isso. Vamos nos focar em sair daqui, e depois podemos conversar com calma...quem sabe podemos até trocar conhecimentos.

    Ela sorria gentil, sendo sincera e sem segunda intenções em suas palavras. Ela poderia ensinar o que sabia sobre metamorfose, quando ele poderia ensinar-lhe sobre cura, se fosse possivel.

    Ela se inclinou para ele e deu-lhe um beijo na testa, sorrindo como se dissesse "está tudo bem, tudo vai ficar bem". E se afastou, ficando ao seu lado e respondendo a ele e a Axle.

    - Vamos seguir o plano e sair logo daqui...Axle, só estou em duvida qual o melhor momento para me transformar em um guarda e como vocês não vão me confundir com um deles.

    Era uma preocupação bem plausivel. A demonesa voltou a atenção para a maga quando ela pediu um pouco de agua. Iria ajuda-la, mas o Jasor agiu primeiro, e ela estava muito mais satisfeita com aquilo.
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Sex Nov 20, 2015 5:15 am

    Tetsuya conseguira dar somente dois passos ao notar o sangue escorrer do braço da garota e, por instantes, deixava o ciume de lado e já se preparava tambem para curar e limpar-lhe o braço; a ruiva no entando seria mais rapida - e surpreendia-o novamente, uma vez que nao tinha visto ainda que ela sabia tambem algo sobre magias de cura - assim como Jasor, em limpar aquele sangue. Deu um suspiro em alivio ao ver que estava bem, mas queria ter feito algo para impedir, ou tratá-la...A cada rasgo na camisa de Jasor, mentalizava um rasgo na pele do barman de mesmo tamanho. Ora, se ele não era humano, não seria pecado ele imaginá-lo sendo ferido, certo? E conforme via aquele gesto, parecia rosnar baixo, as orelhas vulpinas voltando-se para trás, como um gato prestes a atacar uma presa.

    -Você também poderia ficar o dia todo abraçado a si próprio enquanto morre de frio no Zero Absoluto de um certo lugar que já ouvi falar, no inferno. Tenho certeza que iria gostar muito de lá. Geralmente mando pessoas pro lado oposto, mas abro uma exceção pra você.Quando quiser, posso mandá-lo para lá a qualquer momento, seu conquistadorzinho abusado...

    A raposa falava, cerrando os olhos, numa ameaça clara. Jamais admitiria o ciume absurdo que estava sentindo, mas desde as palavras até seus gestos eram quase um livro aberto, que mesmo uma criança de 2 anos conseguiria enxergar. Ainda assim, caso fosse questionado muito provavelmente negaria até a morte, cabeça-dura como era. Mas talvez aquele ódio também tivesse outro motivo; nem de perto conseguia ser tão expontaneamente sincero com o que sentia como aquele rapaz, e talvez Tetsuya invejasse tal habilidade. Afinal, nao conseguia dizer 5 frases sem gaguejar de vergonha...

    Sem aguardar por uma resposta do loiro, e tendo ja deixando um pouco do "vapor esvair", a raposa agora batia os dedos contra os braços opostos, de braços cruzados, demonstrando uma clara inquietação/irritação, e um esforço hercúleo para voltar sua atenção apenas a Axle, ouvindo o que ele dizia a respeito do plano. A orelha esquerda parecia uma lança, pontiagudamente apontada na direção de Artemia e Jasor, captando cada ruído, quase como um cão em estado de alerta máximo.

    Ainda possuido pelo ciume, observou a outra raposa ficar à sua frente. Ainda na forma feminina, Tetsuya também era um pouco mais baixa, e portanto da mesma altura que Yumi, enquanto ouvia-a falar. A raiva reduziria-se substancialmente, conforme o olhar se desviava um pouco para o lado, como se boas lembranças lhe viessem à mente. Yumi conseguiria até mesmo extrair um discreto sorriso dos labios da loira.

    -Você fala exatamente igual minha mãe. Cada vírgula e ponto.

    E olhava-a também nos olhos, como se averiguasse as intenções por trás das palavras e, embora fosse péssimo para esconder o que sentia, era muito bom em detectá-las. Não era o olhar de um demonio sanguinario que deveria matar; eram olhos de uma garota que também já passara por maus bocados, e que apesar da desconfiança explícita de Tetsuya ainda insistia em dar-lhe palavras calmas e amistosas. Engoliu em seco, com uma pontada de arrependimento; talvez de fato não devesse continuar julgando-a pelo que era. Não estaria ele fazendo exatamente o que os anjos faziam com ele, excluindo-o por sua natureza e desconsiderando todo o resto que realmente importava?E quando criança, ele havia prometido a si proprio que não seria assim; seria melhor do que eles, como sua propria mãe dizia. Agir daquela forma era quase uma traição à memória dela...Yumi notaria os olhos em diferentes cores daquela loira virarem para a esquerda e direita, como se pudesse enxergar aquele conflito interno do rapaz. E absorvido em pensamentos, não notou quando a garota se curvou para frente para beijar-lhe a testa.
          A loira pareceu despertar dos pensamentos com aquilo, piscando algumas vezes, sem graça, o rubor colorindo-lhe as bochechas levemente. Ao que Yumi olhasse novamente os olhos heterocromaticos de Tetsuya, não veria a mesma desconfiança de sempre; havia apenas um olhar um pouco timido, um pouco rabugento, muito cabeça-dura, basicamente um olhar que não mais a distanciava dos demais ali. Desviou o olhar pro lado.

    -Quando virem o fogo, eles sequer vão perceberum guarda a menos ou a mais. Use um apetrecho, como...uma pulseira de gelo, algo que te torne fácil para identificarmos.

    Tanto Yumi quanto Tetsuya provavelmente seriam os primeiros a ouvirem alguém mexendo naquela porta. Quase que por instinto, ambos olhariam imediatamente para a maçaneta, um gesto que o restante poderia notar e observar também; alguem estava destrancando a sala por fora, quase que silenciosamente. Pelo silencio de tudo até então, o quarto parecia ter um isolamento acustico excelente, provavelmente para evitar que os hospedes ouvissem o que ocorria no salão. Um aspecto que servira muito bem ao grupo, que pudera formular estratégias aproveitando-se daquilo também. Dentro em breve, porém, tudo iria começar...
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    Artemia

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Artemia em Sex Nov 20, 2015 11:49 am

    - Estou bem, Red, não se preocupe.

    Artemia deu um sorriso de lado para o Reploid. Ainda se sentia envergonhada e pensativa sobre o que acontecera entre ela e Jasor, até que teve seus pensamentos interrompidos pela aproximação preocupada do barman: ele a havia chamado de "Arty", e a ruiva ergueu as sobrancelhas àquilo.

    Com certeza ele não sabia. Quero dizer, não teria como ele saber... teria? Seu pai possuía o mesmo apelido. Certamente coincidências acontecem, mas isso não impediu a maga de o fitar com os olhos fixos e impressionados. Ele havia se aproximado mais e agora observava seu braço sendo curado com certa admiração. Artemia sorriu timidamente para ele, sem perceber as reações enciumadas de Tetsuya logo atrás: agora seus olhos percorriam fixamente o torso de Jasor, descendo até o abdômen agora exposto, já que ele rasgava a camisa e agora envolvia o pano em seu braço ferido. A maga não conseguia desviar o olhar do abdômen do rapaz, respirando pausadamente. Até que finalmente ergueu os olhos para ele, ao que ele dissera sobre ficarem abraçados.

    - A-abraçados? Eu... Uhm.. É... A-assim, do nada? Eu...

    Apesar de seu claro rubor e desconcerto ao que o rapaz dissera, surpreendeu-se pela clareza e falta de pudor como havia dito. A isso, sua mente voou quilômetros de distância ao imaginar a si própria abraçada ao barman, sentindo aquele abdômen colado a ela enquanto as chamas crepitavam entre seus corpos nus...

    Artemia, com o rosto incrivelmente enrubescido, finalmente acordou da imaginação terrivelmente fértil que possuía ao notar a kitsune inclinar o corpo para Tetsuya, dando um beijo estalado em sua testa. A maga apertou os punhos, se esquecendo completamente do seu sonho anterior. Caminhou até parar de frente a eles; os olhos esmeralda soltando faíscas para os dois. Qualquer um naquela sala também notaria a reação enciumada da maga, que ao invés de agir de forma infantil, era agressiva e impulsiva aos extremos.

    - Oras, por que não continuam a conv... - foi interrompida bruscamente pela movimentação da maçaneta na porta. A ruiva se afastou, olhando rapidamente para Axle. Seus batimentos cardíacos agora aumentavam consideravelmente; a respiração tornava a ficar ofegante. Aproximou-se novamente de Tetsuya e segurou sua mão, o olhando com preocupação. Finalmente chegara a hora de colocarem seus planos em prática e ver se tudo daria certo.
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    Axle The Red

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Axle The Red em Sex Nov 20, 2015 3:43 pm

    Axle escutou toda a explicação dela sobre não julgar pela capa e não generalizar. Pelas atitudes dela ate ali, exceto pelo ultimo ato traiçoeiro, dava para concordar com o argumento dela. O proprio Red seguia aquela ideia, nunca concluindo um carater apenas pela aparencia. Viver ao lado de anjos, demonios, androides, humanos, mutantes e muitos outros o fizeram aprender isso. Mas seguindo na contramão dessa ideia, depois de ter dado credito a ela, agora lhe dava duvida. Artemia podia ter se ferido gravemente com aqueles espinhos totalmente desnecessarios. Se ela estivesse de verdade disposta a ensinar o mestiço a melhorar suas habilidades seria uma valiosa aliada, desde que estivesse sob supervisão...

    - Aproveite qualquer distração Yumi. Você é bastante atenta, observe o momento que nenhum olhar inimigo estiver sobre você e se torne um deles. Assim você não será um alvo e os pegará de surpresa


    Mesmo enquanto deixava de confiar totalmente nela, ainda prezava por sua segurança. Ela era apenas uma vitima daquele lugar como todos, não merecia estar ali. Se tudo desse certo, todos sairiam ganhando, exceto o gordo. Ele tinha que perder tudo.

    Ficou feliz por Artemia lhe assegurar que estava bem, se pudesse lhe devolveria um sorriso. Mas não havia isso em seu rosto. Tudo o que podia fazer era levantar o polegar para lhe transmitir que se sentia melhor com a resposta. Mas aquelas adolescentes não paravam por um segundo de implicar uns com os outros ! Como se ja não bastasse a relação passivo-agressiva do mestiço e da ruiva, agora tinha Yumi e Jasor que apenas multiplicavam os ataques de ciumes. Assistia da plateia os momentos de intimidade e os gritos, o unico que não participava daquele festival de hormonios.

    - Por favor, control...

    Cruzando os braços, preparado-se para dar outro sermão neles quando algo mudou. Ele tinha a audição perfeita devido a sua origem, mas não aguçada como a das duas raposas. Ouviria o mais baixo ruido de mecanismo vindo da porta, e olhando a reação dos dois já sabia o que estava acontecendo. Virou-se imediatamente para o lugar, naquela postura fria e defensiva que caracterizava como apenas mais um reploid mercenario.
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    Jasor Messast

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Jasor Messast em Sex Nov 20, 2015 4:33 pm

    Seu sorriso era alinhado e branco, contratando com sua pele meio morena, e sempre o exibia quando ela lhe devolvia aquele olhar intenso. Para ele era o sinal que ela sentia o mesmo: aquela ligação expontanea, aquela atração, aquela sintonia natural. Não tinha percebido o olhar de admiração dela para se corpo, por estar limpando o braço da garota, mas deixou a satisfação tomar seu rosto quando a ouviu repetir sobre o abraço.

    - É, um abraço ! Posso te dar varios motivos para me abraçar...

    Inclinando a cabeça, via claramente seu olhar perdido e seu rosto avermelhado. Com certeza estava pensando em alguma coisa. Curioso, estava prestes a perguntar a ela sobre o que estava em sua cabeça quando a ruiva se levantou para ter um ataque de ciumes com Tetsuya e Yumi.

    - Não se intrometa onde não é chamado, seu demonio despudorado ! O inferno é a sua casa, pode voltar para lá com seus amiguinhos chifrudos ! Se quisser eu te relembro a sensação do seu lar te incinerando até virar um minusculo carvãozinho...

    Sua resposta era carregada de raiva e ciumes. Sim, agora ele tambem estava com ciumes, mas não sabia ainda. E mesmo se soubesse, não admitiria. Artemia tinha voltado para ele e entrelaçado as mãos com o mestiço. O significado daquilo era claro. Com a cabeça baixa, olhava para o chão enquanto seu punho se apertava mais e mais. A tira de pano preto manchado de sangue começou a se aquecer rapidamente, e de uma hora para outra entrou em combustão. As chamas devoravam voraz o tecido de uma maneira anormal, muito mais rapido do que fogo normalmente faria. Tamanha agressividade distinguia aquele fogo do que Artemia havia lhe emprestado, pois elas não passavam gentis por suas vestes. A manga de sua jaqueta de couro começou a se deteriorar com uma borda alaranjada ao toque da chama.

    Quando todos começaram a se virar para a porta o pano ja tinha virado cinzas. Abrindo a mão, deixou que o pó caisse no chão e se virou tambem, visivelmente serio. Compassadamente fechou o ziper e abotoou novamente a jaqueta, sem perceber as pequenas mordiscadas que haviam em uma das mangas.
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    Yumi Hayashi

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Yumi Hayashi em Sex Nov 20, 2015 11:05 pm

    Ela sorria sem dizer nenhuma palavra quando ele comparava ela com a propria mãe, parecia que pouco a pouco diminuia a distancia que tinha entre os dois. Com o beijo que deu na testa do raposo, viu-o ficar vermelho...entendeu que ele era timido, apesar de ter dificuldade de entender porque.

    - Usarei uma pulseira como sugeriu...

    E voltava os olhos para Axle, quando Artemia surgia perto deles como se tivesse brotado do chão, deixando muito visivel seu ciumes. Ciumes esse que Yumi fez questão de ignorar.

    Olhava na direção de Jasor e pensava que com o interesse que ele tinha pela maga...reparando melhor eles eram muito mais compativeis. Então se perguntava porque ela não ficava logo com o da especie dela e deixava Yumi com o da sua especie e todo mundo ficaria feliz.

    Devaneando entre seus pensamentos, ouviu o som que vinha da fechadura. Havia chegado o momento então. Olhava para Axle e falava baixo.

    - Seja o ultimo a sair...

    E novamente ela se transformava em uma raposa, mesmo nessa forma ela preservava as 5 caudas, e escalava o reploid se escondendo na sua armadura. Pretendia usa-lo para sair dali e se esconder na sala, tão logo surgisse a oportunidade.
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Sab Nov 21, 2015 7:12 am

    A loira comicamente socava uma das mãos, semicerrando os olhos, e apontava para Jasor, e novamente socava a mão verticalmente, afundando o braço na palma e esfregando com força, como se dissesse "vou te descer porrada até te enterrar no chão", ou alguma coisa naquela linha de pensamento. Não verbalizava a ameaça por temer ouvirem, agora que a porta estava sendo aberta.

    Observou Yumi se afastar e Artemia se aproximar, pegando-lhe a mão. Apesar do nervosismo e rubor que aquele gesto lhe causava, apertou ligeiramente os dedos e fez um gesto positivo e com a cabeça, os olhos azul-gelo e dourado como que buscando entrar no esmeralda da garota e buscassem acalmá-la no intimo de seu ser, além de transmitir confiança de que tudo ficaria bem, de que a protegeria daquele ser asqueroso a qualquer custo.

    E finalmente a porta era aberta...

    Quem abria era o chines de antes, agora irreconhecivel; estava sem um dos braços, precisamente aquele em que Tetsuya congelara o braço. Mas nao parecia ter sido efeito do gelo; era como se fosse grosseiramente arrancado. Apesar de nao haver sangramento ativo, era possivel ver pontas ósseas saindo do ombro ferido; uma pontinha da escápula e clavicula, com alguns ligamentos arrebentados. O rosto estava deformado por uma surra feia, como aquele vampiro em torpor dentro do quarto; um dos olhos estava tao inflamado que sequer conseguia ver algo.Os labios e boca inchados nao deixavam que ele conseguisse dizer uma palavra, apenas deu as costas e seguiu rumo ao gordo em seu trono, como se lhes pedisse que o seguisse. Carmiglioni era realmente um ser extremamente bruto...provavelmente demorara tanto para chama-los porque castigava aquele chines.

    -Agora podemos fazer nostri affari... -snort- venham, sentem-se...resolveremos tudo de forma civilizada, inclusive nostri pequeno....problema com o barman.

    O gordo falava, e com tudo o que havia acontecido parecia de fato ter se esquecido da raposinha, para sorte de Yumi. Soltava roncos verdadeiramente suinos ocasionalmente, provavelmente devido à gordura que lhe formava aquela papada. O salão estava impecavelmente limpo novamente, o corpo da infeliz demonesa havia sido disposto. Diante do tronode ouro, onde camadas de gordura caiam, haviam quase 10 cadeiras douradas com almofadas em veludo vermelho. Novamente, o vampiro esbanjava da maior forma possivel. Passava a lingua por entre os labios lascivamente, secando a loira e a ruiva com os olhos. Pela sua perversao, já se excitava apenas ao imaginar ambas se tocando, e logo em seguida ambas debruçadas sobre seu proprio corpo enorme e obeso, esfregando-se em toda sua oleosidade. Ficaria alguns segundos fantasiando sobre aquilo, enquanto aguardava que o reploid e os demais se sentassem ali. Demonstrava uma cortesia incomum por enquanto, mas era claro que sua brutalidade emergeria em questao de segundos.Parecia mais interessado em fazer negocios com o reploid do que propriamente punir Jasor e Yumi, o que por sorte lhes daria tempo para extrair informações.

    Em torno das paredes, poderiam contar 20 seguranças, jovens, de terno negro e oculos escuros, com as maos para trás, imóveis como estatuas. Dois deles no entando traziam uma espécie de baú antigo, cravejado em pedras preciosas e detalhes em prata, aberto, onde uma almofada vermelha interna suspendia uma pequena peça metálica - um chip, semelhante ao que Axle recebera do reploid anteriormente. Deixariam o baú no centro do salão garboso, entre as cadeiras e Carmiglioni.

    Tetsuya não desviava o olhar do gordo, e tentava andar com passos naturalmente femininos para que nao desconfiasse. Andaria ligeiramente à frente de Artemia, ainda segurando-lhe a mão com uma ligeira força, ainda buscando tranquilizá-la. Até então tudo estava fluindo bem, pensava ele. Seguiria até uma das cadeiras e se sentaria, cruzando as pernas e forçando um sorriso.
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    Artemia

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Artemia em Sab Nov 21, 2015 11:46 am

    Artemia apertou os dedos juntamente com Tetsuya. Olhando de solsaio para Jasor, notou sua expressão enfurecida e o fogo que queimava as mangas de sua jaqueta; se perguntando o que o levara a agir assim. Naturalmente, seus dedos desprenderam um pouco dos de Tetsuya, deixando a mão escorregar levemente. Também parou por um segundo para se perguntar o motivo de ter feito isso, mas largou para lá quando o chinês abriu a porta.

    A ruiva se assustou com a aparência dele. Havia sido surrado, seu braço cortado e face desfigurada. Por que? Não entendia o que levara Carmiglioni a cometer tal agressão, mas imaginou que o vampiro simplesmente se divertia às custas dos outros, especialmente os mutilando. Tal pensamento a deixou com os pelos da nuca eriçados e o medo perpassou seu corpo como uma onda dolorida. Tornou a apertar a mão na de Tetsuya, o encarando de forma preocupada.

    No entanto, sua preocupação apenas começou quando Jasor foi mencionado. A ruiva virou a cabeça rapidamente, captando o olhar dele: ela ergueu uma sobrancelha e seus lábios partiram, demonstrando apenas com o olhar o quanto se preocupava com o barman; esperava que eles fossem rápidos o suficiente para impedir que qualquer coisa acontecesse com ele.

    Assim que entraram no salão, a maga observou atentamente os seguranças parados em torno da parede. Se atentou às cadeiras e o olhar lascivo do vampiro bestial, se perguntando em que dado momento deveria seduzi-lo para distrair sua atenção do ataque iminente do grupo.

    Sentou-se em uma das cadeiras. Havia deixado as pernas abertas para manter o olhar do vampiro nela o máximo possível. Apesar de a maga não conhecer os charmes e seduções que os homens gostam, imaginou que aquela posição surtiria algum efeito nele. Também imaginou que se jogasse os cabelos ruivos para o lado, também teria a atenção dele: foi o que fez, enquando o encarava abertamente. Porém, logo fechou as pernas e as cruzou lentamente, passando a mão na coxa, ainda o encarando. Seu objetivo era não deixar o trabalho pesado de sedução para Tetsuya, imaginando que o vulpino não saberia ou até mesmo se irritaria no processo.
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    Axle The Red

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Axle The Red em Sab Nov 21, 2015 12:57 pm

    Com a confirmação de Yumi, manteria em mente buscar uma pulseira entre os guardas. Provavelmente eles não olhariam para os pulsos uns dos outros para suspeitar daquele detalhe. Ouvi seu pedido e prontamente respondeu com um leve aceno com a cabeça. Para que sua silhueta se torna-se ainda maior, descruzou os braços, assim dando mais cobertura para a pequena raposa que sentia subir em suas costas. Mais uma vez sentia falta do seu gasto sobretudo camuflado, seria muito util naquele momento. Na proxima oportunidade voltaria a vestir um.

    Espiou uma ultima vez Artemia antes que a porta fosse aberta. E a figura que aparecia não era um dos seguranças, mas o chines completamente deformado. Provavelmente naquela altura se arrependia amargamente de continuar servindo Carmiglioni, isso se não ja não tivesse sido dominado pelo medo causado pela agressão grave. Porem não tinha pena dele. Fora ele que os havia forçado a chegar até ali afinal, e ate ficaria satisfeito em testemunhar a surra que havia levado. Suas feridas lembraram imediatamente do outro infeliz vampiro. O gordo gostava de arrancar braços e surrar as cabeças.

    Deixou que todos passassem antes de prosseguir para o salão. Caminhou cuidadosamente pela passagem, parando assim que conseguisse ver os guardas. Quando voltou a se mover, girava sutilmente o corpo de modo que suas costas estivesse viradas para um ponto onde ninguem estivesse olhando, dando alguma oportunidade para Yumi escapar. Depois que avançasse ate o centro do sala, julgava não ser mais tão facil que ela passasse despercebida.

    Depois da breve pausa, moveu-se tambem na direção das dez cadeiras, e sentou-se na mais proxima que encontrou. O bau que era trazido na presença deles tinha um objetivo claro: o premio para o mercenario que trazia as "peças de desejo" para o gordo. De acordo com o reploid demolidor aquele chip continha o programa para a segunda parte do programa que formaria o recente virus delta. Se quissessem entender como os novos reploids funcionavam e como para-los se fosse necessario, precisavam daquele pequeno item.

    Quando percebeu que Tetsuya, e principalmente Artemia, começaram a brincam com as pernas de modo a seduzir o gordo, Axle desviou o olhar e se manteve concentrado em Carmiglioni, vez ou outra conferindo o ambiente ao redor.

    - Aos negocios então
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    Jasor Messast

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Jasor Messast em Sab Nov 21, 2015 2:28 pm

    Debaixo de suas sombrancelhas grossas olhou para Yumi quando ela o observou. Provavelmente ela tinha percebido o que tinha acontecido ai, mas como a ruiva tinha voltado para o mestiço. Ou notado sua raiva. Não fazia diferença. Prestaria atenção nos braços dos seguranças para não queimar acidentalmente a raposinha. Seu olhar se desviou para Artemia então, que tambem o estava olhando. Mas por que ? Para ela, não fazia questão de desviar o olhar, encarando-a intensamente. Não conseguia captar a preocupação dela para consigo, sua cabeça estava muito quente para isso. Resolveu não pensar naquilo. O ultimo olhar foi dado para Tetsuya. Esse o ameaçava, alimentando sua raiva. Mas naquela forma feminina, Jasor não conseguia visualizar atacando o mestiço. Toda a implicancia era voltada para o garoto demonio real, mas sempre que olhava para aquela disfarce via uma mulher. Fechando os olhos ele balançou a cabeça, a unica coisa que fazia naquele momento era se deixar corroer pelo sentimento que o queimava por dentro.

    Quando a porta abriu começou a caminhar a passos duros, deixando sua bota bater no chão pesadamente. Hesitou por um momento quando viu o chines em seu estado deploravel. Naquele instante imaginou ele levando a surra, tendo seu braço arrancado e sendo humilhando. A figura de Carmiglioni ia sendo substituida pela do barman enfiando a porrada no oriental arrogante. A mão dentro dos bolsos da jaqueta se apertaram, e um sorriso de canto cresceu em sua boca. Apertou a peça metalica que estava segurando em uma das mãos, descontando ali para não voar no pescoço do infeliz e terminar o serviço que o gordo tinha começado.

    Passou logo a frente de Axle, vendo poucos momentos antes a raposinha escalar ele. Quando chegou ao salão do vampiro, vislumbrou novamente os vinte seguranças, imoveis como cachorrinhos sob a ordem de sentar. Bando de idiotas. Evitou olhar diretamente para o gordo ou ele perceberia o quão enfurecido estava, e provavelmente acharia que era um desafio para ele. Afinal o mundo girava ao redor daquele umbigo asqueroso que devia estar soterrado sob duzentos quilos de banha a duzentos anos.

    Sem tirar as mãos dos bolsos empurrou uma das cadeiras com o pé para arruma-la como queria e sentou-se sem dizer uma unica palavra. A unica coisa que conseguiu atravessar a nevoa vermelha que tinha recaido sobre sua mente foi as provocações sensuais de Artemia. As sombrancelhas erguera-se um pouco ao testemunhar as pernas abertas, sua jogada de cabelo, e então a cruzada dando volume as coxas. Com a cabeça baixa olhou de canto para o gordo, era obvio que ele estaria olhando a mesma coisa. A peça de metal em seu bolso ficava mais quente.
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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Yumi Hayashi em Sab Nov 21, 2015 9:40 pm

    A pequena raposa olhava os gestos de Tetsuya e balançava a cabeça negativamente, pensando "que lamentavel" e sorria por dentro.

    Escalou o Axle e ficou nas costas dele. Quando o mesmo saiu, deu a chance unica dela descer ficando com as costas para o ponto cego dos demais.

    Yumi descia silenciosamente e observava todos no local, parando os olhos por alguns segundoa a mais no chines que estava faltando um braço. Aquele homem sabia como ser odiado e aquilo ainda seria a ruína dele. Ele poderia ser traído quando menos esperasse, seus guardas nunca morreriam por ele...e no menor sinal de que ele estava perdendo, o mais facíl de acontecer é que seus queridos soldados abandonem ele. Aquele gordo era feito de pura arrogancia e seria sua arrogancia que levaria a sua derrota.

    Yumi não parava de pensar nas coisas, na verdade a cabeça dela quase nunca parava. Era uma curiosa nata, e tudo parecia chamar sua atenção. Queria entender as coisas, observava tudo ao seu redor..e pensava...pensava muito sobre tudo o que acontecia.

    Então corria se esgueirando por entre as varias peças que aquele gordo ornamentava o ambiente. Imaginava que poderia ser descoberta mais facilmente se chegasse muito perto dos guardas vampiros, então preferio parar antes de chegar até eles e se esconder atrás de um vaso de ouro que tinha ali. Ela se encolhia de tal forma que parecia apenas uma bola de pêlo. Esperaria algum tumulto para se infiltrar sem ser notada.

    Mesmo encolhida ela ouvia tudo o que se passava por ali, mas felizmente não via, ou teria visto algo de Artemia que ela preferia continuar a viver sem ver.
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    Tetsuya Kitsune

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Dom Nov 22, 2015 7:18 am

    -Molto bene, reploid, diga o que quer. Já supus que seria o chip...mas também supus uma...qualidade melhor do produto, confesso...se quisesse uma de cada vez, não as teria chamado juntas...mas a ruiva parece estar mais disposta.

    O gordo dizia, observando as duas “novas concubinas” que estava adquirindo, parecendo perder um pouco do interesse ao ve-las mais acuadas do que gostaria, tavez até um pouco temerosas. Talvez não fossem diferentes das demais, embora Artemia visivelmente parecia roubar mais a atenção

    Tetsuya desviou o olhar pro lado, para Axle, o baú, os seguranças, e finalmente para Artemia. Era cedo demais para que o vampiro enorme perdesse o interesse; tinha muita informação que poderia ser extraída, e várias dessas perguntas lhe vinham à mente. “de onde tirou sua força?” “como destruí-lo?” “o que era aquele chip?” “o que fazia com as vitimas que sobreviviam?” “o que era aquela musica hipnotizante na boate, e como pará-la?”, era apenas algumas das perguntas que lhe vinham.

    Temia que o obeso aproveitasse de Artemia como fizera à demonesa com a cabeça esmagada...não, precisaria fazer algo diferente do que ele estava acostumado, um “show” em que não colocasse as mãos, apenas observasse...era a melhor forma de manter Artemia, e até a si mesmo longe de problemas. O olhar que lançou a ela demonstrava um pouco de hesitação, talvez medo de que ela o odiasse para sempre depois que fizesse o que planejava fazer a seguir.

    Ele também não entendia de gestos sensuais, mas aprendera bastante apenas observando as infelizes mulheres dançando freneticamente na boate.

    E, subitamente, a loira virou-se para o lado da ruiva, cruzando uma de suas pernas sobre a coxa de Artemia e forçando-a a abri-las novamente, mas tendo o cuidado para que sua perna cobrisse qualquer coisa ali no meio. Levou um dos dedos à própria blusa branca, cristalizando uma finíssima unha de gelo afiada, a qual usou para rasgar a parte superior, criando um decote enorme; os fartos seios da loira quase saltavam para fora, os mamilos a poucos centímetros de poderem ser vistos.

    Carmiglioni arregalava os olhos, apoiando as mãos em sua poltrona; sua atenção parecia imediatamente fisgada por aquela cena.

    -Ahhn...sr.Carmiglioni...S2 – a raposa dizia, numa voz melosa, mesclada a um gemido - ...sua demonstração de força me excitou tanto que....não consigo resistir...como a conseguiu?

    E mordia o canto dos lábios, piscando para o gordo. O rosto da raposa estava vermelho, tanto de ódio pela encenação que era obrigado a fazer, quanto vergonha. De forma um pouco tímida, abraçaria o braço de Artemia para cobrir um pouco o próprio decote que fizera, embora todo aquele contato com a ruiva lhe deixasse bastante desconcertado.

    -Io sempre fui...-snort- musculoso assim... – O vampiro dizia, esboçando um sorriso lascivo. Um pouco de baba parecia escorrer de sua boca, descendo os degraus de sua papada, que parecia emendar com as dobras de banha de seu tórax.

    A loira agitou as caudas languidamente e virou-se um pouco mais sobre o corpo da ruiva, ficando mais e mais corada, se é que ainda era possível. Com a mao oposta apoiou-se sobre o ombro da garota, e começava a “escalá-la” um pouco, ainda sentada, pressionando seu próprio corpo esguio e recheado de curvas sobre o dela. Devido à perna que lançara sobre ela, conforme ia escalando a posição do joelho tocava-lhe sem querer numa região extremamente sensível. A respiração da loira parecia ficar mais e mais pesada, conforme ela se aproximava do pescoço da ruiva, tomando consciência do quanto de seu corpo estava sentindo, e estremecia. Mas não podia parar; quanto mais se esforçasse, mais poderiam extrair do gordo, e mais fácil seria a missão.

    Muito embora boa parte de tudo aquilo se tornava ainda mais real pela atração que de fato sentia pela ruiva, não era naquela forma, naquele momento ou lugar que desejava fazer aquilo tudo, e sentia a culpa pesar-lhe. Mas se fosse apenas uma atração física, química, não deveria estar aproveitando aquilo completamente? Ou talvez começava a sentir algo de mais puro que isso? Novamente, o olhar que a loira lançava a Artemia parecia dizer tudo aquilo que seus lábios não conseguiam. A única coisa que conseguiu sussurrar, em seu ouvido, foi um “me perdoe por isso”, seguido de ainda mais rubor na face.

    Começava a deslizar a língua na base do pescoço da garota, de uma forma erotizada, subindo até a orelha de Artemia, onde dava uma mordiscada, dando aquela piscadela “levada” para o gordo, que parecia começar a transpirar.

    -I-isso...ahhh...talvez eu tenha ficado um pouco mais poderoso depois que aquele demônio, Azmodan, passou por aqui há 1 ano...

    A tática de Tetsuya parecia estar dando certo! Era como se uma resistência inicial houvesse sido quebrada, predispondo-o a falar mais do que precisava, movido pela luxuria e excesso de confiança do italiano. Depois daquela demonstração chamativa, provavelmente Axle conseguiria exigir além daquele chip, poderia até mesmo interroga-lo sutilmente. E muito embora Jasor já soubesse que a loira era apenas uma ilusão, era realmente difícil vê-la como tal; o corpo era belíssimo, competiria facilmente com modelos humanas. Eram traços quase angelicais, mas com uma perversidade sedutora única, praticamente um desperdício que a raposa não tivesse nascido de fato com aquelas formas. Se por um momento esquecesse daquele detalhe, a idéia da Jacuzzi provavelmente voltaria à mente do barman.

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    Artemia

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Artemia em Dom Nov 22, 2015 6:54 pm

    Artemia manteve-se sentada observando Carmiglioni enquanto ele falava a Axle. Notou um leve desinteresse do vampiro sobre elas duas, deixando a maga preocupada por alguns segundos. Como conseguiriam extrair informações se o interesse fosse perdido?

    Sua preocupação não durou muito. Logo sentiu a perna da loira ao seu lado deslizar sobre as suas, forçando-as a abrirem novamente. A ruiva fixou os olhos no decote recém criado por Tetsuya, que elevava o volume de seus seios e os deixavam à mostra de um jeito provocante. Artemia engoliu em seco com a visão, ruborizando violentamente quando a vulpina se aproximou, se apoiando em seu ombro e pesando seu corpo esguio sobre o da ruiva, que agora respirava pausadamente, estática e sem reação. Seus lábios vermelhos haviam partido, observando o movimento da loira que agora escalava seu corpo e tocava-lhe com o joelho sua área latejante entre as pernas, gemendo em meio a um suspiro audível enquanto todo seu corpo estremecia ao toque.

    Agora sua pele estava totalmente arrepiada, absorvendo as sensações da aproximação intensa do vulpino. Sentindo o ponto entre suas pernas latejar e umedecer rapidamente, Artemia fechou os olhos e se deixou levar pela lambida no pescoço e a mordiscada na orelha, sorrindo levemente e mordendo o próprio lábio inferior. Sentiu suas bochechas queimarem e seus sentidos arderem de desejo; finalmente erguera as mãos e agora deslizava os dedos sobre os braços da vulpina. O coração batia forte em seu peito, acelerado a uma velocidade nunca sentida antes. Prendeu a respiração quando Tetsuya murmurou em seu ouvido, gemendo baixinho enquanto sentia aquela umidade intensa escorrer por entre suas pernas: seu rubor aumentou e ela apertou os dedos nos braços da vulpina, sem conseguir respirar ainda.

    Em um impulso claro devido ao desejo que agora pulsava em seu corpo, a ruiva uniu as pernas de Tetsuya e sentou-se em seu colo com uma perna de cada lado, roçando os lábios e mordendo levemente seu pescoço enquando as mãos deslizavam pelos seus cabelos e sua nuca, descendo pelas costas até contornarem sua cintura, acariciando sua pele com a ponta dos dedos. A maga havia se esquecido, então, que estavam sendo observados, principalmente por Carmiglioni, que parecia se deleitar com a situação.

    Então, sem pensar claramente, a maga lambeu toda a extensão do pescoço de Tetsuya até chegar em seu queixo, onde mordeu levemente. Seus olhos se encontraram, fazendo o corpo todo da maga se arrepiar de excitação: ergueu as mãos e segurou os seios da loira, acariciando os mamilos levemente conforme mordia sua bochecha, o canto de sua boca...

    Teve seu descontrole interrompido por Carmiglioni, que naquele instante parecia ter dito algo que ela própria não entendeu. A maga parou os lábios próximos aos de Tetsuya, sua expressão claramente assustada e enrubescida. Voltara a perceber tudo ao seu redor. Os olhares pesando sobre eles. Porém, precisavam manter aquele "show" a todo custo, o que a fez dizer murmurar para ele, sentindo seu próprio hálito quente rebater nos lábios da loira:

    - Eu que peço desculpas...

    Sussurrou no mesmo instante em que pegou as mãos dela e as posicionou em seu bumbum, puxando sua cabeça para a frente, a colando nos seios da ruiva, que havia curvado seu corpo para trás, podendo visualizar Carmiglioni de ponta à cabeça. Então abriu um largo sorriso malicioso, gemendo conforme sentia o rosto do vulpino pressionado contra seu busto, o que a deixou trêmula e absurdamente nervosa.

    - Ahn, Carmiglioni.. a-assim eu vou pegar fogo... você gosta de mulheres q-que pegam fogo..? - perguntou ela, em meio a gemidos. Voltou a ficar em uma posição ereta, passando a ponta da língua lentamente pelo queixo da vulpina, abaixando até seu busto. Não podia perder o controle novamente. O que Tetsuya pensaria dela? O que estava acontecendo? Estava deixando seu auto controle escorregar pelos dedos...

    Ergueu o rosto e encarou a loira com desejo soltando faíscas de seus olhos esmeralda, que agora brilhavam intensamente. Sua respiração estava pesada e o olhar agora caía para os lábios da vulpina. Era como se a chamasse; um imã implorando para ser atraído até encostar...

    - Estou tão excitada... - gemeu ela, mais para Tetsuya do que para o vampiro que as observava. Ao dizer isso, suas bochechas adquiriram uma tonalidade extra vermelha, como se fosse pega no flagra por pensar em voz alta. Seus olhos se abriram mais, sua respiração parou. Contudo, Carmiglioni poderia interpretar como se as duas realmente estivessem se comprazendo, diferente do que se estivessem sendo obrigadas.

    Artemia se endireitou no colo e resolveu continuar a frase, porém olhando para Carmiglioni enquanto lambia e mordia o maxilar da loira:

    - Ahn, eu...estou tão excitada com essa música... como será que ela funciona? Quero poder ficar assim para sempre...

    Disse, esfregando seu corpo no de Tetsuya, ainda em seu colo, friccionando seus seios nos dela enquanto descia uma mão para perto da virilha da loira, aproximando seu rosto e seus lábios perigosamente perto dos dela. Então, finalmente os encostou, mas apenas isso: em uma atitude provocante, a ruiva apenas roçou seus lábios partidos nos da loira, acariciando toda sua extensão até finalmente deixar sua língua sair e passar a ponta apenas na superfície dos lábios, mordendo levemente o lábio inferior...

    Soltou com uma certa relutância, afastando seu rosto quente dali, voltando sua atenção ao maxilar e depois pescoço da loira. Não conseguia parar de pensar no quanto gostaria de voltar a tocar seus lábios nos dele e sentir toda aquela vibração dominar seu corpo, mas não poderia se esquecer que aquela era uma missão e que a segurança dos outros dependia delas. Tinha medo de Tetsuya recusar suas investidas naquele instante, que apesar de fazerem parte de um show, ainda assim significavam muito para a ruiva.
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    Axle The Red

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Axle The Red em Seg Nov 23, 2015 1:03 pm

    Quando ouviu o gordo se referir ao reploid, ergueu-se da cadeira e pousou seus olhos na face inchada, notando o tom de voz quase entendiado. Escorregou seu olhar então para o chip que era demonstrado como se fosse um tesouro real. O preço era Artemia e Tetsuya. Quando desviou sua atenção para os dois ficou chocado. Obviamente aquela dança erotica era uma resposta direta a falta de interesse que Carmiglioni dizia possuir. Mas nunca imaginou que os dois chegariam aquele ponto. O mestiço rasgava a propria roupa e provocava o vampiro, se esfregando e lambendo a ruiva ! E Artemia respondia na mesma altura, sem nenhuma timidez ou receio que demonstrava a poucos minutos atras.

    Axle fechou os olhos com força para não ver mais da cena. Aquilo o pertubava de uma maneira estranha, não conseguia definir exatamente o motivo. Virou-se para a almofada vermelha e caminhou até lá, erguendo o braço para pegar o chip que ali repousava. Foi preciso um grande esforço para conseguir continuar a falar, postergando o maximo que pode suas palavras

    - Agora você enxerga o valor dessas duas, não é ? Não sou qualquer caçador, não as escolhi por acaso. Veja como elas...se entrelaçam...

    Não havia o menor esforço de Carmiglioni para fingir não estar excitado com a cena. Estava fisgado.

    - Diria que elas valem muito, afinal não é apenas uma mulher provocante, são duas. Praticamente um pacote completo de sensualidade, prontas para um show a qualquer momento. Todas suas fantasias realizadas em dobro....por acaso você não teria o chip com o terceiro programa em sua posse, teria Carmiglioni ?

    Continuou sobre o tema que deveria interessar mais a um reploid, embora não tivesse deixado de ouvir sobre sua revelação sobre um demonio ter lhe trazido o segredo de seu poder. Esperava que a dupla continuasse aquelas perguntas, de modo que cada um pudesse extrair informações separadamente sem levantar suspeitas. Mas até mesmo para Axle era dificil se manter disfarçando naquela situação. Ele nunca havia sido treinado para aquele tipo de abordagem, nem havia sido feito para aquilo. Tudo no que podia se sustentar foi no que tinha aprendido durante seculos de observação com os humanos. E era a mesma observação que o colocava sob pressão.
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    Jasor Messast

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Jasor Messast em Seg Nov 23, 2015 1:53 pm

    Agora que conhecia mais sobre o Red, sabia que o que ele queria não era o chip, mas em libertar todos ali. Ainda assim o chip era valioso para robos como ele. Se fosse com o barman, não pensaria duas vezes para aproveitar a oportunidade e levar o chip sem preocupações. O unico problema era a maldita montanha de gordura, que apenas por pirraça desdenhava do "produto". Isso logo fez a loira e a ruiva reagirem, de uma maneira que com certeza pegou todo mundo de surpresa.

    Jasor tinha os olhos arregalados ao testemunhar aquela cena. Uma voz no fundo de sua consciencia dizia que aquele peitos enormes eram uma mentira, que por trás do disfarce era um homem raposa ridiculo. Mas o que via na sua frente era duas mulheres gostosas se pegando como se não houvesse amanhã ! Porque é que aquele moleque infeliz tinha que ter peitos tão grandes, se apertando contra a ruiva e lambendo sua orelha. E Artemia, ah, Artemia. A cada hora que se passava ela estava mais provocante, mais intensa, mais quente...era evidente para Jasor que ela não estava fingindo aquilo. Pena que ela ja tinha um alvo de sua paixão.

    Estava excitado com aquelas mão bobas, coxas apertadas e mordiscadas. E ao mesmo tempo furioso por ter sido evidentemente rejeitado. Já havia levado uma centena de pés-na-bunda antes, mas nunca depois de ter rolado um contato tão particular, profundo, para depois ser partido de uma hora pra outra. Jasor tirou as mãos dos bolsos e se debruçou a frente, apoiando os cotovelos sobre as pernas com a cabeça baixa. Era uma postura que indicava que ele tentava a todo custo manter a paciencia, e tambem uma forma de esconder o volume que voltara a surgir em suas calças. Com um dos pés batendo o calcanhar no chão, seus olhar se fixava involuntariamente nos dois a sua frente, e quando percebia o que estava fazendo arrastava seu olhar para um dos guardas, ou para Axle em seu dialogo revoltante. Mas nunca para Carmiglioni. Não queria vomitar ali.
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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Yumi Hayashi em Seg Nov 23, 2015 2:23 pm

    "Desculpe por isso" as orelhas da pequena raposa se mexiam ao ouvir Tetsuya falar aquilo, então ela fez o que não devia: olhou para os dois.

    Observou cada movimento dele, mas tentava entender que era tudo encenação, mas quando Artemia retribuiu de forma tão erótica, a pequena raposa tremia de ódio. Aquela humana queria os dois afinal, porque ela não ficava com o jasor e deixava o Tetsuya pra ela?! Que vaca!

    Quanto mais via a cena, mas irritada ela ficava. E toda a calma que Yumi sempre demonstrava foi para o espaço. Era de fato difícil que ela se irritasse daquela forma, mas sentia ciúmes por Tetsuya e não escondia isso. Não poderia machucar a maga, o que tornava as coisas, definitivamente, mais difíceis.

    Os demais na sala, poderiam perceber que a temperatura caia drasticamente. Inicialmente os humanos seriam os primeiros que sentiriam aquele frio absurdo incomodar. Mas com o tempo até os vampiros começariam a levar pequenos danos pela queimadura causada pelo gelo. Mas não só a temperatura iria caindo, mas toda a sala a partir do ponto que a raposa estava começava a congelar. Tão logo tudo estaria brilhando com o gelo.

    Tomada pelo ódio que o ciúme a fazia sentir, ela quebrava o jarro que estava escondida quando pulava para o meio da sala. Durante seu pulo, ele não era mais uma raposinha fofa e sim uma verdadeira kitsune de um metro de altura, medindo em cima das quatros patas, suas caudas eram um pouco maior do que sua versão humanizada e balançavam  perigosamente. Seus caninos pontiagudos estavam evidentes e ela olhava de Artemia para os vampiros. Era difícil para eles saberem quem a raposa ameaçava. Certamente Axle, que observava Yumi chegaria à conclusão que aquilo foi movido por ciúmes. Para os outros ela poderia simplesmente ter surtado. Quanto mais nervosa ela ficava, mais a temperatura baixava drasticamente, que já chegava aos - 15 graus.
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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Tetsuya Kitsune em Seg Nov 23, 2015 3:46 pm

    Carmiglioni parecia suar, suas banhas tremendo; queria sair dali e avançar sobre as duas, mas algo realmente muito forte parecia manter suas pernas fixas ali. O que era curioso; como todo seu corpo se mexia, exceto aquela região? O fato não passara desapercebido por Tetsuya, ao que perguntava:

    -Ahhnn....S2....sr. Carmiglioni, porque nao vem até nós, hummmmm~~??Nos castigar um pouco, pois somos tããão levadas~~ - dizia, piscando para o gordo, que parecia literalmente babar. E como um livro aberto, ele ia contando tudo, talvez movido pela luxuria infinita atrás apenas de Deh, ou talvez pela prepotencia enorme, e ia respondendo tudo. Nunca um interrogatório seria mais facil.

    -Eu -snort- não posso....Azmodan me deu o corpo de um Deus, que se estende por baixo desta -snort- boate...senão eu pegaria as duas e #$@#$¨&%!&¨%@# suas @#!&¨%#@%&¨% de uma forma !&¨%@#&¨%!@# o dia inteiro!! - ele dizia palavras extremamente obscenas, exibindo os caninos afiados, louco por desejo. Sem desgrudar os olhos de ambas, respondia ainda a Axle.

    -Não tenho o terceiro -snort- chip....mas ouvi dizer que está no jardim botanico, perto de uma -snort- catedral no centro. Enviei homens mas nunca retornaram...


    A loira pareceu se surpreender quando Artemia sentou-se em seu colo, as pupilas se dilataram, e sem que notasse, as mãos haviam descido para seus quadris. Mas sequer teria tempo de pensar onde diabos estavam as mãos, pois quase imediatamente a ruiva debruçava-se sobre seu pescoço como uma vampira faminta. O coração quase saltaria-lhe à boca quando sentiu os seios serem agarrados daquela forma; era uma sensação bem diferente do que estava acostumado, e praticamente se rendia àquela troca de olhares; provavelmente Yumi veria aquilo como um feitiço para iludi-lo, para domar por completo sua mente. O rosto estava completamente vermelho, os lábios pareciam tremer ao sentirem a distancia de quase um fio de cabelo entre os labios da ruiva.

    Não sabia o porque, mas...uma de suas mãos foi levada ao rosto da ruiva, acariciando-lhe o rosto com um carinho incomum à raposa que era sempre tão rabugenta. E tão logo pedia desculpas, estendeu o indicador, tocando-lhe os labios.

    -Shh...não se desculpe por algo que eu gost....g-g-go... - e começou a piscar, pouco a pouco percebendo o que estava acontecendo, o que estava falando. Era como se fosse dominado por instintos que sobrepujassem qualquer razão, qualquer lógica, embora aos poucos a vergonha parecesse lhe dar algum senso para reduzir o grau de excitação com tudo aquilo.

    E então, a ruiva posicionava-lhe as mãos, tocando-lhe os gluteos, justo quando parecia estar recobrando a sanidade. Era aquilo mesmo que estava sentindo!? E, quase sem acreditar naquilo, apertava-os. Sim, era mesmo. O queixo da raposa caía, no exato momento em que "se afogava" nos seios da ruiva, os próprios quase saltando para fora. Na excitação, os mamilos rigidos pressionavam-lhe contra o abdomen, enquanto novamente seu corpo era domado pelo instinto; puxava-a pelos gluteos contra a propria pelve, Artemia podendo claramente sentir aquele calor e umidade que tomava a loira, e saberia exatamente que ela também sentia aquilo, quase que um convite para prosseguirem naquela dança de seduções. Os caninos levemente pontudos da raposa arranhariam-lhe a pele entre os seios de Artemia, como se uma gula por seu corpo se manifestasse em provocações e gemidos.

    Ao contrário de recusar, a loira parecia entrar cada vez mais na personagem; será que realmente tudo que fazia era encenação? Parecia inebriado pelos hormonios que o tomavam, pela atração crescente por ela. Ergueu os braços, arranhando as costas de Artemia, quase que clamando por sua carne.

    -E-eu não aguento...!

    A loira puxou-a mais para junto de si, com certa força, forçando um atrito entre as duas mulheres na região onde mais pareciam vibrar, uma umidade da loira que começaria a transparecer pelos trajes, e de maneira quase descontrolada puxava-a também para um beijo. Curiosamente, apesar do clima lascivo entre as duas, os labios de Tetsuya tremiam de ansiedade, medo, inexperiencia, e seriam estranhamente...puros de intenção?Como se fosse outro sentimento, que nao apenas o desejo carnal de fato. E já havia se esquecido de onde estava, o que fazia, que missão era, que ano estavam, que forma estava...em que forma estava. A forma masculina havia voltado sem que percebesse, ao que Artemia notaria logo assim que olhasse melhor.

    O momento foi bruscamenteo interrompido por um grito de um dos seguranças:
    -S-senhor Carmiglioni...estou congelando!! - e de fato, o segurança mais perto de Yumi estava com os pés e costas colados ao chão e parede.

    -Cale sua boca, figlio de uma cagna, ou quer que eu te...uh? - Carmilgioni observava melhor a cena. A bela loira havia perdido curvas demais, estava maior, e levou algum tempo até o vampiro notar que era um homem ali. E pior, uma raposa de 5 caudas havia saltado e quebrado um vaso ming caríssimo. O que estava acontecendo!?

    ------------------------

    -Y-yumi, não...!o disfarce!! - Tetsuya gritava à raposa, a camisa rasgada/aberta exibindo o tórax, com a ruiva sobre ele, agora que estava na forma masculina aquilo tornaria a cena ainda pior. E notava sua propria forma; ele tambem havia estragado o disfarce. O raposo não tinha uma magia tão intensa quanto o pai, mas parecera herdar o raciocinio rapido da mãe; tomou os dois braços de Artemia, um apontando na direção de Carmiglioni, outro para Jasor; sua aura demoníaca era finalmente subjugada por outra, dourada e angelical, que parecia subir pelo corpo de Artemia, imbuindo-a com a mesma energia; era uma presença muito semelhante à da serafim que Yumi conhecera 3 anos atrás...e quase que imediatamente as peças se encaixavam. Quase que num flashback. O pingente, a foto, Fuyu, Iriel...

    -Artemia, fogo!! - ele dizia em frases rápidas, não tinham tempo a perder agora que tudo estava perdido. Não conseguiram extrair tantas informações quanto queriam, mas já era algo...

    Artemia sentiria a mesma sensação de quando Fuyu influenciava sua magia; era uma espécie de potencialização, uma alteração da forma de como aquilo sairia. E apontava ao mesmo tempo para Carmiglioni e Jasor; talvez quisesse acabar com os dois? Não, provavelmente não faria aquele tipo de coisa. Faria? Poderia optar em confiar no raposo, ou não, mas teria dois ou tres segundos para agir...
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    Artemia

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Artemia em Seg Nov 23, 2015 5:02 pm

    - Tetsuya, eu...

    Artemia não conseguiu terminar sua frase. O vulpino agora puxava seu corpo mais para perto, apertando seu bumbum e forçando com que o ponto entre as pernas de ambas se tocassem, friccionando intensamente a área, passando a umedecer ainda mais a superfície. O mestiço estava usando uma saia em sua forma feminina, cujo toque provocava ainda mais uma excitação crescente para ambas. Ao mesmo tempo, Tetsuya unhava as costas da ruiva, que com o corpo para trás, recebia uma arranhada com os dentes em seu busto, rasgando seu kimono branco e liberando um decote parecido com o que a loira possuía, revelando o volume de seus seios rígidos.

    Tudo aquilo acontecia rápido; a ruiva gemia alto de forma lasciva, erguendo o corpo novamente e o encarando nos olhos. E então reparou por um segundo no nervosismo que transparecia no rosto da loira: seus olhos azul e dourado faiscavam desejo, ao mesmo tempo em que demonstravam algum tipo de pureza, inexperiência... assim como a ruiva, que partira os lábios, o observando atentamente, igualmente nervosa. A pouca distância entre eles foi anulada assim que o vulpino a puxou, colando seus lábios nos dela com voracidade. A princípio, a ruiva permaneceu parada, sem reação alguma, de olhos arregalados. Então, sentiu voltar como um turbilhão todas as sensações de antes: o ponto latejante entre suas pernas, o coração pulsando acelerado, os lábios quentes unidos... como era macio! A maga fechou os olhos, pressionando ainda mais o contato entre seus lábios, partindo ligeiramente a boca para respirar, talvez, mas tornando a fechar em um beijo tímido e cheio de significados para ela.

    Ela havia erguido uma mão para a nuca da loira, que repentinamente havia voltado à sua forma masculina: Artemia acariciava a nuca, então, de Tetsuya, em sua forma original. Deixou seus dedos deslizarem pelos cabelos curtos do vulpino, e um meio sorriso surgiu em seus lábios ainda colados no dele quando sentiu algo rígido pressionado entre suas pernas: lembrou-se do episódio no banheiro, o qual ela presenciou nitidamente uma área volumosa no vulpino, que, aparentemente, só aparecia em momentos como esse.

    Apenas notou a queda de temperatura quando ouviu o grito no canto da sala. A ruiva afastou seus lábios dos de Tetsuya, olhando para os lados: viu, então, a raposa gigantesca a encarando de frente, rosnando e praticamente babando de raiva. A maga teve seus braços erguidos rapidamente, um apontando para Carmiglioni, e outro para Jasor. Não entendeu o que o vulpino queria fazer com aquele gesto, principalmente quando gritou em seu ouvido “Fogo!”. Estaria ele tendo uma reação enciumada em relação à Jasor? Sabia que Tetsuya detestava o barman com todas as suas forças, e por isso desconfiou drasticamente de sua atitude. Não passou pela sua cabeça, porém, o fato de Tetsuya querer ajudar Jasor a expandir seus poderes pelo intermédio de Artemia, que escolheu o que faria no segundo em que a dúvida perpassou pela sua mente.

    A maga, com ambos os braços esticados, liberou uma flama imensa na direção de Carmiglioni. O fogo saído de sua mão não era normal: uma labareda intensa dourada, mesclada com vermelho e azul foi disparada para atacar o vampiro. Imediatamente após o fogo apagar de sua mão, a ruiva deu um pulo e saiu de cima de Tetsuya, tendo tempo apenas de acariciar a bochecha dele conforme saía de seu colo, correndo em seguida na direção de Jasor. Assim que o viu, se jogou em cima dele, o abraçando com força. Seus rostos ficaram extremamente perto um do outro no segundo em que o abraço foi feito, a ponto de seus narizes tocarem. A ruiva partiu os lábios, observando o rapaz com intensidade, e então, sentindo novamente aquele misto de sensações excitantes, ao mesmo tempo espantadas, seu corpo foi tomado pelas chamas, passando diretamente para Jasor com o toque de suas peles. Artemia finalmente soltou a respiração que esteve prendendo desde o segundo em que atirou a labareda em Carmiglioni. Afastou seu rosto do dele. Porém, ainda com os corpos colados, observou atentamente o que acontecia ao seu redor.
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    Axle The Red

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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

    Mensagem  Axle The Red em Seg Nov 23, 2015 6:09 pm

    Axle segurava o chip na palma de sua mão enquanto ouvia a resposta de Carmiglioni. Então a terceira parte não estava com ele afinal de contas. Quando começava a se lamentar da infelicidade era lhe entregue de bandeja a localização da ultima parte. Era uma localização muito facil de se achar na cidade, mesmo completamente destruida. Um detalhe importante foi que os enviados do vampiro desapareceram. O lugar era perigoso, tomaria cuidado ao ir para la, mas não tinha medo. Fechou o punho, guardando dentro de seu braço o segundo chip e memorizando o proximo passo que poderia tomar a partir dali.

    E não só para a questão dos reploids havia respostas. Como se quissesse ser eliminado, o gordo revelava seu maior segredo para todos. Jasor ja tinha falado a eles que o segredo estava no trono, mas a verdade era que bem maior. Agora que sabiam o que fazer, o vampiro maldito não teria a oportunidade de voltar da tumba. Red poderia demolir o lugar todo se fosse necessario para libertar aqueles quatro jovens daquela prisão sem grades.

    Evitando olhar demais para o casal no ritual de quase-acasalamento, percebeu que Jasor tinha perdido a espontaneidade  que possuia ja fazia algum tempo. Não era preciso ser um genio para notar que estava com raiva, sua cara enfezada e seu pé inquieto revelavam o sentimento. Seu olhar relutante para o casal dava o motivo do porque: ciumes. Mas aquele não era o momento para aquilo. Teriam que resolver aquilo depois que saissem dali, aquele era um momento que devia ser tratado com cuidado para que tudo desse certo.

    Pena que o fator surpresa tinha ido por agua a baixo. Axle provavelmente teria sido o primeiro a ver no que Yumi tinha se transformado em um momento totalmente fora do combinado. Embora não sofresse com o frio, sentiu a temperatura baixar vertiginosamente no mesmo momento. Não acreditava que quem tinha sucumbido ao ciumes era Yumi, e não Jasor ! E ainda mais, a raposa não parecia estar totalmente consciente de seus atos. Infelizmente era o unico que podia fazer um ultimo movimento antes que descobrissem tudo.

    Quando percebeu que Tetsuya tambem tinha perdido o disfarce entendeu que não havia mais como evitar o combate. O movimento do mestiço foi muito claro para Axle, que deu tempo o bastante para que completassem o ritual da luz e das chamas antes de dar o sinal combinado

    - PULEM !

    Não tinha como esperar para confirmar se fariam o movimento, confiava que se abaixem na hora de seu aviso. O braço de Red se moveu de sua cintura como um borrão dificil de acompanhar aos olhos nus, descrevendo um movimento circular de 180º que começou com a mão bem para trás de seu corpo e terminando exatamente a sua frente. O cabo que segurava de maneira invertida projetou a lamina laser na direção do cotovelo, e como se fosse um chicote, se estendeu a cada fração de segundo que passava.

    A partir dali ele se lançou em um salto acrobatico, o corpo em posição horizontal acompanhando o impulso inicial, que o faria terminar o movimento do corte em 360° enquanto se movia para trás.

    Seu ataque fez com que o filamento laser acompanhasse sua velocidade sobrehumana e cortasse tudo o que encontrasse ao nivel do pescoço dos vampiros, visando decaptar o maior numero deles e ferir Carmiglioni no processo. O salto que havia dado para trás era para cair justamente na frente de Yumi. Esperava que aquilo fosse um sinal o bastante para ela voltar a si. De outro modo, ele serviria de barreira para segurar o ataque da raposa contra os 3 outros jovens.


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    Re: Becos da miséria e Boate Blood's Haven

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